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BCE deve responder rapidamente a sinais de desvios da inflação, diz Stournaras

BCE deve responder rapidamente a sinais de desvios da inflação, diz Stournaras

Reuters

30/03/2026

Placeholder - loading - Presidente do banco central da Grécia, Yannis Stournaras 11/10/2023 REUTERS/Louisa Gouliamaki
Presidente do banco central da Grécia, Yannis Stournaras 11/10/2023 REUTERS/Louisa Gouliamaki

BUCARESTE, 30 Mar (Reuters) - As projeções ​de preços e de crescimento do Banco Central Europeu (BCE) para março estão em risco caso a guerra no Oriente Médio se prolongue, e os membros da instituição precisarão agir rapidamente em resposta a possíveis sinais de que as expectativas de inflação estão se desviando, disse nesta segunda-feira o presidente do banco central da Grécia, Yannis Stournaras.

Em discurso proferido em uma conferência financeira na ⁠capital ⁠romena, ele afirmou que os ​formuladores ‌de políticas do BCE enfrentam o desafio de como responder à inflação impulsionada principalmente por fatores do lado da oferta, sem agravar a desaceleração econômica.

'Se surgirem sinais ⁠de que os efeitos de segunda ordem estão ganhando força ​ou de que as expectativas de inflação estão começando ​a se desviar, o BCE terá ‌que responder rapidamente ​para ajudar ⁠a garantir que as pressões inflacionárias não se consolidem nas expectativas', disse Stournaras, que também é membro do conselho de política ​monetária do BCE, na conferência realizada pela revista The Economist.

No início deste mês, a presidente do BCE, Christine Lagarde, abriu a possibilidade de aumentar as taxas de juros na ​zona do euro caso a guerra no Oriente Médio impulsione a inflação na região por algum tempo.

Stournaras afirmou que uma guerra prolongada significaria enfrentar um ambiente macroeconômico mais adverso do que aquele previsto nas projeções básicas do BCE, com 'crescimento mais fraco e inflação mais alta e persistente'.

No entanto, ele afirmou que o ​BCE estava em uma posição sólida antes dos últimos acontecimentos, com ‌a inflação da zona do ⁠euro se mantendo em torno da meta de 2% por quase um ano.

'Isso proporciona alguma folga para futuros apertos ⁠de juros', disse ele, acrescentando que a ⁠instituição aprimorou sua compreensão ⁠de como a ⁠transmissão ​para efeitos indiretos e de segunda ordem funciona.

(Reportagem de Luiza Ilie)

Reuters

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