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BCE pode ter de aumentar os juros em junho, diz Nagel

BCE pode ter de aumentar os juros em junho, diz Nagel

Reuters

04/05/2026

Placeholder - loading - Presidente do banco central alemão, Joachim Nagel 16 de abril de 2026. REUTERS/Elizabeth Frantz/Foto de arquivo
Presidente do banco central alemão, Joachim Nagel 16 de abril de 2026. REUTERS/Elizabeth Frantz/Foto de arquivo

FRANKFURT, 4 Mai (Reuters) - O Banco Central ​Europeu pode precisar aumentar as taxas de juros em junho se as perspectivas de inflação não melhorarem significativamente nas próximas semanas, disse o presidente do banco central alemão, Joachim Nagel, nesta segunda-feira.

O BCE manteve os juros na semana passada, mas debateu um aumento e sinalizou que o aperto da política monetária pode ser necessário em junho para evitar que o atual choque inflacionário se prolongue por ⁠meio ⁠de efeitos secundários.

'Se as perspectivas ​de ‌inflação não melhorarem significativamente nas projeções (do BCE) de junho, isso apoiará um aumento da taxa de juros', disse Nagel em um discurso em Frankfurt.

A inflação subiu para 3% no ⁠mês passado e pode aumentar ainda mais nos próximos meses, ​já que os preços do petróleo permanecem acima de US$110 ​por barril devido à guerra no ‌Irã, não muito ​abaixo dos ⁠níveis observados no cenário econômico 'adverso' do BCE.

O BCE pode fazer pouco para reduzir os custos de energia, mas precisará agir se temer ​que um choque inicial desencadeie uma espiral de inflação que manteria o aumento dos preços acima de sua meta de 2%.

'Está claro: quanto maior for a duração do conflito, maior será ​o risco de a inflação permanecer elevada se a política monetária não intervier', disse Nagel.

O BCE precisará observar como o choque afeta as demandas salariais, o comportamento do consumidor e as expectativas de preços das empresas.

Investidores estão esperando três aumentos antes do final do ano, com o primeiro totalmente precificado em julho, seguido por mais ​dois no outono.

Nagel, entretanto, também disse que o choque atual é ‌menos grave do que o ⁠episódio de 2022, quando o BCE teve de aumentar as taxas em um ritmo recorde e a taxa de inflação ainda ⁠atingiu dois dígitos, em parte porque as ⁠taxas de juros já estão ⁠mais altas ⁠do ​que em 2022 e a inflação está mais baixa.

(Reportagem de Balazs Koranyi)

Reuters

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