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BCE tem que agir em caso de impactos de segunda ordem na inflação, diz vice-presidente ao El Mundo

BCE tem que agir em caso de impactos de segunda ordem na inflação, diz vice-presidente ao El Mundo

Reuters

23/03/2026

Placeholder - loading - Vice-presidente do BCE, Luis de Guindos 05/06/2025. REUTERS/Heiko Becker
Vice-presidente do BCE, Luis de Guindos 05/06/2025. REUTERS/Heiko Becker

FRANKFURT, 23 Mar (Reuters) - O Banco Central ​Europeu não pode evitar um aumento da inflação decorrente de preços de energia mais altos, mas tem que agir se temer que o rápido aumento dos preços se consolide, disse o vice-presidente do BCE, Luis de Guindos.

O BCE manteve as taxas de juros na semana passada, mas sinalizou que está pronto para apertar a política monetária se os preços ⁠elevados ⁠da energia se infiltrarem na ​economia em ‌geral, impactando o preço de outros bens e serviços por meio dos chamados efeitos secundários.

'A política monetária não pode evitar que a guerra tenha um ⁠impacto inicial sobre a inflação e o crescimento, mas ​o BCE pode monitorar a situação e ficar atento ​aos possíveis efeitos secundários', disse de ‌Guindos ao jornal ​espanhol ⁠El Mundo desta segunda-feira.

Ele argumentou que as empresas e os sindicatos devem tratar isso como um choque inflacionário transitório, caso ​contrário haverá efeitos secundários e o banco central teria que intervir para impedi-los.

O BCE foi um dos últimos bancos centrais a aumentar as taxas de juros no surto ​de inflação de 2021/22, mas controlou a alta dos preços antes de qualquer um de seus principais pares, e a inflação tem estado em sua meta de 2% ao longo do último ano.

Sua projeção mais recente, no entanto, prevê alta para 2,6% no cenário mais benigno, e os riscos ​estão inclinados para leituras mais altas.

De Guindos disse que o ‌BCE monitorará a inflação subjacente, ⁠as expectativas de preços e itens específicos, como os preços de fertilizantes e alimentos.

Ele também disse que é ⁠improvável que os custos mais altos ⁠de energia desencadeiem uma recessão ⁠na zona do ⁠euro, ​já que todos os cenários preveem crescimento.

(Reportagem de Balazs Koranyi)

Reuters

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