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BHP tem recurso negado para recorrer de sentença no Reino Unido sobre barragem de Fundão

BHP tem recurso negado para recorrer de sentença no Reino Unido sobre barragem de Fundão

Reuters

06/05/2026

Placeholder - loading - Logo da BHP em Adelaide, Austrália, em 18 de setembro de 2025. REUTERS/Hollie Adams/Foto de arquivo
Logo da BHP em Adelaide, Austrália, em 18 de setembro de 2025. REUTERS/Hollie Adams/Foto de arquivo

LONDRES, 6 Mai (Reuters) - A BHP não ​pode recorrer da decisão do Reino Unido que a responsabiliza pelo rompimento da barragem de Fundão, no Brasil, em 2015, determinou o Tribunal de Apelação de Londres nesta quarta-feira, em um caso potencialmente avaliado em bilhões de libras.

Em novembro, o Tribunal Superior de Londres determinou que a BHP era legalmente responsável pelo colapso da barragem de Fundão em Mariana, Minas Gerais, que era de propriedade e operada pela joint venture Samarco, formada pela BHP e pela ⁠Vale.

O ⁠pedido de permissão da BHP ​para recorrer ‌dessa decisão foi negado nesta quarta-feira, com a Corte de Apelação afirmando que havia 'ampla evidência' para justificar as conclusões do Tribunal Superior.

Pior desastre ambiental do Brasil, o rompimento da barragem em Mariana (MG) desencadeou ⁠uma onda de lama que matou 19 pessoas, deixou milhares ​de desabrigados, inundou florestas e poluiu toda a extensão do rio Doce, ​até atingir o mar do Espírito Santo.

No ‌julgamento em Londres, ​iniciado em ⁠2024, advogados representando centenas de milhares de brasileiros e outros demandantes acusaram a BHP, maior mineradora do mundo em valor de mercado, de tentar evitar responsabilidade.

A ​BHP, no entanto, argumentou que o processo duplicava ações judiciais e programas de reparação e compensação em curso no Brasil. Na primeira semana do julgamento, o Brasil firmou um acordo de compensação de R$170 bilhões (US$34,61 ​bilhões) com a BHP, a Vale e a Samarco.

Em comunicado divulgado nesta quarta-feira, a BHP afirmou estar confiante de que os trabalhos realizados desde 2015 e o acordo com o Brasil 'oferecem a solução mais rápida e eficiente' para compensar os afetados pelo rompimento da barragem.

A empresa também disse que cerca de 240 mil reclamantes, representando aproximadamente 40% do grupo de demandantes, já ​receberam compensação no Brasil, o que significa que suas ações serão encerradas.

O escritório ‌de advocacia Pogust Goodhead, que representa ⁠os demandantes, classificou a decisão desta quarta-feira como “mais uma vitória” para as vítimas e “um grande revés” para a BHP.

A fase inicial do processo ⁠tinha como objetivo determinar se a BHP era ⁠responsável perante os demandantes, com um ⁠novo julgamento para ⁠decidir ​sobre eventuais indenizações previsto para começar em abril de 2027.

(Reportagem de Sam Tobin)

Reuters

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