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    Brasil receberá 1 milhão de doses da vacina da Pfizer contra Covid-19 em 29 de abril

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    09/02/2021 REUTERS/Dado Ruvic/Foto ilustrativa

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    Por Pedro Fonseca

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Pfizer entregará ao Brasil o primeiro lote de 1 milhão de doses da vacina desenvolvida pela empresa com a parceira BionTech contra a Covid-19 em 29 de abril, como parte de uma antecipação do contrato total assinado com o Ministério da Saúde por 100 milhões de imunizantes, disse nesta sexta-feira uma fonte com conhecimento do assunto.

    Em meio à escassez de vacinas no Brasil e ao agravamento da pandemia no país, o ministério procurou a Pfizer em busca de antecipar a entrega do primeiro lote do imunizante, que estava prevista originalmente para maio.

    O laboratório, em resposta, vai enviar ainda em abril 1 milhão de doses produzidas em uma unidade da Pfizer na Bélgica, e um segundo milhão chegará nas semanas seguintes, de acordo com a fonte, que falou sob a condição de anonimato.

    Entre abril e junho estão previstas no total 15,5 milhões de doses da vacina, de acordo com cronograma anunciado anteriormente pelo ministério.

    O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, e representantes da Pfizer irão comparecer ao aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), para receber o primeiro carregamento da vacina, acrescentou a fonte.

    Procurado, o Ministério da Saúde não confirmou a data da primeira entrega, assim como a Pfizer.

    O laboratório disse em nota que segue comprometido com a entrega de 100 milhões de doses até o final do 3º trimestre de 2021. 'Estamos trabalhando junto ao Ministério da Saúde nas etapas necessárias para que a entrega das doses seja realizada conforme o cronograma', afirmou.

    A vacina da Pfizer já possui registro de uso definitivo da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

    O governo federal só fechou o acordo de compra em março, vários meses após o início da negociação. Ainda em meados do ano passado o laboratório procurou o governo para oferecer o imunizante, mas não obteve resposta, e posteriormente as negociações ficaram em um impasse.

    O presidente Jair Bolsonaro criticou várias vezes a proposta de contrato da Pfizer, pelo fato de o laboratório não querer assumir responsabilidades em caso de efeitos adversos em pessoas vacinadas, entre outros pontos.

    Somente após a aprovação de uma lei pelo Congresso Nacional que autoriza União, Estados e municípios a assumirem a responsabilidade civil por eventuais eventos adversos decorrentes da imunização contra a Covid-19 durante a pandemia que o acordo foi firmado.

    Ainda não há detalhes sobre distribuição e aplicação dessas vacinas, que exigem uma logística diferente, já que precisam ser armazenadas a 70 graus Celsius negativos, diferentemente das vacinas já usadas no Brasil --CoronaVac e AstraZeneca--, que podem ser guardadas em temperaturas de 2 a 8 graus.

    Com apenas dois imunizantes à disposição e atrasos no processo de fabricação, o Brasil vacinou até o momento 24,8 milhões de pessoas com a primeira dose, o equivalente a 11,8% da população, e 8 milhões com as duas, o que representa 3,8% da população.

    Escrito por Reuters

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