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    Brasil registra mais de 90 mil casos de Covid-19 em único dia pela 1ª vez

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    Familiares de vítima da Covid-19 durante enterro em cemitério de São Paulo 17/03/2021 REUTERS/Carla Carniel

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    Por Gabriel Araujo

    SÃO PAULO (Reuters) - O Brasil registrou nesta quarta-feira um novo recorde diário de casos de Covid-19, ao contabilizar 90.303 novas infecções, informou o Ministério da Saúde, cuja contagem total de contaminados pelo coronavírus saltou para 11.693.838.

    A marca do dia supera os 87.843 casos registrados em 7 de janeiro, máxima anterior para um único dia no país.

    Além disso, também foram notificados nesta quarta 2.648 novos óbitos em decorrência da Covid-19 no Brasil, o que representa a segunda maior cifra para 24 horas desde o início da pandemia, ficando abaixo somente das 2.841 mortes reportadas na véspera.

    Com isso, a contagem total de vítimas fatais da doença no país atingiu 284.775, de acordo com os dados do governo federal.

    Nação com os maiores índices de mortes e infecções neste momento, o Brasil também renovou recordes para as médias móveis de 14 dias em termos de casos e óbitos, que atingiram, respectivamente, 69.660 e 1.820.

    Em números absolutos, o Brasil só registrou menos contaminações e morte por Covid-19 do que os Estados Unidos.

    A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) alertou que o país possui atualmente 25 das 27 unidades da federação com lotação acima de 80% nas UTIs e 19 capitais com comprometimento acima dos 90% --cifras que levam o sistema de saúde do Brasil ao maior colapso de sua história.

    Os índices de transmissão da doença, enquanto isso, seguem em ascensão. O Imperial College de Londres reportou na terça-feira que a taxa de contágio no Brasil atingiu 1,23, o que significa que cada 100 pessoas com o vírus contaminam outras 123. Só há desaceleração do contágio quando a taxa permanece abaixo de 1.

    Indicado pelo presidente Jair Bolsonaro para ocupar o Ministério da Saúde em meio ao pior momento da pandemia, o cardiologista Marcelo Queiroga defendeu nesta quarta-feira medidas de distanciamento social para frear o avanço da Covid-19.

    'Esse impacto desses óbitos que estão aí nós conseguiremos reduzir com dois pontos principais: primeiro, com políticas de distanciamento social própria, que permita diminuir a circulação do vírus, e, segundo, com melhoria na capacidade assistencial dos nossos serviços hospitalares', disse ele, que substituirá o general Eduardo Pazuello no cargo.

    Estado mais afetado pelo coronavírus em números absolutos, São Paulo atingiu as marcas de 2.243.868 casos e 65.519 mortes.

    O secretário de Saúde paulista, Jean Gorinchteyn, informou em entrevista coletiva nesta quarta que a taxa de ocupação de UTIs no Estado atinge 89,9%, destacando que 4.346 pessoas foram internadas em leitos de terapia intensiva em apenas três semanas.

    'Este é o momento mais crítico da pandemia que vivemos... A pandemia é outra: se instalou de uma forma muito rápida, acolheu várias pessoas em várias faixas etárias -- incluindo pessoas com idades menores do que 50 anos, de uma forma maior do que aquela que nós vimos na pandemia em sua primeira fase', disse Gorinchteyn.

    Ele atribuiu o cenário às novas variantes do vírus --em especial a detectada inicialmente em Manaus-- e ao desrespeito de parte da população às orientações de restrição.

    Conforme os números do Ministério da Saúde, Minas Gerais é o segundo Estado com maior número de infecções pelo coronavírus registradas, com 991.732 casos, mas o Rio de Janeiro é o segundo com mais óbitos contabilizados, com 34.586 mortes.

    O governo ainda reporta 10.287.057 pessoas recuperadas da Covid-19 e 1.122.006 pacientes em acompanhamento.

    Escrito por Reuters

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