BRASILEIROS BUSCAM NOVAS FORMAS DE DESCOBRIR MÚSICA ALÉM DOS ALGORITMOS, APONTA ESTUDO
Levantamento mostra interesse crescente por experiências mais diretas, como shows e recomendações humanas
Bruna Valle
29/04/2026
Um novo estudo Reset da Mesmice”, realizado pela Heineken em parceria com a Box1824 aponta uma tendência interessante: cada vez mais pessoas estão buscando alternativas aos algoritmos para descobrir novas músicas.
Mesmo com o domínio das plataformas digitais, cresce o interesse por experiências mais espontâneas e menos automatizadas.
O que diz a pesquisa
O levantamento indica que uma parcela significativa dos brasileiros sente que as recomendações feitas por algoritmos acabam sendo repetitivas.
Com isso, muitos ouvintes passaram a procurar outras formas de ampliar o repertório musical.
Entre os principais caminhos estão indicações de amigos, playlists feitas por pessoas e, principalmente, a experiência ao vivo.
O retorno da música ao vivo
Shows e festivais aparecem como uma das principais formas de redescobrir a música.
Além do contato direto com o artista, o ambiente ao vivo permite que o público conheça novas sonoridades de forma mais natural, fora dos padrões impostos pelas plataformas.
Essa experiência também fortalece a conexão emocional com a música.
Menos previsibilidade, mais descoberta
Outro ponto destacado pelo estudo é o desejo por diversidade.
Muitos ouvintes relatam que os algoritmos tendem a repetir estilos e artistas semelhantes ao que já foi ouvido anteriormente, limitando a descoberta de novidades.
Ao buscar alternativas, o público encontra mais variedade e surpresa.
O papel das conexões humanas
A recomendação feita por outras pessoas volta a ganhar importância.
Indicações de amigos, curadoria de especialistas e até o rádio seguem como formas relevantes de apresentar novas músicas ao público.
Esse tipo de descoberta costuma trazer um fator mais pessoal e menos automático.


