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Ceron rebate críticas de Mansueto à gestão fiscal e reclama de 'negacionismo'

Ceron rebate críticas de Mansueto à gestão fiscal e reclama de 'negacionismo'

Reuters

13/02/2026

Placeholder - loading - Secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron 03/07/2025 REUTERS/Adriano Machado
Secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron 03/07/2025 REUTERS/Adriano Machado

BRASÍLIA, 13 Fev (Reuters) - O secretário do Tesouro ​Nacional, Rogério Ceron, rebateu críticas feitas esta semana pelo economista-chefe do BTG, Mansueto Almeida, à gestão fiscal do governo Lula, argumentando em vídeo postado em suas redes sociais, nesta sexta-feira, que 'em economia não há espaço para negacionismo' e que os dados mostram melhora das contas públicas.

Sem citar o nome de Mansueto -- que comandou o Tesouro nos governos dos ex-presidentes Michel Temer e Jair Bolsonaro --, Ceron disse que um ex-secretário do Tesouro teria ⁠tentado, ⁠em um evento recente, trazer um ​diagnóstico ‌de que a economia brasileira não está em um bom momento, mas que os dados não corroboram essa avaliação.

Ceron citou números mostrando que indicadores como despesa total, dívida bruta e resultado ⁠primário foram de uma forma geral melhores no período 2023-2025 do ​que no período 2016-2020. Segundo ele, logo após 2020 os dados ​da dívida teriam melhorado apenas como resultado ‌de um 'choque inflacionário', ​e ⁠não como consequência de uma melhora nos números fiscais.

'Naquele período, o gasto foi maior em relação ao PIB do que nesse ciclo de governo, os ​resultados fiscais foram piores e o patamar da dívida também foi maior', disse Ceron, ao comentar os anos em que Mansueto esteve à frente do Tesouro.

Na terça-feira, em evento do BTG Pactual, Mansueto fez ​duras críticas à gestão econômica do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e atribuiu a melhora em indicadores do país a fatores internacionais, prevendo “enorme problema” à frente se não for implementado um ajuste fiscal.

Mansueto disse que a dívida pública do país crescerá dez pontos percentuais no atual mandato de Lula, o que não seria sustentável, acrescentando que “não ​dá para repetir nos próximos quatro anos o que foi feito nesses quatro ‌anos”.

Ceron argumentou nesta sexta-feira que ⁠o governo sempre reconheceu que precisa 'continuar o processo de recuperação fiscal, que está acontecendo', mas que 'o bom debate precisa ser feito em fatos'.

Ao ⁠defender o governo Lula, Ceron apontou ainda ⁠outros dados macroeconômicos, como o ⁠desemprego em mínima ⁠histórica, ​a inflação historicamente baixa e a melhora de indicadores de pobreza.

(Por Isabel Versiani)

Reuters

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