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Chefe do Banco Mundial alerta para crise iminente de empregos mesmo após fim da guerra

Chefe do Banco Mundial alerta para crise iminente de empregos mesmo após fim da guerra

Reuters

13/04/2026

Placeholder - loading - Presidente do Banco Mundial, Ajay Banga 10 de abril de 2026. REUTERS/Jonathan Ernst
Presidente do Banco Mundial, Ajay Banga 10 de abril de 2026. REUTERS/Jonathan Ernst

Por Andrea Shalal

WASHINGTON, 13 Abr (Reuters) - A ​guerra no Oriente Médio dominará as discussões das autoridades financeiras globais nesta semana em Washington, mas o presidente do Banco Mundial, Ajay Banga, soou o alarme sobre uma crise maior e iminente: uma enorme lacuna de empregos para 1,2 bilhão de pessoas que atingirão a idade de trabalhar nos países em desenvolvimento nos próximos 10 a 15 anos.

Nas trajetórias atuais, essas economias gerarão apenas cerca de 400 milhões de empregos, deixando um déficit ⁠de ⁠800 milhões de vagas, disse Banga ​à ‌Reuters.

O ex-presidente-executivo da Mastercard admite que focar as pessoas no longo prazo é assustador, dada a série de choques de curto prazo que têm afetado a economia global desde a pandemia de ⁠Covid-19, sendo o mais recente a guerra no Oriente Médio.

Ele diz ​que está determinado a garantir que as autoridades financeiras mantenham o ​foco nos desafios de longo prazo, como ‌criar empregos, conectar ​as ⁠pessoas à rede elétrica e garantir o acesso à água potável.

'Temos de andar e mascar chiclete ao mesmo tempo. O que estamos vivendo agora é um ​ciclo de curto prazo de ritmo acelerado. No prazo mais longo, o ritmo está ligado a essa situação do emprego ou da água', disse Banga em uma entrevista gravada na sexta-feira.

Milhares de autoridades financeiras ​de todo o mundo se encontrarão em Washington nesta semana para as reuniões de primavera do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional, sob a sombra da guerra entre EUA e Israel com o Irã, que ameaça desacelerar o crescimento global e aumentar a inflação.

A extensão do impacto na economia dependerá da durabilidade de um cessar-fogo de duas semanas anunciado ​pelo presidente dos EUA, Donald Trump, na semana passada, poucas horas antes dos ‌ataques prometidos que, segundo Trump, ⁠destruiriam a civilização do Irã.

O cessar-fogo interrompeu a maioria dos ataques. Mas não pôs fim ao bloqueio efetivo do Estreito de Ormuz pelo ⁠Irã, que causou a maior interrupção de todos ⁠os tempos no fornecimento global ⁠de energia, nem ⁠acalmou ​uma guerra paralela entre Israel e o Hezbollah, apoiado pelo Irã, no Líbano.

Reuters

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