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China adia aprovações da Airbus para pressionar Europa em relação aos aviões chineses, diz Bloomberg

China adia aprovações da Airbus para pressionar Europa em relação aos aviões chineses, diz Bloomberg

Reuters

27/05/2026

Placeholder - loading - Aeronave Airbus A350-1000 se apresenta durante uma exibição de voo no 55º International Paris Airshow no Aeroporto Le Bourget, perto de Paris, França, em 18 de junho de 2025 REUTERS/Benoit Tessier
Aeronave Airbus A350-1000 se apresenta durante uma exibição de voo no 55º International Paris Airshow no Aeroporto Le Bourget, perto de Paris, França, em 18 de junho de 2025 REUTERS/Benoit Tessier

Atualizada em  27/05/2026

26 Mai (Reuters) - A China tem adiado ​a aprovação das entregas do Airbus para demonstrar impaciência com a demora dos reguladores europeus em certificar as aeronaves Comac fabricadas na China, informou a Bloomberg News na terça-feira.

A Administração de Aviação Civil da China (CAAC na sigla em inglês) adiou a aprovação final que permitiria que os aviões da Airbus entrassem no país e fossem colocados em serviço nos últimos meses, disse a reportagem, citando fontes familiarizadas com o assunto.

De acordo com a reportagem, a ⁠Airbus ⁠entregou no primeiro trimestre o menor ​número de ‌jatos comerciais desde 2009. O presidente-executivo Guillaume Faury afirmou no mês passado que o atraso se deveu a uma “questão administrativa” que impediu a entrega de quase 20 aeronaves destinadas à China.

Na teleconferência ⁠de resultados da Airbus de 28 de abril, Faury disse que ​o problema havia sido resolvido e que os aviões não entregues ​seriam enviados no segundo trimestre.

O diretor financeiro ‌Thomas Toepfer disse ​que a ⁠Airbus havia acumulado cerca de 5 bilhões de euros (US$5,82 bilhões) em estoques no trimestre, significativamente mais do que no ano anterior, sendo a interrupção da ​entrega na China o principal fator. Ele disse que a aeronave 'havia sido construída e estava pronta, mas não pôde ser entregue'.

Em janeiro, a Reuters informou que o órgão regulador de segurança da aviação da Europa, ​a EASA, estava realizando voos de teste para avaliar o avião C919 da Comac para certificação, o que permitiria que a fabricante chinesa de aviões comercializasse o jato para as companhias aéreas ocidentais pela primeira vez. Atualmente, as companhias aéreas europeias e outras ocidentais não podem voar com os jatos da Comac.

Em um comunicado, a EASA afirmou que o trabalho de validação ​do C919 está 'progredindo com a total cooperação da Comac e da CAAC', mas ‌acrescentou que não poderia comentar sobre ⁠o cronograma previsto para a conclusão do projeto de validação.

A certificação de segurança da EASA expandiria significativamente a presença global da Comac, já ⁠que o C919 compete diretamente com o ⁠A320 da Airbus e o 737 ⁠da Boeing.

(Reportagem de ⁠Anusha ​Shah em Bengaluru, Julie Zhu em Hong Kong e Sophie Yu em Pequim)

Reuters

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