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China manda Meta reverter aquisição da startup de IA Manus avaliada em mais de US$2 bi

China manda Meta reverter aquisição da startup de IA Manus avaliada em mais de US$2 bi

Reuters

27/04/2026

Placeholder - loading - Logotipo da Meta  12 de junho de 2025 REUTERS/Benoit Tessier
Logotipo da Meta 12 de junho de 2025 REUTERS/Benoit Tessier

PEQUIM/CINGAPURA, 27 de abril (Reuters) - A China ordenou nesta ​segunda-feira que a Meta reverta a aquisição da startup de inteligência artificial Manus, avaliada em mais de US$2 bilhões, em um momento em que o país intensifica o escrutínio sobre os investimentos norte-americanos em startups nacionais de tecnologias de ponta.

A medida da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma destaca o compromisso da China em impedir que empresas dos Estados Unidos adquiram talentos e propriedade intelectual em IA, enquanto Washington tenta cortar o acesso de empresas de tecnologia chinesas a chips norte-americanos avançados.

O gabinete da comissão responsável pela análise da segurança dos investimentos estrangeiros afirmou que 'proibirá o investimento estrangeiro na Manus, em ⁠conformidade com ⁠as leis e regulamentos, e exigirá que ​as partes ‌envolvidas revertam a transação de aquisição'.

O comunicado não mencionou a Meta nem outros investidores estrangeiros na Manus.

A medida ocorre antes da cúpula planejada para meados de maio entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e seu homólogo chinês, Xi Jinping, em Pequim. O ⁠Ministério do Comércio da China havia anunciado uma investigação sobre a operação em ​janeiro, dias depois de a Meta ter concluído a aquisição da startup em dezembro.

Investidores da ​Manus deixaram a empresa após a aquisição pela Meta, ‌disseram três fontes familiarizadas com ​o ⁠assunto. A China raramente exige o cancelamento de negócios corporativos após sua conclusão, o que demonstra o aumento da fiscalização regulatória em meio à competição tecnológica entre EUA e China.

Os dois cofundadores da Manus, ​o presidente-executivo Xiao Hong e o cientista-chefe Ji Yichao, foram convocados a Pequim para conversas com autoridades reguladoras em março e, posteriormente, proibidos de deixar o país, disseram cinco fontes familiarizadas com o assunto.

Xiao e Ji não responderam aos pedidos de comentários da Reuters.

Após receber um aporte de ​US$75 milhões liderado pela empresa de capital de risco norte-americana Benchmark em maio de 2025, a Manus fechou seus escritórios na China em julho, demitindo dezenas de funcionários.

Em seguida, transferiu suas operações para Cingapura sem buscar a aprovação dos reguladores chineses, disseram pessoas familiarizadas com o assunto.

Isso permitiu que a empresa controladora da Manus, a Butterfly Effect, se reincorporasse em Cingapura e contornasse as restrições de investimento dos EUA para empresas chinesas de IA, bem como as restrições regulatórias chinesas à ​transferência de propriedade intelectual e capital de empresas nacionais de IA para o exterior.

A equipe da Manus ‌já se mudou para os escritórios da ⁠Meta em Cingapura, e os projetos estão prosseguindo apesar das proibições de saída impostas aos dois executivos, disseram duas fontes familiarizadas com o assunto.

O pedido da China para desfazer o acordo ⁠da Manus é o caso mais recente e notório de ⁠bloqueio de uma transação transfronteiriça por parte do ⁠país.

(Reportagem de Eduardo Baptista ⁠e ​Laurie Chen em Pequim, Kane Wu em Hong Kong, Fanny Potkin e Jun Yuan Yong em Cingapura)

Reuters

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