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Choque inflacionário de magnitude moderada na Europa exige resposta ponderada, diz economista-chefe do BCE

Choque inflacionário de magnitude moderada na Europa exige resposta ponderada, diz economista-chefe do BCE

Reuters

19/06/2026

Placeholder - loading - Philip Lane, economista-chefe do Banco Central Europeu, durante palestra na Universidade de Chipre, em Nicósia 5 de abril de 2023 REUTERS/Yiannis Kourtoglou
Philip Lane, economista-chefe do Banco Central Europeu, durante palestra na Universidade de Chipre, em Nicósia 5 de abril de 2023 REUTERS/Yiannis Kourtoglou

PARIS, 19 Jun (Reuters) - A economia ​da zona do euro está passando por um choque inflacionário de magnitude moderada, com a inflação se mantendo acima de 3% até o final do ano, uma situação que exige uma resposta “moderada” em termos de política monetária, afirmou na sexta-feira Philip Lane, economista-chefe do Banco Central Europeu (BCE).

O BCE elevou as taxas de juros na semana ⁠passada ⁠para moderar as expectativas de ​alta ‌dos preços, e os investidores agora tentam adivinhar se e quando o banco tomará novas medidas.

Lane descreveu o atual ambiente inflacionário como uma situação ⁠clássica, de manual, em contraste com o choque inflacionário ​causado pela pandemia observado entre 2021 e 2022 ou ​com o período de inflação ‌ultrabaixa que se ​seguiu ⁠à crise da dívida do bloco.

“É um tipo de choque nem muito grande, nem muito persistente, mas ao qual ​se responde com política monetária de maneira moderada. Se quiserem, talvez seja aí que estamos agora”, disse Lane em um evento organizado pelo Natixis. “Ainda não estamos ​tão avançados nesse cenário de grande desequilíbrio inflacionário.”

Ainda assim, Lane afirmou que, mesmo que o conflito no Oriente Médio se amenize, já houve danos consideráveis causados pela inflação e o aumento dos preços ficará acima da meta de 2% até o ano que vem, justificando medidas ​de política monetária.

“Vimos alguma melhora nesta semana, (mas) há aumentos de ‌custos suficientes a caminho ⁠para que acreditemos que a inflação ficará acima de 3% (para) o restante deste ano”, disse ele.

Isso terá um ⁠efeito em cadeia sobre outros ⁠preços e provavelmente exercerá pressão ⁠para cima ⁠sobre ​os salários no próximo ano, disse ele.

(Reportagem de Mathieu Rosemain)

Reuters

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