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    Cidades brasileiras têm paralisações nos transportes e protestos em dia de greve

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    Manifestantes protestam no Rio de Janeiro contra reforma da Previdência e bloqueio de recursos à educação 14/06/2019 REUTERS/Ricardo Moraes

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    Por Pedro Fonseca e Eduardo Simões

    RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO (Reuters) - Serviços de metrô, trem e ônibus foram parcialmente paralisados nesta sexta-feira em capitais e outras cidades do país, e manifestantes bloquearam importantes vias desde a manhã até o início da noite para protestar contra a reforma da Previdência e contra bloqueio de verbas na educação, em dia de greve geral convocada por centrais sindicais.

    Funcionários da Petrobras também iniciaram uma greve durante a madrugada em refinarias e terminais em oito Estados em protesto contra a reforma previdenciária e o programa de venda de ativos da estatal, de acordo com a Federação Única de Petroleiros (FUP).

    No Rio de Janeiro, manifestantes se concentraram na Candelária no final da tarde e já no início da noite faziam uma passeata pela região central do Rio de Janeiro.

    Mais cedo a Polícia Militar chegou a disparar bombas de gás lacrimogêneo para dispersar uma manifestação e liberar o trânsito na zona portuária pela manhã, de acordo com a TV Globo. A capital fluminense estava com o transporte público operando normalmente, mas com bastante congestionamento devido ao fechamento de vias importantes.

    Em São Paulo, algumas estações de metrô amanheceram fechadas ou em operação parcial em São Paulo. Também houve bloqueio em uma avenida que liga a capital paulista às cidades do ABC e em outras importantes vias da capital paulista, inclusive com manifestantes queimando barricadas.

    Os trens da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) operaram normalmente depois que os ferroviários desistiram de aderir à greve. No metrô, as linhas 1-Azul, 2-Verde e 3-Vermelha, que são estatais, operaram parcialmente. As linhas 4-Amarela e 5-Lilás, concedidas, funcionaram normalmente. A Linha 15-Prata estava fora de operação.

    Já no início da noite, os manifestantes protestavam na Avenida Paulista, com concentrações em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp) e ao prédio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

    A paralisação ocorre no dia da abertura da Copa América de futebol com a partida Brasil e Bolívia no estádio do Morumbi, em São Paulo, às 21h30, com a presença prevista do presidente Jair Bolsonaro. A Secretaria dos Transportes Metropolitanos (STM) informou que fará uma operação especial para atender os torcedores.

    Cerca de três horas antes do apito inicial da partida, o movimento no entorno do Morumbi era tranquilo, já com algumas vias dos arredores interditadas pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET).

    Houve paralisações nos transportes públicos também no Distrito Federal, em Salvador, em Belo Horizonte e em Curitiba, entre outras cidades, de acordo com levantamento do portal de notícias G1.

    Centrais sindicais ao redor do país convocaram uma greve geral e protestos para esta sexta-feira contra a reforma da Previdência proposta pelo governo Bolsonaro e em defesa da educação.

    A União Geral dos Trabalhadores (UGT), Central Única dos Trabalhadores (CUT) e Força Sindical são algumas das entidades que convocaram as categorias que representam a aderir a greve.

    A CUT estimou que 375 cidades do país, incluindo capitais, tiveram atos pela greve, de acordo com nota no site da entidade.

    Os atos de sexta-feira foram marcados em 1º de maio, quando as centrais sindicais comemoraram o Dia do Trabalho com protestos contra a reforma previdenciária.

    Na avaliação das entidades, a proposta do governo Bolsonaro não combate privilégios e prejudica a parte mais pobre da população.

    Segundo a Força Sindical, dentre as categorias que aderiram à greve estão os metroviários, motoristas de ônibus, ferroviários, metalúrgicos, professores municipais e estaduais e bancários, de acordo com nota publicada no site.

    A reforma da Previdência se encontra atualmente na comissão especial da Câmara dos Deputados, onde o relator Samuel Moreira (PSDB-SP) apresentou na quinta-feira parecer favorável à proposta.

    (Reportagem adicional de Laís Martins, em São Paulo, e Marta Nogueira, no Rio de Janeiro)

    Escrito por Reuters

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