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    Bolsonaro diz que Correios têm grande chance de privatização e promete critério ao analisar outras estatais

    (Reuters) - O candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, afirmou nesta terça-feira que os Correios possuem grande chance de privatização se ele for eleito no domingo e garantiu que seu eventual governo vai analisar com critério outras estatais.

    'Os Correios têm grande chance de entrar (na privatização), porque o seu fundo de pensão foi simplesmente implodido pela administração petista. Hoje os Correios têm muitas reclamações', disse o presidenciável à TV Band.

    'O que eu posso garantir ao mercado, aos funcionários, aos servidores, é que tudo será feito com muito critério e nós buscaremos o que é melhor para o Brasil, sem levar qualquer percalço aos funcionários ou aos acionistas', acrescentou.

    Bolsonaro disse que sua equipe vai dividir as estatais de acordo com suas características para então definir o futuro delas.

    'A equipe econômica tem um planejamento distribuindo as estatais, aquelas que são onerosas, aquelas que encontram similares na iniciativa privada, essas aí você vai privatizar ou até mesmo extinguir. Outras você tem que analisar o modelo, não quero nominá-las agora. E tem uma pequena parte que seria estratégica', avaliou.

    Questionado sobre como pretende avançar com a reforma da Previdência, Bolsonaro disse que vai conversar 'aos poucos, passo a passo', com os congressistas.

    'A gente sabe que vai ter algum desgaste, mas não é essa reforma do Temer que nós defendemos', afirmou o presidenciável, acrescentando que não será a reforma que especialistas ou ele desejam, e sim 'o que passa pela Câmara ou Senado'.

    (Por Tatiana Ramil, em São Paulo)

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    Bolsonaro tem 57% dos votos válidos e Haddad aparece com 43%, diz Ibope

    SÃO PAULO (Reuters) - O candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, tem 57 por cento dos votos válidos, de acordo com pesquisa Ibope divulgada nesta terça-feira, que apontou o petista Fernando Haddad com 43 por cento.

    Pesquisa do instituto divulgada na semana passada mostrou Bolsonaro com 59 por cento dos votos válidos, enquanto Haddad aparecia com 41 por cento. Como a margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais, Bolsonaro oscilou para baixo dentro da margem, enquanto Haddad variou para cima, também dentro da margem.

    Pelo critério dos votos totais, Bolsonaro aparece com 50 por cento, ante 52 por cento na pesquisa anterior, enquanto Haddad soma 37 por cento, mesmo patamar da sondagem da semana passada.

    Brancos e nulos somam 10 por cento, ante 9 por cento na semana passada, e o percentual dos que não sabem ou não responderam é de 3 por cento, ante 2 por cento na sondagem anterior.

    O Ibope também indagou sobre o potencial de voto dos dois candidatos e, segundo o levantamento, a rejeição a Bolsonaro cresceu, enquanto a de Haddad caiu.

    De acordo com o instituto, 37 por cento disseram que votarão com certeza em Bolsonaro, eram 41 por cento na semana passada; enquanto 40 por cento disseram que não votarão de jeito nenhum no candidato do PSL, ante 35 por cento na pesquisa anterior.

    Já no caso de Haddad, 31 por cento afirmaram que votarão com certeza nele, ante 28 por cento na sondagem anterior; enquanto 41 por cento declararam que de jeito algum votarão no presidenciável petista, eram 47 por cento na semana passada.

    O Ibope perguntou ainda aos eleitores quem eles acreditam que vencerá a eleição, independentemente de sua intenção de voto, e 69 por cento apostaram em vitória de Bolsonaro, enquanto 21 por cento previram a eleição de Haddad.

    O Ibope ouviu 3.010 pessoas entre domingo e esta terça-feira. A pesquisa foi encomendada pela TV Globo e pelo jornal O Estado de S.Paulo e foi divulgada pelo Jornal Nacional.

    O segundo turno da eleição presidencial está marcado para o próximo domingo.

    (Por Eduardo Simões)

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    Bolsonaro diz que acabará com 'coitadismos' de gays, mulheres, negros e nordestinos

    (Reuters) - O candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, disse nesta terça-feira que, se eleito, acabará com o que chamou de 'coitadismos' de negros, gays, mulheres e nordestinos, e afirmou que políticas afirmativas como cotas para ingresso em universidade reforçam esses coitadismos.

    Em entrevista à TV Cidade Verde, afiliado do SBT no Piauí, Bolsonaro defendeu que esses coitadismos visam dividir a sociedade e que os brasileiros representam um só povo sob a mesma bandeira.

    'Tudo é coitadismo. Coitado do negro, coitado da mulher, coitado do gay, coitado do nordestino, coitado do piauiense. Tudo é coitadismo no Brasil, vamos acabar com isso', disse ele na entrevista.

    'Isso é tudo para dividir a sociedade... Somos todos iguais perante a lei. Somos um só povo, embaixo de uma só bandeira, um só coração verde e amarelo.'

    Bolsonaro também negou que, se eleito, prejudicará Estados que elegeram governadores do PT ou de partidos de esquerda, como o PCdoB. No Piauí, o petista Fernando Haddad --adversário de Bolsonaro no segundo turno marcado para domingo-- foi o candidato a presidente mais votado no primeiro turno e o também petista Wellington Dias foi reeleito para governador ainda no primeiro turno.

    'Tudo que nós pudermos mandar de recursos para Estados e municípios, nós mandaremos. Estados e municípios vão definir então quais são as suas políticas internas', prometeu.

    'Nós não podemos prejudicar o povo do Piauí, ou de qualquer Estado que seja, por ter um governador que não esteja ideologicamente alinhado conosco. Isso não existe. Vamos tratar todos os Estados de forma republicana', garantiu.

    (Por Eduardo Simões, em São Paulo)

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    Bolsonaro vai acabar com células terroristas instaladas no Brasil, diz Bebianno

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - O presidente do PSL, Gustavo Bebianno, disse nesta terça-feira que o presidenciável do partido, Jair Bolsonaro, vai acabar com as células terroristas que se instalaram no Brasil, caso seja eleito, e frisou que as ameaças que o capitão da reserva vem recebendo se devem a sua determinação de combater o crime organizado.

    “Há uma ameaça (contra Bolsonaro) porque o candidato Jair Bolsonaro representa uma ruptura, um ponto final com a criminalidade, com esse estado de coisas que se instalou no Brasil, células terroristas que hoje já estão instaladas. Essa é uma realidade”, disse Bebianno a jornalistas.

    O presidente do PSL reiterou que o ataque a faca contra Bolsonaro em Juiz de Fora (MG) ocorreu por encomenda da facção criminosa PCC.

    “Todos os dias recebemos informes, em relação ao PCC, há uma investigação que está senso feita. Há fortes indícios. A investigação corre em sigilo. O pouco de informações que nós temos já são informações suficientes para que haja um cuidado redobrado”, disse.

    Segundo Bebianno, por conta do atentado e ameaças, a segurança de Bolsonaro 'está reforçada'.

    Na semana passada, o presidente do PSL já havia dito que tivera acesso ao inquérito sobre o atentado contra Bolsonaro e que ele mostrava 'fortes indícios de participação do PCC'. [nL2N1WZ1YZ]

    Bolsonaro lidera com folga as pesquisas de intenção de voto contra o petista Fernando Haddad. O segundo turno da eleição ocorre no próximo domingo.

    (Reportagem de Rodrigo Viga Gaier)

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    Militares poderão aceitar idade mínima em futura reforma da Previdência

    Por Laís Martins e Eduardo Simões

    SÃO PAULO, 23 Out (Reuters) - Militares poderão aceitar o estabelecimento de uma idade mínima para aposentadoria como um dos pontos a serem alterados em uma eventual reforma da Previdência, disse à Reuters o coronel Elias Miler da Silva, que representa uma entidade de classe de oficiais militares e é chefe de gabinete do senador eleito Major Olimpio, aliado próximo de Jair Bolsonaro.

    Segundo o coronel Miler, caso Bolsonaro, candidato do PSL ao Planalto e que lidera as pesquisas para a eleição de domingo, seja eleito, a questão previdenciária dos militares deverá ser submetida como lei complementar, não como Proposta de Emenda à Constituição e, dessa forma, exigiria menos votos para sua aprovação.

    'Já existe um consenso na área militar de alterar, de colocar uma idade mínima, 55 anos. De alguns tempos não serem contados, como por exemplo, tempo de escola de formação”, afirmou o coronel Miler em entrevista por telefone.

    Outro ponto a ser concedido, segundo ele, é a pensão vitalícia para filhas solteiras de militares, benefício que foi extinto em 2001, mas permanece para filhas vivas e para os que ingressaram no serviço militar antes da extinção. Miler avalia que a medida vai na contramão da igualdade buscada por mulheres.

    'Já vimos história aí de mulher até que não casa, só vive junto... Isso é um absurdo, nós temos é que dar oportunidade para mulher trabalhar, entrar no mercado de trabalho e não depender do pai ser militar e morrer para ficar com uma pensão vitalícia”, disse Miler, que também é professor de Direito Constitucional e diretor de Assuntos Legislativos da Federação Nacional de Entidades de Oficiais Militares Estaduais (Feneme).

    Segundo ele, esses pontos ainda não foram apresentados formalmente a Bolsonaro ou a membros de sua equipe econômica, mas já foram discutidos em reuniões que manteve com representantes do governo do presidente Michel Temer.

    'O Jair ainda não tem equipe de transição, está esperando sair resultado (da eleição). Esses pontos que eu te falo são pontos que a área militar tem discutido com o governo Michel Temer na PEC 287 (da reforma da Previdência), então são pontos do Ministério da Defesa, com o Congresso e com o presidente da República', afirmou o militar da reserva da Polícia Militar de São Paulo.

    O coronel disse ter tratado desses pontos em reuniões que teve no passado com o então ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e com a então secretária do Tesouro, Ana Paula Vescovi, para tratar das negociações para a reforma da Previdência.

    Ele defendeu que os militares devem ser tratados de forma diferenciada dos demais servidores e dos trabalhadores da iniciativa privada, pois estão sujeitos a uma série de restrições e não têm os mesmos direitos das demais categorias. O coronel rejeitou chamar essas diferenciações de privilégios, afirmando se tratar de medidas compensatórias.

    Miler, que classificou o texto sobre mudança previdenciária que tramita atualmente no Congresso de 'desumano', disse confiar que, se eleito, Bolsonaro não enviará uma proposta injusta.

    'Eu creio que o Bolsonaro tem consciência disso, ele é uma pessoa bem consciente, não vai fazer nada que seja uma proposta injusta, acredito na coerência dele', disse.

    Questionado se acredita que será chamado para discutir sobre o tema em um eventual governo Bolsonaro, Miler afirmou que 'no mínimo' participará das negociações no Legislativo e disse existir um número suficiente de deputados alinhados com a questão de segurança pública para barrar avanços que a categoria considere injustos.

    'No mínimo, vamos participar aqui no Congresso. Vamos atuar porque agora temos uma bancada de praticamente 40 deputados da área de segurança pública, e com 40 deputados, você consegue brecar o processo', disse.

    PEC 287

    Ao mesmo tempo que criticou a proposta de reforma da Previdência que está no Parlamento, o coronel fez a avaliação de que a proposta de emenda à Constituição (PEC) 287 poderá até ser usada como base de negociação para pular etapas e ganhar tempo, evitando que uma nova proposta comece a tramitar do zero.

    'Não passou no governo Temer, não passava no governo do PT e não passa em nenhum governo. É desumana”, disse sobre o texto atual da reforma. Ele avalia, no entanto, que a proposta pode ser alterada por meio de emendas dos parlamentares e que, no máximo, 30 por cento do texto atual poderia ser mantido.

    'Com as emendas que têm, daria para fazer um texto de negociação. É possível, se quiser ganhar tempo', avaliou.

    Uma reforma da Previdência é apontada por economistas como fundamental para equilibrar as contas públicas e para ajudar a cobrir o rombo fiscal estimado em 159 bilhões de reais para este ano e 139 bilhões de reais em 2019, quando o Brasil chegará ao sexto ano seguido de déficit primário. A questão da Previdência dos militares, tanto federais quanto estaduais, é um dos temas mais controversos da reforma.

    Segundo Miler, o governo Temer propôs um texto excessivamente duro, o que inviabilizou que existisse espaço de negociação.

    'O texto, como ficou relatado pelo (deputado) Arthur Maia (DEM-BA), pode esquecer. Tanto que ele (Bolsonaro) votou contra.'

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    Bolsonaro acena com reeleição de Maia para comando da Câmara em 2019 de olho em governabilidade

    Por Ricardo Brito

    BRASÍLIA (Reuters) - O candidato do PSL e favorito para vencer a corrida presidencial, Jair Bolsonaro, tem indicado que poderia respaldar a reeleição do deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) para o comando da Câmara em fevereiro de 2019 de olho na governabilidade e em garantir a aprovação de sua agenda de reformas e propostas, disse uma fonte da campanha à Reuters.

    A sinalização que o presidenciável não veta um acerto com Maia contraria o interesse de parte dos 52 deputados federais eleitos pelo PSL no embalo da onda Bolsonaro de escolher um nome da bancada para presidir a Câmara.

    'Rodrigo Maia ainda está no páreo e está muito bem situado para ser o próximo presidente', disse a fonte, que pediu para não ser identificada.

    'Do ponto de vista da agenda que o Bolsonaro precisa aprovar no Legislativo, o melhor é que a coisa saia o mais negociada e pacifica possível, mas a gente precisa compreender que esses novatos vem falando grosso', argumentou a fonte, em referência a deputados eleitos pelo PSL de primeiro mandato que têm defendido uma presença de destaque do partido na Câmara.

    O primeiro a defender candidatura própria do PSL foi o presidente licenciado da legenda, o deputado federal eleito Luciano Bivar (PE), em entrevista à Reuters logo após o primeiro turno. O deputado reeleito Delegado Waldir (PSL-GO) também defendeu à Reuters candidatura própria do partido ao comando da Câmara e colocou restrições a Rodrigo Maia, dizendo que Bolsonaro poderia ficar 'refém' do atual presidente da Câmara.

    “Com certeza. Você não pode esquecer que o pai dele foi derrotado pelo filho do Bolsonaro e por um aliado do Bolsonaro ao Senado no Rio de Janeiro”, lembrou. Cesar Maia (DEM) ficou em terceiro lugar, atrás de Flávio Bolsonaro (PSL) e Arolde de Oliveira (PSD).

    Contudo, Bolsonaro e apoiadores próximos têm dado sinais de que podem compor com outros partidos. Na quinta-feira da semana, em entrevista a uma rádio, o presidenciável deixou em aberto a possibilidade de apoiar Maia.

    'Nada de concreto apoiar Rodrigo Maia, nunca conversei com ele assunto nenhum. Digo mais: um presidente eleito não pode interferir nas eleições da Câmara e do Senado.'

    Nesta terça-feira, Maia participou de um café da manhã com cerca de 30 deputados federais da frente de segurança pública da Câmara no qual se comprometeu a colocar na pauta logo após o segundo turno uma proposta que prevê a flexibilização do Estatuto do Desarmamento, segundo o coordenador Alberto Fraga (DEM-DF). Logo depois disso, o grupo, sem Maia, visitou pessoalmente Bolsonaro para lhe dar apoio.

    Fraga --um dos apoiadores de Bolsonaro na Câmara-- disse que no último encontro não se falou de sucessão da Casa, mas avaliou que uma composição de Bolsonaro com o colega de partido ajudaria ao eventual futuro governo.

    'O que nós sabemos é que, pela experiência que o Bolsonaro tem, vai ser um Congresso muito heterogêneo e tem que ter alguém com muito equilíbrio para presidir', disse Fraga, que não se elegeu na disputa ao governo do Distrito Federal.

    AMPLIAÇÃO DE APOIOS

    Ao buscar uma composição com Maia, disse a fonte, a campanha de Bolsonaro tem por objetivo ampliar desde já o leque de apoios no Congresso do eventual presidente a fim de tentar consolidar uma base de apoio para aprovação de propostas. A intenção é que se busque apoio dos partidos, por meio de parlamentares integrantes de frentes partidárias, conforme já mostrou reportagem da Reuters.

    O DEM apoiou no primeiro turno o candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, que terminou a disputa em quarto lugar. No segundo turno, a legenda decidiu ficar neutra, mas várias lideranças têm apoiado individualmente Bolsonaro, como o próprio presidente do partido, ACM Neto.

    O deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) é o principal apoiador de Bolsonaro dentro do partido, apoiando-o ostensivamente desde antes do primeiro turno. O próprio Bolsonaro já disse que, caso eleito, Onyx será seu chefe da Casa Civil.

    Nessa composição com o DEM, há uma conversa, ainda que preliminar, de integrantes da campanha sobre a possibilidade de o deputado federal Mendonça Filho (DEM-PE), ex-ministro da Educação e que foi derrotado na corrida ao Senado, voltar ao posto que ocupou no governo Michel Temer, disse a fonte.

    Essa conversa sobre Mendonça ocupar a Educação, se vingar, acenaria com uma composição mais ampla de ministério, uma vez que Mendonça mudaria o perfil de governo montado exclusivamente por técnicos defendido por Bolsonaro ao longo da campanha.

    A equipe de Bolsonaro, disse a fonte, está ciente de que uma eventual composição com o DEM, em detrimento do próprio PSL, tem de ser muito bem administrada a fim de não gerar atritos com a nova base que poderiam comprometer a agenda no Congresso.

    A fonte disse que não acredita que a bancada do PSL lance uma candidatura à revelia do que pretende Bolsonaro.

    'Nem do lado do Executivo nem do lado do Legislativo vai haver uma tensão tão forte que leve a uma ruptura, a ninguém interessa. O Bolsonaro vai ganhar do Haddad, todo mundo do partido dele vai querer ficar bem com ele, fora outros partidos que podem aderir', resumiu.

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    Bolsonaro definirá nomes de ministros e presidentes de estatais em até 30 dias após eleição, diz presidente do PSL

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - O candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, definirá os nomes de seus ministros e dos presidentes de estatais em até 30 dias após a eleição, caso vença o segundo turno da corrida presidencial no próximo domingo, disse nesta terça-feira o presidente do PSL, Gustavo Bebianno.

    Segundo ele, já há muitos nomes mapeados para os cargos do alto escalão, mas a indicação ainda depende da vitória nas urnas e de uma conversa com o economista Paulo Guedes, indicado para ser ministro da Fazenda em um eventual governo Bolsonaro.

    'A tendência é que mude tudo (nas estatais)', disse Bebianno a jornalistas antes de chegar na casa do empresário Paulo Marinho, na zona sul do Rio.

    'Em trinta dias já vai estar tudo desenhadinho. É um avanço grande nos nomes. O cardápio já tem muitos nomes, mas para evitar especulação, só depois da eleição', acrescentou.

    Bebianno afirmou ainda que não está descartada a manutenção do presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, caso Bolsonaro, que lidera as pesquisas de intenção de voto, vença no domingo.

    'O Ilan é um bom quadro e um bom nome, mas a escolha quem vai fazer é ele (Bolsonaro) com Paulo Guedes', disse Bebianno. No fim de semana Bolsonaro já tinha cogitado a hipótese de manter o atual presidente do BC.

    Na semana passada, a Bloomberg disse, citando duas fontes com conhecimento do assunto, que Ilan se prepara para deixar o governo no final deste ano com o término do governo do presidente Michel Temer.

    Bebianno também disse que Bolsonaro não buscará fazer os presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado, ao mesmo tempo que o dirigente partidário fez a avaliação de que não é saudável a concentração de poder no Executivo e no Legislativo. Bebianno disse que a ideia é que o governo Bolsonaro tenha perfil de centro-direita.

    'Nós entendemos que uma concentração de poder no Executivo e no Legislativo talvez não seja saudável e Câmara e Congresso têm vida própria', disse o presidente do PSL, acrescentando que, se vencer no domingo, Bolsonaro deve ir a Brasília já na semana que vem para tratar do início da transição de governo.

    (Reportagem de Rodrigo Viga Gaier)

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    Haddad não descarta conflito armado entre Brasil e Venezuela caso Bolsonaro seja eleito

    Por Maria Clara Pestre

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - O candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, disse nesta terça-feira acreditar que 'possa ter algum fundamento' a possibilidade de um conflito armado entre Brasil e Venezuela, caso seu adversário no segundo turno, Jair Bolsonaro (PSL), seja eleito presidente no próximo domingo.

    'Eu recebi um vídeo de um discurso, que precisa ser checado, mas supostamente do filho do Bolsonaro... dizendo que uma das primeiras providências seria derrubar o governo Maduro', disse Haddad em entrevista coletiva no Rio de Janeiro, ao ser questionado sobre a possibilidade de um conflito armado entre os dois países.

    Haddad não mencionou qual filho do presidenciável do PSL estaria no vídeo citado.

    'Eu não sei se esse vídeo, ele teria sido em um discurso na avenida Paulista em que ele teria dito isso. Pela hostilidade que ele manifesta, com relação a esse vizinho em particular, quero crer que possa ter algum fundamento, lembrando que o Brasil está há 140 anos sem conflito com seus vizinhos', acrescentou o petista.

    'Agora, a ideia também de colocar uma base militar americana no Brasil também é fonte de preocupação porque nós não temos essa tradição, montar uma base militar no território brasileiro. O Bolsonaro, e isso eu ouvi, declarou que a Base de Alcântara seria cedida para os americanos. Então há preocupações, pode haver uma escalada armamentista na região.'

    Bolsonaro tem repetido na campanha eleitoral que o Brasil pode se transformar em uma Venezuela --que vive uma grave crise político-econômica e humanitária-- se o petista ganhar a eleição.

    Na entrevista, Haddad disse que o Brasil está fazendo de conta que não sabe quem é Bolsonaro, mas que todos sabem.

    O petista avaliou que o volume de notícias falsas diminuiu após reportagem do jornal Folha de S.Paulo sobre suposto pagamento por empresários para envio em massa de mensagens no WhatsApp contra sua candidatura.

    Haddad acusou o adversário, no entanto, de agora usar o horário eleitoral gratuito para propagar mentiras.

    (Reportagem de Maria Clara Pestre)

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    Bancada da Bala acertou com Maia flexibilizar estatuto do desarmamento após eleição, diz Fraga

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - Representantes da chamada Bancada da Bala no Congresso Nacional fecharam um acordo com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para pautar após a eleição do próximo domingo a flexibilização do estatuto do desarmamento, disse o deputado federal Alberto Fraga (DEM-DF), que afirmou que os pontos que podem ser flexibilizados têm a benção do candidato à Presidência, Jair Bolsonaro (PSL), que lidera as pesquisas.

    Segundo Fraga, a flexibilização prevê, por exemplo, o fim da obrigatoriedade de uma permissão de um delegado da Polícia Federal para que uma pessoa possa ter porte de arma. Outro ponto a ser flexibilizado é o que trata da posse de arma em áreas rurais.

    O parlamentar disse ainda que o texto que deve ser pautado deve reduzir de seis para três o número de armas que uma pessoa pode ter.

    “O Rodrigo Maia aceitou e vai pautar depois das eleições com essa flexibilização. Não queremos acabar com o estatuto do desarmamento… hoje a lei prevê a posse de seis armas e vamos reduzir para três. Não há esse ânimo de armar a população brasileira”, garantiu Fraga após se reunir ao lado de outros parlamentares da bancada da segurança púbica com Maia no Rio de Janeiro em um hotel cinco estrelas, na Barra da Tijuca, que fica a poucos metros da casa de Bolsonaro.

    “Tem um ponto hoje que dá problema... A posse depende do delegado e quem decide, e isso temos que tirar esse poder do delegado”, disse Fraga. 'Outros requisitos estão mantidos para ter a posse, como fazer exame psicotécnico, ter curso de tiro e comprovar que não tem antecedentes... se cumprir você tem direito de ter a posse.'

    No caso do porte de arma no campo, a ideia é permitir que um morador rural tenha direito à posse de arma de fogo dentro dos limites de sua propriedade mas, fora dela, seria porte ilegal de arma.

    'O campo não tem 190, não tem atenção da polícia como o urbano tem. O cidadão tem o direito de se defender”, disse o deputado.

    Após a reunião, integrantes da bancada da segurança pública foram à pé até a casa de Bolsonaro para um encontro com o candidato, ao lado do deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM-RS), que deverá assumir a Casa Civil em eventual governo Bolsonaro.

    “Ao longo de 28 anos o Bolsonaro trabalhou no Congresso ao lado desse grupo aqui. Uma bancada aguerrida e que tem compromisso com a vida das pessoas', disse Onyx.

    (Reportagem de Rodrigo Viga Gaier)

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    Haddad recua após chamar general Mourão de torturador em sabatina

    BRASÍLIA/RIO DE JANEIRO (Reuters) - O candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, voltou atrás nesta sexta-feira depois de ter acusado o general Hamilton Mourão, candidato a vice-presidente na chapa de Jair Bolsonaro (PSL), de torturador, dizendo que tomou conhecimento de um 'esclarecimento' sobre o caso.

    Em sabatina para o grupo Globo, Haddad disse que sente medo como cidadão de possivelmente ter um vice-presidente da República acusado de tortura como Mourão, citando afirmação feita pelo cantor Geraldo Azevedo durante show no fim de semana de que Mourão foi um de seus torturadores quando foi preso durante a ditadura militar.

    A acusação do cantor pode ser vista em vídeos no Youtube, mas o músico se desculpou posteriormente em nota 'pelo equívoco', de acordo com o jornal O Estado de S. Paulo, o que levou Haddad a voltar atrás em sua acusação de que Mourão era um torturador.

    'O Geraldo Azevedo realmente foi torturado e realmente disse que tinha sido torturado pelo Mourão. Eu me solidarizo com ele, porque toda pessoa que foi torturada está sujeita a ter esse tipo de confusão. Ele foi alvo de violência extrema, me solidarizo com ele. O esclarecimento dele também tem que ser dado a público, para que não haja dúvida, mas o fato de ele ter soltado a nota de reconhecimento de que houve uma confusão foi uma oportunidade dele esclarecer', disse Haddad a jornalistas ao ser questionado sobre o esclarecimento de Azevedo.

    Mais cedo na sabatina, Haddad havia afirmado: 'Bolsonaro nunca teve nenhuma importância no Exército. Mas o Mourão foi, ele próprio, torturador. O Geraldo Azevedo falou isso. Ver um ditador como eminência parda de uma figura como Bolsonaro deveria causar temor em todos os brasileiros minimamente comprometidos com o Estado Democrático de Direito'.

    Apesar de ter recuado da acusação sobre Mourão ter sido um torturador, o candidato do PT criticou o general da reserva por enaltecer, segundo Haddad, 'o principal torturador' do regime militar, Brilhante Ustra.

    'Isso não muda o fato de que o Mourão, quando passou para a reserva, disse com todas as letras que o Ustra, que é um torturador, era uma das suas referências. Então, tanto o Bolsonaro quanto o Mourão têm o Ustra como referência, isso não muda', afirmou.

    Mourão, de 65 anos, entrou na Academia Militar das Agulhas Negras em 1972 e se formou aspirante-a-oficial em dezembro de 1975, aos 22 anos. De acordo com sua biografia, Geraldo Azevedo foi preso duas vezes, em 1969 e em 1974, e torturado.

    BURBURINHO

    Questionado na sabatina se havia razões concretas para que as pessoas tivessem medo de um governo Bolsonaro, Haddad afirmou que há 'burburinhos' sobre um possível golpe militar, mas que não é possível estimar a real probabilidade disso acontecer.

    'Uma minoria do Exército tem essa ambição? Tem. Aeronáutica e Marinha eu acho que não. A gente não sabe o tamanho desse burburinho, o potencial dele. É um risco que a gente não pode correr. Por isso ele (Bolsonaro) não pode ser eleito. Para quê correr o risco?', disse.

    O petista afirmou ainda que não teme o candidato em si, afirmando que Bolsonaro é 'um tolo', mas sim quem está por trás do capitão da reserva.

    'O que é líquido e certo é que ele (Bolsonaro) é uma pessoa vazia. Ele não tem uma ideia, ele não vem num debate comigo porque não é capaz de defender uma ideia. É uma coisa constrangedora. Agora, o problema é o que sai do porão com ele, que é o Mourão e outras pessoas', afirmou.

    REDES SOCIAIS

    Questionado sobre os erros na condução da campanha, Haddad admitiu que o partido cometeu a falha estratégica de não antecipar o uso das redes sociais para impulsionar conteúdo contra o PT, e citou fala do diretor do instituto Datafolha, Mauro Paulino, de que as notícias falsas disseminadas nas redes tiveram influência direta nas eleições no Rio de Janeiro e em Minas Gerais.

    'Acho que cometemos um erro estratégico porque não pensamos que eles iriam usar o WhatsApp para obter financiamento ilegal de campanha. Não contei com isso', disse.

    'Estamos falando do novo caixa 2. Estão driblando o velho caixa 2 e criando um novo', afirmou.

    (Por Lisandra Paraguassu em Brasília, Maria Clara Pestre e Pedro Fonseca no Rio de Janeiro)

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    ESPECIAL-O esquadrão de militares da reserva por trás de Bolsonaro

    Por Brad Brooks e Anthony Boadle

    BRASÍLIA (Reuters) - O homem que provavelmente será o próximo ministro da Defesa do Brasil recebeu dois repórteres diante da porta, e depois os dispensou educadamente.

    'Peço desculpas', disse ele antes de voltar a um salão de conferências lotado de um hotel de Brasília. 'Sob ordens do Bolsonaro, é silêncio de rádio total até depois das eleições.'

    A figura grisalha e aristocrática de 70 anos era Augusto Heleno Ribeiro Pereira, general de quatro estrelas da reserva do Exército. Em breve o mundo poderá ouvir muito mais de Heleno e de uma série de militares de alta patente da reserva que poderão ajudar a conduzir a quarta maior democracia do mundo. Sua ascensão tem deixado muitos brasileiros temerosos dos dias em que as Forças Armadas davam as cartas no país.

    Heleno é o decano de um pequeno grupo de generais da reserva que orquestraram discretamente o crescimento do candidato presidencial Jair Bolsonaro (PSL), favorito nas pesquisas para vencer o segundo turno no domingo diante do petista Fernando Haddad. Bolsonaro, um capitão da reserva do Exército de extrema-direita combativo, prometeu reprimir o crime, acabar com a corrupção e varrer tudo que se colocar em seu caminho.

    A maior parte de seu círculo íntimo manteve laços estreitos com a atual liderança militar --por exemplo Hamilton Mourão, general de quatro estrelas e vice na chapa de Bolsonaro que passou para a reserva em fevereiro.

    De forma geral, militares de alto escalão vêm mantendo distância da política desde o final da ditadura em 1985, mas os níveis alarmantes dos crimes nas ruas e a corrupção enraizada no governo deram a líderes militares a coragem de se envolver no processo eleitoral.

    Enquanto alguns brasileiros se preocupam com o que veem como uma intromissão dos militares em um espaço civil sagrado, outros acolhem a mudança.

    'Há uma espécie de conscientização de que os militares são capazes de colocar ordem na casa', disse Heleno em entrevista em maio deste ano. 'Mas (as Forças Armadas) têm plena consciência de que esse (intervenção) não é o caminho. O caminho são as eleições.'

    Durante mais de um ano, Heleno e cerca de uma dúzia de outros generais da reserva e acadêmicos conservadores, conhecidos como o Grupo de Brasília, se reuniram semanalmente em um salão de conferências sem identificação do Brasília Imperial Hotel, que fica cerca de 3 quilômetros a oeste do palácio presidencial.

    Ao redor de uma mesa negra repleta de canecas de café de porcelana manchadas e rodeada por 14 cadeiras cor de vinho, eles elaboraram estratégias e tentaram aparar as arestas de Bolsonaro, candidato conhecido por seus rompantes homofóbicos, misóginos e racistas.

    Em entrevistas recentes à Reuters, membros do Grupo de Brasília passaram ao largo de minúcias a respeito de como um possível governo Bolsonaro atuará.

    Ao invés disso, eles voltaram com insistência ao tema da lei e da ordem. Quase 64 mil pessoas foram assassinadas no Brasil no ano passado, a maior cifra do mundo, e a nação está lutando para se livrar do rescaldo de um escândalo de corrupção épico que implicou as esferas mais altas do governo e do empresariado.

    Muitos brasileiros estão empolgados com a perspectiva de ver Bolsonaro mostrando pulso firme. Ele recebeu mais de 49 milhões de votos no primeiro turno de 7 de outubro, perto da maioria que o teria poupado de um confronto direto com Haddad.

    'Não tenho medo de militares no governo, não. Acha que estou preocupado com militares? A criminalidade no Brasil é muito grande. Ter os militares no controle seria uma boa opção, para ter mais segurança. Eu acharia até bom, seria tranquilo', disse Kenyson Santos, de 24 anos, que trabalha no comércio varejista da capital do país.

    Mas muitos outros estão alarmados com o possível retrocesso para um controle autoritário, mesmo que venha pelas urnas, e não com tanques nas ruas.

    Michael Albertus, cientista político da Universidade de Chicago cuja pesquisa se concentrou na transição brasileira da ditadura para a democracia, disse que o país 'está em um momento perigoso'.

    'O governo (Bolsonaro) daria aos militares carta branca para fazer todo tipo de coisas', disse Albertus. 'Eles serão muito mais poderosos do que nunca desde que o Brasil fez a transição para uma democracia.'

    ORDEM E PROGRESSO?

    Bolsonaro serviu no Congresso durante três décadas sem grande destaque. Repudiado com frequência por ser visto como um implicante, ele elogiou muitas vezes a ditadura militar.

    Mas acontecimentos explosivos dos últimos cinco anos abriram caminho para sua ascensão.

    Em 2013 milhões de pessoas foram às ruas em uma série de manifestações em grande parte espontâneos para protestarem contra os impostos altos, a má qualidade dos serviços públicos e a classe política corrupta responsável por essa realidade.

    Uma eleição presidencial tumultuada no ano seguinte dividiu o Brasil. A presidente Dilma Rousseff se reelegeu derrotando Aécio Neves, e dois anos mais tarde sofreu um impeachment, sendo afastada do cargo por manipular as contas públicas. Ela e seus apoiadores denunciaram um golpe. Enquanto isso a operação Lava Jato apanhou dezenas de líderes empresariais e políticos, e uma recessão cruel tomou conta da economia.

    Em meio ao caos resultante, Bolsonaro, isento de acusações de corrupção, viu uma oportunidade de se posicionar como um candidato limpo capaz de governar o Brasil com uma disciplina rígida, segundo integrantes do Grupo de Brasília.

    Bolsonaro procurou primeiro Oswaldo Ferreira, general de quatro estrelas da reserva do Exército e ex-comandante do corpo de engenharia da corporação. Os dois homens treinaram juntos décadas antes na Academia Militar das Agulhas Negras.

    Ferreira, por sua vez, recrutou Heleno, seu mentor militar, que em 2004 ajudou a reprimir gangues de criminosos no Haiti como primeiro comandante de uma missão de paz da Organização das Nações Unidas (ONU). A partir daí sua rede se ampliou.

    Bolsonaro não é o único ex-militar se aventurando na política. Um de seus confidentes, o general da reserva Paulo Chagas, disse que também se animou a concorrer a um cargo público por medo de ver o Brasil desmoronar --mas não triunfou na eleição para governador de Brasília.

    Mesmo assim ele prevê a vitória de Bolsonaro, e muito sofrimento à frente para delinquentes e políticos corruptos.

    Bolsonaro defende mais liberdade para a polícia atirar em supostos criminosos e quer que os militares ajudem a expurgar as gangues de traficantes que controlam as favelas das maiores cidades do país.

    O general falou que, ao contrário da época do regime militar, onde as pessoas podiam ir à praia e não havia arrastão, hoje Brasil é 'o país da impunidade', onde deliquentes são soltos.

    Para ele, a esquerda tentou demonizar o regime militar, e os jovens que não viveram essa época pensam que 'a volta dos militares, seja por que meio for, é uma volta do terror de Estado'.

    'Mas o terror de Estado é contra os bandidos e não contra a sociedade. Hoje quem tem que viver apavorado são os bandidos,' disse Chagas.

    Políticos corruptos também estão na alça de mira.

    'Com certeza a maior pavor dessa gente é o Bolsonaro assumir o país e fazer uma investigação rigorosa para descobrir as entranhas da corrupção e muito mais gente... vai ter que prestar contas ao país pelo mal que causou', disse Chagas.

    Ele acusou o PT de quebrar a Petrobras e acumular dinheiro em contas fora do país com projetos como o porto de Mariel em Cuba, onde 'se gastou muito mais do que custou.'

    O discurso duro já está causando arrepios.

    Mais de uma dúzia de autoridades do governo e membros de grupos da sociedade civil que conversaram com a Reuters disseram estar ouvindo ecos da ditadura.

    'Eu vivi na ditadura. Dentro de mim, no clima do país, começo a sentir a mesma sensação', disse um funcionário de alto escalão do Executivo, que não quis ser identificado por medo de represálias de um provável governo Bolsonaro. 'É a pior situação possível que eu podia imaginar.'

    ORDEM NA CASA

    De volta ao Imperial Hotel, dois outros membros do Grupo de Brasília --Ferreira e Aléssio Ribeiro Souto, possível novo ministro da Educação-- concordaram em conversar com a Reuters do lado de fora de sua Sala de Guerra.

    Vestindo jeans bem passados e camisas de gola engomadas, os homens foram corteses e formais, um contraste acentuado com a gíria coloquial e muitas vezes ofensiva de Bolsonaro.

    Eles e outros colegas do grupo têm trabalhado para moderar o candidato intempestivo, aconselhando-o a falar calmamente em entrevistas à imprensa.

    Ferreira e Souto enfatizaram que são simples técnicos atuando sob as ordens do presidenciável. Eles disseram que não estão envolvidos no dia a dia das operações de campanha, mas em determinar como executar a visão estratégica que estão moldando se ele se eleger.

    Ferreira, que foi para a reserva em 2017, passou a carreira construindo estradas e pontes para o Exército, principalmente na Floresta Amazônica, abrindo-a para o desenvolvimento. Ele afirma que uma prioridade de uma eventual gestão Bolsonaro seria terminar centenas de projetos que os últimos governos não foram capazes de finalizar.

    Souto é um general de três estrelas da reserva que supervisionou o centro de tecnologia do Exército. Ele disse que defenderia que o criacionismo fosse ensinado nas escolas do Brasil ao lado da teoria da evolução, parte do plano de Bolsonaro para reformular o ensino para agradar sua grande base de conservadores religiosos.

    Souto também compartilha da visão de Bolsonaro segundo a qual os livros de história do Brasil deveriam classificar o período de 1964 a 1985 como um movimento para combater o comunismo, ao invés de uma ditadura.

    Desta vez a mudança virá através dos votos, não de um golpe militar, prometeu Souto.

    'Nós acreditamos que o objetivo fundamental do ser humano é a paz e a harmonia. O instrumento da obtenção da paz e harmonia é a democracia. E os fundamentos da democracia são a liberdade, a verdade, a coragem e a ética.'

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