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    Bolsonaro demite Bebianno e tenta debelar crise às vésperas de envio de Previdência ao Congresso

    Por Ricardo Brito

    BRASÍLIA (Reuters) - O governo do presidente Jair Bolsonaro anunciou na noite desta segunda-feira a demissão do ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno, um movimento para aplacar a maior crise desde o início da gestão, antes do Executivo encaminhar ao Congresso duas das suas mais importantes propostas, o pacote anticrime e a reforma da Previdência.

    A saída de Bebianno foi divulgada oficialmente pelo porta-voz da Presidência, general Otávio Rêgo Barros, que justificou a saída por razões de 'foro íntimo' de Bolsonaro. Em seu lugar, assume em caráter definitivo o general Floriano Peixoto, atual secretário-executivo da pasta e oitavo ministro militar da gestão Bolsonaro, um capitão da reserva do Exército.

    A demissão de Bebianno --que presidiu o PSL na campanha vitoriosa de Bolsonaro ao Palácio do Planalto e está no foco da primeira grande crise do governo, envolvendo um suposto financiamento irregular de candidaturas na eleição-- é a primeira baixa no primeiro escalão do governo.

    A demissão der Bebianno tenta melhorar o ambiente político para o Planalto, na semana em que apresentará ao Congresso as duas principais propostas de início de gestão —o pacote anticrime do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, na terça-feira e a reforma da Previdência no dia seguinte.

    Em um vídeo veiculado nas redes sociais, Bolsonaro elogiou o trabalho de Bebianno tanto à frente da campanha como também no comando do ministério. Sem dar detalhes, Bolsonaro deu sua explicação sobre o episódio que levou à demissão do ministro.

    'Comunico que desde a semana passada diferentes pontos de vista sobre questões relevantes trouxeram a necessidade de uma reavaliação. Avalio que pode ter havido incompreensões e questões mal entendidas de parte a parte, não sendo adequado prejulgamentos de qualquer natureza', disse.

    No briefing à imprensa, o porta-voz leu nota do presidente sobre a saída de Bebianno. 'O senhor presidente da República agradece a dedicação (de Bebianno) à frente da pasta e deseja sucesso na nova caminhada', disse Rêgo Barros, afirmando que o documento oficializando a saída será assinado nesta segunda.

    Questionado, o porta-voz não se estendeu nas respostas sobre os motivos da saída de Bebianno. Ele disse não ter sido verdade que a exoneração do ministro já estava assinada desde o fim de semana e também disse 'desconhecer' informação de que teria sido ofertado outro cargo a Bebianno, conforme reportagens publicadas na imprensa.

    TWITTER

    Bebianno é o principal personagem de uma crise que se arrastou por uma semana, após ter sido chamado de mentiroso pelo filho do presidente, o vereador fluminense Carlos Bolsonaro (PSC), quando disse que havia conversado com o presidente.

    Carlos expôs um áudio de Bolsonaro em que o presidente negava ter falado com o ministro. O próprio Bolsonaro endossou a publicação do filho.

    No foco, estão denúncias de que, sob a presidência nacional do PSL de Bebianno, candidaturas em Estados teriam cometido irregularidades. Em entrevistas e nota oficial, o ministro negou irregularidade e disse que cabe aos diretórios estaduais responderem por essas acusações.

    Parlamentares, ministros e até militares atuaram numa operação para apagar o incêndio e tentar mantê-lo no cargo, mas o acerto desandou após uma conversa entre Bebianno e Bolsonaro.

    O porta-voz evitou comentar se teria havido com Bebianno tratamento diferente da situação do ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, que também foi alvo de reportagens relatando suspeitas de financiamento irregular de campanhas em Minas Gerais, Estado onde era o presidente regional do PSL.

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    Demissão de Bebianno não passa desta segunda, diz Mourão

    BRASÍLIA (Reuters) - O vice-presidente Hamilton Mourão disse que o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno, vai ser demitido do cargo ainda nesta segunda-feira.

    'De hoje não passa', disse Mourão, que mais cedo se reuniu com o presidente Jair Bolsonaro, a jornalistas.

    Mourão afirmou que a efetivação da demissão só não ocorreu porque ele acha que 'o presidente estava aguardando aí alguma coisa', sem dar detalhes do que seria. Ele disse que pode ser que Bolsonaro anuncie o substituto para o cargo ainda nesta segunda.

    A expectativa inicial era que o Diário Oficial desta segunda trouxesse a exoneração de Bebianno, mas até o momento não houve uma publicação oficial.

    Bebianno --que comandou o PSL de Bolsonaro durante a campanha presidencial-- é o principal personagem de uma crise que se arrasta por uma semana, após ter sido chamado de mentiroso pelo filho do presidente, o vereador fluminense Carlos Bolsonaro (PSC), no Twitter quando disse que havia conversado com o presidente.

    Carlos divulgou um áudio de Bolsonaro em que o presidente negava ter falado com o ministro. O próprio Bolsonaro endossou a publicação do filho na rede social e posteriormente em uma entrevista de televisão.

    No foco, estão denúncias de que, sob a presidência nacional do PSL de Bebianno, candidaturas da sigla em Estados teriam cometido irregularidades.

    Em entrevistas e nota oficial, Bebianno negou irregularidade e disse que cabe aos diretórios estaduais responderem por essas acusações.

    Parlamentares, ministros e até militares atuaram numa operação para apagar o incêndio e tentar mantê-lo no cargo, mas o acerto desandou após uma conversa entre Bebianno e Bolsonaro.

    (Reportagem de Ricardo Brito; Edição de Eduardo Simões)

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    Bolsonaro pode levar pessoalmente texto da reforma da Previdência ao Congresso

    Por Lisandra Paraguassu e Maria Carolina Marcello

    BRASÍLIA (Reuters) - O presidente Jair Bolsonaro poderá levar pessoalmente ao Congresso o texto da reforma da Previdência, em uma forma de colocar diretamente seu peso de presidente recém-eleito por trás do projeto.

    As informações foram repassadas à Reuters pela assessoria de comunicação da Presidência.

    O Palácio do Planalto estuda ainda um pronunciamento de Bolsonaro para explicar à população a necessidade da reforma. O formato também ainda não está decidido. A primeira intenção é que seja usada rede nacional de rádio e tevê, que tem alcance maior, especialmente para a população mais pobre.

    No entanto, não está descartado o uso das redes sociais, como meio principal ou pelo menos em paralelo, já que Bolsonaro faz uso constante das redes e tem hoje mais de 3,3 milhões de seguidores no Twitter.

    O presidente também deve se reunir em algum momento desses dias iniciais com líderes partidários para apresentar a reforma, como havia prometido fazer ainda na transição. Na quarta-feira, já tem um café da manhã com a bancada do PSL, e outro café, na quinta, a demais líderes com quem pretende consolidar sua base.[nL1N20A1VP]

    A intenção do Planalto é que Bolsonaro assuma a defesa do projeto nesses primeiros momentos para dar a ele o peso presidencial. Depois, no entanto, caberá ao secretário da Previdência, Rogério Marinho, seguir com as explicações e apresentação da proposta de reforma, que é bastante complexa.

    VACINA

    O governo e seus aliados no Congresso têm insistido na necessidade de uma campanha ampla para a população sobre a necessidade da reforma. Uma das críticas principais à proposta apresentada pelo ex-presidente Michel Temer --que, na versão final, era menos dura do que deverá ser a de Bolsonaro-- foram as dificuldades de comunicação e o fato de a população ser majoritariamente contra a reforma.

    O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, é um dos que tem batido nesta tecla. O general defende publicamente uma campanha de convencimento, 'com a linguagem do homem comum', para mostrar que no atual sistema os mais jovens não terão direito a se aposentar por falta de recursos.

    As campanhas do governo Temer atacaram o mesmo ponto, além de tentar passar a ideia de que iria acabar com os privilégios dos servidores públicos. No entanto, aliados alegam que ela chegou tarde, quando já estava formada na cabeça das pessoas uma ideia negativa.

    No Legislativo, a deputada Joice Hasselmann (PSL-SP), que antes de se eleger era jornalista, defende uma grande 'força tarefa' de comunicação para apresentar a 'Nova Reforma', como vem se referindo à proposta.

    'A gente vai vencer essa batalha é na comunicação, a gente não pode cometer o mesmo erro que Michel Temer cometeu, deixar aqui o texto da reforma dele sangrando durante meses, e aí quando eles resolveram dar uma resposta em relação à comunicação já era tarde demais', disse a deputada.

    Joice defende que o esforço de comunicação combata 'mentiras' sobre a proposta, como a afirmação de que a medida prejudicará os mais pobres, e forneça argumentos para a defesa de sua aprovação.

    'Se a gente sabe que está chegando o vírus, tem que dar a vacina antes, e a vacina para essas armadilhas da esquerda é a comunicação.'

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    Sob a 'sombra' de Bebianno, governo tem desafio de apresentar pacote anticrime e Previdência

    Por Ricardo Brito e Maria Carolina Marcello

    BRASÍLIA (Reuters) - Na mesma semana em que apresenta ao Congresso as duas principais propostas de início de gestão --o pacote anticrime do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, e a reforma da Previdência-- o governo do presidente Jair Bolsonaro busca um desfecho que não dê proporções maiores à crise com o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno.

    A expectativa inicial era que o Diário Oficial desta segunda-feira trouxesse a exoneração de Bebianno, mas até o momento não houve uma publicação oficial.

    'Já foi decidido. O Bebianno vai ser demitido, foi isso que foi dialogado', disse o líder do PSL na Câmara, Delegado Waldir (GO), à Reuters. 'Ele quebrou a confiança do presidente, acabou', afirmou.

    O governo apresenta o pacote anticrime na terça-feira, cumprindo uma de suas principais bandeiras na campanha, e no dia seguinte deve tornar pública a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da reforma da Previdência.

    No esforço para garantir uma boa aceitação da reforma, o governo já iria promover uma série de encontros com bancadas parlamentares. Agora, trabalha para evitar que a crise envolvendo Bebianno contamine a negociação da medida.

    Para a equipe econômica, contudo, a indefinição quanto à situação de Bebianno não altera as perspectivas para a apresentação da reforma aos parlamentares e à sociedade, que deve ser divulgada à imprensa logo no início da manhã de quarta-feira.

    'Estamos tranquilos', disse uma fonte da equipe econômica sob a condição de anonimato, acrescentando que a confiança é baseada 'no projeto, no momento, na necessidade e na convergência'.

    Na mesma linha, Waldir descarta que o caso tenha repercussões negativas nas conversas no Congresso sobre as novas regras de aposentadoria.

    'O que acontece lá Executivo nós não queremos saber, não. Nem na nossa Casa nós damos conta de resolver os 'trem' (sic), nós vamos resolver caso do Executivo?', ponderou.

    'Isso (caso do Bebianno) já está resolvido, temos uma pauta importante pela frente. Cada um no seu quadrado.'

    TWITTER

    Bebianno --que comandou o PSL de Bolsonaro durante a campanha presidencial-- é o principal personagem de uma crise que se arrasta por uma semana, após ter sido chamado de mentiroso pelo filho do presidente, o vereador fluminense Carlos Bolsonaro (PSC), no Twitter quando disse que havia conversado com o presidente.

    Carlos expôs um áudio de Bolsonaro em que o presidente negava ter falado com o ministro. O próprio Bolsonaro endossou a publicação do filho na rede social e posteriormente em uma entrevista de televisão.

    No foco, estão denúncias de que, sob a presidência nacional do PSL de Bebianno, candidaturas em Estados teriam cometido irregularidades.

    Em entrevistas e nota oficial, o ministro negou irregularidade e disse que cabe aos diretórios estaduais responderem por essas supostas acusações.

    Parlamentares, ministros e até militares atuaram numa operação para apagar o incêndio e tentar mantê-lo no cargo, mas o acerto desandou após uma conversa entre Bebianno e Bolsonaro.

    O líder do PSL na Câmara minimizou o atrito entre Carlos, o presidente e Bebianno, e o classificou como um 'debate mais acalorado', algo 'comum da democracia'.

    'Todo partido tem isso.'

    UNIÃO

    Governo e aliados ainda têm a tarefa de consolidar uma base de apoio no Congresso para a provação de sua agenda prioritária, tendo como carro chefe a reforma da Previdência.

    Por isso mesmo, o presidente se envolverá mais diretamente nas conversas com parlamentares e fará um pronunciamento na quarta-feira sobre o tema.

    Por se tratar de uma PEC, a proposta precisa dos votos de pelo menos 308 dos 513 deputados em dois turnos de votação. Depois será necessário o apoio de 49 dos 81 senadores, também em duas rodadas de votação.

    Ainda não há uma estimativa precisa do tamanho da base de Bolsonaro, eleito com uma coligação formal apenas entre o PSL e o PRTB. Outro partidos, como o PR, já manifestaram apoio ao governo, que conta com uma expressiva participação do DEM, ocupando inclusive postos chave da administração.

    Nas contas da liderança do governo, todos partidos que não sejam claramente de oposição teriam potencial para formarem a base governista, o que daria cerca de 370 deputados.

    (Reportagem adicional de Marcela Ayres)

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    Bolsonaro se reúne com Bebianno, mas Planalto não informa situação de ministro

    Por Lisandra Paraguassu e Ricardo Brito

    BRASÍLIA (Reuters) - Depois de três dias de crise, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gustavo Bebianno, foi informado pelo ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, nesta sexta-feira que segue no cargo, disse à Reuters uma fonte próxima a Bebianno.

    A decisão teria sido tomada pelo presidente Jair Bolsonaro depois de várias conversas com seus auxiliares, especialmente os militares, que advogaram pela permanência do ministro. Menos por uma defesa automática do ministro e mais para que o governo não passasse a imagem de que os filhos do presidente --especialmente Carlos, o pivô da crise-- teriam tal influência sobre o governo.

    No final da tarde, no entanto, Bebianno se reuniu com Bolsonaro, segundo a mesma fonte e uma outra, que não deram detalhes se havia alguma mudança sobre a situação do ministro. O Planalto não deu informações sobre o status de Bebianno.

    Na primeira parte do encontro, segundo as fontes, participaram também Onyx e o ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno. No final, ficaram apenas o presidente e Bebianno.

    Envolvido em denúncias de que seu partido usou candidatos laranja a deputado para acessar recursos públicos de financiamento de campanha, Bebianno entrou em um processo de fritura no governo no início desta semana, capitaneado por Carlos, mas endossado pelo pai.

    Em entrevista ao Globo, na terça-feira, para mostrar que não havia crise no governo por conta das denúncias, Bebianno afirmou que havia conversado três vezes com Bolsonaro. No dia seguinte, Carlos usou sua conta no Twitter para negar as conversas e chamou Bebianno de mentiroso.

    Em seguida, Carlos colocou um áudio do pai falando a Bebianno: “Gustavo, está complicado eu conversar ainda, então não vou falar com ninguém a não ser o estritamente essencial. E estou em fase final aqui de exames para possível baixa hoje, tá ok? Boa sorte aí.”

    O próprio presidente retuitou as mensagens de Carlos no início da noite e, em entrevista ao jornal da Record, afirmou que Bebianno teria que se explicar e poderia deixar o governo.

    Mesmo tendo passado o recado de que Bebianno ficaria, o presidente até agora não recebeu seu ministro, que durante a campanha eleitoral foi um de seus homens mais próximos.

    Bebianno esperou para falar com Bolsonaro durante toda a quarta e a quinta-feira, mas não foi chamado. Na madrugada de quinta, angustiado, o ministro trocou mensagens com o vice-presidente, Hamilton Mourão, a quem disse estar 'magoado' com a situação.

    Na quinta-feira, o ministro disse a um parlamentar da base aliada se sentir injustiçado. Segundo essa fonte, que preferiu falar sob anonimato, o ministro estava convicto de que não tinha motivos para deixar o cargo, uma vez que, a seu juízo, não haveria o que responder por recursos usados por candidatos a deputado nos Estados na época em que cuidava exclusivamente, como presidente do partido, da campanha do presidente.

    Na noite de quinta, o ministro divulgou uma nota para reforçar sua posição.

    'Assumi interinamente a presidência da Executiva Nacional do PSL de 5/2/2018 a 29/10/2018, para cuidar da candidatura do presidente Jair Bolsonaro', disse Bebianno na nota.

    'Meu trabalho foi executado com total transparência e lisura. As contas da chapa do então candidato Jair Bolsonaro, que estavam sob minha responsabilidade, foram aprovadas e elogiadas pelos ministros do TSE', acrescentou.

    Bebianno disse ainda que as candidaturas sob suspeita --a da postulante a deputada federal Maria de Lourdes Paixão e a pretendente a um cargo de deputada estadual Érika Siqueira Campos, ambas por Pernambuco-- receberam recursos por determinação e responsabilidade do diretório do PSL naquele Estado. Ambas receberam recursos significativos, mas tiveram votação inexpressiva.

    'NADA A VER'

    O líder do PSL na Câmara, Delegado Waldir (GO), disse ter falado com o ministro também na quinta. Bebianno disse-lhe considerar que estava fazendo um grande trabalho como ministro e estava disposto a ficar, embora a decisão fosse do presidente.

    Questionado sobre um eventual impacto da crise envolvendo Bebianno na discussão da reforma da Previdência, o líder do PSL afirmou que não haverá nenhum. 'Não tem nada a ver, isso foi um embate do Carlos com o Bebianno', disse. 'Já está superado', completou ele, ao comentar informações de que o ministro iria permanecer no cargo.

    Na véspera, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), alertou para o risco de o caso contaminar as discussões sobre a reforma da Previdência.

    Os militares do governo também entraram em campo para tentar amenizar a crise. Porta-voz do grupo, o vice-presidente, em entrevista à Reuters, afirmou que agora, recuperado, Bolsonaro precisaria dar um 'ordem unida na rapaziada' --ou seja, nos três filhos, Flávio, Eduardo e Carlos.

    'O que ocorre é que compete ao presidente chamar os filhos e dizer: ‘olha, fulano atua no Senado, sicrano na Câmara dos Deputados e o outro na Câmara de Vereadores. Façam lá esse trabalho de apoio às ideias do governo’', disse o vice-presidente, ecoando a posição dos ministros militares.

    Até o meio da tarde, o Palácio do Planalto não havia se pronunciado oficialmente sobre a situação do ministro.

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    Senadores não necessariamente aprovarão a reforma da Previdência do governo, diz Alcolumbre

    BRASÍLIA (Reuters) - O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), transmitiu nesta sexta-feira ao presidente Jair Bolsonaro a mensagem que a Casa está aberta a discutir a reforma da Previdência, mas não necessariamente irá aprovar o texto a ser enviado pelo governo no próximo dia 20.

    Segundo Alcolumbre, que se reuniu com Bolsonaro nesta manhã, deve ser criada uma subcomissão do Senado para acompanhar as discussões da proposta enquanto ela tramitar na Câmara.

    “Eu falei para ele (Bolsonaro) o que estou declarando na imprensa: eu sinto que o Senado está disposto a ajudar o Brasil. A conversa com os senadores sempre foi a mesma, eles querem ajudar o país, mas querem debater a reforma”, disse Alcolumbre a jornalistas.

    “O Senado vai debater democraticamente, com a autoridade do Senado, que é a autoridade constituída pelo voto popular de debater a proposta. Então, não necessariamente o Senado vai aprovar o que o governo manda, não é só nessa matéria, todas as outras”, acrescentou.

    O senador relatou ter informado o presidente que o “sentimento de aprovar a reforma é gigantesco”, mas será aprovado um texto que “os senadores entenderem como uma reforma boa para o Brasil”.

    O presidente do Senado explicou que conversará com a presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa, senadora Simone Tebet (MDB-MS), sobre a criação da subcomissão no colegiado, na intenção de acompanhar a tramitação da proposta na Câmara e eventualmente fazer sugestões.

    “Eu acho importante isso para a gente queimar etapas dentro da discussão”, disse o senador. “A matéria vai chegar no Senado bem arredondada para a gente dar a nossa opinião e votar a matéria”, afirmou Alcolumbre, que acredita na possibilidade de votação da reforma ainda no primeiro semestre.

    BEBIANNO

    Sobre a crise com o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gustavo Bebianno, em caso envolvendo a distribuição de recursos para candidaturas acusadas de serem de fachada no período que presidiu o PSL, Alcolumbre afirmou que a “crise é do governo” e que o mesmo deve buscar uma solução.

    O senador tentou não opinar sobre declaração do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que na véspera alertou para o risco de o caso contaminar as discussões sobre a reforma da Previdência, mas disse não acreditar que a crise trave o andamento da proposta.

    “Acho que não (trava). Eu acho que os parlamentares, volto a repetir para vocês, eu estou falando pelo Senado, eu tenho conversado com muitos senadores nesse processo e os senadores têm o sentimento de aguardar a reforma para debater com a sociedade para votar a reforma.”

    (Reportagem de Maria Carolina Marcello)

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    Bebianno nega responsabilidade por distribuição de recursos e diz que só respondia por campanha de Bolsonaro

    SÃO PAULO (Reuters) - O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno, disse em nota divulgada na noite de quinta-feira que não foi responsável pela distribuição de recursos para candidaturas acusadas de serem de fachada no período que presidiu o PSL e afirmou que responde apenas pela campanha que elegeu o presidente Jair Bolsonaro no ano passado.

    Bebianno, que sofreu críticas até mesmo do vereador fluminense Carlos Bolsonaro, filho do presidente, disse ainda que Bolsonaro nunca ocupou cargo de direção no PSL e, portanto, não responde por outras candidaturas da legenda que não a sua.

    'Assumi interinamente a presidência da Executiva Nacional do PSL de 5/2/2018 a 29/10/2018, para cuidar da candidatura do presidente Jair Bolsonaro', disse Bebianno na nota.

    'Meu trabalho foi executado com total transparência e lisura. As contas da chapa do então candidato Jair Bolsonaro, que estavam sob minha responsabilidade, foram aprovadas e elogiadas pelos ministros do TSE', acrescentou.

    Bebianno disse ainda que as candidaturas sob suspeita --a da postulante a deputada federal Maria de Lourdes Paixão e a pretendente a um cargo de deputada estadual Érika Siqueira Campos, ambas por Pernambuco-- receberam recursos por determinação e responsabilidade do diretório do PSL naquele Estado. Ambas receberam recursos significativos, mas tiveram votação inexpressiva.

    'Não conheço e jamais tive qualquer contato com a candidata Maria de Lourdes Paixão', disse Bebianno. 'A candidata Érika Siqueira nunca foi minha assessora, mas já trabalhava para o PSL há vários anos, antes da minha chegada', acrescentou.

    Bebianno assumiu o comando do PSL interinamente no ano passado como homem de confiança de Bolsonaro e, após a vitória eleitoral do presidente, devolveu a presidência da sigla para o deputado Luciano Bivar (PE).

    Apesar de ser nome próximo a Bolsonaro, Bebianno foi acusado de mentir pelo filho do presidente ao afirmar que conversara com Bolsonaro quando ele estava internado em um hospital de São Paulo. As acusações de Carlos Bolsonaro foram feitas em publicações no Twitter que, posteriormente, foram republicadas pelo presidente.

    Bebianno já disse que não pretende pedir demissão do cargo de ministro e que aguarda uma decisão do presidente sobre seu futuro no governo.

    (Por Eduardo Simões)

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    Governo de Maduro pode cair de uma hora para outra como castelo de cartas, diz Mourão

    Por Lisandra Paraguassu e Ricardo Brito

    BRASÍLIA (Reuters) - É difícil estimar um prazo para mudanças na situação da Venezuela, mas o presidente Nicolás Maduro pode cair de uma hora para outra, 'como um castelo de cartas', disse à Reuters, em entrevista exclusiva, o vice-presidente Hamilton Mourão, nesta quinta-feira.

    'É difícil você dar prazo numa situação como essa, porque é igual a um castelo de cartas. Às vezes dá um ventinho e ele cai da noite para o dia. Vamos lembrar do Muro de Berlim, que ninguém acreditou que caísse, como caiu da noite para o dia. Quando foi, foi. Acho que na Venezuela vai ser mais ou menos assim', previu.

    Desde que o governo de Jair Bolsonaro tomou posse, o Brasil aumentou a pressão diplomática sobre a Venezuela, inclusive com a decisão de aceitar o autoproclamado presidente interino do país, Juan Guaidó, como o presidente legítimo.

    Esta semana, o governo brasileiro autorizou o grupo de Guaidó a abrir um ponto de estoque de ajuda humanitária em Roraima.

    Mourão, que já foi adido militar na Venezuela e conhece bem o país, afirma, no entanto, que o Brasil não corre o risco de se envolver demais na situação do país vizinho.

    'O envolvimento que a gente deve e podia ter já está colocado, que são as pressões diplomáticas, em termos de sanções econômicas nós temos muito pouca coisa para ser aplicada na Venezuela. O ponto lógico que poderíamos ir, já fomos', afirmou.

    O governo brasileiro crê em um movimento das Forças Armadas venezuelanas para retirar o apoio a Maduro e levar à queda do presidente do país, mas Mourão admite que o Brasil não tem mais hoje relações diretas com as Forças Armadas do país.

    'Nós perdemos muito desses contatos, porque com os expurgos sucessivos das Forças Armadas venezuelanas aqueles contatos que nós tínhamos ficaram limitados ao pessoal mais jovem, então com os militares de nível mais alto nós perdemos o contato', disse.

    Admite, no entanto, que ainda existem informações de inteligência, e elas dão conta de uma insatisfação cada vez maior da base.

    'O que a gente imagina dos dados disponíveis é que os postos mais baixos eles estão extremamente insatisfeitos, porque a crise os atinge', disse. 'Quem se beneficia nessa crise são os escalões mais elevados que estão metidos aí no narcotráfico, corrupção, próprio controle da pouca atividade econômica que ainda existe no país está na mão deles.'

    Recentemente, dois militares de posto mais alto denunciaram o governo de Maduro e declararam lealdade a Guaidó. Foi a primeira, na sequência de crises que atinge a Venezuela há vários anos, que o chavismo viu um racha entre militares de mais alto escalão.

    Mourão avalia que se começou a 'puxa uma pontinha', mas mantém a posição --defendida por outros militares do governo brasileiro-- de que a única maneira de Maduro deixar o poder é ter uma saída pelo aeroporto.

    'Se nós queremos evitar um conflito interno na Venezuela, a gente tem que abrir um caminho para o Maduro sair. Dizer 'você e teu povo aqui, vocês pegam o ouro que tem, o dinheiro que tem e algum país aí disposto a recebê-los, vocês pegam um avião e vão embora'', defendeu.

    MODERAÇÃO

    General da reserva, Mourão foi a última escolha de Jair Bolsonaro para ocupar o posto de vice --o nome preferido do presidenciável era outro general, Augusto Heleno, hoje chefe do Gabinete de Segurança Institucional, que não aceitou-- e mesmo durante a campanha ganhou uma imagem dura, conservadora.

    Desde que assumiu o posto, no entanto, o vice-presidente tem aparecido mais moderado que o próprio presidente, e é visto como uma voz razoável e mais moderna em assuntos por vezes espinhosos, como em questões de costumes ou na radical ideia presidencial de mudar a embaixada brasileira em Israel de Tel Aviv para Jerusalém, um tema tabu para os países árabes, com quem o Brasil tem uma relação comercial intensa.

    O vice-presidente diz não se ver nessa posição de moderador e que não tem divergências com o presidente, mas opiniões diferentes, e que todos têm direito a suas opiniões.

    'O que eu quero deixar bem claro sempre é o seguinte: enquanto não houver decisão sobre um determinado tema, a minha visão sempre foi assim, todos têm que dar as suas opiniões de modo que o comandante --então no nosso caso o presidente, o decisor-- ele tenha os melhores elementos disponíveis para tomar a decisão dele. Agora, a partir do momento em que ele tomar a decisão dele, mesmo que seja contrária ao que eu penso, eu passo a ser o defensor mais ardoroso dela', explicou.

    Nas relações internacionais essa versão do vice-presidente ponderado tem surgido com mais frequência, frente a um chanceler, Ernesto Araújo, que defende um alinhamento automático com os Estados Unidos de Donald Trump e criticou abertamente a União Europeia, entre outras posições pouco diplomáticas. Entre embaixadores sediados em Brasília, o general é sim visto como uma voz razoável dentro do governo Bolsonaro.

    Mourão tem recheado sua agenda de encontros com diversos embaixadores, inclusive de países árabes. Confirma que, no caso desses últimos, o assunto é a transferência da embaixada.

    'Existe algumas ideias de que isso poderia trazer o terrorismo islâmico para o Brasil. Eu acho que essa é uma hipótese, mas uma hipótese mais remota. Eu acho que a preocupação maior é com a questão econômica, o comércio com os países árabes', disse. 'Não está decidido ainda. Acho que esse assunto vai ficar um pouco para as calendas. Depois a gente vê o que vai acontecer.'

    (Reportagem adicional de Anthony Boadle)

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    ENTREVISTA-Presidente deve dar 'ordem unida' nos filhos depois de acertar situação de Bebianno, diz Mourão

    Por Lisandra Paraguassu e Ricardo Brito

    BRASÍLIA (Reuters) - O vice-presidente Hamilton Mourão afirmou nesta quinta-feira, em entrevista exclusiva à Reuters, que o presidente Jair Bolsonaro (PSL) ainda vai tomar uma decisão sobre a permanência no cargo do ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno, e avaliou que o chefe do Executivo 'vai dar uma ordem unida na rapaziada', em uma referência aos filhos do presidente.

    'O presidente vai tomar uma decisão, foi uma coisa que ele me disse. Acho que ele está aguardando o momento para conversar com o ministro e acertarem os ponteiros', disse à Reuters o vice-presidente, que contou ter conversado com Bolsonaro no início da tarde.

    Envolvido em denúncias de que o seu partido, PSL, teria criado candidatas laranja para ter acesso a recursos do financiamento público de campanha, Bebianno entrou em um processo de fritura e sofreu um ataque direto de um dos filhos do presidente, Carlos. O vereador chamou o ministro de 'mentiroso' em sua conta no Twitter, negando que Bebianno tivesse conversado com Bolsonaro, como tinha afirmado.

    Na sequência, Carlos vazou um áudio enviado por Bolsonaro a Bebianno em que o presidente dizia que não poderia conversar com seu ministros. No início da noite de quarta, Bolsonaro compartilhou os tuítes do filho.

    'Eu acho que ficou chato essa discussão via imprensa', comentou o vice-presidente, acrescentando que foi uma escalada de fatos, com Bolsonaro incomodado com as denúncias, e que terminou com a entrada de Carlos 'no circuito'.

    'A minha posição é uma só: se tem denúncia, tem de ser apurada. Aí você toma a atitude. Eu acho que condenar uma pessoa a priori acho muito chato.'

    O envolvimento direto de um dos filhos do presidente e o vazamento de um áudio de Bolsonaro enviado a um ministro incomodaram ministros e parlamentares da base. Mourão acredita que Bolsonaro deverá colocar ordem na atuação da família a partir de agora.

    'A minha visão é que estamos num momento de acomodação. Também tem que ser levado em conta que o presidente vem passando por uma série de problemas de saúde. É óbvio que isso deixa a pessoa numa situação mais frágil. Agora está voltando sem a preocupação de ter de fazer mais cirurgias, de correr riscos, então eu acredito que ele vai dar uma ordem unida aí nessa rapaziada', disse o vice-presidente.

    Mourão afirmou que existe muita 'ilação' na avaliação de que há influência dos filhos de Bolsonaro --Carlos, vereador no Rio de Janeiro, Eduardo, deputado federal, e Flávio, recém-eleito senador-- dentro do governo, mas que possivelmente agora, fora do hospital, Bolsonaro deve chamar seus filhos para conversar.

    'O que ocorre é que compete ao presidente chamar os filhos e dizer: 'olha, fulano atua no Senado, sicrano na Câmara dos Deputados e o outro na Câmara de Vereadores. Façam lá esse trabalho de apoio às ideias do governo'', defendeu Mourão.

    O vice-presidente contou à Reuters que ele mesmo conversou com Bebianno, que lhe mandou mensagens ainda de madrugada. O ministro, disse Mourão, estaria 'magoado' com toda a situação. O vice o aconselhou a se acalmar e esperar para falar com o presidente.

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    Bebianno cancela agenda, não vai ao Planalto e deve conversar com Bolsonaro nesta quinta

    BRASÍLIA (Reuters) - O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno, cancelou sua agenda da manhã desta quinta-feira, que incluía uma reunião com os ministros da Casa Civil, da Defesa e da Secretaria de Governo, e não foi ao Palácio do Planalto, enquanto aumentam os sinais de que ele não deve continuar no cargo, embora o ministro venha dizendo que não vai sair do posto por vontade própria, segundo uma fonte ligada a ele.

    Envolvido em denúncias de que seu partido usou candidatos-laranja a deputado para acessar recursos públicos de financiamento de campanha, Bebianno entrou em um processo de fritura no governo, capitaneado pelo vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro, e endossado pelo pai.

    Bebianno teria uma reunião na Casa Civil para tratar de Venezuela. Pela manhã, o encontro estava na agenda e foi confirmado por sua assessoria. No final da manhã, a agenda foi revisada e não constavam mais compromissos oficiais. De acordo com sua assessoria, o ministro nem mesmo foi ao Planalto.

    Contudo, uma fonte ligada ao ministro disse que ele não vai pedir demissão e que espera conversar com o presidente sobre a situação. Segundo essa fonte, que pediu para não ser identificada, até o final da manhã não tinha havido um chamado de Bolsonaro para que ele fosse falar com o presidente.

    Na agenda cancelada pela manhã, segundo a fonte, Bebianno foi representado pelo secretário-executivo do ministério, o general Floriano Peixoto. O ministro deve ir ao Palácio do Planalto esta tarde, disse a fonte.

    Na segunda-feira, para mostrar que não havia crise no governo por conta das denúncias, Bebianno afirmou que havia conversado três vezes com Bolsonaro. Carlos usou sua conta no Twitter para negar as conversas e chamou Bebianno de mentiroso.

    Em seguida, Carlos coloca um áudio do próprio Bolsonaro falando a Bebianno, em que o presidente diz: “Gustavo, está complicado eu conversar ainda, então não vou falar com ninguém a não ser o estritamente essencial. E estou em fase final aqui de exames para possível baixa hoje, tá ok? Boa sorte aí.”

    O próprio presidente retuitou as mensagens de Carlos no início da noite e, em entrevista ao jornal da Record, afirmou que Bebianno teria que se explicar.

    O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, disse que o caso envolvendo Bebianno será investigadas.

    'O senhor presidente proferiu determinação e ela está sendo cumprida. Os fatos vão ser apurados e eventuais responsabilidades após investigações vão ser definidas', disse Moro, em entrevista após evento em Brasília.

    A confusão em torno de Bebianno dividiu a própria bancada do PSL. Parte dos parlamentares saiu em defesa do ministro.

    A deputada Joice Hasselmann (SP) afirma que a bancada está esperando uma posição do presidente e do próprio Bebianno, que iriam conversar nesta quinta.

    'Mas não há nenhuma definição em relação, pelo menos, que tenha sido comunicada ao partido em relação ao ministro Bebianno', disse Joice.

    A deputada, no entanto, criticou a postura de Carlos Bolsonaro.

    'Eu já me posicionei que acho que declarações de familiares, do filho do presidente, em coisas que envolvem o núcleo duro do governo, são declarações que podem atrair uma crise desnecessária', afirmou.

    (Reportagem de Lisandra Paraguassu, Ricardo Brito e Maria Carolina Marcello)

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    ENTREVISTA-Questão de Bebianno não muda em nada disposição para reformas, diz Major Olimpio

    Por Ricardo Brito

    BRASÍLIA (Reuters) - O presidente do PSL paulista, senador Major Olimpio, afirmou nesta quinta-feira em entrevista à Reuters que o caso envolvendo o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno, 'não muda absolutamente nada' a disposição do governo de levar adiante a agenda de reformas econômicas, como a reforma da Previdência, e um pacote anti-crime.

    'Não muda absolutamente nada no cenário do tamanho da necessidade, do tamanho do buraco que está o país, do tamanho do descalabro da violência e da criminalidade. Deus me livre! Isso aí nem o mais ferrenho opositor vai colocar um ruído de comunicação dentro do Executivo como fazer um cavalo de batalha para obstruir a esperança de recuperação do país', disse Olimpio.

    Na véspera, Bolsonaro deu uma entrevista em que disse ter determinado à Polícia Federal que investigue denúncias de que seu partido, o PSL, repassou dinheiro público para candidatos de fachada na eleição do ano passado e garantiu que Bebianno, que presidiu o partido durante o processo eleitoral e um dos principais articuladores da campanha presidencial, deixará o cargo se estiver envolvido.

    Pouco antes, seu filho, o vereador pelo Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro, tinha dito em rede social que Bebianno mentira ao afirmar que tinha conversado com o presidente sobre as denúncias. Bolsonaro disse que não tratou do caso com seu ministro da Secretaria-Geral e classificou de “mentira” qualquer afirmação em contrário.

    Olimpio defendeu a permanência de Bebianno à frente do ministério e argumentou que seria 'impossível' o então presidente do PSL fazer o acompanhamento sobre a destinação e o uso dos recursos públicos de todas as candidaturas estaduais do partido.

    Durante a campanha, a direção do PSL reservou o repasse de recursos públicos do chamado fundo partidário para as direções estaduais. Olimpio, presidente do PSL em São Paulo, disse não ter usado esses recursos.

    'Uma coisa não tem nada a ver com a outra. Se o problema foi dizer da conduta do Bebianno por ação de utilização do fundo eleitoral, sou testemunha como presidente do partido em São Paulo: seria absolutamente impossível de ele, como dirigente, fazer esse controle da destinação depois da utilização', disse o senador.

    Olimpio disse que no caso do diretório de Pernambuco, onde há suspeita de uso irregular de recursos, caberia à candidata e ao próprio partido naquele Estado explicar e não a Bebianno. Ele espera que haja uma conversa entre o Bolsonaro e Bebianno para superar essa situação, com o ministro ficando no governo.

    'Penalizar o Bebianno numa situação dessas acho que não seria justo', disse o senador. 'Minha expectativa é da continuidade dele no ministério. Nada disso pode ou vai comprometer os nossos objetivos que são a recuperação da economia', completou.

    O senador, que não falou nem com Bolsonaro nem com Bebianno desde o início da crise, destacou a atuação do atual ministro da Secretaria-Geral durante a campanha eleitoral e disse que seria 'leviano' se queixar da conduta dele. Destacou que, ao contrário, como presidente do PSL o agora ministro foi responsável por garantir o lançamento de sua chapa ao Senado perto da data limite de inscrição.

    'Ele (Bebianno) me ajudou em todos os momentos, deu apoio com advogado. Só tenho boas referências dele à frente da direção do partido e quando acompanhava o candidato a presidente', destacou.

    LITURGIA

    O presidente do PSL paulista, senador mais votado da história, ressalvou não querer fazer uma avaliação sobre a atuação de Carlos Bolsonaro no episódio. Disse que no relacionamento familiar a relação de estreita confiança é normal em todos os países, com pessoas tendo um acesso 'diferenciado' ao poder.

    'Mas há uma liturgia dos cargos e das funções, uma hierarquia em todas as estruturas que deve ser respeitada ao máximo, porque no momento em que se cria situações e caminhos extraordinários, isso em determinado momento pode gerar conflito. Isso é lá na realeza da Inglaterra, ocorre nos Estados Unidos, berço da democracia, em todas as circunstâncias', disse.

    'Agora, quando tem a difusão pública, isso momentaneamente --até que haja o esclarecimento-- cria um ruído sim, tanto que estamos conversando sobre isso', completou.

    O senador disse que as eleições de Davi Alcolumbre (DEM-AP) para a presidência do Senado e da senadora Simone Tebet (MDB-MS) para o comando da Comissão de Constituição e Justiça da Casa, colegiado por onde vai passar a reforma da Previdência, dão sinalizações positivas para o avanço da agenda.

    Mas ele disse que não dá para, de antemão, dizer que já há 49 votos, número mínimo para aprovar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) com mudanças nas regras da Previdência.

    'Estou vendo com muita expectativa, não dá para dormir em berço esplêndido e dizer que tem (os votos)', disse.

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    Bolsonaro diz que decidirá sobre Previdência nesta 5ª

    SÃO PAULO (Reuters) - O presidente Jair Bolsonaro afirmou em entrevista à TV Record na noite de quarta-feira que decidirá nesta quinta qual será a proposta de reforma da Previdência que seu governo enviará ao Congresso Nacional.

    O presidente disse ainda que a grande dúvida em torno da proposta é sobre a idade mínima, e não quis adiantar o que decidirá sobre este tema antes de conversar com a equipe econômica liderada pelo ministro da Economia, Paulo Guedes.

    'Na tarde de amanhã (quinta) eu estarei batendo o martelo na reforma que será encaminhada ao Parlamento. A grande dúvida na idade foi se passaria para 62 ou 65, os homens, e para mulher, 57 ou 60. Isso será decidido amanhã', disse Bolsonaro na entrevista, dada no hospital Albert Einstein antes de receber alta na quarta.

    'Eu gostaria de não fazer reforma nenhuma da Previdência, mas somos obrigados a fazê-la, porque caso contrário o Brasil quebrará em 2022 ou 2023', acrescentou o presidente, que disse que as propostas de mudanças previdenciárias para militares, policiais e bombeiros serão feitas em um 'segundo tempo'.

    Bolsonaro também disse que determinou que a Polícia Federal investigue denúncias de que seu partido, o PSL, repassou dinheiro público para candidatos de fachada na eleição do ano passado e garantiu que o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno, que presidiu o partido durante o processo eleitoral, deixará o cargo se estiver envolvido.

    'Já determinei à Polícia Federal que abra inquérito e investigue este caso', disse Bolsonaro ao ser indagado sobre as denúncias, garantindo que o ministro da Justiça, Sérgio Moro, tem 'carta branca para apurar' as acusações.

    'Se estiver envolvido e logicamente responsabilizado, lamentavelmente o destino (de Bebianno) não pode ser outro a não ser voltar às suas origens', acrescentou.

    Após seu filho, o vereador pelo Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro, dizer que Bebianno mentiu ao afirmar que tinha conversado com o presidente sobre as denúncias, Bolsonaro disse que não tratou do caso com seu ministro da Secretaria-Geral e classificou de 'mentira' qualquer afirmação em contrário.

    'Em nenhum momento eu conversei com ele', garantiu o presidente.

    Em entrevista à GloboNews na quarta, Bebianno, apontado até então como um dos aliados mais próximos do presidente, disse que não pretende pedir demissão do cargo e que aguarda uma decisão de Bolsonaro sobre seu futuro no posto.

    (Por Eduardo Simões)

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