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    Ciro se diz tentado a fechar agências reguladoras se for eleito

    SÃO PAULO (Reuters) - O candidato do PDT à Presidência, Ciro Gomes, disse que se sente tentado a fechar as agências reguladoras por conta de toda interferência política que as rodeia, mas que convocará o empresariado brasileiro antes de tomar uma decisão, se for eleito.

    'Deve haver exceções, mas essas agências viraram antro de ladroeira, de corrupção, de clientelismo, de invasão normativa, de formulação de políticas que não são atribuição deles, tudo aparelhada por politiqueiro, tudo', disse o pedetista, acrescentando que numa democracia, tudo vira política.

    'A minha tentação é fechar. A gente tem que fazer uma arrumada na casa', disse Ciro, citando a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) como exemplos.

    'Eu não sei se vou fechar, mas vou convocar o empresariado brasileiro para a gente discutir. De qualquer forma, essas agências terão poder regulatório stricto sensu, e serão, no meu caso, estritamente técnicas e profissionais, que é como eu governo', disse o candidato.

    'A política se faz a nível de ministério. As outras coisas operacionais têm que ser tocadas por gente que têm mérito para tocá-las', afirmou.

    'TOCAR FOGO'

    Ao falar sobre o presidenciável do PSL, Jair Bolsonaro, a quem considera um colega deputado, Ciro disse que o parlamentar representa a negação da política e da democracia.

    'Nosso povo não crê mais na democracia. Vocês imaginam o Bolsonaro, com todo respeito ao meu colega, ele representa uma coisa profunda, ele nem tem ideia do que ele está representando. Ele está representando a negação da política, da democracia', disse o pedetista.

    'É a vontade de tocar fogo pra ver se nasce alguma coisa no lugar. Não duvidem disso, a gente pode ir rindo, mas ele está em primeiro lugar nas pesquisas', disse Ciro, fazendo menção a pesquisas onde o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso desde abril, não aparece como candidato.

    (Reportagem de Laís Martins)

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    Presidenciáveis apontam negligência do governo federal em crise com venezuelanos

    BRASÍLIA (Reuters) - Desde domingo, após onda de violência em Pacaraima, em Roraima, candidatos à Presidência apontam “negligência” e “omissão” do governo federal para lidar com a crise da imigração de venezuelanos por meio da fronteira no norte do Estado.

    Para a candidata pela Rede, Marina Silva, o governo brasileiro vem negligenciando a situação desde a época da ex-presidente Dilma Rousseff, quando errou, por 'alinhamentos políticos e ideológicos', ao não impedir que, na opinião dela, a situação chegasse à falta de democracia no país vizinho.

    “Negligencia agora, quando deixa o problema dos refugiados nas mãos do Estado de Roraima, que não tem condição de dar respostas praticamente sozinho para uma situação como essa”, afirmou, defendendo a formação de uma coalizão humanitária entre países para atuar no problema dos refugiados venezuelanos.

    Na mesma linha, o candidato Geraldo Alckmin (PSDB) ao Planalto classificou a situação de Roraima como “grave”, responsabilizou o atual governo, e também o anterior.

    “Desde ontem venho falando sobre a grave situação em Roraima. Só chegamos a esse ponto por omissão do governo federal, que precisa apoiar o Estado. Temos que garantir a segurança da população e acolher quem foge do caos econômico provocado na Venezuela por um governo apoiado pelo PT”, disse o presidenciável tucano em seu perfil do Twitter.

    Ciro Gomes, que disputa a Presidência pelo PDT, afirmou que o atual governo não toma atitudes para resolver o problema e lembrou que há milhões de brasileiros dispersos pelo mundo, razão pela qual é necessário um tratamento “humanitário respeitoso” a imigrantes.

    “Esse governo não está fazendo absolutamente nada. Esse governo é criminoso e irresponsável e ele é o grande culpado de tudo isso”, afirmou o pedetista.

    “Qual o papel do Brasil nisso? Nós temos que chegar antes, temos que ajudar esses refugiados, temos que protegê-los, não podemos deixar que eles entrem selvagemente e destruam o tecido comunitário de cidades como Pacaraima”, disse, argumentando que a resposta não passa, no entanto, pela violência e por queimar “roupas de quem já está miserável e sendo humilhado porque não consegue sobreviver no seu país, mulheres, crianças”.

    Ciro aproveitou para declarar que o candidato pelo PSL, Jair Bolsonaro, tem responsabilidade na disseminação da “cultura de ódio” no debate político.

    Bolsonaro, por sua vez, afirmou em seu perfil do Twitter que “há mais de um ano, muitos vídeos vem sendo publicados no youtube e mostram nossa postura sobre o assunto e as derivações da irresponsabilidade dos governos brasileiro e venezuelano”.

    No fim de semana houve uma onda de violência em Pacaraima, deflagrada depois que o dono de um estabelecimento local foi esfaqueado e espancado supostamente por quatro venezuelanos.

    Manifestantes brasileiros destruíram tendas usadas pelos venezuelanos para acampar na rua perto de um terminal de ônibus e incendiaram os pertences que os imigrantes deixavam para trás. Em resposta aos incidentes, o governo federal decidiu no domingo enviar um reforço de 120 homens da Força Nacional de Segurança a Roraima e determinou a intensificação dos esforços de interiorização de venezuelanos para outros Estados.

    Dezenas de milhares de venezuelanos atravessaram a fronteira com o Brasil em Pacaraima nos últimos anos, fugindo da turbulência econômica e política em seu país. O fluxo sobrecarregou os serviços sociais do Estado e causou uma crise humanitária, com famílias dormindo nas ruas em meio à crescente criminalidade e prostituição.

    O governo de Roraima ingressou com ação no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta segunda-feira solicitando a suspensão temporária da imigração de venezuelanos por meio da fronteira em Pacaraima, informou o governo estadual em nota.

    A medida reforça uma ação já impetrada por Roraima junto ao Supremo pedindo o fechamento da fronteira para a entrada de imigrantes venezuelanos, e visa 'evitar eventual perigo de conflitos, com derramamento de sangue entre brasileiros e venezuelanos', de acordo com o governo de Roraima.

    (Reportagem de Maria Carolina Marcello)

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    Sem Lula, Bolsonaro lidera disputa presidencial com 20%, seguido por Marina, com 12%, diz Ibope

    SÃO PAULO (Reuters) - O pré-candidato do PSL à Presidência da República, deputado Jair Bolsonaro, lidera com alguma folga a corrida pelo Palácio do Planalto no cenário sem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 20 por cento das intenções de voto, mostrou pesquisa Ibope divulgada nesta segunda-feira.

    Na sequência, vêm Marina Silva (Rede), que registrou 12 por cento, o ex-ministro Ciro Gomes (PDT), com 9 por cento, o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), com 7 por cento, o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT), com 4 por cento e o senador Alvaro Dias (Podemos), com 3 por cento.

    A pesquisa, realizada depois do registro de candidaturas no Tribunal Superior Eleitroal, tem margem de erro de 2 pontos percentuais, para cima ou para baixo, com nível de confiança de 95 por cento. O levantamento mostrou, segundo dados publicados no site do jornal O Estado de S. Paulo, 29 por cento de votos nulos e brancos e 9 por cento de indecisos.

    No cenário com Lula, o ex-presidente lidera com 37 por cento, seguido por Bolsonaro (18 por cento), Marina (6 por cento), Ciro (5 por cento), Alckmin (5 por cento) e Dias (3 por cento).

    Lula está preso desde abril em Curitiba, onde cumpre pena por corrupção e lavagem de dinheiro no caso do tríplex no Guarujá. Embora o PT tenha registrado a candidatura do ex-presidente na semana passada, ele deve ser barrado de concorrer pela Lei da Ficha Limpa, que torna inelegíveis condenados por órgãos colegiados da Justiça.

    A pesquisa do Ibope, encomendada pelo jornal O Estado de S. Paulo e pela Rede Globo, foi feita entre os dias 17 e 19 de agosto, com 2.002 eleitores, em 142 municípios.

    A última pesquisa Ibope, encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), realizada em junho, mostrava quadro relativamente parecido.

    No cenário sem Lula, Bolsonaro tinha 17 por cento, seguido por Marina (13 por cento), Ciro (8 por cento) e Alckmin (6 por cento). Haddad tinha apenas 2 por cento.

    Com o ex-presidente, o petista liderava com 33 por cento, vindo depois Bolsonaro (15 por cento), Marina (7 por cento), Ciro (4 por cento) e Alckmin (4 por cento).

    Na nova pesquisa, 60 por cento disseram que não votariam em Haddad de jeito nenhum se Lula for impedido de disputar a eleição e declarar apoio ao ex-prefeito de São Paulo, enquanto 13 por cento disseram que votariam com certeza e 14 por cento que poderiam votar.

    Mas quando é medida a rejeição do eleitor em geral, apenas 16 por cento disseram que não votariam em Haddad de jeito nenhum. Nesse quadro, o líder é Bolsonaro, com 37 por cento, vindo depois Lula com 30 por cento, Alckmin com 25 por cento, Marina com 23 por cento e Ciro, com 21 por cento.

    (Por Alexandre Caverni)

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    Recomendação de comitê da ONU sobre Lula nas eleições é 'precipitada' e 'inexequível', diz MPF

    Por Ricardo Brito

    BRASÍLIA (Reuters) - A recomendação do Comitê de Direitos Humanos da ONU para que o Estado brasileiro garanta ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) o exercício de todos os direitos políticos mesmo que na prisão, inclusive a possibilidade de disputar as eleições de 2018, foi tomada de 'certa forma precipitada' e 'se torna inexequível', afirmou parecer da Procuradoria Regional da República da 4ª Região (PRR-4), encaminhado à Justiça nesta segunda-feira e obtido pela Reuters.

    A manifestação do procurador regional da República Maurício Gotardo Gerum foi apresentada em recurso feito pela defesa de Lula ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) após a Justiça de primeira instância ter impedido a participação do ex-presidente --preso cumprindo pena desde abril-- do debate com os presidenciáveis promovido pela RedeTV! na sexta-feira.

    O integrante do Ministério Público Federal sustentou que a solicitação da ONU contraria 'frontalmente' a legislação brasileira que disciplina as condições de elegibilidade e considera que esse fato 'parece não ter sido considerado' pelos relatores do comitê. Ele disse não ser crível que o comitê intervenha 'deliberadamente' no direito brasileiro.

    Para o procurador regional, a ausência de qualquer menção à Lei da Ficha Limpa na recomendação sobre Lula, tomada sem ouvir previamente o Estado brasileiro, permite concluir que a recomendação se deu diante de uma 'premissa equivocada' de que a restrição da candidatura de Lula decorre da execução provisória da pena de prisão a que foi condenado.

    'No entanto, não é porque o agravante está preso que ele não pode concorrer à Presidência, mas porque possui uma condenação criminal confirmada em segundo grau', destacou o parecer, referindo-se à condenação, pelo TRF-4, do ex-presidente no processo do tríplex do Guarujá (SP) por corrupção e lavagem de dinheiro, que o torna ficha-suja.

    Para ele, no caso de Lula, está 'clara' a inelegibilidade e a decisão que vai analisar o registro será 'meramente declaratória'.

    O parecer disse que a situação da ONU decorre do fato de que 'talvez' os relatores do caso não tenham tido a clareza do pedido apresentado pela defesa do ex-presidente, 'talvez' porque a liminar foi concedida sem ouvir a outra parte, no caso, o Estado brasileiro.

    'Assim, porque de certa forma precipitada, a solicitação do Comitê de Direitos Humanos da ONU se torna inexequível. Nem esta corte nem o juízo de execução detêm competência eleitoral para atribuir o status de candidato ao agravante', afirmou Maurício Gotardo Gerum.

    PRESO DIFERENCIADO

    Para o procurador regional, o ex-presidente pode ter 'acesso apropriado à mídia e a membros de seu partido político', mas ressalvou que essa questão só faz sentido no momento em que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reconheça Lula como candidato a presidente.

    O integrante do MPF afirmou que não há o que acrescentar à decisão da Justiça Federal de primeira instância que barrou a participação de Lula do debate e aproveitou a manifestação para tecer críticas ao comportamento do ex-presidente, a quem disse que 'se considera um preso diferenciado'.

    'O que pretende o agravante (Lula) é se distanciar do regime prisional a que qualquer detento deve se submeter. É de certa forma irônico que neste agravo, ao contrário dos incidentes anteriores que se fundavam essencialmente na pré-campanha como argumento para a concessão de entrevistas, o agravante, que na sua vida política sempre procurou levantar a bandeira da igualdade social, enfatize sua condição de ex-presidente para obter benefícios muito particulares, sem qualquer previsão legal', afirmou.

    'É nítido que se considera um preso diferenciado, com direitos que vão muito além àqueles normalmente outorgados aos detentos em geral, embora sustente exatamente o contrário, como se fosse normal a todos os presos a concessão indiscriminada de entrevistas jornalísticas', completou.

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    Vice-procurador-geral eleitoral reitera inelegibilidade de Lula

    BRASÍLIA (Reuters) - O vice-procurador-geral eleitoral Humberto Jacques de Medeiros reiterou nesta segunda-feira seu posicionamento pela inelegibilidade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e contrário à efetivação do registro de sua candidatura.

    Em parecer sobre quatro petições de cidadãos que questionam a elegibilidade do petista, que protocolou o pedido de registro de candidatura na última quarta-feira no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o vice-PGE argumenta que Lula não pode disputar a Presidência porque foi condenado por colegiado em segunda instância.

    “Tal circunstância implica na inelegibilidade do candidato”, diz, no parecer, lembrando que o próprio Ministério Público Eleitoral (MPE) apresentou impugnação da candidatura.

    “Nestes termos, embora legítima a iniciativa dos cidadãos em apresentar notícias de inelegibilidade, não há, no caso, reflexos nas providências já adotadas pelo Ministério Público Eleitoral”, explica.

    Líder nas pesquisas de intenção de voto, Lula está preso desde abril em Curitiba cumprindo pena de 12 anos e 1 mês de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do tríplex no litoral de São Paulo.

    A condenação decidida pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região baseia o pedido do Ministério Público para que o ex-presidente seja enquadrado na chamada Lei da Ficha Limpa e seja considerado inelegível.

    (Reportagem de Maria Carolina Marcello)

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    Alckmin minimiza defecção de presidente do PP e diz que decisão da ONU sobre Lula não tem efetividade

    Por Eduardo Simões

    SÃO PAULO (Reuters) - O candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, disse nesta segunda-feira que não vê problema no fato de o senador Ciro Nogueira, presidente do PP, partido que o apoia formalmente, ter declarado voto no ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

    Alckmin também se manifestou sobre a decisão da ONU em relação ao petista, da semana passada, e avaliou que não tem efetividade. O Comitê de Direitos Humanos da ONU definiu que Lula deve manter todos os direitos políticos, em um momento em que o petista está preso em Curitiba, cumprindo pena por corrupção e lavagem de dinheiro no caso do tríplex no Guarujá. Mesmo liderando as pesquisas de intenção de voto, Lula deve ser barrado da eleição pela Lei da Ficha Limpa.

    'Essa é uma questão jurídica. O Poder Judiciário é que aplica a lei, é ele que decide. Com todo o respeito ao órgão da ONU, mas ele não é resolutivo, ele não tem nenhuma efetividade. Quem tem efetividade é o Poder Judiciário brasileiro', disse Alckmin a jornalistas após fazer palestra a empresários, organizada pela Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústria de Base (Abdib).

    O tucano, que assegurou a maior coligação na disputa pela Presidência da República deste ano, também minimizou o fato de Ciro Nogueira, que preside o partido da candidata a vice na chapa tucana, senadora Ana Amélia (RS), ter declarado na semana passado voto em Lula durante evento de campanha em Teresina, capital do Piauí, ao lado do ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad, vice na chapa de Lula.

    'Olha, nós temos um quadro pluri, multipartidário totalmente artificial. E também têm partidos que têm candidatos e que também me apoiam', disse.

    'Em muitos Estados brasileiros, nós temos pessoas de outros partidos que nos apoiam. Não vejo nenhum problema nisso', garantiu o tucano.

    Alckmin também disse que a tentativa do MDB, do candidato à Presidência, Henrique Meirelles, de buscar impugnar na Justiça Eleitoral algumas das alianças do tucano por irregularidades na documentação não tem sentido.

    'Não tem o menor sentido isso. Eu estive na convenção de todos os partidos que nos apoiam. Fui aclamado candidato, Ana Amélia a vice. Não tem nada, nada. Absolutamente nada', disse o tucano.

    'E nem tem legitimidade. Não pode um partido que nem é da aliança questionar a aliança do outro. Não tem sentido isso', afirmou.

    PESQUISA

    O tucano também comentou a pesquisa CNT/MDA divulgada nesta segunda, que mais uma vez mostrou dificuldade de sua candidatura deslanchar. Ele repetiu o discurso que vem adotando nos últimos meses de que as pesquisas neste momento mostram um retrato do passado.

    'Já foi dito que pesquisa é como perfume. Não é para tomar a pesquisa, é para observá-la. A campanha só vai começar efetivamente a partir do dia 31, daqui a 11 dias, quando começa o horário do rádio e da televisão. Aí é que começa a campanha eleitoral', disse.

    'Então as pesquisas vão mudar totalmente. Elas são fotografia meio do passado', avaliou.

    Durante a palestra na Abdib, o tucano defendeu a adoção de uma boa política fiscal, pois isso permitiria a redução dos juros e a retomada dos investimentos. Ele voltou a prometer que, se eleito, vai zerar o déficit fiscal em até dois anos.

    Alckmin também defendeu uma maior parceria com o setor privado para o investimento em infraestrutura e defendeu a recuperação da atividade industrial como 'essencial' para a volta do crescimento econômico.

    'Com uma boa política fiscal, você recupera a capacidade de investimento', disse durante a palestra, acrescentando, mais uma vez, que pretende realizar reformas como a política, a tributária e a da Previdência nos primeiros seis meses de mandato.

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    PT vai usar pedido de comitê da ONU para tentar garantir Lula em debates

    (Reuters) - O candidato a vice-presidente na chapa com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Fernando Haddad, afirmou nesta segunda-feira que o PT irá usar o pedido do Comitê de Direitos Humanos pela garantia dos direitos políticos de Lula durante a campanha eleitoral, para ingressar na Justiça para que o ex-presidente possa participar dos debates.

    'Agora com essa determinação da ONU, nós vamos ingressar na Justiça com esse aval das Nações Unidas para que as prerrogativas da candidatura sejam respeitadas”, disse Haddad, depois de sair de mais uma visita a Lula em Curitiba, onde o ex-presidente está preso há pouco mais de quatro meses.

    De acordo com a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, o pedido incluirá que Haddad possa participar dos debates no caso de impedimento de Lula.

    Haddad afirmou ainda que o partido está otimista porque “é muito raro que um país desafie as Nações Unidas, especialmente países como o Brasil, que subscreveram tratados internacionais.

    “O Estado brasileiro vive um período de democracia desde 1985, não vai desafiar uma recomendação como essa porque tem força no nosso ordenamento jurídico. Vamos aguardar, mas vamos conversar com o país todo nas nossas andanças”, afirmou.

    Na última sexta-feira, a defesa de Lula comemorou pedido do Comitê de Direitos Humanos da ONU, um órgão formado por especialistas independentes eleitos, que trata do cumprimento dos direitos políticos dos cidadãos dos países signatários do tratado que o constituiu.

    O comitê, que não analisou o mérito do caso de Lula, apontou que pode haver dano irreparável e pediu ao Estado brasileiro que o ex-presidente tenha garantido o direito de concorrer à Presidência até que todos os recursos sobre sua condenação sejam julgados e que Lula também tenha garantidos os direitos de campanha, inclusive acesso à imprensa.

    O governo brasileiro é signatário do tratado que criou o comitê e que admite o órgão como tendo jurisdição sobre os países. A reação do governo brasileiro, no entanto, foi fria. Em nota, o Itamaraty afirmou que a decisão seria encaminhada ao Judiciário mas teria apenas caráter de recomendação.

    CAMPANHA

    Haddad informou ainda que começa na terça-feira um périplo por cinco Estados do Nordeste --Bahia, Paraíba, Sergipe, Maranhão e Rio Grande do Norte-- para colocar a campanha de Lula na rua e levar o apoio do ex-presidente ao candidados do partido e aliados.

    “Temos a oportunidade de colocar a campanha na rua, o nome do Lula na campanha e levar ao conhecimento das pessoas essa determinação e o plano de governo de Lula”, disse o ex-prefeito de São Paulo.

    Na maior parte dos Estados do Nordeste, as pesquisas eleitorais indicam uma larga margem de intenção de votos para o ex-presidente, em alguns casos ultrapassando 50 por cento. A avaliação do PT é que Haddad, indicado para substituir Lula com a provável impugnação da candidatura, precisa começar a aparecer para esses eleitores como o indicado do ex-presidente.

    Condenado em segunda instância por corrupção e lavagem de dinheiro no processo do tríplex do Guarujá, Lula deve ter sua candidatura barrada com base na Lei da Ficha Limpa.

    (Por Lisandra Paraguassu, em Brasília)

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    Lava Jato garantiu que eleitor possa votar em outubro sabendo a verdade, diz Marina

    SÃO PAULO (Reuters) - A candidata da Rede à Presidência, Marina Silva, disse nesta segunda-feira que a Lava Jato garantiu que a população possa votar este ano sabendo a verdade e que há envolvidos na operação na 'linha de frente da eleição'.

    'Agora as pessoas sabem da verdade, a verdade que foi revelada pela Lava Jato. A grande dificuldade que nós temos pela frente é o que fazer com essa verdade', disse a candidata a jornalistas após participar de evento em São Paulo.

    'Os que criaram problemas já estão todos perfilados para continuar no poder. E os que criaram o problema não têm como resolver o problema, eles só vão agravar o problema', disse Marina, sugerindo que talvez alguns partidos tenham de tirar um período sabático para avaliações, citando o MDB, PT e PSDB.

    'É muito estranho dizer que vai ter tolerância zero com a corrupção e ter todos os que estão envolvidos na Lava Jato já na linha de frente da eleição', afirmou a candidata, sem citar nomes.

    Durante o evento, a ex-ministra defendeu que não tem preconceito com legados de outros partidos, como PT e PSDB e que não irá 'inventar a roda', mas que é preciso traçar outro caminho, uma vez que o atual levará a um 'poço sem fundo'.

    PSDB

    Questionada sobre a possibilidade de aceitar o apoio do PSDB num eventual segundo turno, Marina não negou, mas disse que discutirá o 'segundo turno no segundo turno'.

    'Eu sempre digo que vou governar com pessoas de bem, de todos os partidos, desde 2010, e pessoas de bem da sociedade. A diferença é que não serão apenas os partidos. A academia, os movimentos sociais, os empresários de bem terão espaço dentro do governo', afirmou.

    Marina voltou a comentar afirmação do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que disse em entrevista ao jornal O Globo que falta 'um pouco de malignidade' à candidata.

    Para ela, talvez seja o excesso de malignidade que tenha levado o Brasil a essa situação de malignidade. 'É preciso a gente botar uma forcinha da virtude.'

    (Reportagem de Laís Martins)

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    Pesquisa CNT/MDA aponta Lula líder com folga e baixa transferência de votos por ora

    Por Maria Carolina Marcello

    BRASÍLIA (Reuters) - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva segue à frente na disputa presidencial, mesmo preso em Curitiba desde abril deste ano, apontou pesquisa CNT/MDA divulgada nesta segunda-feira, mas, por ora, ele registra uma transferência de votos relativamente baixa para o esperado plano B, Fernando Haddad.

    Em cenário de pergunta estimulada, o ex-presidente figura como o favorito de 37,3 por cento dos entrevistados, seguido do deputado Jair Bolsonaro (PSL), com 18,8 por cento, de Marina Silva (Rede), com 5,6 por cento, de Geraldo Alckmin (PSDB), com 4,9 por cento, Ciro Gomes (PDT), com 4,1 por cento, e Alvaro Dias (Podemos), com 2,7 por cento.

    Ainda que tenha levado em conta aqueles que oficialmente pediram registro de candidatura junto à Justiça Eleitoral, o instituto tentou estimar a capacidade de transferência de voto de Lula.

    Dentre os que declaram voto no petista, o vice na chapa do ex-presidente, Fernando Haddad (PT), é o que mais se beneficia, com a migração de 17,3 por cento dos eleitores de Lula.

    Em seguida vem Marina, com 11,9 por cento, Ciro com 9,6 por cento, Bolsonaro, com 6,2 por cento e Alckmin, com 3,7 por cento.

    Para o diretor executivo do Instituto MDA, Marcelo Souza, o percentual de transferência de votos de Lula para Haddad pode ser considerado inicialmente baixo, mas deve-se levar em conta que o ex-presidente ainda figura como candidato, e, portanto, não declarou apoio a nenhum nome.

    'Eu até imagino que, a partir do momento em que esse apoio declarado dele a determinada pessoa acontecer, essa transferência tenda a ser maior', avaliou.

    A sondagem aponta 14,3 por cento de votos nulos e brancos na votação para presidente, enquanto 8,8 por cento dos entrevistados se mostraram indecisos.

    Outra característica captada pela pesquisa diz respeito à volatilidade da decisão do eleitor. A maioria dos candidatos angaria votos que ainda podem ser mudados.

    Dentre os que declararam voto em Marina, 33,9 por cento dizem que esta é a sua posição definitiva, enquanto 66,1 por cento admitem possibilidade de mudança de opinião.

    Parte considerável dos eleitores de Alckmin, 63,3 por cento, declaram que podem mudar seu voto, contra 36,7 por cento que se declaram decididos. Ciro segue a mesma tendência: 37,3 por cento declaram o apoio ao candidato do PDT como definitivo, e 62,7 por cento podem mudar de ideia.

    'São eleitores bastante voláteis, eles mesmos afirmam que podem mudar. Você tem aí (uma proporção) quase de dois para um, o que é grande.'

    Os eleitores de Lula, Bolsonaro e Alvaro Dias figuram entre os mais decididos: 82,3 por cento declaram estar fechados com o petista, 70,7 por cento com o presidenciável do PSL, e 64,8 por cento estão decididos pela candidatura do Podemos.

    Outro ponto que chama a atenção é que mais da metade dos entrevistados --55,6 por cento-- declarou conhecer pouco ou nada das opções de candidatos.

    'O eleitor está sem conhecimento. Imagino que em algum momento ele ainda vai buscar essas informações', avaliou Souza, lembrando que, segundo a pesquisa, pouco mais de 50 por cento declaram pouco ou nenhum interesse pelas eleições no momento.

    'A gente tem o eleitor que ainda vai buscar essas informações, ainda vai se posicionar.'

    Outro ponto mostrado pela pesquisa foi a rejeição dos eleitores aos candidatos. Sobre Bolsonaro, 53,7 por cento disseram que não votariam no candidato do PSL de jeito nenhum. Esse percentual foi de 52,7 por cento para Marina, 52,5 por cento para Alckmin, 44,1 por cento para Ciro, 41,9 por cento para Lula e 27,9 por cento para Alvaro Dias.

    REGISTRO

    No levantamento divulgado em maio, Lula somava 32,4 por cento das intenções de voto, à frente de Bolsonaro, com 16,7 por cento, Marina, com 7,6 por cento, Ciro com 5,4 por cento, Alckmin, com 4,0 por cento, e Dias, com 2,5 por cento.

    Para Souza, a melhora na perfomance de Lula em relação a maio pode ter sido um reflexo do pedido de registro de sua candidatura ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na última quarta-feira.

    'Isso pode ter dado certo ânimo aos seus eleitores', afirmou.

    Lula também lidera os cenários de segundo turno. O petista vence Ciro, Alckmin, Bolsonaro e Marina com larga margem. Nos cenários da segunda rodada em que Lula não figura como candidato, Bolsonaro aparece numericamente à frente, mas com uma vantagem que configura empate técnico, por estar dentro da margem de erro.

    Sem Lula, explica Souza, além do empate técnico entre todos os nomes, há uma elevação considerável da parcela de brancos e nulos.

    'É uma eleição que ainda está em aberto, que vai ser bastante complicada. O eleitor ainda não encontrou em quem votar e está bastante insatisfeito com as opções que estão colocadas', disse.

    A pesquisa também mediu a popularidade do presidente Michel Temer. Para 78,3 por cento, a avaliação foi negativa, em comparação aos 71,2 por cento registrados em maio.

    A avaliação positiva ficou em 2,7 por cento, ante 4,3 por cento.

    Encomendada pela Confederação Nacional do Transporte, a pesquisa tem margem de erro de 2,2 pontos percentuais. Foram ouvidas 2002 pessoas, entre os dias 15 e 18 de agosto. A pesquisa foi registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), sob o número BR-09086/2018.

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    Roraima pede no STF suspensão de imigração venezuelana; governo avalia fechar fronteira em Pacaraima

    Por Mateus Maia e Lisandra Paraguassu

    BRASÍLIA (Reuters) - O governo de Roraima ingressou com ação no Supremo Tribunal Federal (STF) solicitando a suspensão temporária da imigração de venezuelanos por meio da fronteira em Pacaraima, no norte do Estado, informou o governo estadual em nota nesta segunda-feira.

    A medida reforça uma ação já impetrada por Roraima junto ao Supremo pedindo o fechamento da fronteira para a entrada de imigrantes venezuelanos, e visa 'evitar eventual perigo de conflitos, com derramamento de sangue entre brasileiros e venezuelanos', de acordo com o governo de Roraima.

    'Essa é uma nova ação na qual o nosso governo propõe outras soluções para minimizar os impactos da imigração. Nosso principal ponto é o reforço da interiorização dos venezuelanos para outros Estados e regiões do Brasil, uma vez que Roraima não tem condições de receber por dia de 500 a 800 venezuelanos”, disse o procurador-geral do Estado, Ernani Batista, segundo nota do governo do Estado.

    À noite, no Palácio do Planalto, o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, afirmou que o governo não descarta o fechamento da fronteira com a Venezuela em Pacaraima, pedido pelo senador Romero Jucá (MDB-RR), mas vê grandes dificuldades na medida.

    'O governo não descarta mas vê grandes dificuldades', disse Marun a jornalistas. 'Vamos aguardar o retorno da comissão interministerial enviada a Roraima para que o governo tome uma decisão.'

    Mais cedo, o ministro do Gabinete de Segurança Institucional, Sérgio Etchegoyen, disse que essa comissão interministerial iria verificar a situação in loco e analisar medidas adicionais que podem ser tomadas, mas descartou o fechamento da fronteira por ser 'ilegal'.

    A ação do Estado ocorre após uma onda de violência no fim de semana em Pacaraima, deflagrada depois que o dono de um estabelecimento local foi esfaqueado e espancado supostamente por quatro venezuelanos.

    Manifestantes brasileiros destruíram tendas usadas pelos venezuelanos para acampar na rua perto de um terminal de ônibus e incendiaram os pertences que os imigrantes deixavam para trás. Em resposta aos incidentes, o governo federal decidiu no domingo enviar um reforço de 120 homens da Força Nacional de Segurança a Roraima e determinou a intensificação dos esforços de interiorização de venezuelanos para outros Estados.

    Dezenas de milhares de venezuelanos atravessaram a fronteira com o Brasil em Pacaraima nos últimos anos, fugindo da turbulência econômica e política em seu país. O fluxo sobrecarregou os serviços sociais do Estado e causou uma crise humanitária, com famílias dormindo nas ruas em meio à crescente criminalidade e prostituição.

    “Nossa proposta tem como base jurídica o Pacto Federativo, para que essa responsabilidade pelo acolhimento humanitário seja efetivamente assumido por todo o país e não apenas pelo povo de Roraima, como tem ocorrido até agora”, afirmou o procurador-Geral do Estado. A nova ação pede, ainda, que se instale uma barreira sanitária na fronteira 'de natureza preventiva', para evitar o surgimento de doenças já erradicadas do país.

    A primeira ação impetrada pelo governo de Roraima junto ao STF para bloquear o ingresso de imigrantes venezuelanos pela fronteira foi rejeitada em agosto pela ministra do Supremo Rosa Weber.

    TENSÃO, MAS SEM CONFLITO

    De acordo com o ministro Etchegoyen, o governo busca acelerar o processo de interiorização dos venezuelanos que ingressam no país.

    'Duas coisas têm que ser entendidas: o governo está tomando todas as medidas para acelerarmos o processo de interiorização dos venezuelanos que quiserem ir para outros Estados, e todas as medidas visam assegurar a segurança e bem-estar da população de Roraima', disse o ministro a jornalistas em Brasília.

    Segundo ele, a situação atualmente em Pacaraima é tranquila. 'Há tensão, mas não há conflito nem incitação.'

    Etchegoyen ressaltou que o fechamento da fronteira é 'impensável porque é ilegal'. A lei brasileira de imigração, disse, determina o acolhimento de refugiadas e imigrantes nessa situação. 'Além disso é uma solução que não ajuda em nada a questão humanitária.'

    (Reportagem adicional de Ricardo Brito)

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    Placeholder - loading - Imagem da notícia Em 2º debate entre presidenciáveis, Ciro mira Alckmin e Marina tem forte embate com Bolsonaro

    Em 2º debate entre presidenciáveis, Ciro mira Alckmin e Marina tem forte embate com Bolsonaro

    Por Eduardo Simões

    SÃO PAULO (Reuters) - No segundo debate entre os principais candidatos à Presidência da República, realizado nesta sexta-feira pela RedeTV e pela revista IstoÉ, o presidenciável do PDT, Ciro Gomes, buscou polarizar com Geraldo Alckmin, do PSDB, e o embate mais duro do encontro ficou por conta de um duelo entre Marina Silva, da Rede, e Jair Bolsonaro, candidato do PSL.

    Pela segunda vez, o debate entre os postulantes ao Palácio do Planalto não contou com um representante do PT, depois que a Justiça Eleitoral rejeitou pedido do partido para que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que está preso em Curitiba e lidera as pesquisas, participasse do encontro.

    A organização do debate chegou a colocar um púlpito para Lula, mas ele foi retirado do estúdio, de acordo com a RedeTV, por decisão da maioria dos oito presidenciáveis presentes. Apenas o candidato do PSOL, Guilherme Boulos, defendeu a manutenção do púlpito no estúdio.

    No duelo mais duro do debate, Bolsonaro indagou Marina sobre a posição dela a respeito do porte de arma. A candidata da Rede se declarou contrária ao porte de arma de fogo, mas usou a maior parte do tempo de resposta para criticar o rival que, pouco antes, ao responder pergunta do candidato do MDB, Henrique Meirelles, disse que não era necessário se preocupar com a diferença de salários entre homens e mulheres, pois a igualdade está prevista na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

    'Só uma pessoa que não sabe o que significa uma mulher ganhar um salário menor do que um homem e ter as mesmas capacidades, a mesma competência e ser a primeira a ser demitida, ser a última a ser promovida e quando vai a uma fila de emprego, pelo simples fato de ser mulher, não é aceita. Não é uma questão de que não precisa se preocupar. Tem que se preocupar, sim', disparou Marina.

    'Precisa se preocupar, sim. O presidente da República está lá para combater injustiça', acrescentou.

    Bolsonaro rebateu atacando Marina por sua defesa de plebiscitos para decidir questões como eventuais mudanças na legislação sobre o aborto e legalização da maconha.

    'Temos aqui uma evangélica que defende o plebiscito para aborto e para maconha, e quer agora defender a mulher. Você não sabe o que é uma mulher, Marina, que tem um filho jogado no mundo das drogas', disse Bolsonaro, que chegou a afirmar que a adversária não podia interrompê-lo quando ela fez uma tentativa neste sentido.

    Marina rebateu, então, mirando no estilo de Bolsonaro.

    'Você acha que pode resolver tudo no grito, na violência. Nós somos mães, nós educamos os nossos filhos. A coisa que uma mãe mais quer é ver o filho ser educado para ser um cidadão de bem e você fica ensinando os nossos jovens que tem que resolver as coisas é na base do grito', criticou.

    'Numa democracia, o Estado é laico', completou, ao rebater as críticas do adversário sobre a ideia de plebiscitos sobre aborto e a legalização da maconha.

    Chamado ao palco logo em seguida para fazer uma pergunta ao candidato do Patriota, Cabo Daciolo, Guilherme Boulos aproveitou o embate anterior para mirar em Bolsonaro.

    'Quero parabenizar você, Marina, por ter colocado o Bolsonaro no seu lugar', disse.

    CIRO X ALCKMIN

    Nos momentos em que o encontro enveredou para discussões sobre economia e emprego, Ciro buscou perguntar a Alckmin e, em tom ameno, pontuar diferenças de propostas que tem com o tucano.

    'Governador Alckmin não me leve a mal, mas nós precisamos esclarecer aí umas diferenças de compreensão do Brasil. Então se vossa excelência me permite, o convido novamente ao palco, para não dizer ringue', disse Ciro em um dos momentos em que chamou Alckmin para o embate.

    Em um outro momento de duelo entre ambos, Alckmin afirmou que o PSDB fez o Plano Real, na época em que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso foi ministro da Fazenda.

    Ciro rebateu a afirmação: 'Quem fez o Plano Real foi o Itamar Franco, presidente muito injustiçado', disse o pedetista.

    Alckmin então respondeu. 'Toda a homenagem ao presidente Itamar Franco', disse. 'Ele acertou quando trouxe o Fernando Henrique', acrescentou.

    PÚLPITO DE LULA

    Principal ausente da noite, Lula, que deve ser impedido de disputar a eleição com base na Lei da Ficha Limpa, foi citado apenas duas vezes: em uma pergunta do candidato do Podemos, Alvaro Dias, a Marina, e em um comentário de Bolsonaro sobre a retirada do púlpito destinado ao petista.

    'O político inelegível não é um preso político, é um político preso', disse Dias sobre Lula. 'Não há como admitir essa vergonha nacional de uma encenação de uma candidatura que não pode existir', acrescentou ele, ao indagar Marina sobre sua opinião sobre este tema.

    A candidata da Rede se disse comprometida com o combate à corrupção e aproveitou para alfinetar Alckmin, que fechou coligação com várias legendas que foram da base de governos petistas e do governo do presidente Michel Temer.

    'Este púlpito vazio já está preenchido pelos mesmos que estavam no palanque anterior, já no palanque do candidato do PSDB. É por isso que eu digo, Alvaro, aqueles que criaram o problema, não vão resolver o problema.'

    No segundo momento em que Lula foi citado, Bolsonaro elogiou a RedeTV pela retirada do púlpito destinado a Lula.

    'Quando aqui cheguei havia um púlpito que ninguém ocupava. Naquele espaço estava escrito 'Luiz Inácio Lula da Silva'. Então junto à direção, fiz esse questionamento e quero agradecer à RedeTV por ter retirado o púlpito do Lula. Não podemos dar espaço aqui para um bandido condenado por corrupção', disse Bolsonaro.

    A organização do debate voltou a esclarecer, então, que o púlpito foi retirado por decisão de todos os participantes, com exceção de Boulos.

    Meirelles, que tem tido dificuldade de ter desempenho significativo nas pesquisas, buscou dizer que não é político e que, quando ocupou posições-chave na condução da economia, 12 milhões de empregos foram criados. Tentou ainda polarizar em vários momentos com Bolsonaro, como quando indagou o rival sobre disparidade salarial entre gêneros.

    Boulos mirou em Meirelles, a quem chamou de 'banqueiro', e Alckmin, voltando a se referir a '50 tons de Temer' em seus rivais.

    Assim como no debate anterior, realizado na semana passada pela TV Bandeirantes, Cabo Daciolo manteve um discurso em tom religioso, sempre levando uma Bíblia na mão e dando 'glória' a Jesus Cristo.

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