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Comercializadora de energia Tradener diz que busca 'saída equilibrada' em mediação com credores

Comercializadora de energia Tradener diz que busca 'saída equilibrada' em mediação com credores

Reuters

13/04/2026

Placeholder - loading - Linhas de transmissão de energia  2 de fevereiro de 2026 REUTERS/Jair Coll
Linhas de transmissão de energia 2 de fevereiro de 2026 REUTERS/Jair Coll

SÃO PAULO, 13 Abr (Reuters) - A ​comercializadora Tradener negou nesta segunda-feira que tenha um rombo de mais de R$5 bilhões em seu balanço de contratos de compra e venda de energia elétrica e ressaltou que está buscando uma 'saída equilibrada' em mediação com credores.

A Tradener afirmou, por meio de sua assessoria de imprensa, que o valor de R$5,4 bilhões mencionado em medida cautelar ⁠obtida ⁠pela empresa para evitar execuções ​de ‌dívida se refere à 'soma de todas as vendas atuais e futuras da empresa até o final de todos os contratos de venda', e não ⁠se trata de um rombo, conforme avaliado por agentes ​do mercado de comercialização nL1N40T0AI na semana passada.

Em nota, ​a empresa disse que a ‌cautelar tem por ​objetivo ⁠assegurar a continuidade das operações e 'proteger o atendimento aos seus clientes enquanto negocia, de forma ordenada, uma solução com suas ​contrapartes'.

'A mediação busca uma solução negociada que preserve a entrega de energia e uma saída equilibrada para todos', diz a nota.

Ainda segundo a Tradener, a medida ​vem em um 'período de instabilidade sem precedentes' para o mercado livre de energia brasileiro. Mudanças estruturais do setor elétrico, como a forte inserção de energia solar na matriz, alteraram 'profundamente' a lógica econômica dos contratos de energia, afetando os agentes 'de forma generalizada', acrescentou.

O caso da Tradener, pioneira na ​comercialização de energia no Brasil, despertou preocupação em um mercado ‌que vem sofrendo nos ⁠últimos anos com a quebradeira de comercializadoras independentes.

Diante desse contexto, várias empresas do setor elétrico deixaram de ⁠atuar com trading de energia no ⁠Brasil, fugindo dos riscos de ⁠crédito e ⁠de ​maior volatilidade dos preços.

(Por Letícia Fucuchima; edição de Roberto Samora)

Reuters

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