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Confrontos violentos marcam jogo entre Brasil e Argentina pelas eliminatórias

Confrontos violentos marcam jogo entre Brasil e Argentina pelas eliminatórias

Reuters

22/11/2023

Placeholder - loading - Eliminatórias da Copa do Mundo -  Brasil vs Argentina -  Estadio do Maracana, Rio de Janeiro, Brasil 21/11/2023 REUTERS/Sergio Moraes
Eliminatórias da Copa do Mundo - Brasil vs Argentina - Estadio do Maracana, Rio de Janeiro, Brasil 21/11/2023 REUTERS/Sergio Moraes

Por Fernando Kallas

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O capitão da Argentina, Lionel Messi, acusou a polícia brasileira de brutalidade, depois que o início do jogo contra o Brasil pelas eliminatórias da Copa do Mundo foi adiado por meia hora devido a confrontos entre a polícia e os torcedores visitantes no estádio do Maracanã na terça-feira.

Torcedores brasileiros e argentinos começaram a brigar atrás de um dos gols durante os hinos nacionais, o que levou a polícia a atacar o contingente visitante com cassetetes.

Alguns torcedores argentinos reagiram arrancando e atirando assentos contra os policiais, enquanto outros torcedores entraram em pânico e foram para o gramado para escapar da briga.

Um torcedor argentino ficou deitado no gramado com o rosto ensanguentado antes de ser retirado do estádio em uma maca.

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) afirmou em nota que a 'realização da partida com torcida mista sempre foi de ciência da Polícia Militar do RJ e das demais autoridades públicas, pois é o padrão em competições organizadas pela Fifa e Conmebol', acrescentando que atuaram na segurança do jogo 1.050 vigilantes privados e mais de 700 policiais militares da Polícia Militar RJ.

'Foram cumpridos rigorosamente os planos de ação, de segurança e operação da partida, tal qual foram aprovados pela Polícia Militar RJ e demais autoridades', disse a CBF.

VOLTA AO VESTIÁRIO

A equipe argentina, liderada por Messi, foi até as arquibancadas para tentar acalmar a situação antes de deixar o campo e voltar ao vestiário.

'Foi ruim porque vimos como eles estavam batendo nas pessoas... A polícia, como já havia acontecido na final da Libertadores, estava mais uma vez reprimindo as pessoas com cassetetes, havia famílias de jogadores ali', disse Messi, em uma entrevista para a televisão à beira do gramado.

'Fomos para o vestiário porque era a melhor maneira de acalmar tudo, pois poderia ter acabado em tragédia.'

'Você pensa nas famílias, nas pessoas que estão lá, que não sabem o que está acontecendo, e nós estávamos mais preocupados com isso do que em jogar uma partida que, naquele momento, tinha importância secundária.'

O capitão do Brasil, Marquinhos, que foi visto interagindo com Messi e os jogadores argentinos enquanto eles tentavam acalmar a situação, compartilhou as preocupações.

'Estávamos preocupados com as famílias, mulheres e crianças, que estávamos vendo em pânico nas arquibancadas', afirmou Marquinhos aos repórteres.

'Lá embaixo, no campo, era difícil para a gente entender o que estava acontecendo, era uma situação muito assustadora.'

Houve confrontos violentos entre torcedores do Boca Juniors, da Argentina, e do Fluminense, no Rio de Janeiro, antes da final da Copa Libertadores entre os clubes neste mês.

Na terça-feira, os jogadores argentinos retornaram a campo depois que a polícia encurralou os torcedores visitantes em um cercado e a partida começou após um longo atraso.

A Argentina venceu por 1 x 0 com um gol de cabeça do zagueiro Nicolás Otamendi no segundo tempo e comemorou a vitória sobre os rivais diante de seus torcedores no mesmo local onde ocorreram os problemas.

(Reportagem adicional de Rodrigo Viga Gaier)

Reuters

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