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Conselho da Volkswagen aprova reestruturação e sinaliza cortes de 50 mil empregos

Conselho da Volkswagen aprova reestruturação e sinaliza cortes de 50 mil empregos

Reuters

03/09/2026

Placeholder - loading - Trabalhadores em linha de produção da Volkswagen na Alemanha. REUTERS/Matthias Rietschel
Trabalhadores em linha de produção da Volkswagen na Alemanha. REUTERS/Matthias Rietschel

FRANKFURT, 3 Set (Reuters) - O conselho de ​supervisão da Volkswagen aprovou por unanimidade nesta quinta-feira um plano de transformação que pode incluir corte de mais 50 mil empregos no grupo.

O plano, a maior reestruturação nos 89 anos de história da Volkswagen, prevê a busca por alternativas para quatro fábricas alemãs que não têm planos concretos de produção para a próxima década.

Isso inclui uma simplificação da estrutura do conglomerado da Volkswagen, bem como limites à ⁠influência ⁠do conselho de supervisão, no qual ​sindicatos ‌e o acionista Baixa Saxônia detêm a maioria em decisões importantes.

“Este é um forte sinal para o futuro do Grupo Volkswagen. Estamos assumindo a responsabilidade por toda a nossa força ⁠de trabalho, por nossos parceiros e pelos empregos industriais em ​todo o mundo”, afirmou o presidente-executivo, Oliver Blume, em comunicado.

O “Plano ​para o Futuro”, apresentado pela diretoria ‌executiva da Volkswagen e ​aprovado ⁠em uma reunião do conselho, surge em um momento em que a maior montadora da Europa enfrenta pressões de todos os lados, incluindo ​tarifas de importação dos Estados Unidos, concorrentes asiáticos e um mercado chinês mais fraco.

A Volkswagen afirmou que é necessário “um novo ajuste fundamental da capacidade global da força de trabalho”, explicando que isso ​inclui uma redução de cerca de 50 mil postos de trabalho em todo o mundo, além da redução de 50 mil empregos já em andamento.

A empresa não forneceu mais detalhes sobre o cronograma da redução da força de trabalho nem sobre como os cortes serão distribuídos entre suas marcas e regiões.

O anúncio vem após semanas de ​negociações tensas que opuseram o conselho e a Porsche SE, acionista majoritária, ‌aos sindicatos e ao estado ⁠da Baixa Saxônia, com a administração considerando a convocação de uma assembleia geral extraordinária para aprovar suas exigências.

A empresa citou a ⁠crescente pressão competitiva global, as mudanças nos ⁠padrões de demanda e as ⁠transformações tecnológicas no ⁠setor ​automotivo como motivos para as medidas planejadas.

(Por Mrinmay Dey e Christoph Steitz)

Reuters

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