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    Volkswagen e Ford vão anunciar aliança automotiva

    Por Ben Klayman e Jan Schwartz

    DETROIT, Estados Unidos (Reuters) - Volkswagen e Ford Motor devem revelar uma aliança nesta terça-feira que combina forças em veículos comerciais e provavelmente vai ser ampliada na área de desenvolvimento conjunto de veículos elétricos e tecnologia de direção autônoma, em estratégia para ajudar as empresas a economizarem bilhões de dólares.

    Ford e Volkswagen vão anunciar a parceria durante o salão do automóvel de Detroit, disse o presidente-executivo do grupo alemão, Herbert Diess, a jornalistas na segunda-feira. As montadoras nos últimos meses vinham discutindo cooperação em vans e outros veículos comerciais e tinham afirmado que qualquer aliança ampliada não envolveria uma fusão ou participações acionárias.

    Os termos do acordo devem incluir combinação de recursos em direção autônoma e investimento da Volkswagen nesta área da Ford. Enquanto isso, a Ford deverá licenciar a plataforma de veículos elétricos da Volkswagen, conhecida como MEB, disseram fontes.

    Diess confirmou no salão que a aliança vai permitir à Volkswagen acessar a plataforma de picape média Ranger da Ford.

    A aliança com a Volkswagen é uma grande aposta para o presidente-executivo da Ford, Jim Hackett, desde que assumiu o comando da montadora em maio de 2017 no lugar de Mark Fields, com mandato para acelerar o processo decisório da empresa e cortar custos. Alguns analistas e investidores têm se mostrado frustrados com o preço da ação da Ford e sentem falta de detalhes sobre o plano de 11 bilhões de dólares de Hackett para a reestruturação da montadora norte-americana.

    Na semana passada, a Ford anunciou que vai cortar milhares de empregos, descontinuar veículos que não geram retorno e fechar fábricas como parte de esforços para recuperar a lucratividade das operações do grupo na Europa.

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    Venda de carros e comerciais leves no Brasil cresce 9,5% em dezembro, diz fonte

    SÃO PAULO (Reuters) - Os licenciamentos de carros e veículos comerciais leves no Brasil em dezembro cresceram 9,5 por cento na comparação anual, no melhor desempenho para o mês desde 2015, segundo dados de uma fonte do mercado informados nesta quarta-feira.

    As vendas de veículos leves, que correspondem à maior parte dos licenciamentos do país, somaram 224,9 mil unidades no mês passado, pouco acima dos 221,8 mil emplacados em novembro, segundo a fonte.

    O desempenho de dezembro foi marcado por expansão relevante de algumas das principais marcas do país, com destaque para 34 por cento da Renault, 29,3 por cento da Volkswagen, 11 por cento da General Motors e 8,45 por cento da Fiat Chyrsler, todas na comparação anual.

    No somatório de 2018, as vendas de veículos leves novos subiram 13,6 por cento ante 2017, para 2,472 milhões de unidades, ante expectativa da associação de montadoras, Anfavea, de 2,46 milhões. A entidade deve divulgar os totais oficiais do setor no dia 8 deste mês.

    Em dezembro, o presidente da Anfavea, Antonio Megale, disse que as vendas de veículos em 2019 cresceria, 'dois dígitos baixos', no terceiro ano seguido de expansão do mercado interno. A produção, porém, não deve acompanhar o ritmo, pressionada pelo recuo das exportações para a Argentina.

    Segundo a fonte, no ranking de montadoras em 2018, a General Motors ficou na liderança, com vendas de 434,4 mil unidades, seguida pela FCA, com 432,8 mil. Contra 2017, a GM teve crescimento de 10,2 por cento e a FCA avançou 14 por cento.

    A Volkswagen teve licenciamentos de 367,1 mil carros e comerciais leves, crescendo cerca de 35 por cento sobre 2017, e foi seguida pela Ford, com 226,4 mil, expansão de 9,5 por cento. A Renault ficou na quinta posição, com 214,5 mil emplacamentos, alta de 28,4 por cento, segundo a fonte.

    (Por Alberto Alerigi Jr.)

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    Nissan tenta bloquear acesso de Ghosn a apartamento no Rio de Janeiro

    TÓQUIO (Reuters) - A Nissan afirmou que está tentando impedir que o ex-presidente da empresa, o brasileiro Carlos Ghosn, tenha acesso a um apartamento no Rio de Janeiro, citando o risco de que o executivo, preso e removido do seu posto por acusações de fraude financeira, possa destruir provas.

    Ghosn está detido em Tóquio desde a prisão, em 19 de novembro, suspeito de conspirar com o ex-diretor da Nissan Greg Kelly para encobrir, a partir de 2010, cerca de metade de seu rendimento real de 88 milhões de dólares em cinco anos.

    Autoridades de Tóquio estenderam a detenção até o prazo máximo de 10 de dezembro.

    Um tribunal do Brasil concedeu a Ghosn acesso à propriedade, cuja dona é a Nissan, no bairro de Copacabana, mas a empresa afirmou em comunicado neste domingo que está recorrendo da decisão para uma corte superior.

    “A Nissan está cooperando com as autoridades para investigar os crimes por parte de seu ex-presidente, e está trabalhando para impedir a destruição de potenciais evidências, o que pode ocorrer com o acesso à residência em questão”, disse um porta-voz da montadora.

    Uma pessoa próxima aos promotores de Tóquio afirmou à Reuters que Ghosn, Kelly e a Nissan serão indiciados na segunda-feira.

    “A Nissan identificou sérias contravenções relacionadas à declaração salarial do senhor Ghosn. A empresa está fornecendo informações ao Ministério Público japonês e está cooperando totalmente com as investigações. Continuaremos a fazer isso”, disse o porta-voz da empresa.

    (Por Ayai Tomisawa, Ritsuko Ando, Norihiko Shirouzu e William Mallard)

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    Venda de veículos no Brasil vai superar expectativas em 2018, deve avançar em 2019

    SÃO PAULO (Reuters) - A indústria automotiva do Brasil deve encerrar 2018 com crescimento acima do esperado nas vendas de veículos novos, e seguir avançando em 2019, mas a produção não vai acompanhar o ritmo, pressionada por recuo das exportações para a Argentina, quadro que deve começar a ser revertido apenas a partir da segunda metade do próximo ano, segundo estimativas da associação que representa o setor, Anfavea, divulgadas nesta quinta-feira.

    As vendas de carros, comerciais leves, caminhões e ônibus novos no Brasil acumularam crescimento de 15 por cento de janeiro a novembro sobre um ano antes ante expectativa da Anfavea para 2018 de alta de 13,7 por cento. Já a produção nos 11 primeiros meses do ano subiu 8,8 por cento sobre o mesmo período ante uma previsão da entidade de alta de 11 por cento.

    'Felizmente erramos na previsão de vendas, deve encerrar o ano com uma alta de em torno de 15 por cento', disse o presidente da Anfavea, Antonio Megale, a jornalistas. 'Quanto às exportações, achávamos que podíamos bater recorde neste ano, mas o número mais realista está mais próximo de 600 mil a 650 mil unidades', acrescentou.

    A Anfavea começou o ano apostando em exportações recordes de até 800 mil veículos, o que corresponderia a um crescimento de cerca de 4 por cento sobre 2017, mas no acumulado do ano até novembro as vendas externas registram queda de 15,3 por cento, a 597,4 mil unidades.

    A Argentina, que vive um quadro de forte queda na demanda por veículos em meio a uma crise econômica, é responsável por 70 por cento das exportações de veículos do Brasil. As vendas externas já tinham recuado em outubro e registraram nova queda em novembro, tombando 53 por cento no comparativo anual e 11,3 por cento no mensal, a 34,5 mil unidades.

    Segundo Megale, as medidas tomadas pelo governo argentino para lidar com uma forte desvalorização do peso, que incluem um pacote de ajuda negociado com o Fundo Monetário Internacional (FMI), devem surtir efeito apenas em meados do próximo ano, levando a reboque o mercado local de veículos e as exportações brasileiras.

    Por conta dessa fraqueza nas vendas externas este ano, algo que a indústria nacional está tentando contornar com ampliação de exportações para mercados menores como Chile e Colômbia, a produção brasileira de veículos deve ficar abaixo das 3 milhões de unidades projetadas pela entidade, o que marcaria um crescimento de 11 por cento em 2018 ante alta de 8,8 por cento acumulada no ano até novembro.

    O que está segurando a indústria de veículos neste ano é o mercado interno, que segue impulsionado por melhora do apetite dos bancos em financiar compras em meio ao ambiente de aumento na confiança dos consumidores e empresários e juros da economia na mínima histórica. Em novembro, a média de venda de veículos novos por dia útil foi de 11,5 mil unidades, mesmo valor de outubro e considerado pelo presidente da Anfavea como 'importante' ao sinalizar um forte volume de vendas em dezembro, o mês mais movimentado de vendas da indústria.

    O presidente da Anfavea evitou fazer projeções precisas, mas disse que a entidade 'tem convicção' de que as vendas de veículos novos no Brasil em 2019 vão crescer pelo menos dois dígitos baixos, marcando um terceiro ano de expansão do setor. A expectativa é baseada nas projeções de alta do Produto Interno Bruto (PIB) do próximo ano, de 2,53 por cento, ante 1,3 por cento em 2018.

    Sobre a produção, o setor trabalha com um intervalo de crescimento de entre 5 e 10 por cento em 2019. Na véspera, o Instituto Aço Brasil (IABr), que reúne os produtores de aço do país, informou que a projeção para a produção de veículos em 2019 é de alta de 9 por cento.

    (Por Alberto Alerigi Jr.)

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    Nissan aprova demissão de Ghosn em votação unânime e encerra duas décadas de reinado

    Por Sam Nussey e Maki Shiraki e Laurence Frost

    YOKOHAMA, Japão/PARIS (Reuters) - O conselho da Nissan Motor votou de forma unânime a favor da demissão de seu presidente, o brasileiro Carlos Ghosn, nesta quinta-feira, após a surpreendente prisão do peso pesado da indústria automobilística, projetando um período de incertezas na aliança de 19 anos com a Renault.

    A empresa japonesa disse que seu conselho também votou pela remoção de Greg Kelly - que assim como Ghosn também foi preso após acusações de improbidade financeira - de seu cargo de diretor representativo.

    As medidas, que deixam o posto da presidência vago, acontecem apesar de a Renault ter pedido que o conselho da Nissan adiasse a destituição de Ghosn, segundo afirmaram fontes próximas ao assunto à Reuters.

    A aliança franco-japonesa, ampliada em 2016 para incluir a também japonesa Mitsubishi Motors, foi totalmente estremecida com a prisão do brasileiro de 64 anos no Japão na última segunda-feira.

    Ghosn era responsável pela elaboração da aliança e buscava laços ainda mais próximos, incluindo uma fusão completa entre Renault e Nissan a pedido do governo francês, apesar de fortes ressalvas da companhia japonesa.

    Promotores japoneses disseram que Ghosn e Kelly conspiraram para minimizar a remuneração de Ghosn na Nissan por cinco anos a partir de 2010, dizendo que o valor girava em torno de 10 bilhões de yen (88 milhões de dólares).

    Shin Kukimoto, vice-promotor público da Procuradoria Pública do Distrito de Tóquio, disse na quinta-feira que a autorização da corte para a prisão de Ghosn foi recebida um dia antes da detenção por dez dias do brasileiro, mas que não podia comentar se ele havia admitido as acusações.

    Executivos da Nissan compõem cinco das nove vagas do conselho, dois assentos pertencem a membros fiéis aos interesses da Renault e outros dois são de diretores não afiliados, um ex-burocrata e um piloto de corridas.

    Com Ghosn e Kelly ainda detidos, nenhum dos dois pôde votar ou se defender na reunião do conselho.

    A Renault se absteve de demitir Ghosn como seu presidente e CEO.

    Mas a Mitsubishi Motors planeja remover Ghosn de seu cargo como presidente em uma reunião do conselho na semana que vem.

    Em meio às incertezas crescentes sobre o futuro da aliança, o ministro da Indústria do Japão e o ministro das Finanças francês devem se encontrar em Paris na quinta-feira para buscar maneiras de estabilizá-la.

    'Para mim, o futuro da aliança é o grande negócio', disse um executivo da Nissan a jornalistas na quarta-feira, quando perguntado sobre a prisão de Ghosn. 'É óbvio que nesta era, precisamos fazer as coisas em conjunto. Uma separação seria impossível'.

    A Nissan disse na segunda-feira que uma investigação interna iniciada após uma pista de um informante havia revelado que Ghosn havia cometido irregularidades, incluindo uso de verbas da empresa para uso pessoal e subinformando seus rendimentos por anos.

    Representantes de Ghosn e Kelly não comentaram as acusações.

    Procuradores dizem que Ghosn está detido no centro de detenção de Tóquio, que é conhecido por seu regime austero, algo que contrasta muito com seu estilo luxuoso de vida anterior à prisão. As restrições incluem proibição para dormir durante o dia e o uso de uma máscara ao se encontrar com visitantes para prevenir a disseminação de doenças.

    A casa de detenção 'é bem fria nessa época do ano', disse o empreendedor de Internet e condenado por fraude Takufumi Horie aos seus seguidores no Twitter.

    O jornal Asahi Shimbun disse nesta quinta-feira, citando fontes anônimas, que Ghosn havia dado ordens a Kelly por email para que ele fizesse declarações falsas sobre sua remuneração. Promotores de Tóquio provavelmente apreenderam os emails relacionados e podem utilizá-los como evidências, dizia a reportagem.

    O Yomiuri, o diário de maior circulação do Japão, citou fontes anônimas que diziam que a investigação interna da Nissan descobriu que desde 2002 Ghosn havia instruído que 100 dólares por ano fossem pagos à sua irmã mais velha como remuneração para um cargo não existente de consultoria.

    O jornal e a Nissan descobriram com a investigação que a irmã de Ghosn de fato administrava e vivia em um apartamento no Rio de Janeiro que a empresa havia comprado através de um subsidiário internacional, mas que ela não havia prestado serviços de consultoria para a montadora. A Nissan compartilhou as informações com os promotores, segundo o Yomiuri.

    As ações da Nissan fecharam em alta de 0,8 por cento, alinhadas com o viés do mercado antes da reunião do conselho.

    (Reportagem de Sam Nussey em Tóquio, Maki Shiraki em Yokohama e Laurence Frost em Paris; Reportagem adicional de Chang Ran Kim e Kiyoshi Takenaka)

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    Emissão de carteira de motorista no Brasil caminha para 4º ano seguido de recuo em 2018

    Por Stefani Inouye

    SÃO PAULO (Reuters) - A emissão de carteiras de motorista no Brasil deve cair pelo quarto ano seguido em 2018, em um movimento que começa a causar preocupação na indústria de veículos e que é fomentado não só pelo custo elevado de obtenção do documento, como também por uma grande mudança nos hábitos de locomoção das novas gerações, principalmente em grandes centros como São Paulo e Rio de Janeiro.

    De 2014 a 2018, a média mensal de emissão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) caiu 32 por cento, para cerca de 170 mil documentos. Em 2014, essa média era de 250 mil emissões por mês, segundo dados do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) compilados pela Reuters.

    'O brasileiro está começando a mudar o hábito de ver o carro como um bem durável e os aplicativos de mobilidade ajudaram muito. No geral, principalmente para o público mais jovem, o carro está começando a ser visto pelo serviço que ele oferece, não pelo que ele representa em status social e isso, com certeza, impacta no número de emissões de CNHs', afirmou a especialista em indústria automotiva e professora da Unicamp Flávia Consoni.

    De olho na queda de emissão de novas carteiras de motorista, a associação nacional de fabricantes de veículos, Anfavea, decidiu pela primeira vez contratar uma pesquisa para saber o nível de interesse dos jovens em comprar seu primeiro carro. A pesquisa, realizada pela startup Spry e publicada no início do mês, mostrou que os jovens de até 25 anos de idade, que formam a chamada 'geração Z', estão utilizando outros meios de locomoção, como metrô, bicicleta e aplicativos de transporte, de forma mais intensa que as gerações anteriores e, consequentemente, usando menos carros particulares.

    O levantamento da Spry apontou que 25 por cento dos entrevistados da geração Z utilizam aplicativos de transporte como Uber, 99 ou Cabify, uma ou duas vezes na semana e 13 por cento afirmam utilizar sempre.

    Em linha com a pesquisa, as emissões de CNHs entre esse público caíram 24,8 por cento este ano, depois de já terem recuado 7 por cento em 2017. 'Não acho que as pessoas estão desistindo, mas postergando o ato de tirar carta e isso se deve tanto pela questão da demora que o processo de emitir o documento possui, quanto pelo custo”, disse a pesquisadora da Unicamp.

    O investimento médio para tirar a primeira habilitação no Estado de São Paulo varia entre 1,5 mil e 2 mil reais, podendo divergir entre a capital e as cidades do interior, segundo o sindicato paulista de auto escolas e centros de formação de condutores (Sindautoescola). O custo se compara ao rendimento médio dos trabalhadores do Estado, de cerca de 2,8 mil reais mensais, segundo dados do terceiro trimestre da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Trimestral (Pnad).

    Aos 21 anos, Giovana Silva, estudante de psicologia, é um exemplo do perfil indicado pela pesquisa da Spry. A jovem afirma não ter interesse em tirar carteira de motorista por causa do custo e diz usar o transporte público e aplicativos de transporte para se locomover pela cidade de São Pulo.

    “Não é só o custo da carta que é envolvido. É o valor da compra de um carro, gasolina, seguro, aluguel de vaga na garagem do prédio, é muita coisa. Por enquanto, ter um carro não é necessário para mim', disse Giovana. “Se eu tenho outras formas de me locomover que são mais baratas, por que eu faria um investimento tão alto agora?”

    O presidente do Sindautoescola, Magnelson Carlos de Souza, concorda. 'Se o jovem tiver acesso a um transporte público de qualidade e outros modais, a pessoa não vai considerar ter um gasto maior com o documento.”

    NOVO CONCEITO

    A queda do número de novas CNHs vista a partir de 2014 pode ser associada à crise econômica do país, afirmou Flávia, da Unicamp. 'Hoje é muito mais caro tirar carta do que era há 18 anos... Acho que o que está acontecendo é uma falta de interesse de quem compõe esse número e quem realmente precisa ficar atenta a isso é a indústria de veículos.'

    Para Pedro Facchini, diretor da Spry, as gerações mais novas continuam tendo desejo por ter carro, o conceito de propriedade se transformou ao longo dos últimos anos. 'O sentimento de posse mudou muito. Os mais novos entendem hoje que têm um carro quando apenas têm acesso a um veículo de alguma forma', disse ele, referindo-se a situações em que o carro da família é considerado como de propriedade pelo jovem. 'Hoje, ter carro não é mais sinal de status ao longo das gerações', acrescentou.

    As vendas de veículos novos no Brasil neste ano devem subir cerca de 14 por cento, para 2,5 milhões de unidades, com boa parte desses emplacamentos sendo registrada por empresas frotistas, como locadoras de veículos. Apesar do crescimento, a indústria ainda está longe do pico atingido em 2012, ano em que foram vendidos no país 3,6 milhões de carros, picapes, utilitários e veículos comerciais leves e em que os aplicativos de transporte ainda não estavam estabelecidos no país.

    Já as vendas de usados, que costumam marcar o primeiro veículo de um consumidor, acumulam desde o início do ano até o final do mês passado alta de apenas 0,55 por cento, para 972 mil unidades, segundo números da associação de concessionários de veículos, Fenabrave.

    FALTA DE ACESSO

    Em alguns Estados menos urbanizados, no entanto, a média do número de emissões de CNHs aumentou neste ano em comparação a 2017 -como o Acre, que apresentou aumento de quase 10 por cento, fato que, segundo a especialista em mobilidade urbana e professora da Universidade de São Paulo (USP) Andreina Nigriello, pode ser associado à falta de investimento em transporte público.

    “É fácil abrir mão de um carro quando você tem alternativas que conseguem suprir a necessidade de transporte, mas e quem não tem? O mesmo acontece em São Paulo, por exemplo, onde o transporte público funciona nas principais regiões da cidade, mas quem mora nas periferias sofre com a falta de investimento', disse a professora.

    A falta de variedade de modais de transporte em determinados Estados também foi considerada pela pesquisa realizada pela Spry. “A população urbana é quem acaba ditando as tendências, mas as pessoas que moram em regiões muito afastadas não possuem muitas alternativas, como metrô e aplicativos de transporte, então não temos como encarar que esses números (da pesquisa) são iguais para todas as regiões do país”, disse Facchini, da Spry.

    'Esse público (moradores da periferia) não tem condições de se transportar entre seu local de trabalho e sua casa todos os dias com transporte público, então eles continuam comprando seus próprios veículos', completou Andreina, afirmando que, enquanto não houver investimento e melhoria no transporte público de maneira uniforme, o número de CNHs deve continuar a subir nessas regiões.

    Voltando aos grandes centros, para Souza, do Sindautoescola, a adaptação às mudanças pelas quais a sociedade e a indústria de veículos estão passando é questão de sobrevivência.

    'Daqui a 10 anos o assunto vai ser carros autônomos e onde as autoescolas entram nisso? Quando algum carro autônomo dá problema, quem assume é o ser humano e ele precisa saber digirir', disse Souza, que também é vice-presidente da Confederação Ibero-Americana de Centros de Formação de Condutores e Formação em Segurança Viária.

    “Eu acredito que nosso setor vai sentir um grande impacto com as inovações tecnológicas que vão surgir e, se não assumirmos nosso papel como educadores, no futuro, nós podemos desaparecer', acrescentou.

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    Nissan vai demitir Carlos Ghosn em meio a acusações de fraude

    Por Chris Gallagher e Elaine Lies

    TÓQUIO (Reuters) - A Nissan Motor disse vai demitir o presidente do conselho de administração Carlos Ghosn, que foi preso nesta segunda-feira, após alegações de que ele usou dinheiro da empresa para uso pessoal e cometeu outros atos graves de fraude financeira.

    O executivo é uma das figuras mais conhecidas da indústria automotiva mundial e foi responsável por resgatar a montadora japonesa de uma grave crise financeira anos atrás.

    Ghosn, que também é presidente do conselho de administração e presidente-executivo da Renault, parceira francesa da Nissan, é acusado também de declarar valores menores que os pagos a ele pelo grupo.

    A montadora japonesa informou que, com base em um relatório de denúncias, estava investigando possíveis práticas ilegais por Ghosn e pelo diretor-representante Greg Kelly por vários meses, e que estava cooperando totalmente com os investigadores.

    'A investigação mostrou que, durante muitos anos, tanto Ghosn quanto Kelly relataram valores de remuneração no relatório de valores mobiliários da Tokyo Stock Exchange que eram menores do que a quantia real, para reduzir a quantia divulgada da remuneração de Carlos Ghosn', disse a Nissan em um comunicado.

    Nem Ghosn nem Kelly puderam ser contatados para comentar.

    A Nissan informou que concederá uma entrevista ainda nesta segunda-feira sobre a situação, e que o presidente-executivo, Hiroto Saikawa, vai propor ao conselho da montadora que remova Ghosn e Kelly.

    AÇÕES CAEM

    As ações da Renault chegaram a cair 13 por cento em Paris, entre as que apresentaram pior desempenho na Europa. Às 11h20, os papéis tinham baixa de 10,3 por cento.

    A saída de Ghosn, 64 anos, deve levantar questões sobre o futuro da aliança que ele pessoalmente moldou e se comprometeu a consolidar e aprofundar, antes de finalmente se afastar de sua liderança operacional.

    'A reação inicial ao preço das ações mostra como ele é fundamental', disse o analista do Citigroup, Raghav Gupta-Chaudhary, na segunda-feira.

    A atual estrutura de alianças há muito desvalorizou as ações da Nissan detidas indiretamente pelos investidores da Renault, acrescentou.

    'Ghosn é visto como crítico para o desbloqueio de valor.'

    INVERSÃO DE MARCHA

    As notícias chocaram o Japão, onde Ghosn, um raro executivo de alto escalão estrangeiro, é bem visto por ter tirado a Nissan da beira da falência.

    O jornal Asahi informou em seu site que os promotores japoneses começaram a revistar os escritórios da sede da Nissan e outros locais na noite de segunda-feira.

    Os porta-vozes da Renault e da aliança Renault-Nissan-Mitsubishi Motors não retornaram imediatamente as ligações e mensagens em busca de comentários sobre os relatórios de detenção.

    Nascido no Brasil, descendente de libaneses e cidadão francês, Ghosn iniciou sua carreira na Michelin na França, seguindo para a Renault. Ele se juntou à Nissan em 1999, depois que a Renault comprou uma participação controladora e se tornou presidente-executivo em 2001. Ghosn permaneceu nesse posto até o ano passado.

    Em junho, os acionistas da Renault aprovaram a remuneração de Ghosn de 7,4 milhões de euros para 2017. Além disso, ele recebeu 9,2 milhões de euros em seu último ano como presiente-executivo da Nissan.

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    Venda de veículos novos no Brasil em outubro atinge maior nível desde dezembro de 2014

    SÃO PAULO (Reuters) - A indústria de veículos do Brasil acelerou em outubro, atingindo o maior volume de vendas de um único mês desde dezembro de 2014, ajudando a compensar a queda nas exportações gerada pela crise no principal comprador do país, a Argentina.

    O resultado foi obtido apesar das incertezas do período eleitoral, o que para o presidente da associação de montadoras, Anfavea, Antonio Megale, sinaliza que o 'consumidor está determinado a trocar seus veiculos'.

    Em outubro, a venda de veículos novos no país somou 254,7 mil unidades, avanço de 25,6 por cento sobre mesmo mês de 2017 e de 19,4 por cento frente a setembro. Com isso, o setor acumulou licenciamentos de 2,1 milhões de veículos desde janeiro, alta de 15,3 por cento ante mesma etapa do ano passado, acima da previsão da Anvafea para o ano, de alta de 13,7 por cento.

    'As vendas neste ano devem ficar acima da nossa projeção para 2018. Devem crescer cerca de 15 por cento', afirmou Megale. 'Parece que Brasil entrou numa rota definitiva de crescimento, as pessoas perderam receio de ficar sem emprego e isso motiva as vendas. Vemos vários setores, além do agronegócio, se recuperando, e isso contribui para o crescimento econômico', acrescentou, citando ainda vendas importantes para empresas de aplicativos de transporte, que passam por um ciclo de expansão.

    Se a projeção oficial de crescimento de 13,7 por cento nas vendas, se confirmar, o setor deve ter em 2018 o melhor ano desde 2015, quando ainda passava por um período de quedas nos licenciamentos, interrompido em 2017.

    Faltando menos de dois meses para o fim do ano, Megale disse que as vendas do início de novembro, marcado por dois feriados nacionais que reduzem o período de licenciamentos, seguem em ritmo acelerado, atingindo na véspera ritmo de cerca de 11 mil unidades por dia ante, volume que chegou a 11,6 mil em outubro.

    O mercado interno deu suporte à produção das montadoras, que subiu 17,8 por cento em outubro ante setembro e 5,2 por cento na comparação anual, para 263,3 mil unidades. Isso ocorreu apesar da queda de 1,8 por cento nas exportações de veículos em outubro ante o mês anterior e de 37,3 por cento ano a ano.

    No acumulado do ano, a produção de veículos subiu 9,9 por cento na comparação anual, para 2,458 milhões de unidades. A previsão da Anfavea é de crescimento de 11,1 por cento, para 3 milhões de unidades.

    Para 2019, a indústria espera que a produção de veículos possa atingir 3,2 milhões de unidades no Brasil, apesar da crise Argentina, responsável por cerca de 70 por cento das exportações de veículos do país. A expectativa baseia-se na previsão de que as vendas no mercado interno subam ao menos 10 por cento.

    (Por Alberto Alerigi Jr.)

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    Placeholder - loading - Imagem da notícia Crescimento de vendas e produção de veículos no Brasil deve desacelerar em 2019, prevê Anfavea

    Crescimento de vendas e produção de veículos no Brasil deve desacelerar em 2019, prevê Anfavea

    SÃO PAULO (Reuters) - A indústria de veículos do Brasil deve desacelerar o ritmo de crescimento das vendas e produção em 2019, previu nesta segunda-feira o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

    Segundo Antonio Megale, o crescimento das vendas internas em 2019 deverá ser 'de dois dígitos baixos, um pouco abaixo deste ano'. A Anfavea espera para 2018 crescimento de 13,7 por cento nas vendas internas, para 2,546 milhões de veículos, após alta de 9 por cento em 2017.

    Megale também afirmou, durante evento promovido pela AutoData, que a produção deve crescer 'um pouco abaixo de 2 dígitos' em 2019, pressionada pela crise argentina, principal mercado externo do setor. A previsão da Anfavea para este ano é de crescimento de 11 por cento na produção, para 3 milhões de unidades.

    'Independente do governo que assumir no próximo ano, o mercado (interno) vai crescer 10 a 14 por cento. Tem estrutura macroeconômica que permite isso. Os juros estão baixos, o PIB está voltando, os bancos estão emprestando', disse Megale.

    'O que está difícil é a exportação e isso depende muito da Argentina, que ainda vai ter dificuldades no primeiro semestre do ano que vem', acrescentou o presidente da Anfavea, citando que os mercados do Chile e Colômbia estão avançando na pauta de vendas externas do setor.

    Durante o evento, o presidente da Volkswagen para a América Latina, Pablo Di Si, melhorou estimativa de crescimento do mercado brasileiro de carros e comerciais leves de 10 por cento para 12 por cento ao ano, também citando fatores macroeconômicos, incluindo maior disposição de concessão de financiamentos pelos bancos.

    Di Si afirmou que a produção de motores da Volkswagen em sua fábrica em São Carlos (SP) deve dobrar para 830 mil neste ano ante 2017, mas para 2019 ele estimou crescimento de 10 a 20 por cento no volume produzido na unidade.

    O executivo da Volkwagen estimou que as vendas de carros e comerciais leves na Argentina devem cair para 770 mil unidades neste ano após 857 mil em 2017, mas que a produção da Volkswagen no país vizinho deverá crescer 8 por cento por causa da expansão do mercado brasileiro.

    (Por Alberto Alerigi Jr.)

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