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    Emissão de carteira de motorista no Brasil caminha para 4º ano seguido de recuo em 2018

    Por Stefani Inouye

    SÃO PAULO (Reuters) - A emissão de carteiras de motorista no Brasil deve cair pelo quarto ano seguido em 2018, em um movimento que começa a causar preocupação na indústria de veículos e que é fomentado não só pelo custo elevado de obtenção do documento, como também por uma grande mudança nos hábitos de locomoção das novas gerações, principalmente em grandes centros como São Paulo e Rio de Janeiro.

    De 2014 a 2018, a média mensal de emissão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) caiu 32 por cento, para cerca de 170 mil documentos. Em 2014, essa média era de 250 mil emissões por mês, segundo dados do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) compilados pela Reuters.

    'O brasileiro está começando a mudar o hábito de ver o carro como um bem durável e os aplicativos de mobilidade ajudaram muito. No geral, principalmente para o público mais jovem, o carro está começando a ser visto pelo serviço que ele oferece, não pelo que ele representa em status social e isso, com certeza, impacta no número de emissões de CNHs', afirmou a especialista em indústria automotiva e professora da Unicamp Flávia Consoni.

    De olho na queda de emissão de novas carteiras de motorista, a associação nacional de fabricantes de veículos, Anfavea, decidiu pela primeira vez contratar uma pesquisa para saber o nível de interesse dos jovens em comprar seu primeiro carro. A pesquisa, realizada pela startup Spry e publicada no início do mês, mostrou que os jovens de até 25 anos de idade, que formam a chamada 'geração Z', estão utilizando outros meios de locomoção, como metrô, bicicleta e aplicativos de transporte, de forma mais intensa que as gerações anteriores e, consequentemente, usando menos carros particulares.

    O levantamento da Spry apontou que 25 por cento dos entrevistados da geração Z utilizam aplicativos de transporte como Uber, 99 ou Cabify, uma ou duas vezes na semana e 13 por cento afirmam utilizar sempre.

    Em linha com a pesquisa, as emissões de CNHs entre esse público caíram 24,8 por cento este ano, depois de já terem recuado 7 por cento em 2017. 'Não acho que as pessoas estão desistindo, mas postergando o ato de tirar carta e isso se deve tanto pela questão da demora que o processo de emitir o documento possui, quanto pelo custo”, disse a pesquisadora da Unicamp.

    O investimento médio para tirar a primeira habilitação no Estado de São Paulo varia entre 1,5 mil e 2 mil reais, podendo divergir entre a capital e as cidades do interior, segundo o sindicato paulista de auto escolas e centros de formação de condutores (Sindautoescola). O custo se compara ao rendimento médio dos trabalhadores do Estado, de cerca de 2,8 mil reais mensais, segundo dados do terceiro trimestre da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Trimestral (Pnad).

    Aos 21 anos, Giovana Silva, estudante de psicologia, é um exemplo do perfil indicado pela pesquisa da Spry. A jovem afirma não ter interesse em tirar carteira de motorista por causa do custo e diz usar o transporte público e aplicativos de transporte para se locomover pela cidade de São Pulo.

    “Não é só o custo da carta que é envolvido. É o valor da compra de um carro, gasolina, seguro, aluguel de vaga na garagem do prédio, é muita coisa. Por enquanto, ter um carro não é necessário para mim', disse Giovana. “Se eu tenho outras formas de me locomover que são mais baratas, por que eu faria um investimento tão alto agora?”

    O presidente do Sindautoescola, Magnelson Carlos de Souza, concorda. 'Se o jovem tiver acesso a um transporte público de qualidade e outros modais, a pessoa não vai considerar ter um gasto maior com o documento.”

    NOVO CONCEITO

    A queda do número de novas CNHs vista a partir de 2014 pode ser associada à crise econômica do país, afirmou Flávia, da Unicamp. 'Hoje é muito mais caro tirar carta do que era há 18 anos... Acho que o que está acontecendo é uma falta de interesse de quem compõe esse número e quem realmente precisa ficar atenta a isso é a indústria de veículos.'

    Para Pedro Facchini, diretor da Spry, as gerações mais novas continuam tendo desejo por ter carro, o conceito de propriedade se transformou ao longo dos últimos anos. 'O sentimento de posse mudou muito. Os mais novos entendem hoje que têm um carro quando apenas têm acesso a um veículo de alguma forma', disse ele, referindo-se a situações em que o carro da família é considerado como de propriedade pelo jovem. 'Hoje, ter carro não é mais sinal de status ao longo das gerações', acrescentou.

    As vendas de veículos novos no Brasil neste ano devem subir cerca de 14 por cento, para 2,5 milhões de unidades, com boa parte desses emplacamentos sendo registrada por empresas frotistas, como locadoras de veículos. Apesar do crescimento, a indústria ainda está longe do pico atingido em 2012, ano em que foram vendidos no país 3,6 milhões de carros, picapes, utilitários e veículos comerciais leves e em que os aplicativos de transporte ainda não estavam estabelecidos no país.

    Já as vendas de usados, que costumam marcar o primeiro veículo de um consumidor, acumulam desde o início do ano até o final do mês passado alta de apenas 0,55 por cento, para 972 mil unidades, segundo números da associação de concessionários de veículos, Fenabrave.

    FALTA DE ACESSO

    Em alguns Estados menos urbanizados, no entanto, a média do número de emissões de CNHs aumentou neste ano em comparação a 2017 -como o Acre, que apresentou aumento de quase 10 por cento, fato que, segundo a especialista em mobilidade urbana e professora da Universidade de São Paulo (USP) Andreina Nigriello, pode ser associado à falta de investimento em transporte público.

    “É fácil abrir mão de um carro quando você tem alternativas que conseguem suprir a necessidade de transporte, mas e quem não tem? O mesmo acontece em São Paulo, por exemplo, onde o transporte público funciona nas principais regiões da cidade, mas quem mora nas periferias sofre com a falta de investimento', disse a professora.

    A falta de variedade de modais de transporte em determinados Estados também foi considerada pela pesquisa realizada pela Spry. “A população urbana é quem acaba ditando as tendências, mas as pessoas que moram em regiões muito afastadas não possuem muitas alternativas, como metrô e aplicativos de transporte, então não temos como encarar que esses números (da pesquisa) são iguais para todas as regiões do país”, disse Facchini, da Spry.

    'Esse público (moradores da periferia) não tem condições de se transportar entre seu local de trabalho e sua casa todos os dias com transporte público, então eles continuam comprando seus próprios veículos', completou Andreina, afirmando que, enquanto não houver investimento e melhoria no transporte público de maneira uniforme, o número de CNHs deve continuar a subir nessas regiões.

    Voltando aos grandes centros, para Souza, do Sindautoescola, a adaptação às mudanças pelas quais a sociedade e a indústria de veículos estão passando é questão de sobrevivência.

    'Daqui a 10 anos o assunto vai ser carros autônomos e onde as autoescolas entram nisso? Quando algum carro autônomo dá problema, quem assume é o ser humano e ele precisa saber digirir', disse Souza, que também é vice-presidente da Confederação Ibero-Americana de Centros de Formação de Condutores e Formação em Segurança Viária.

    “Eu acredito que nosso setor vai sentir um grande impacto com as inovações tecnológicas que vão surgir e, se não assumirmos nosso papel como educadores, no futuro, nós podemos desaparecer', acrescentou.

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    Nissan vai demitir Carlos Ghosn em meio a acusações de fraude

    Por Chris Gallagher e Elaine Lies

    TÓQUIO (Reuters) - A Nissan Motor disse vai demitir o presidente do conselho de administração Carlos Ghosn, que foi preso nesta segunda-feira, após alegações de que ele usou dinheiro da empresa para uso pessoal e cometeu outros atos graves de fraude financeira.

    O executivo é uma das figuras mais conhecidas da indústria automotiva mundial e foi responsável por resgatar a montadora japonesa de uma grave crise financeira anos atrás.

    Ghosn, que também é presidente do conselho de administração e presidente-executivo da Renault, parceira francesa da Nissan, é acusado também de declarar valores menores que os pagos a ele pelo grupo.

    A montadora japonesa informou que, com base em um relatório de denúncias, estava investigando possíveis práticas ilegais por Ghosn e pelo diretor-representante Greg Kelly por vários meses, e que estava cooperando totalmente com os investigadores.

    'A investigação mostrou que, durante muitos anos, tanto Ghosn quanto Kelly relataram valores de remuneração no relatório de valores mobiliários da Tokyo Stock Exchange que eram menores do que a quantia real, para reduzir a quantia divulgada da remuneração de Carlos Ghosn', disse a Nissan em um comunicado.

    Nem Ghosn nem Kelly puderam ser contatados para comentar.

    A Nissan informou que concederá uma entrevista ainda nesta segunda-feira sobre a situação, e que o presidente-executivo, Hiroto Saikawa, vai propor ao conselho da montadora que remova Ghosn e Kelly.

    AÇÕES CAEM

    As ações da Renault chegaram a cair 13 por cento em Paris, entre as que apresentaram pior desempenho na Europa. Às 11h20, os papéis tinham baixa de 10,3 por cento.

    A saída de Ghosn, 64 anos, deve levantar questões sobre o futuro da aliança que ele pessoalmente moldou e se comprometeu a consolidar e aprofundar, antes de finalmente se afastar de sua liderança operacional.

    'A reação inicial ao preço das ações mostra como ele é fundamental', disse o analista do Citigroup, Raghav Gupta-Chaudhary, na segunda-feira.

    A atual estrutura de alianças há muito desvalorizou as ações da Nissan detidas indiretamente pelos investidores da Renault, acrescentou.

    'Ghosn é visto como crítico para o desbloqueio de valor.'

    INVERSÃO DE MARCHA

    As notícias chocaram o Japão, onde Ghosn, um raro executivo de alto escalão estrangeiro, é bem visto por ter tirado a Nissan da beira da falência.

    O jornal Asahi informou em seu site que os promotores japoneses começaram a revistar os escritórios da sede da Nissan e outros locais na noite de segunda-feira.

    Os porta-vozes da Renault e da aliança Renault-Nissan-Mitsubishi Motors não retornaram imediatamente as ligações e mensagens em busca de comentários sobre os relatórios de detenção.

    Nascido no Brasil, descendente de libaneses e cidadão francês, Ghosn iniciou sua carreira na Michelin na França, seguindo para a Renault. Ele se juntou à Nissan em 1999, depois que a Renault comprou uma participação controladora e se tornou presidente-executivo em 2001. Ghosn permaneceu nesse posto até o ano passado.

    Em junho, os acionistas da Renault aprovaram a remuneração de Ghosn de 7,4 milhões de euros para 2017. Além disso, ele recebeu 9,2 milhões de euros em seu último ano como presiente-executivo da Nissan.

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    Venda de veículos novos no Brasil em outubro atinge maior nível desde dezembro de 2014

    SÃO PAULO (Reuters) - A indústria de veículos do Brasil acelerou em outubro, atingindo o maior volume de vendas de um único mês desde dezembro de 2014, ajudando a compensar a queda nas exportações gerada pela crise no principal comprador do país, a Argentina.

    O resultado foi obtido apesar das incertezas do período eleitoral, o que para o presidente da associação de montadoras, Anfavea, Antonio Megale, sinaliza que o 'consumidor está determinado a trocar seus veiculos'.

    Em outubro, a venda de veículos novos no país somou 254,7 mil unidades, avanço de 25,6 por cento sobre mesmo mês de 2017 e de 19,4 por cento frente a setembro. Com isso, o setor acumulou licenciamentos de 2,1 milhões de veículos desde janeiro, alta de 15,3 por cento ante mesma etapa do ano passado, acima da previsão da Anvafea para o ano, de alta de 13,7 por cento.

    'As vendas neste ano devem ficar acima da nossa projeção para 2018. Devem crescer cerca de 15 por cento', afirmou Megale. 'Parece que Brasil entrou numa rota definitiva de crescimento, as pessoas perderam receio de ficar sem emprego e isso motiva as vendas. Vemos vários setores, além do agronegócio, se recuperando, e isso contribui para o crescimento econômico', acrescentou, citando ainda vendas importantes para empresas de aplicativos de transporte, que passam por um ciclo de expansão.

    Se a projeção oficial de crescimento de 13,7 por cento nas vendas, se confirmar, o setor deve ter em 2018 o melhor ano desde 2015, quando ainda passava por um período de quedas nos licenciamentos, interrompido em 2017.

    Faltando menos de dois meses para o fim do ano, Megale disse que as vendas do início de novembro, marcado por dois feriados nacionais que reduzem o período de licenciamentos, seguem em ritmo acelerado, atingindo na véspera ritmo de cerca de 11 mil unidades por dia ante, volume que chegou a 11,6 mil em outubro.

    O mercado interno deu suporte à produção das montadoras, que subiu 17,8 por cento em outubro ante setembro e 5,2 por cento na comparação anual, para 263,3 mil unidades. Isso ocorreu apesar da queda de 1,8 por cento nas exportações de veículos em outubro ante o mês anterior e de 37,3 por cento ano a ano.

    No acumulado do ano, a produção de veículos subiu 9,9 por cento na comparação anual, para 2,458 milhões de unidades. A previsão da Anfavea é de crescimento de 11,1 por cento, para 3 milhões de unidades.

    Para 2019, a indústria espera que a produção de veículos possa atingir 3,2 milhões de unidades no Brasil, apesar da crise Argentina, responsável por cerca de 70 por cento das exportações de veículos do país. A expectativa baseia-se na previsão de que as vendas no mercado interno subam ao menos 10 por cento.

    (Por Alberto Alerigi Jr.)

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    Crescimento de vendas e produção de veículos no Brasil deve desacelerar em 2019, prevê Anfavea

    SÃO PAULO (Reuters) - A indústria de veículos do Brasil deve desacelerar o ritmo de crescimento das vendas e produção em 2019, previu nesta segunda-feira o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

    Segundo Antonio Megale, o crescimento das vendas internas em 2019 deverá ser 'de dois dígitos baixos, um pouco abaixo deste ano'. A Anfavea espera para 2018 crescimento de 13,7 por cento nas vendas internas, para 2,546 milhões de veículos, após alta de 9 por cento em 2017.

    Megale também afirmou, durante evento promovido pela AutoData, que a produção deve crescer 'um pouco abaixo de 2 dígitos' em 2019, pressionada pela crise argentina, principal mercado externo do setor. A previsão da Anfavea para este ano é de crescimento de 11 por cento na produção, para 3 milhões de unidades.

    'Independente do governo que assumir no próximo ano, o mercado (interno) vai crescer 10 a 14 por cento. Tem estrutura macroeconômica que permite isso. Os juros estão baixos, o PIB está voltando, os bancos estão emprestando', disse Megale.

    'O que está difícil é a exportação e isso depende muito da Argentina, que ainda vai ter dificuldades no primeiro semestre do ano que vem', acrescentou o presidente da Anfavea, citando que os mercados do Chile e Colômbia estão avançando na pauta de vendas externas do setor.

    Durante o evento, o presidente da Volkswagen para a América Latina, Pablo Di Si, melhorou estimativa de crescimento do mercado brasileiro de carros e comerciais leves de 10 por cento para 12 por cento ao ano, também citando fatores macroeconômicos, incluindo maior disposição de concessão de financiamentos pelos bancos.

    Di Si afirmou que a produção de motores da Volkswagen em sua fábrica em São Carlos (SP) deve dobrar para 830 mil neste ano ante 2017, mas para 2019 ele estimou crescimento de 10 a 20 por cento no volume produzido na unidade.

    O executivo da Volkwagen estimou que as vendas de carros e comerciais leves na Argentina devem cair para 770 mil unidades neste ano após 857 mil em 2017, mas que a produção da Volkswagen no país vizinho deverá crescer 8 por cento por causa da expansão do mercado brasileiro.

    (Por Alberto Alerigi Jr.)

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    Crise argentina afeta exportações de veículos e produção brasileira despenca em setembro

    SÃO PAULO (Reuters) - O Brasil deve amargar uma redução de 8,6 por cento nas exportações de veículos neste ano por conta da crise na Argentina, previu nesta quinta-feira a entidade representativa das montadores brasileiras.

    A previsão é que o Brasil exporte este ano 700 mil veículos, ante estimativa no início do ano de embarques de mais de 800 mil unidades, disse nesta quinta-feira a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

    'Várias de nossas empresas estão ajustando suas produções para a nova realidade das exportações, que é muito menor do que estávamos esperando no começo do ano', disse o presidente da Anfavea, Antonio Megale, a jornalistas após divulgar dados do setor para o mês de setembro. [nE6N1RG00N]

    'A Argentina representa 70 por cento de nossas exportações e no mês passado a Argentina foi responsável por 50 por cento. Esperamos que as medidas que o governo de lá está tomando permitam à Argentina equacionar as suas dificuldades. Isso é muito importante para nós no Brasil', acrescentou.

    No acumulado do ano, as exportações de veículos do Brasil para a Argentina somam 363,1 mil unidades de um volume total vendido ao mercado externo de 524,3 mil. Um ano antes, as exportações acumuladas para a Argentina nos nove primeiros meses do ano tinham sido de 395,2 mil veículos.

    O executivo afirmou ainda que, além da Argentina, o México reduziu muito as importações do Brasil. 'Estamos com queda acumulada neste ano de 50 por cento ante o mesmo período do ano passado.' Também no acumulado do ano, as vendas de veículos produzidos no Brasil para o México somaram 34,9 mil unidades ante volume de 69,3 mil vendido no mesmo período de 2017.

    Com a queda nas exportações, a produção de veículos no Brasil caiu 23,5 por cento em setembro ante agosto, para 223,1 mil carros, comerciais leves, caminhões e ônibus, de acordo com dados divulgados nesta quinta-feira pela Anfavea.

    Megale comentou que apesar dos ajustes de produção feitos pelas montadoras em um ambiente de demanda menor que a esperada no início do ano o nível de emprego no setor não está ameaçado 'de maneira nenhuma'. A indústria automotiva encerrou setembro com 132.480 postos ocupados, um crescimento de 3,6 por cento na relação anual.

    Segundo o presidente da Anfavea, as montadoras estão tentando redirecionar produção para outros destinos, que incluem outros mercados na América do Sul, como Chile, Colômbia e Peru. As exportações de veículos e máquinas agrícolas em setembro somaram 990 milhões de dólares, queda de 23,6 por cento ante agosto e de 28,6 por cento sobre um ano antes.

    Na comparação com setembro de 2017, a produção teve queda de 6,3 por cento. Com o resultado, no acumulado de janeiro a setembro, o volume produzido alcançou 2,19 milhões de unidades, 10,5 por cento acima do total montado no mesmo período do ano passado.

    Os licenciamentos de veículos novos no mês passado caíram 14,2 por cento ante agosto e avançaram 7,1 por cento na comparação anual, para 213,3 mil unidades, segundo os dados da entidade. As vendas nos nove primeiros meses do ano somaram 1,85 milhão de veículos, 14 por cento a mais que o registrado um ano antes.

    PESADOS

    O destaque das vendas no mercado interno segue sendo o mercado de veículos pesados. As vendas de caminhões em setembro subiram 47,7 por cento na comparação anual, para 6,7 mil unidades, enquanto as de ônibus dispararam 73 por cento frente a números fracos do ano passado.

    'Poderíamos estar crescendo mais. Algumas condições econômicas, como financiamento, já permitem isso', disse Marco Saltini, vice-presidente da Anfavea sobre o segmento de caminhões.

    Questionado se o movimento nas vendas de caminhões é um desdobramento da introdução da tabela de fretes rodoviários, Saltini afirmou que trata-se mais de estratégia de renovação de frotas uma vez que empresas geradoras de carga seguem fazendo consultas sobre aquisições de veículos próprios, mas não estão fechando negócios. 'Há muitas consultas, muitas empresas pesquisando preços, mas ainda não houve negócios.'

    Sobre o cenário eleitoral, o presidente da Anfavea afirmou que a entidade espera que o ritmo de recuperação da economia 'se mantenha para o ano que vem'.

    'Entendemos que não vamos ter uma mudança radical no começo. Estamos vendo que, qualquer que seja o candidato eleito, eles entendem que é preciso fazer ajustes na economia. O nível de otimismo na economia vai depender da velocidade com que as reformas forem implementadas', disse Megale.

    (Por Alberto Alerigi Jr.)

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    Placeholder - loading - Imagem da notícia Produção de veículos no Brasil sobe em agosto 18,6% e vendas são as maiores para o mês desde 2014

    Produção de veículos no Brasil sobe em agosto 18,6% e vendas são as maiores para o mês desde 2014

    SÃO PAULO (Reuters) - A produção brasileira de veículos em agosto subiu puxada pela demanda interna, com as vendas registrando o melhor desempenho para o mês desde 2014, enquanto as exportações foram prejudicadas pela crise na Argentina.

    A produção de veículos subiu 18,6 por cento em agosto ante julho e 11,7 por cento sobre igual mês do ano passado, somando 291,4 mil veículos, mostraram dados divulgados nesta quinta-feira pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

    No acumulado do ano até agosto, a indústria produziu 1,972 milhão de carros, comerciais leves, caminhões e ônibus, alta 12,8 por cento em relação ao mesmo período de 2017.

    As vendas de veículos novos no mês passado subiram 14,3 por cento sobre julho e avançaram 14,8 por cento em relação a agosto de 2017, para 248,6 mil unidades, registando o melhor agosto desde 2014.

    De janeiro a agosto, o país vendeu 1,633 milhão de unidades, alta de 14,9 por cento na comparação anual.

    O presidente da Anfavea, Antonio Megale, disse que a entidade deve rever suas projeções para produção, vendas e exportações no mês que vem, sendo que o viés positivo para o mercado interno deve levar a um ajuste para cima na estimativa de vendas, enquanto a crise econômica na Argentina deve levar a um ajuste para baixo na projeção para exportações.

    Com isso, a estimativa para a produção deve ficar perto da atual, segundo Megale.

    Atualmente, a entidade prevê alta de 11,9 por cento para a produção e crescimento de 11,7 por cento para as vendas. Já para as exportações, a estimativa atual é de estabilidade ante o ano passado.

    A pressão sobre a demanda externa reflete, principalmente, a crise na Argentina, principal mercado para compra de veículos do Brasil.

    Em agosto, as exportações de veículos montados subiram 9,2 por cento ante julho, mas caíram 16,6 por cento na comparação anual. De janeiro a agosto, as vendas externas registram baixa de 4,6 por cento em relação ao mesmo período de 2017.

    'Neste momento olhamos com muita preocupação o aumento da taxa de juros na Argentina (para 60 por cento ao ano). Obviamente isso terá reflexo no financiamento e o mercado com certeza vai retrair', disse Megale em coletiva de imprensa.

    O presidente da Anfavea também mostrou preocupação com as recentes medidas anunciadas pelo governo do país vizinho para conter a crise, como uma taxação sobre exportação. Entretanto, Megale acredita que essas medidas tenham caráter temporário.

    (Por Flavia Bohone)

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    Produção brasileira de veículos tem queda mensal de 4% em julho pressionada por Argentina

    Por Flavia Bohone

    SÃO PAULO (Reuters) - A produção brasileira de veículos em julho caiu 4,1 por cento ante junho e subiu 9,3 por cento na comparação com julho do ano passado, somando 245,8 mil veículos, informou a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) nesta segunda-feira.

    A queda no mês passado, segundo o presidente da Anfavea, Antonio Megale, reflete o ajuste da produção ao enfraquecimento das exportações de veículos, que cederam 21 por cento em relação a junho e caíram cerca de 22 por cento na comparação anual em termos unitários. O resultado reverteu o total acumulado no ano para uma queda de 2,8 por cento.

    Apesar da queda na produção, o mês passado teve o melhor resultado para julho desde 2014, segundo Megale.

    No acumulado do ano até julho, a indústria produziu 1,68 milhão de carros, comerciais leves, caminhões e ônibus veículos, alta de 13 por cento em relação ao mesmo período do ano passado.

    As vendas de veículos novos em julho subiram cerca de 8 por cento na comparação mensal e avançaram praticamente 18 por cento na comparação anual, para 217,5 mil unidades.

    O resultado de vendas do mês passado marcou o maior número de emplacamentos para o mês de julho desde 2015 e o melhor resultado mensal desde dezembro de 2015. 'A gente considera um bom número', disse Megale. No acumulado do ano, as vendas subiram 15 por cento, para 1,38 milhão de veículos.

    A entidade manteve a projeção de estabilidade nas exportações este ano, após revisão no mês passado, embora veja riscos devido à crise na Argentina.

    'A previsão ainda é de estabilidade..., mas agora com um pouco de risco', disse Megale. Segundo ele, os mercados na América Latina são muito voláteis e podem trazer reversão tanto positiva como negativa e, portanto, a entidade monitora os desdobramentos.

    Segundo dados da contraparte argentina da Anfavea, Adefa, as vendas de veículos na Argentina em julho caíram quase 16 por cento na comparação com junho e recuaram 35,5 por cento sobre um ano antes.

    A Anfavea manteve as projeções de crescimento de 11,9 por cento da produção de veículos no Brasil e de 11,7 por cento para as vendas em 2018.

    ROTA 2030

    A expectativa da Anfavea é que o decreto que detalha a medida provisória do Rota 2030 seja publicada ainda esta semana.

    'Aí a gente vai poder olhar com profundidade para saber como ele está, para saber se tem alguma surpresa, se não houve nenhum equívoco', disse Megale.

    O presidente da Anfavea disse ainda que para ser transformada em lei, a medida ainda vai passar por uma discussão em comissão mista no Congresso, na qual serão analisadas cerca de 80 emendas propostas antes de ir à votação na própria comissão.

    A Anfavea espera que a aprovação na comissão mista aconteça entre agosto e setembro, sendo que a votação em plenário na Câmara e no Senado deve ficar para depois das eleições de outubro.

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    Morre Sergio Marchionne, ex-presidente-executivo da Fiat Chrysler

    MILÃO (Reuters) - O ex-presidente-executivo da Fiat Chrysler, Sergio Marchionne, um dos maiores e mais respeitados executivos da indústria automobilística, morreu, sucumbindo a complicações de uma cirurgia recente.

    O acionista controlador da montadora confirmou notícias de sua morte na quarta-feira, sem especificar a causa da morte ou dizer quando ele morreu.

    Marchionne, de 66 anos, ficou gravemente doente depois do que a empresa descreveu como cirurgia no ombro em um hospital de Zurique. Ele foi substituído como presidente-executivo no fim de semana passado depois que a Fiat Chrysler (FCA) disse que sua condição havia piorado.

    'Infelizmente, o que temíamos aconteceu. Sergio Marchionne, homem e amigo, se foi', disse o presidente do conselho da FCA, John Elkann, herdeiro da família controladora Agnelli, em um comunicado.

    A Marchionne resgatou a Fiat e a Chrysler da falência depois de assumir o comando da montadora italiana em 2004 e multiplicou o valor da Fiat 11 vezes ao longo de 14 anos de negociações acertadas. Ele deveria se deixar a FCA em abril do próximo ano.

    'A melhor maneira de honrar sua memória é construir o legado que ele nos deixou, continuando a desenvolver os valores humanos de responsabilidade e abertura dos quais ele foi o campeão mais fervoroso', acrescentou Elkann.

    No sábado, a FCA nomeou o chefe da divisão Jeep, Mike Manley, como presidente-executivo da sétima maior montadora do mundo, dizendo que o britânico de 54 anos executaria a nova estratégia de médio prazo que Marchionne delineou em junho.

    A FCA disse que Manley trabalhará para garantir um futuro 'forte e independente' para o grupo.

    No sábado, Marchionne também foi substituído como presidente do conselho e presidente-executivo da Ferrari e presidente da fabricante de tratores CNH Industrial.

    (Por Agnieszka Flak)

    ((Tradução Redação São Paulo, +5511 5644 7719))

    REUTERS RBS

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    Queda de venda a Argentina e México faz Anfavea cortar previsões sobre veículos do Brasil

    SÃO PAULO (Reuters) - Uma desaceleração recente nas vendas de veículos à Argentina e ao México fizeram o setor automotivo brasileiro cortar suas previsões para produção e exportações em 2018, enquanto a greve dos caminhoneiros contribuiu para o setor não elevar expectativas de vendas no mercado interno.

    A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) reduziu nesta sexta-feira a expectativa para a produção em 2018 de crescimento de 13,2 para alta de 11,9 por cento, para 3,021 milhões de unidades. No primeiro semestre, o crescimento foi de 13,6 por cento, a 1,435 milhão de veículos.

    Já a previsão para as exportações foi cortada de crescimento de 4,5 por cento para estabilidade sobre o recorde do ano passado, a 766 mil veículos.

    Estávamos contando com uma exportação maior...Esperávamos passar das 800 mil unidades este ano, mas olhando os pedidos do México e da Argentina vamos ficar no mesmo nível do ano passado, que não é um número ruim pois estamos rondando o recorde , disse o presidente da Anfavea, Antonio Megale. Estávamos vindo num ritmo mais forte de exportações, mas estamos começando a ver México e Argentina, os dois principais mercados do Brasil, refazendo suas encomendas , disse o presidente da Anfavea, Antonio Megale, a jornalistas nesta sexta-feira.

    A Argentina, que elevou os juros para 40 por cento ao ano no começo de maio em meio a uma forte desvalorização do peso, registrou tombo de 31 por cento nas vendas internas de veículos em junho sobre o mesmo mês do ano passado e uma queda de 5 por cento ante maio, para 55,4 mil unidades, segundo dados da associação de montadoras Adefa.

    Até a elevação dos juros na Argentina, o Brasil direcionava 70 por cento de suas exportações de veículos para o país vizinho, que registrou vendas internas de 883,8 mil veículos em 2017.

    Já o México, segundo maior mercado de veículos do Brasil e que passou a travar uma disputa comercial com os Estados Unidos neste ano, as vendas de veículos de janeiro a maio, segundo dados mais recentes da associação setorial Amia, caíram 9 por cento sobre um ano antes, para 561 mil unidades.

    Acreditamos que os problemas de exportação são mais conjunturais que estruturais. Estamos ampliando as nossas frentes de comércio, buscando novos mercados. O Chile está crescendo, estamos exportando muitas máquinas (agrícolas) para os Estados Unidos e a exportação de caminhões para a Rússia está avançando , disse Megale.

    Segundo ele, as medidas de ajuste tomadas pelo governo argentino deverão fazer efeito nos próximos meses e a expectativa da Anfavea é que o mercado vizinho vai recuperar o nível de compras de produtos brasileiros em 2019.

    A indústria automobilística do Brasil tem capacidade para produzir 5 milhões de veículos por ano e as exportações vinham ajudando o setor a ocupar essa capacidade e a ampliar o número de trabalhadores ocupados. Em junho, pela primeira vez em vários meses, nenhum funcionário de montadora estava no Programa Seguro Emprego (PSE), do governo federal, disse Megale. Ele, porém, não comentou se essa situação poderá mudar nos próximos meses por conta da queda nas vendas externas.

    No primeiro semestre, as exportações de veículos montados do Brasil subiram apenas 0,5 por cento sobre um ano antes, para 379 mil unidades, registrando em junho recuo de 4,4 por cento sobre um ano antes, para 64,9 mil unidades.

    No mercado interno, a expectativa de vendas da Anfavea foi mantida em crescimento de 11,7 por cento, a 2,5 milhões de unidades. Megale afirmou que a greve dos caminhoneiros, no final de maio, prejudicou o nível de confiança dos consumidores e de alguns empresários na economia.

    No primeiro semestre, as vendas de veículos novos no Brasil subiram 14,4 por cento sobre um ano antes, a 1,167 milhão de unidades. Antes da revisão das projeções a Anfavea já esperava um crescimento menor nas vendas do segundo semestre sobre o ano passado.

    ROTA 2030

    O governo federal publicou mais cedo medida provisória 843 que cria o programa automotivo Rota 2030, que tem como foco declarado incentivar a pesquisa e desenvolvimento do setor automotivo no Brasil.

    Na véspera, o ministro da Indústria e Comércio Exterior (Mdic), Marcos Jorge, afirmou que as montadoras de veículos terão até 1,5 bilhão de reais em crédito anual a ser abatido de Imposto de Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), se fizerem investimentos de pelo menos 5 bilhões de reais.

    Questionado, o presidente da Anfavea afirmou que o número de 1,5 bilhão de reais era uma estimativa do governo e que o incentivo poderá até ser maior uma vez que os investimentos de 5 bilhões pelas montadoras poderão ficar acima disso. Cinco bilhões é a média do que foi investido durante o Inovar Auto , disse Megale, se referindo ao programa automotivo criado no governo Dilma Rousseff e encerrado no final do ano passado.

    Após a publicação da MP e de decreto que reduziu o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de veículos com motores híbridos ou elétricos, o governo terá 120 dias para que a medida seja transformada em lei.

    O mais difícil era lançar a MP, temos muitos aliados no Congresso que entendem que o Brasil precisa de políticas de desenvolvimento, temos boas perspectivas sobre a conversão em lei da MP , disse Megale ao ser questionado sobre o risco de a MP caducar diante do foco dos parlamentares nas eleições de outubro.

    Além da própria conversão em lei, o Rota 2030, que tem vigência de 15 anos, também depende de uma série de regulamentações que precisam ser emitidas pelo governo nos próximos meses e anos, incluindo a forma como serão medidos os investimentos em pesquisa e desenvolvimento e seu abatimento no IRPJ e CSLL das montadoras. Não resolvemos todos os problemas, mas agora vamos poder nos planejar , disse Megale, acrescentando que nos próximos 30 dias o Mdic deve preparar a norma sobre essa medição.

    (Por Alberto Alerigi Jr.)

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    Governo lança programa automotivo Rota 2030 com incentivo anual de R$1,5 bi a montadoras

    Por Marcela Ayres

    BRASÍLIA (Reuters) - O governo federal lançou nesta quinta-feira o programa automotivo Rota 2030, que há meses vinha sendo alvo de desentendimentos entre os ministérios da Fazenda e da Indústria e que traz 1,5 bilhão de reais em crédito anual para montadoras de veículos que fizerem investimentos em pesquisa e desenvolvimento no país.

    Apesar do nome, o programa terá duração de 15 anos, com renúncia fiscal total de até 22,5 bilhões de reais para os cofres públicos, num momento em que o governo federal enfrenta forte desajuste em suas contas, prevendo déficits primários até pelo menos 2021.

    Segundo o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic), as empresas poderão por meio do programa ter acesso a créditos tributários de 10,2 por cento sobre o que investirem, com possibilidade de abatimento do Imposto de Renda de Pessoas Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL).

    Para fixar o percentual, o governo levou em conta que concederá um crédito total de até 1,5 bilhão de reais por ano para um investimento mínimo de 5 bilhões de reais a ser realizado pelas empresas, como um todo, em pesquisa e desenvolvimento.

    O programa, criado por meio de Medida Provisória, valerá a partir de 2019, com créditos concedidos em cima de investimentos feitos neste ano, acrescentou o Mdic.

    Presente no evento de lançamento do governo, o presidente da associação de montadoras de veículos, Anfavea, Antonio Megale, reconheceu que o setor negociava um percentual um pouco maior de crédito sobre os investimentos. Mas indicou que as montadoras estão satisfeitas com o acordo fechado.

    Obviamente se a gente tivesse um pouco mais seria bom, mas entendemos o momento difícil que o país passa, principalmente na questão fiscal e acho que esse valor que foi colocado será suficiente para garantir a permanência dos investimentos (do setor automotivo) em pesquisa e desenvolvimento no país , disse.

    Em rápida conversa com jornalistas, o ministro do Mdic, Marcos Jorge, acrescentou que na cesta de medidas anunciadas para o setor nesta quinta-feira o governo também incluiu um decreto para promover a redução imediata do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para veículos híbridos e elétricos. A alíquota, que era de 25 por cento, irá variar entre 7 a 20 por cento, com aplicação imediata.

    Além disso, o governo também enviará para o Congresso Nacional um projeto de lei permitindo a utilização de saldo de crédito presumido de IPI no âmbito do Inovar Auto, programa criado no governo da ex-presidente Dilma Rousseff e que terminou em dezembro último. Segundo o ministro, esses créditos somam em torno de 300 milhões de reais.

    Discutidas há meses, as medidas foram anunciadas às pressas na noite desta quinta-feira, sem a divulgação de detalhes específicos ou uma coletiva de imprensa tradicional. Isso porque termina na sexta-feira o prazo para lançamentos de programas pelo governo do presidente Michel Temer devido ao período eleitoral.

    De acordo com o governo, o Rota 2030 também trará a meta obrigatória de incremento de 11 por cento na eficiência energética dos veículos até 2022, além da incorporação das chamadas tecnologias assistivas à direção até 2027.

    Segundo a Anfavea, todos os veículos licenciados no Brasil deverão adotar novos equipamentos de segurança veicular como itens de série, de acordo com um cronograma a ser estabelecido por meio de resoluções do Conselho Nacional de Trânsito (Contran). A entidade não divulgou quais equipamentos serão obrigatórios.

    Além disso, a política cria incentivos para o setor de autopeças. Os fabricantes que importarem autopeças sem produção equivalente no país, que hoje já possuem alíquota de imposto de importação de 2 por cento, terão o percentual reduzido a zero, afirmou a Anfavea. Em contrapartida, as empresas deverão aportar em pesquisa e desenvolvimento o equivalente aos 2 por cento através de fundos já existentes ou parcerias com instituições de ciência e tecnologia, universidades, organizações independentes, etc , afirmou a entidade.

    Voltado a todas as montadoras e importadoras de veículos do país, o programa estabelece que o descumprimento dos requisitos e compromissos assumidos poderá implicar cancelamento da habilitação com efeitos retroativos, suspensão da habilitação ou multa de até 2 por cento sobre o faturamento apurado no mês anterior à prática da infração.

    O plano foi anunciado em um momento de forte crescimento das vendas de veículos no país. De janeiro ao final de junho, as vendas de carros, comerciais leves, caminhões e ônibus novos do país cresceram 14,5 por cento sobre o primeiro semestre do ano passado, para 1,17 milhão de unidades.

    O setor, que representa 22 por cento do PIB Industrial do país, espera crescimento de 11,7 por cento das vendas neste ano, para 2,5 milhões de unidades ante uma capacidade produtiva instalada de cerca de 5 milhões de veículos por ano.

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