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Conselho de Supervisão da Meta constata que modelos de IA criticam menos os regimes repressivos

Conselho de Supervisão da Meta constata que modelos de IA criticam menos os regimes repressivos

Reuters

16/07/2026

Placeholder - loading - Inteligência artificial 18 de junho de 2026 REUTERS/Gonzalo Fuentes/Imagem ilustrativa
Inteligência artificial 18 de junho de 2026 REUTERS/Gonzalo Fuentes/Imagem ilustrativa

16 Jul (Reuters) - Modelos de IA ​de laboratórios líderes, incluindo a Anthropic e a OpenAI, são muito menos propensos a criticar governos conhecidos por restringir a liberdade de expressão, afirmou nesta quinta-feira o Conselho de Supervisão da Meta.

Um estudo -- o primeiro sobre grandes modelos de linguagem realizado pelo órgão -- mostrou que os serviços de IA estavam refletindo as regras de países que restringem a ⁠liberdade ⁠de expressão e que esse ​viés poderia ‌se infiltrar nos serviços utilizados por um número cada vez maior de usuários.

O conselho, que é financiado pela Meta, mas opera de forma independente, realizou ⁠consultas sobre conteúdo de crítica política em dez jurisdições, ​utilizando dez modelos, incluindo os da própria empresa, do ​Google e da chinesa DeepSeek.

As ‌jurisdições foram divididas ​nas categorias “permissivas” ⁠e “restritivas” com base nas classificações da Freedom House, a ONG que publica o relatório anual “Freedom in the World”.

Os modelos de ​IA recusaram 34% das solicitações de conteúdo com críticas políticas sobre jurisdições “restritivas” que possuem leis em vigor que penalizam tais críticas, como a China e a Arábia ​Saudita, em comparação com 14% para regiões que não possuem tais leis ou não as aplicam, segundo o estudo.

“Também observamos evidências de modelos explicando que estavam seguindo regras explícitas que, pelo que pudemos constatar, não existiam e não eram aplicadas de maneira uniforme”, afirmou o conselho.

O conselho também instou ​as empresas de IA a realizar análises sistemáticas de direitos ‌humanos e solicitou maior transparência ⁠em seus processos de treinamento e avaliação.

Na terça-feira, o presidente-executivo do Google DeepMind, Demis Hassabis, defendeu a criação ⁠de um órgão de fiscalização de ⁠IA liderado pelos EUA ⁠para avaliar modelos ⁠avançados ​globalmente antes de sua implantação.

(Reportagem de Jaspreet Singh em Bengaluru)

Reuters

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