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CONSUMO FREQUENTE DE OVOS PODE AJUDAR A REDUZIR RISCO DE ALZHEIMER

Pesquisa analisou hábitos alimentares e identificou associação entre ovos e saúde cerebral

Bruna Valle

11/05/2026

Placeholder - loading - Estudo aponta relação entre consumo de ovos e redução do risco de Alzheimer
Estudo aponta relação entre consumo de ovos e redução do risco de Alzheimer

Um estudo chamou atenção para a relação entre alimentação e saúde do cérebro.

Pesquisadores da Loma Linda University, nos Estados Unidos, identificaram que o consumo frequente de ovos pode estar associado a um menor risco de desenvolvimento do Alzheimer, condição que afeta milhões de pessoas em todo o mundo.

A pesquisa analisou dados alimentares de participantes ao longo do tempo e observou uma relação entre a presença regular do alimento na dieta e indicadores ligados à preservação das funções cognitivas.

O que o estudo observou?

Os pesquisadores acompanharam pessoas com 65 anos ou mais e avaliaram padrões alimentares associados ao envelhecimento cerebral.

Segundo os resultados, pessoas que consumiam ovos com maior frequência apresentaram menor incidência de alterações associadas ao Alzheimer em comparação com participantes que consumiam o alimento raramente.

Os cientistas destacam que o efeito observado pode estar relacionado à presença de nutrientes importantes para o funcionamento do cérebro.

Nutrientes importantes para o cérebro

Os ovos possuem substâncias consideradas relevantes para a saúde cognitiva, incluindo colina, vitaminas do complexo B, proteínas e antioxidantes.

A colina, por exemplo, participa de processos ligados à memória e à comunicação entre células nervosas.

Pesquisas anteriores já haviam indicado que níveis adequados desse nutriente podem ajudar no funcionamento cerebral ao longo do envelhecimento.

Além disso, os ovos também contêm luteína e zeaxantina, compostos antioxidantes que vêm sendo estudados por possíveis benefícios neurológicos.

Relação entre alimentação e envelhecimento cognitivo

Especialistas vêm reforçando cada vez mais a importância da alimentação na saúde cerebral.

Dietas equilibradas, ricas em nutrientes e associadas a hábitos saudáveis, costumam aparecer em estudos relacionados à prevenção do declínio cognitivo e à preservação da memória durante o envelhecimento.

Os pesquisadores ressaltam, no entanto, que nenhum alimento isolado funciona como proteção definitiva contra doenças neurodegenerativas.

O benefício tende a estar ligado ao conjunto de hábitos mantidos ao longo da vida.


Ovos possuem nutrientes importantes para funções ligadas à memória e ao cérebro

O Alzheimer e os desafios do envelhecimento

O Alzheimer é uma doença neurodegenerativa progressiva que afeta memória, raciocínio e outras funções cognitivas.

Com o aumento da expectativa de vida da população mundial, especialistas vêm buscando estratégias que possam ajudar a reduzir fatores de risco ligados ao desenvolvimento da doença.

Sono adequado, prática de atividade física, estímulo cognitivo e alimentação equilibrada aparecem entre os hábitos mais associados à preservação da saúde cerebral.

Mais estudos ainda são necessários

Os autores da pesquisa destacam que os resultados são promissores, mas afirmam que novas análises ainda serão importantes para compreender melhor os mecanismos envolvidos nessa associação.

Mesmo assim, o estudo reforça o crescente interesse científico sobre como hábitos alimentares podem influenciar o envelhecimento do cérebro e a qualidade de vida ao longo dos anos.

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