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Copel deixa mais energia descontratada no portfólio e vê risco hidrológico mais alto

Copel deixa mais energia descontratada no portfólio e vê risco hidrológico mais alto

Reuters

27/01/2026

Placeholder - loading - Hidrelétrica 4/01/2024 REUTERS/Vincent West
Hidrelétrica 4/01/2024 REUTERS/Vincent West

SÃO PAULO, 27 Jan (Reuters) - A Copel está ⁠deixando mais energia descontratada de seu portfólio para aproveitar o momento de preços mais altos em 2026, diante da hidrologia desfavorável até o momento que deve também aumentar o risco hidrológico (GSF), afirmou nesta terça-feira o CEO da companhia elétrica, Daniel Slaviero.

Segundo o executivo, por ser uma elétrica integrada, com atuação em todos os segmentos do setor, a Copel consegue ter 'estabilidade' para operar com um nível maior de descontratação da energia gerada por ​suas usinas.

Essa estratégia permite que a ⁠empresa se ⁠beneficie de negociações no mercado de curto prazo de energia, que tem convivido com mais volatilidade e preços elevados, sem precisar 'travar' suas vendas de energia em contratos com prazos mais longos e que poderiam exigir valores menores.

'Em 2026, os preços (de energia) ‌já estão em patamares mais altos, mas se eles se estabilizarão ​nesse patamar, acima de R$300, ou se ‌vão se acomodar ​em perspectiva ​menor, vai depender das chuvas que ocorrerão até março, ainda não dá para ter uma visão clara', avaliou Slaviero a jornalistas, após participar de evento ​em São Paulo.

Para ele, as chuvas que estão chegando às hidrelétricas têm se mostrado aquém das estimativas iniciais, mas será preciso aguardar até o fim do período úmido para avaliar a tendência de preços para o restante do ano.

O CEO observou também que as geradoras como a Copel têm registrado nível mais alto de risco hidrológico (GSF, no jargão setorial), outro elemento essencial na definição da estratégia de comercialização de energia.

Os geradores hidrelétricos fazem projeções de GSF para medir o risco de a energia produzida por suas usinas ser insuficiente para atender os contratos ⁠de venda. Se isso ocorrer, as empresas precisam comprar energia no mercado ‌spot para honrar suas obrigações, ⁠com custos adicionais.

Segundo Slaviero, o risco hidrológico deve fechar 2025 ao redor de 82% (da garantia física), um patamar pior que o dos últimos ‍anos, de 85% a 87%.

'Isso (GSF mais alto) mostra também uma nova dinâmica do setor, as ​empresas ‌vão se ajustando conforme a dinâmica da hidrologia e de preço.'

(Por Luciana Magalhães)

Reuters

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