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Correção no mercado de IA está por vir, prevê blog do BCE

Correção no mercado de IA está por vir, prevê blog do BCE

Reuters

17/08/2026

Placeholder - loading - Sede do Banco Central Europeu em Frankfurt, na Alemanha 19 de março de 2026. REUTERS/Jana Rodenbusch/Foto de arquivo
Sede do Banco Central Europeu em Frankfurt, na Alemanha 19 de março de 2026. REUTERS/Jana Rodenbusch/Foto de arquivo

FRANKFURT, 17 Ago (Reuters) - Uma correção no mercado ​das ações do setor de tecnologia nos Estados Unidos é provável e pode ter consequências de longo alcance devido às limitações do espaço fiscal e monetário para amenizar o possível impacto econômico, segundo uma postagem no blog do Banco Central Europeu divulgada nesta segunda-feira.

Os investidores têm se lançado em massa às ações do setor de tecnologia, apostando que a inteligência artificial alterará fundamentalmente a economia global, e as valorizações das principais empresas de tecnologia estão agora muito acima das médias históricas.

“Pesquisas ⁠econômicas ⁠sobre revoluções tecnológicas passadas apontam para ​uma conclusão ‌preocupante: é provável que ocorra uma correção nas atuais valorizações do mercado de ações”, afirmou a postagem no blog, que não reflete necessariamente a opinião do BCE.

Mesmo que a tecnologia seja bem-sucedida e os lucros ⁠aumentem, as ações ainda podem cair, pois é difícil atender às ​expectativas excessivamente otimistas dos mercados em relação ao crescimento dos lucros, acrescentou ​a postagem.

Tendências psicológicas também apontam para uma correção, ‌argumentou o blog. Investidores ​excessivamente ⁠otimistas tendem a elevar os preços além dos fundamentos. Então, quando o otimismo se esvai, os preços tendem a cair ainda mais acentuadamente do que em um cenário ​racional, afirmou a postagem.

Para a Europa, uma correção no mercado dos EUA seria uma questão de estabilidade financeira, já que as famílias têm uma exposição de 440 bilhões de euros às chamadas ações dos “Sete Magníficos” — Alphabet, Amazon, Apple, ​Meta, Microsoft, Nvidia e Tesla —, enquanto a exposição das empresas de previdência e seguros é praticamente a mesma.

“O cenário mais grave não é a correção do mercado acionário por si só, mas uma correção que coincida com uma instabilidade mais ampla do mercado que as autoridades não consigam acalmar facilmente: ao contrário do que ocorreu no episódio das empresas ponto-com, o ponto de partida atual deixa um ​espaço significativamente menor para reduzir as taxas de juros ou usar a política fiscal ‌para amortecer as consequências”, afirmou o ⁠blog.

Embora as valorizações das ações europeias pareçam mais racionais, os movimentos do mercado estão intimamente correlacionados com os dos EUA, de modo que as ações ⁠locais também serão afetadas, afirmou o blog, acrescentando ⁠que o momento exato da correção “é impossível ⁠de prever com ⁠antecedência”.

“Esses ​padrões de expansão e recessão só são identificáveis em retrospecto”, afirmou.

(Reportagem de Balazs Koranyi)

Reuters

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