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Cosan diz que foram assinados acordos sobre terras no MT com SLC Agrícola, Bom Futuro e Alexandre Jacques Bottan

Cosan diz que foram assinados acordos sobre terras no MT com SLC Agrícola, Bom Futuro e Alexandre Jacques Bottan

Reuters

09/07/2026

Placeholder - loading - A logo da empresa Cosan é exibida em uma tela no pregão da Bolsa de Valores B3 do Brasil, em São Paulo, Brasil, em 25 de julho de 2019. REUTERS/Amanda Perobelli
A logo da empresa Cosan é exibida em uma tela no pregão da Bolsa de Valores B3 do Brasil, em São Paulo, Brasil, em 25 de julho de 2019. REUTERS/Amanda Perobelli

Atualizada em  09/07/2026

SÃO PAULO, 9 Jul (Reuters) - A Cosan comunicou ​nesta quinta-feira que foram assinados acordos envolvendo terras do Grupo Radar no Mato Grosso com os arrendatários SLC Agrícola, Bom Futuro e Alexandre Jacques Bottan.

Após os exercícios concorrentes do direito de preferência pelos arrendatários, a companhia disse que foram assinados acordos para a segregação consensual dos imóveis, bem como novos compromissos de compra e venda, respeitadas as mesmas condições comerciais já pactuadas anteriormente, com valor total de R$1,85 bilhão, sendo aproximadamente R$586 milhões referentes à participação indireta da Cosan, uma das acionistas do Grupo Radar.

O bloco total ⁠compreende um ⁠conjunto de propriedades de aproximadamente 41,2 ​mil hectares ‌físicos, com uma área agricultável de culturas de 28 mil hectares.

A conclusão da operação segue condicionada a condições precedentes usuais para esse tipo de operação e deverá ocorrer até 30 de outubro de 2026, de acordo com o fato ⁠relevante da Cosan.

No fim da quarta-feira, a SLC Agrícola divulgou que, ​pelos termos do acordo com outros arrendatários, adquirirá agora 8,9 mil hectares agricultáveis por ​R$669,04 milhões, sendo uma primeira parcela de R$255,15 ‌milhões a ser paga ​na ⁠assinatura do acordo, enquanto o saldo remanescente será pago até 30 de outubro de 2026.

O valor total da transação contempla a infraestrutura instalada na propriedade negociada, compreendendo silos, unidade de ​beneficiamento de algodão (algodoeira) e outras benfeitorias operacionais, afirmou a SLC, acrescentando que o valor total da terra nua útil/agricultável é de R$639,3 milhões, aproximadamente o valor de R$ 72 mil por ha agricultável.

Na bolsa paulista, por volta de 11h20, as ações da ​SLC avançavam 2,65%, enquanto os papéis da Cosan tinham elevação de 1,6%.

Analistas do Citi destacaram que a mudança no acordo envolvendo a SLC representa uma redução relevante no escopo da operação e no volume de capital empregado, embora com um custo mais elevado por hectare.

'Na nossa avaliação, a notícia é positiva (para a SLC) sob a ótica do risco financeiro', afirmaram Gabriel Barra e Pedro Gama em relatório a clientes.

'As preocupações anteriores com uma ​pressão mais intensa sobre o fluxo de caixa e com o aumento da alavancagem da ‌empresa — que inicialmente projetávamos atingir cerca ⁠de 2,7 vezes ao final de 2026 — agora são parcialmente mitigadas. Com a redução da aquisição, estimamos que a alavancagem possa chegar a aproximadamente 2,3 vezes (excluindo operações de ⁠leasing).'

Anteriormente, a SLC anunciou que exerceria o direito de ⁠preferência para a aquisição da totalidade ⁠dos imóveis rurais que ⁠compõem ​o portfólio denominado “Bloco Mato Grosso”, do Grupo Radar.

(Por Paula Arend Laier; edição de Marta Nogueira)

Reuters

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