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Cruz Vermelha diz que epidemia de Ebola no Congo ainda não atingiu pico e pode durar um ano

Cruz Vermelha diz que epidemia de Ebola no Congo ainda não atingiu pico e pode durar um ano

Reuters

16/06/2026

Placeholder - loading - Centro de Tratamento da Doença pelo Vírus Ebola no Hospital Geral de Referência de Bunia  15 de junho de 2026    REUTERS/Gradel Muyisa Mumbere
Centro de Tratamento da Doença pelo Vírus Ebola no Hospital Geral de Referência de Bunia 15 de junho de 2026 REUTERS/Gradel Muyisa Mumbere

NAIRÓBI, 16 Jun (Reuters) - Um ​representante da Cruz Vermelha afirmou na terça-feira que a epidemia de Ebola no leste da República Democrática do Congo ainda não atingiu seu pico e pode se prolongar por um ano.

Mais de 800 casos da rara cepa Bundibugyo, para a qual não há tratamento comprovado nem vacina, foram registrados no Congo, ⁠sendo ⁠192 fatais. A doença, transmitida ​por ‌fluidos corporais mesmo após a morte, está se espalhando rapidamente por três províncias, segundo dados do governo.

“É muito difícil saber exatamente até ⁠que ponto a epidemia está se espalhando... mas ​sim, o pico, eu acho, não está atrás ​de nós, mas à nossa ‌frente”, disse ​Bruno Michon, ⁠gerente de operações da Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (FICV), a repórteres por ​videoconferência do leste do Congo.

“Tememos que isso possa durar um ano para erradicar a doença.”

A resposta tem sido dificultada pela falta de centros ​de tratamento e pela resistência da comunidade a medidas rigorosas de higiene, e autoridades de saúde afirmam que, mais de um mês após a declaração do surto, a verdadeira dimensão ainda é desconhecida.

Michon disse que as equipes da FICV — que auxiliam no envolvimento ​da comunidade e no enterro seguro e digno das ‌vítimas do Ebola — enfrentaram ⁠insultos, ameaças e ataques nos últimos dias.

“Construir confiança leva tempo. Requer honestidade, paciência e humildade, ⁠mas neste surto isso não é ⁠opcional, é uma questão ⁠de salvar ⁠vidas”, ​declarou ele.

(Reportagem de Emma Farge e Vincent Mumo Nzilani)

Reuters

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