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Desgastada por Trump, Otan avalia encerrar prática de cúpulas anuais

Desgastada por Trump, Otan avalia encerrar prática de cúpulas anuais

Reuters

27/04/2026

Placeholder - loading - O presidente dos EUA, Trump, em reunião bilateral com o secretário-geral da Otan, Mark Rutte 21 de janeiro de 2026 REUTERS/Jonathan Ernst
O presidente dos EUA, Trump, em reunião bilateral com o secretário-geral da Otan, Mark Rutte 21 de janeiro de 2026 REUTERS/Jonathan Ernst

Por Humeyra Pamuk e Andrew Gray ​e Lili Bayer

WASHINGTON/BRUXELAS, 27 Abr (Reuters) - A Otan avalia encerrar sua prática recente de realizar cúpulas anuais, disseram seis fontes à Reuters, medida com o condão de evitar um encontro potencialmente tenso com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em seu último ano no cargo.

O governo de Trump tem se envolvido repetidamente em críticas mordazes a muitos dos outros 31 membros da aliança de defesa liderada pelos EUA, recentemente repreendendo alguns deles por ⁠não ⁠fornecerem mais assistência às operações militares ​dos Estados ‌Unidos contra o Irã.

A frequência das cúpulas da Otan tem variado ao longo dos 77 anos de história da aliança, mas desde 2021 seus líderes têm se encontrado todos os verões (do hemisfério norte) ⁠e se reunirão neste ano na capital turca, Ancara, nos ​dias 7 e 8 de julho. Alguns membros, no entanto, pressionam ​pela diminuição do ritmo, disseram à Reuters ‌uma autoridade europeia ​de alto ⁠escalão e cinco diplomatas, todos de países membros da Otan.

Um diplomata afirmou que a cúpula de 2027, a ser realizada na Albânia, deve ocorrer, mas ​a Otan considera não realizar o encontro em 2028 -- ano da eleição presidencial dos EUA e o último ano completo de Trump no cargo.

Outra fonte disse que alguns países defendem a realização de cúpulas a ​cada dois anos, acrescentando que ainda não foi tomada qualquer decisão e que o secretário-geral Mark Rutte terá a palavra final.

Em resposta à Reuters, uma autoridade da Otan afirmou que 'a Otan continuará a realizar reuniões regulares de chefes de Estado e de governo e, entre as cúpulas, os aliados da Otan continuarão a consultar, planejar e tomar decisões sobre nossa ​segurança compartilhada'.

Duas das fontes mencionaram Trump como um fator, mas várias disseram que ‌há considerações mais amplas em ⁠jogo.

Diplomatas e analistas já vinham argumentando que cúpulas anuais criam pressão por resultados chamativos, o que acaba desviando o foco do planejamento de ⁠longo prazo.

'É melhor ter menos cúpulas do que ⁠cúpulas ruins', disse um diplomata. 'De ⁠qualquer forma, temos ⁠muito ​trabalho pela frente; sabemos o que precisa ser feito.'

(Reportagem adicional de Sabine Siebold)

Reuters

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