Capa do Álbum: Antena 1
A Rádio Online mais ouvida do Brasil
Antena 1

Dinamarca terá eleições em aposta de primeira-ministra em impulso da crise sobre Groenlândia

Dinamarca terá eleições em aposta de primeira-ministra em impulso da crise sobre Groenlândia

Reuters

26/02/2026

Placeholder - loading - Primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, durante pronunciamento em Copenhague 26/02/2026 Ritzau Scanpix/Thomas Traasdahl via REUTERS
Primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, durante pronunciamento em Copenhague 26/02/2026 Ritzau Scanpix/Thomas Traasdahl via REUTERS

Por Jacob Gronholt-Pedersen e Soren Jeppesen

COPENHAGUE, 26 Fev (Reuters) - A Dinamarca ​realizará eleições parlamentares em 24 de março, anunciou a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, nesta quinta-feira, buscando capitalizar o aumento do apoio à sua postura desafiadora contra a pressão dos Estados Unidos sobre a Groenlândia.

Frederiksen passou os últimos meses reunindo líderes europeus contra o renovado interesse do presidente dos EUA, Donald Trump, em anexar a ilha ártica, um esforço que, segundo pesquisas de opinião, reforçou a popularidade da premiê após a insatisfação pública com o aumento do custo de vida e as pressões sobre os serviços de assistência social.

'Esta será uma eleição decisiva, ⁠porque será ⁠nos próximos quatro anos que nós, como ​dinamarqueses e ‌europeus, realmente teremos que nos sustentar por conta própria', disse Frederiksen.

'Devemos definir nossa relação com os Estados Unidos e nos rearmar para garantir a paz em nosso continente.'

A crise da Groenlândia aumentou ainda mais a visibilidade de Frederiksen no cenário internacional, ⁠reforçando a posição que ela conquistou com sua resposta rápida à pandemia ​da Covid-19 e por construir o apoio europeu à Ucrânia.

A eleição testará se os ​eleitores recompensarão sua liderança internacional e defesa da soberania ‌dinamarquesa ou punirão seu ​governo ⁠pelo que os críticos dizem ter sido uma falta de atenção aos problemas internos.

'A confiança em Mette Frederiksen como líder e sua capacidade de lidar com as crises da Groenlândia e da ​Ucrânia serão fundamentais para a campanha', disse o comentarista político Joachim B. Olsen.

'Sua fraqueza é que, tendo sido primeira-ministra por dois mandatos, fica mais difícil falar sobre soluções para os problemas', acrescentou. 'Ela quer falar sobre desigualdade, mas então os eleitores perguntarão por que ela não ​abordou esses problemas até agora.'

O atual governo da Dinamarca é uma coalizão multipartidária incomum formada pelos social-democratas, de Frederiksen, o Partido Liberal de centro-direita, liderado pelo ministro da Defesa, Troels Lund Poulsen, e os Moderados, liderados por Lars Lokke Rasmussen, ministro das Relações Exteriores que já ocupou o cargo de primeiro-ministro duas vezes.

Criada em 2022 como um governo de crise, a coalizão corre o risco de perder sua maioria, de acordo com pesquisas de opinião, à medida ​que os partidos se reposicionam em linhas mais tradicionais de esquerda e direita.

Os social-democratas sofreram uma ‌derrota significativa nas eleições municipais de ⁠2025, perdendo a prefeitura de Copenhague pela primeira vez em 87 anos.

Embora o apoio ao partido tenha caído para 17% nas pesquisas de dezembro, ele se recuperou para 22% ⁠desde então, à medida que a popularidade de Frederiksen aumentou ⁠com sua maneira de lidar com a ⁠disputa pela Groenlândia. Nas ⁠eleições ​gerais de 2022, o partido obteve 28% dos votos.

(Reportagem adicional de Stine Jacobsen e Louise Rasmussen)

Reuters

Compartilhar matéria

Mais lidas da semana

 

Carregando, aguarde...

Este site usa cookies para garantir que você tenha a melhor experiência.