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    Haddad volta ao Nordeste para tentar recuperar otimismo, mas campanha admite crise de ideias para bater Bolsonaro

    Por Lisandra Paraguassu

    BRASÍLIA (Reuters) - Depois de duas semanas concentrado em São Paulo, em entrevistas e atos fechados, o candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, vai voltar às ruas este final de semana, em uma viagem ao Nordeste, para tentar recuperar o otimismo que desapareceu da campanha nos últimos dias e dar um rumo à campanha, que passa por uma crise de identidade.

    Fontes ouvidas pela Reuters admitem que, depois do fracasso da criação de uma frente democrática em torno de Haddad, o comando da campanha ainda tenta encontrar um rumo para reverter a enorme distância entre Haddad e seu adversário no segundo turno, o candidato do PSL, Jair Bolsonaro.

    Pesquisa Ibope divulgada na segunda-feira mostrou o presidenciável do PSL com 59 por cento dos votos válidos, contra 41 por cento do petista.

    A volta ao Nordeste, onde Haddad teve quase todas suas vitórias no primeiro turno, atende a um pedido dos governadores e senadores eleitos na região. No sábado e domingo, Haddad deve ir a Juazeiro do Norte (CE), São Luiz, Teresina, Natal e Recife. Na sexta, irá ao Rio de Janeiro.

    A ideia é trazer de volta o tom das ruas à campanha, e o otimismo de reunir centenas ou milhares de apoiadores em eventos, o que o PT não tem mais feito. De acordo com o senador Humberto Costa, ainda há votos a serem recuperados na região, de pessoas que se abstiveram, de candidatos que não estão mais concorrendo, e até de eleitores do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que podem não ter identificado Haddad como seu candidato no primeiro turno.

    'Tem que voltar ao Nordeste, até como defensiva. Temos que reagir e a reação se faz primeiro com os teus, com o núcleo duro da militância para dar moral à tropa. Não vai se fazer isso só pela TV', disse à Reuters uma fonte que acompanha as conversas internas a campanha. 'Em parte tem que fazer o que fez ontem, com a Frente Brasil Popular, e com o Nordeste, onde tem a força. Tem que partir de onde tem esse núcleo duro de apoio.'

    A ideia de que Haddad deveria viajar menos nesse segundo turno foi dada pelo senador eleito Jaques Wagner, que se associou ao comando da campanha depois do primeiro turno.

    Wagner avaliava que Haddad deveria se concentrar em gravar programas, dar entrevistas e fazer conversas políticas para a formação de uma frente democrática, já que o segundo turno é curto --menos de três semanas-- e viagens tomam tempo. A estratégia, no entanto, não deu certo.

    DIVISÕES

    Fontes ouvidas pela Reuters admitem que o clima interno na campanha não é bom e não há um rumo claro do que deve ser feito. Troca de acusações sobre o fracasso dos números, que mantém Haddad muito atrás de Bolsonaro, já começaram.

    'A verdade é que hoje não se sabe o que fazer. Precisaria de um fato extraordinário, mas não se sabe de onde viria isso', disse uma das fontes.

    Outra fonte avalia que o partido errou ao tentar compor uma frente democrática contra Bolsonaro impondo um clima de obrigação de apoio a Haddad.

    'A ideia de uma frente democrática ficou desgastada e foi incorretamente conduzida. Não podemos assediar moralmente ninguém para ter que provar que é democrata', disse a fonte. 'Acabaram transformando a pauta democrática em uma pauta negativa para nós, uma coisa um pouco prepotente.'

    Fontes lembram as declarações da presidente do partido, Gleisi Hoffmann, afirmando que quem fosse democrata tinha a obrigação de apoiar Haddad. A fala foi vista como míope por aliados, afirmações que não consideravam a resistência ao PT que existe na sociedade.

    'A verdade é que se fecharam em copas, um pequeno grupo excluindo todos os outros, e isso dificulta qualquer colaboração', disse uma das fontes.

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    Depois de criticar PT, Cid Gomes grava vídeo de apoio a Haddad

    BRASÍLIA (Reuters) - Depois de criticar duramente o PT em um evento em Fortaleza, no domingo, o senador eleito pelo Ceará Cid Gomes, irmão do ex-presidenciável do PDT, Ciro Gomes, distribuiu nessa quarta-feira um vídeo pelas redes sociais defendendo o voto no candidato petista, Fernando Haddad.

    'Com tudo o que penso e diante de tudo que falei, não é correto o que fez o outro candidato usando imagens minhas editadas sem minha autorização. Que não fique nenhuma dúvida: neste segundo turno, Haddad é o melhor para o Brasil. Votarei no Haddad no dia 28', diz o vídeo de menos de 30 segundos que Cid distribuiu em suas redes sociais.

    Na segunda à noite, em um ato em defesa da candidatura de Haddad, Cid Gomes foi convidado a falar e disse que apoiava e gostava de Haddad, mas o PT deveria fazer um mea culpa e 'admitir as besteiras que fez'. Provocado por um militante, que negou a necessidade de uma admissão de culpa, Cid se irritou e subiu o tom.

    'Isso é o PT, e o PT desse jeito merece perder, pra rimar, só pra rimar. Babaca, vai perder a eleição. É isso aí, é esse sentimento que vai perder a eleição', respondeu.

    O candidato adversário, Jair Bolsonaro (PSL), aproveitou a fala de Cid e a colocou já na terça em seu programa eleitoral. A campanha de Ciro Gomes entrou no Tribunal Superior Eleitoral pedindo a retirada, mas os vídeos já foram usados diversas vezes.

    A fala de Cid foi tratada pelo PT como o enterro da ideia de que seria possível, como Haddad gostaria, formar uma frente democrática contra Bolsonaro, obtendo um apoio amplo. Haddad gostaria de ver Ciro Gomes em seu palanque, mas o ex-candidato do PDT viajou para o exterior.

    O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que chegou a dizer que haveria 'uma porta' para Haddad, afirmou nesta quarta que a porta enferrujou e que a fechadura enguiçou.

    Em entrevista, Haddad admitiu a decepção. 'Nem todos vão atuar da maneira como eu gostaria, como eu sugeriria para uma pessoa com a formação que ele tem', disse, referindo-se a FHC.

    'A história nos cobra pelos nossos posicionamentos, nem sempre à vista, às vezes a prazo', acrescentou. [nL2N1WX1GD]

    A dificuldade de obter apoios concretos de outros partidos e personalidades de peso na política deixaram o comando da campanha de Haddad em busca de um rumo para os próximos 10 dias, até a data do segundo turno da eleição. O candidato tem centrado sua busca de apoio em grupos específicos da sociedade, como sindicalistas, professores, artistas.

    Nesta quarta, Haddad se reuniu com um grupo de bispos de denominações evangélicas contrárias a Bolsonaro para tentar contrapor o apoio majoritário ao ex-capitão do Exército nesse grupo.

    (Reportagem de Lisandra Paraguassu)

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    ANÁLISE-Conselheiros militares e de livre mercado de Bolsonaro travam embate sobre Petrobras

    Por Alexandra Alper e Tatiana Bautzer e Rodrigo Viga Gaier

    RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO (Reuters) - A Petrobras está emergindo como um campo de batalha entre defensores do livre mercado e estatistas dentro da equipe de campanha do candidato de direita à Presidência Jair Bolsonaro (PSL), o que traz dúvidas sobre o futuro da empresa mais endividada do mundo.

    O avanço do ex-capitão do Exército nas pesquisas de opinião, após desempenho mais forte do que o esperado no primeiro turno, desencadeou uma alta nas ações da Petrobras, que registrou aumento de 18 bilhões de dólares no seu valor de mercado neste mês.

    Investidores entusiasmados citaram esperanças de que o veterano banqueiro formado na Universidade de Chicago, Paulo Guedes, principal conselheiro econômico de Bolsonaro, estabeleça uma agenda favorável aos negócios para que a Petrobras continue reduzindo sua dívida líquida de 74 bilhões de dólares.

    Guedes, que só se juntou à campanha neste ano, disse que defende uma privatização na petroleira.

    Mas, entre os conselheiros de Bolsonaro, há incertezas sobre o futuro de suas próprias políticas.

    Um membro sênior da equipe de Bolsonaro, que falou na condição de anonimato devido à sensibilidade das questões, disse que pediu que a Petrobras seja dividida em quatro empresas e que três delas sejam vendidas.

    'Agora, a última palavra sobre tudo isso vai depender de Bolsonaro', disse uma fonte da campanha. 'Eu não acho que ele realmente queira.'

    Bolsonaro, pressionado por um quadro cada vez mais vocal de generais militares que estão surgindo como um contrapeso a Guedes, descreve a Petrobras como um ativo estratégico, embora tenha expressado amplas visões sobre a empresa nos últimos meses.

    O 'miolo dela tem de ser conservado', disse ele em entrevista à TV Band, na noite de terça-feira. 'A questão do refino, refinarias, acho que você pode avançar gradualmente em direção às privatizações.'

    A reação de Bolsonaro à histórica greve de caminhoneiros em maio deste ano, em protesto aos altos preços do diesel, mostra as dificuldades que ele pode enfrentar se assumir o cargo.

    Ele apoiou entusiasticamente a greve, tuitando que 'o movimento dos caminhoneiros mostra as entranhas do Poder, como o povo é assaltado em benefício de uma casta política, que há décadas escraviza a todos'.

    O movimento paralisou a economia do país, forçando o governo do presidente Michel Temer a desmanchar uma política de preços de combustível de livre mercado.

    O lançamento pelo governo federal de um programa de subsídios ao diesel para acalmar os caminhoneiros fez com que o ex-presidente da Petrobras Pedro Parente renunciasse, derrubando o preço das ações da empresa.

    Agora, o aumento dos preços do petróleo no mercado internacional significa que a questão de manter ou não o programa de subsídio --que tem previsão para acabar no fim de dezembro-- pode ser o primeiro teste das inclinações de livre mercado de Bolsonaro. O mandato de um novo presidente começa em 1º de janeiro.

    A plataforma de Bolsonaro --escrita por Guedes, entre outros-- afirma que a Petrobras deve ser capaz de seguir os preços internacionais, mas evitar a volatilidade de curto prazo com mecanismos de hedge.

    Mas o candidato tem relutado para resolver definitivamente a questão dos subsídios, dizendo em uma entrevista em agosto que 'se não houver outra solução' para resolver o dilema dos preços, ele pode optar por privatizar a Petrobras como forma de acabar com seu 'monopólio'.

    Questionado sobre a mesma questão um mês depois, ele disse que 'talvez' mantenha, mas acrescentou que 'o ideal seria não ter subsídio'.

    Na realidade, é difícil saber como um potencial governo Bolsonaro lidaria com questões concretas como a greve dos caminhoneiros, disse Edmar Almeida, da Universidade Federal do Rio de Janeiro. 'Ainda existem muitas contradições entre a visão neoliberal de Paulo Guedes e a visão nacionalista dos militares.'

    DIVISÕES PROFUNDAS

    Ainda mais controversa é a batalha sobre a privatização da Petrobras, que expõe profundas divisões no círculo interno de Bolsonaro e seu próprio pensamento. Cerca de 49,6 por cento das ações da Petrobras são negociadas na bolsa de valores.

    Como deputado federal, Bolsonaro votou repetidamente para preservar o monopólio único da Petrobras sobre exploração e produção. Um dos principais consultores em questões de infraestrutura e energia, o general Oswaldo de Jesus Ferreira, descreveu a empresa como um ativo estratégico que deve permanecer nas mãos do Estado.

    As evidentes tensões na equipe de campanha diante do futuro da companhia são um sinal de que a recente disparada das ações da Petrobras --de cerca de 20 por cento neste mês no caso dos papéis preferenciais, à medida que Bolsonaro subiu nas pesquisas pré-eleitorais e depois venceu-- pode ser exagerada.

    'Dada a história de voto de Jair Bolsonaro em seus quase 30 anos no Congresso, sua conexão com setores militares estatistas e as declarações contraditórias de seus líderes de campanha sobre o assunto, é difícil acreditar que ele incluirá a Petrobras em um programa de privatizações', disse Ricardo Lacerda, CEO do banco de investimentos BR Partners.

    'O mercado parece excessivamente otimista sobre essa questão.'

    Investidores com grandes esperanças para a administração de Bolsonaro na Petrobras podem estar em terreno mais firme quando se trata de outro ponto crítico entre intervencionistas e defensores do livre mercado: a venda de ativos, chave para reduzir sua pesada dívida, que representa um terço da dívida corporativa da América Latina, de acordo com a Moody's Investors Service.

    A plataforma do partido Bolsonaro diz que a empresa deve ser capaz de vender participações substanciais em suas áreas de refino, distribuição e transporte e outras onde tem poder de mercado.

    Atualmente, uma decisão do ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu a venda de subsidiárias, como da empresa de gasodutos TAG, de 7 bilhões de dólares.

    Ainda assim, alguns veem reduzidas as perspectivas de Guedes, a voz mais clara no círculo interno de Bolsonaro em favor de uma política de 'não participação' em relação à Petrobras, continuar sendo um ator importante.

    A aliança desconfortável pareceu se desgastar no mês passado quando Guedes propôs reviver um impopular imposto sobre transações financeiras conhecido como CPMF para arrecadar as receitas necessárias. Essa ideia foi rapidamente abatida por Bolsonaro e o outrora falante Guedes mal foi ouvido desde então.

    Guedes está sendo investigado por supostamente ter participado de fraudes ligadas a fundos de pensão, disseram promotores federais na quarta-feira, potencialmente atrapalhando os planos para dar a ele um papel importante na definição da política econômica.

    Ainda assim, apesar de todas as tensões dentro do círculo de conselheiros de Bolsonaro, suas políticas energéticas são claramente mais favoráveis ??aos investidores do que as do candidato Fernando Haddad (PT), que disputará o segundo turno com Bolsonaro em 28 de outubro.

    O guru de Haddad para petróleo é o ex-presidente da Petrobras Sergio Gabrielli, que muitos veem como tendo presidido uma era de corrupção e má administração na empresa.

    'Por enquanto, o que reflete no preço da ação da Petrobras é simplesmente uma empresa que pode ficar livre do tipo de intervenção que o PT promoveu', disse Marcio Correia, que administra 14 bilhões de reais em ações da JGP Asset Management, no Rio de Janeiro.

    'Mas as ações da Petrobras ainda podem subir mais, dependendo do que um potencial governo Bolsonaro faz.'

    (Reportagem adicional de Marta Nogueira no Rio de Janeiro, Carolina Mandl em São Paulo e Marcela Ayres em Brasília)

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    PT faz diagnóstico de erros e tenta encontrar caminhos para reagir a Bolsonaro

    Por Lisandra Paraguassu

    BRASÍLIA (Reuters) - Ainda na ressaca de um primeiro turno complicado, o PT tenta achar o rumo e se reúne na terça-feira para fazer um diagnóstico das falhas da campanha até agora para traçar um rumo e unificar o discurso em busca de reverter o difícil resultado que colocou Fernando Haddad quase 18 milhões de votos atrás do candidato do PSL, Jair Bolsonaro.

    'As urnas falam, nós agora temos que escutar', disse Paulo Okamoto, um dos coordenadores da campanha de Haddad. 'Temos que ver onde perdemos, porque perdemos.'

    O PT decidiu chamar a São Paulo não apenas os coordenadores da campanha, como outros petistas de alto escalão, como os ex-ministros Franklin Martins e Aloizio Mercadante e o senador Lindbergh Farias --que acabou de perder a reeleição no Rio de Janeiro-- para analisar os caminhos que o PT deve tomar.

    Um dos convidados é o senador eleito pela Bahia Jaques Wagner, que será um dos nomes a ser integrado à coordenação da campanha.

    'Vamos ver os caminhos que vamos tomar. A situação é difícil. Mas Deus está conosco. Tem que estar, porque só nós não vai dar', brincou o ex-ministro Gilberto Carvalho, conhecido por ser bastante religioso.

    Um dos desafios do partido é conseguir unificar os discursos e os caminhos para esse segundo turno. Há uma disputa entre a versão de que Haddad tem de insistir no que foi feito até agora e tentar uma ainda maior transferência de votos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e quem ache que, mesmo sem abandonar o líder, é preciso dar mais voz ao candidato Haddad.

    'O PT tem que falar mais, mas antes de falar mais precisa combinar o que vai dizer', disse uma fonte.

    Em seu primeiro compromisso pós-primeiro turno, Haddad foi a Curitiba para o tradicional encontro de segunda-feira com Lula, para trazer ao partido as avaliações do ex-presidente. O programado era que sua primeira coletiva fosse, mais uma vez, em frente à Superintendência da Polícia Federal, onde Lula está preso desde o início de abril. Na última hora, o PT transferiu a entrevista para um hotel na capital paranaense.

    Duas questões preocupam o partido: os indícios de que o PT perdeu votos para Bolsonaro em um eleitorado tradicional do partido, entre eleitores até 2 salários mínimos, inclusive no Nordeste.

    'Temos que ver como esse eleitor migrou para o Bolsonaro e trazê-lo de volta', disse Lindbergh ao chegar para a reunião.

    Outra questão que preocupa o partido é a avalanche de informações falsas distribuídas pelas redes sociais, especialmente nos últimos dias de campanha, fato que, acreditam os petistas, pode ter ajudado a impulsionar o antipetismo.

    Além das ações judiciais, o partido vai tentar aumentar a quantidade de gente produzindo informações e rebatendo acusações infundadas nas redes.

    'Se as pessoas recebem fake news também podem receber informações verdadeiras. Agora, com o fim das campanhas nos Estados teremos mais gente liberada para trabalhar nisso', disse Okamoto.

    Nesta terça, grupos de mensagens de celular ligados ao PT começaram já a distribuir instruções para que os militantes reajam às chamadas fake news. Entre as orientações, estão a de que simpatizantes criem listas e grupos para distribuir material para parentes e amigos, engajar-se em debates nos grupos e apresentar Haddad para as pessoas.

    'Você pode saber que ele é o mais preparado, mas talvez seu vizinho não saiba', diz o texto.

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    PT muda agenda e Haddad volta ao Nordeste para conter crescimento de Bolsonaro na região

    BRASÍLIA (Reuters) - Depois de confirmar um crescimento de Jair Bolsonaro nas últimas pesquisas na região Nordeste, um tradicional reduto lulista, a campanha petista decidiu mudar a agenda e levar Fernando Haddad para a Bahia no próximo sábado, em uma tentativa de recuperar espaço na região nos últimos momentos antes do primeiro turno.

    A intenção inicial era que Haddad se concentrasse no Sudeste nos dias finais de campanha e o sábado seria em São Paulo, mas agora o candidato fará uma caminhada em Feira de Santana, no interior da Bahia, com o governador Rui Costa (PT), que pode ser reeleito em primeiro turno, e o candidato ao Senado Jaques Wagner (PT), que de acordo com as últimas pesquisas, tem mais de 40 por cento das intenções de voto.

    Os trackings internos do PT confirmaram o crescimento do ex-capitão na região e entre eleitores de baixa renda, um grupo em que, dada a popularidade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o candidato petista ainda tem mais chance de recuperar espaço.

    Nos últimos dias, Bolsonaro tem se dedicado a tentar aumentar sua posição no Nordeste, que não visitou durante a campanha. Deu entrevista a uma rádio de Pernambuco e aproveitou para defender o programa Bolsa Família, que tem grande importância econômica para a região.

    ATAQUES

    Nesta sexta-feira, em Belo Horizonte, Haddad retomou os ataques diretos contra Bolsonaro, outra mudança de estratégia decidida esta semana, depois que as pesquisas mostraram um crescimento do ex-capitão e uma estagnação do petista.

    Haddad acusou diretamente Bolsonaro pela enxurrada de notícias falsas que têm sido direcionadas à campanha do PT e disse esperar que o adversário não fuja dos debates no segundo turno.

    'Ele (Bolsonaro) não tem compromisso com a democracia, não tem compromisso com a paz, não tem compromisso com a verdade', disse o petista. 'O que ele está fazendo nas redes sociais é temerário, difamando e injuriando as pessoas.'

    Haddad disse ainda que espera poder debater com Bolsonaro, que recebeu alta hospitalar no sábado, 23 dias após ser esfaqueado. Segundo o petista, ele tem 'fugido permanentemente do debate'.

    'Nossa expectativa é de debate olho no olho, frente a frente, em vez dele usar a rede social para ofender e difamar', disse o petista.

    (Reportagem de Lisandra Paraguassu)

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    Bolsonaro reforça que CPMF não voltará e diz que acima de ministro há um 'comandante'

    BRASÍLIA (Reuters) - O candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, voltou a negar nesta quinta-feira a recriação da CPMF caso seja eleito, e, após dizer que seu principal assessor econômico, Paulo Guedes, admitiu ter cometido um 'ato falho' nessa questão, destacou que acima de um ministro há um 'comandante'.

    'Olha só, o presidente serei eu, tratei desse assunto com ele (Guedes), ele falou que foi um ato falho. Ele quer diminuir a quantidade de impostos, agregando tudo num novo nome, pessoal fala em IVA, imposto de valor agregado, ele escorregou nessa palavra', disse Bolsonaro em entrevista à Rádio Jornal, de Pernambuco.

    'Não admitiremos a volta da CPMF, é um imposto ingrato, que incide em cascata e não é justo. Não existirá a CPMF, assim como será mantido todos os direitos sociais, entre eles o décimo terceiro. Então teremos um ministro sim, mas acima dele teremos um comandante e esse comandante chama-se Jair Bolsonaro', acrescentou o candidato.

    Bolsonaro já havia negado uma possível volta da CPMF em outras ocasiões, depois que seu coordenador econômico Guedes disse a um grupo de investidores no mês passado que recriaria um tributo nos moldes da CPMF.

    NORDESTE

    Na entrevista à rádio pernambucana, o líder das pesquisas de intenção de voto ao Palácio do Planalto também fez uma série de acenos aos nordestinos, região em que não tem registrado bons índices de apoio nas pesquisas diante da forte influência do PT.

    Bolsonaro disse que a prioridade, caso eleito, é terminar as obras inacabadas, e afirmou que a conclusão da transposição do Rio São Francisco será a obra mais importante. Segundo ele, o Exército brasileiro vai ajudar na conclusão da obra, que será feita com 'zelo' e 'capricho' para ser 'duradoura'.

    O candidato do PSL destacou ainda que quer trazer de Israel tecnologia para melhorar a agricultura da região do semi-árido brasileiro. Ele não deu detalhes de como isso ocorreria.

    'Em Israel chove menos do que o semi-árido nosso, por que lá eles têm uma agricultura pujante, plantam de tudo e até exportam? Por que não trazer isso para o Brasil? Então a água é vida, com água você realmente resolve uma infinidade de problemas', disse.

    Bolsonaro afirmou que, se eleito, vai governar em parceira com todos os governadores, inclusive com os filiados a partidos como o PT, a quem ele faz duras críticas durante a campanha. O candidato do PSL disse que não se pode prejudicar toda a população e que isso é 'desumano', 'desleal' e não 'democrático'.

    'E aí Recife, ou melhor, Pernambuco, Ceará, o Estado que for, eleger um governador do PT, do PDT, não tem problema nenhum. Inclusive nós sempre falamos, menos Brasília, mais Brasil. Nós queremos descentralizar os recursos e mandar para os Estados, para os governadores e os prefeitos diretamente na ponta da linha, sabendo onde aquele recurso deve ser melhor aplicado fazê-lo', disse.

    'Então não tem como fechar a torneira para um governador, por exemplo, do Maranhão porque ele é do PCdoB, isso não existe. O povo brasileiro é um só povo, eu prego a união há muito tempo', acrescentou.

    Bolsonaro disse que 'inventaram' que ele é contra nordestinos, assim como seria contra negros, mulheres e gays. E atribuiu essas críticas a petistas.

    'Inventam essas coisas e ficam martelando, como inventam agora que eu sou contra o décimo terceiro, que eu sou a favor da volta da CPMF, que eu sou contra o Bolsa Família. É que o PT faz muito bem, as narrativas, a briga da informação, o cara ocupa o microfone de rádio, o espaço de televisão. Em vez de mostrar o que eles fizeram ao longo de 13 anos, eles fazem exatamente o contrário, fica criticando os outros', acusou.

    O candidato do PSL questionou o fato de ser apontado como uma pessoa que é 'contra tudo' e ao mesmo tempo estar em primeiro lugar nas pesquisas. Ele disse que a 'grande surpresa positiva' das eleições virá do Nordeste --sua campanha tem apostado num crescimento da região para tentar vencer a disputa no primeiro turno.

    Segundo o presidenciável, ele tem uma maior aceitação no Nordeste do que tinha o então candidato do PSDB, Aécio Neves, quando concorreu contra a então candidata à reeleição Dilma Rousseff em 2014, e que o apoio por lá 'está crescendo'.

    CRÍTICAS AO PT

    Bolsonaro aproveitou a entrevista para cutucar o candidato do PT ao Planalto, Fernando Haddad, que deve ser seu provável adversário na disputa de segundo turno. Na entrevista, ele pediu aos ouvintes do Nordeste para conversar com parentes e amigos que moram em São Paulo para conhecerem a avaliação da gestão de Haddad à frente da prefeitura paulistana.

    'Ele (Haddad) foi tão mal que, para a reeleição, ele perdeu no primeiro turno para o (João) Dória', disse ele, ao emendar uma crítica ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, principal mentor da candidatura de Haddad, e que está preso.

    'E esse homem (Haddad) agora está a serviço de uma pessoa que tinha tudo para ser um grande presidente, um homem que deixasse realmente uma marca na história, que foi o Lula, mas resolveu enveredar para outro caminho. Eu lamento o Lula estar nesta situação, preso, mas ele está colhendo o que ele plantou. Ele tentou fazer com que o Brasil envergasse, fosse de um só partido, o PT, e instituiu o maior programa de corrupção do mundo'.

    Segundo Bolsonaro, a corrupção pode levar à falta de recursos para a saúde, educação e até um eventual aumento do valor do programa Bolsa Família.

    Num recado ao eleitorado nordestino, chamado por ele de mais conservador e família, o candidato do PSL repetiu na entrevista que vai combater o ensino de questões ligadas à sexualidade para criança, e reafirmou que não tem nada contra os homossexuais.

    'Os movimentos de esquerda ligados à causa LGBT, como não tinham de discutir isso (o chamado kit gay) comigo que iam perder, inventaram que eu sou homofóbico, que eu vou matar gay. De onde é que vocês ouviram eu falando isso aí? A minha briga foi e será contra o material escolar', disse.

    (Reportagem de Ricardo Brito)

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    PT se assusta com crescimento de Bolsonaro, mas resiste a tirar Lula do centro das atenções e focar em Haddad

    Por Lisandra Paraguassu

    BRASÍLIA (Reuters) - O resultado das pesquisas Ibope e Datafolha de segunda e terça-feira deu um susto no comando de campanha do PT, que tenta encontrar uma estratégia para compensar o aumento da rejeição a Fernando Haddad, mas ainda resiste a tirar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva do holofote e centrar forças no candidato verdadeiro.

    Depois de uma reunião que durou boa parte da tarde e da noite de terça-feira, o comando político conseguiu concordar em mudar o tom da campanha e partir para o ataque mais direto ao candidato do PSL, Jair Bolsonaro, adversário em um possível segundo turno. No entanto, parte do comando, ainda apegado à imagem de Lula, resiste à tese de que é preciso tirar o ex-presidente do centro da campanha e abrir mais espaço para Haddad.

    Membros do comando político defendem que é preciso, a partir de agora, haver 'mais Haddad e menos Lula', relatou uma fonte à Reuters, com o candidato se mostrando mais, até em uma tentativa de atrair, em um eventual segundo turno, uma aliança maior do que o PT tem hoje.

    O núcleo duro petista, no entanto, resiste à idéia de tirar Lula do centro da campanha e deixar Haddad, tido como 'excessivamente moderado', solto, o que lhe permitiria fazer mais acenos ao mercado e abertura aos adversários.

    'Acho que isso vai ter de ficar para o segundo turno, mas é preciso construir mais a narrativa do personagem Fernando Haddad. Ele precisa se colocar como líder. Continua a transferência de votos do presidente Lula como uma das coisas importantes, mas aí associando com outros elementos', disse uma outra fonte que participou da reunião.

    A preocupação de parte dos petistas é considerada pelo outro grupo pouco pragmática, mas o conselho político, formado por vários caciques petistas e dos demais partidos aliados, PCdoB e Pros, empurrou a decisão para frente.

    'Não se trata de fazer acenos para o mercado, se trata de defender a democracia. Temos que jogar para ganhar, não para jogar bonito. Mas acho que essa ficha caiu. O Haddad compreende isso perfeitamente', disse a fonte.

    Conseguiu-se, pelo menos, chegar a um acordo: a mudança no tom da campanha, que passará a adotar um discurso mais claro contra Bolsonaro.

    Até agora, o PT tinha evitado atacar diretamente o ex-capitão, deixando esse serviço para os outros adversários. No entanto, a estratégia acabou dando errado, porque o PT também era atacado e foi colocado como o outro extremo de Bolsonaro.

    'Não adianta ficar chamando Bolsonaro de fascista, isso é muito abstrato para a maior parte das pessoas', disse a fonte que estava presente à reunião.

    'Tem que mostrar concretamente que esse é um programa ruim, que afeta a vida das pessoas, que ele foi a favor de coisas como a terceirização, o teto de gastos', disse uma outra fonte.

    Uma primeira peça dessa nova campanha já foi ao ar nesta quarta-feira e mostra votações de Bolsonaro contra a política de reajuste do salário mínimo, a favor da reforma trabalhista, contra a criação do Fundo da Pobreza e a favor de aumentar o salário dos parlamentares. 'Não vote em quem sempre voltou contra você', diz a propaganda.

    O PT planeja tentar vincular Bolsonaro ao governo Temer, mostrando que o parlamentar apoiou medidas impopulares do atual governo.

    'Tem que desconstruir essa imagem do Bolsonaro e mostrar que ele vai usar uma ditadura para continuar o que Temer não conseguiu fazer numa democracia', contou a fonte.

    De acordo com uma das fontes ouvidas pela Reuters, os trackings do PT já haviam dado um crescimento de 3 pontos do candidato do PSL, Jair Bolsonaro --ainda assim, inferior aos 4 pontos apontados pelo Ibope e pelo Datafolha-- mas não haviam captado o crescimento de até 11 pontos na rejeição ao candidato petista.

    O diagnóstico para a mudança --o petista vinha subindo nas intenções de voto, enquanto Bolsonaro havia estagnado, e ganhava já nas simulações de segundo turno-- foi creditada a três pontos: a ofensiva do PSDB no final de semana, que teria acentuado o antipetismo, a ação de líderes evangélicos, que declararam voto em Bolsonaro e passaram a recomendar voto nas igrejas, e a uma nova onda de notícias falsas.

    'Foi uma explosão organizada, planejada', disse uma das fontes.

    Nesta quarta, o PT abriu um número de telefone para receber denúncias de notícias falsas contra o partido e seu candidato, e Haddad deu entrevista reclamando dos ataques, que teriam incluído até sua família.

    'Nós acreditamos que essas mensagens no WhatsApp estão fazendo alguma pequena diferença. Nós estamos falando de milhões de mensagens que estão sendo disparadas de mulheres nuas, crianças sendo abusadas, coisas gritantes mesmo', disse o candidato, creditando a isso o crescimento de Bolsonaro.

    'Nós desconfiamos do Bolsonaro pelo conteúdo, Eu não posso acusar, mas posso desconfiar pela natureza. É muito compatível com o discurso dele, uma aderência muito grande em relação ao que ele fala', completou.

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    Haddad baixa o tom e diz que Constituinte seria feita se o Congresso quiser

    BRASÍLIA (Reuters) - Depois de ver a proposta de uma Constituinte exclusiva, que consta no programa de governo no PT, ser bombardeada, o candidato do partido à Presidência, Fernando Haddad, baixou o tom nesta segunda-feira e afirmou que o Congresso eleito decidirá a melhor forma de fazer reformas constitucionais propostas, e uma Constituinte virá 'se o Congresso assim entender'.

    Na semana passada, durante agenda em Goiânia, Haddad confirmou que já havia sido 'mediado com o PCdoB', aliado do PT nessas eleições, a criação de condições para uma Constituinte exclusiva. 'Mas é criar condições para uma assembléia exclusiva', ressaltou.

    O plano de governo prevê a criação de 'condições de sustentação social para a convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte, livre, democrática, soberana e unicameral, eleita para este fim nos moldes da reforma política que preconizamos'.

    'A preocupação é que o Congresso tenha uma agenda de reformas constitucionais importantes e que escolha a melhor maneira de fazê-lo', disse o candidato, elencando entre as mudanças as reformas tributária, bancária e a reversão da reforma trabalhista. Questionado se seria necessário uma Constituinte, Haddad afirmou que seria 'se o Congresso assim entender que é necessário'.

    'Tem uma agenda ampla que gostaríamos que o Congresso criasse um rito para aprovar essas medidas que dêem segurança jurídica ao país', disse em Curitiba, ao sair de mais um encontro com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que está preso na carceragem da Polícia Federal há quase 6 meses, acusado de lavagem de dinheiro e corrupção passiva.

    Durante o debate entre presidenciáveis na TV Record, na noite de domingo, Haddad foi duramente atacado pela proposta. Ciro Gomes, do PDT, chegou a compará-la à ideia apresentada pelo general Hamilton Mourão, vice do candidato Jair Bolsonaro (PSL) - que não participou do programa alegando ordens médicas - de criar um grupo de 'notáveis' para reformar a Constituição.

    Haddad afirmou que a proposta petista, feita por Lula, 'não tem nada a ver' com as ideias de Mourão.

    'O general Mourão propôs convocar um conselho de notáveis nomeado pelo Bolsonaro ou por ele, não se sabe, e, por fora do Congresso Nacional, que não teria nenhuma participação no processo, submeter uma carta redigida por esse conselho, por plebiscito ou referendo, à população', disse.

    Ele afirmou ainda que a ideia de Lula, expressa no programa de governo petista, era 'que nós pudéssemos, no futuro, criar as condições para que nós tivéssemos uma Constituição mais moderna, mais enxuta, com princípios e valores bem constituídos'.

    (Reportagem de Lisandra Paraguassu)

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    Alckmin diz que denúncia sobre omissão de patrimônio contra Bolsonaro é grave e defende investigação

    (Reuters) - O candidato à Presidência da República pelo PSDB Geraldo Alckmin afirmou nesta sexta-feira que a denúncia contra um de seus adversários Jair Bolsonaro (PSL) sobre omissão de patrimônio é grave e precisa ser investigada.

    'Ela é muito grave, porque ela retrata ocultação de patrimônio', disse o candidato, em evento de campanha em São Paulo.

    'Toda denúncia tem que ser investigada e esclarecida, é isso que a sociedade espera. Que se faça justiça', afirmou.

    Bolsonaro foi acusado pela ex-mulher Ana Cristina Siqueira Valle em processo judicial aberto em 2008 de ocultar patrimônio da Justiça Eleitoral, ter renda mensal acima da declarada e furtar um cofre bancário pertencente a ela, segundo reportagem da revista Veja desta semana.

    Já o presidenciável pedetista Ciro Gomes, disse que é preciso desconfiar da revista Veja, pois ela está a 'serviço do pior gangsterismo do Brasil' e defendeu que as informações sejam esclarecidas.

    'Todo brasileiro deve, quando olhar para a revista Veja, desconfiar, porque essa é uma revista produzida por gângsters e a serviço do pior gangsterismo do Brasil. Por mais que eu considere o Bolsonaro uma ameaça gravíssima ao povo brasileiro, eu não sou um oportunista. A Veja não merece confiança', disse Ciro a jornalistas antes de encontro de campanha com mulheres em São Paulo.

    'Agora, tudo que ela diz precisa ser esclarecido. Eu, por exemplo, acusado falsamente, eu processo a Veja e eu esclareço para as pessoas e é o que o Bolsonaro tem que fazer. Ele tem que processar a Veja e esclarecer para as pessoas o quanto de verdade e quanto de mentira tem ali', afirmou.

    Bolsonaro, ainda internado por conta de um atentado a faca no início de setembro, manifestou-se pelo Twitter e procurou desqualificar a reportagem.

    'Estamos na reta final para as eleições. Mais uma vez parte da mídia de sempre lança seus últimos ataques na vã tentativa de me desconstruir. O sistema agoniza, vamos vencê-lo', escreveu o candidato na rede social.

    O tucano, quarto colocado nas pesquisas mais recentes e tenta atrair o eleitorado antipetista, afirmou que tem propostas relacionadas ao tema: a tipificação do crime de enriquecimento ilícito no Código Penal e a exigência que o agente público comprove a origem de seus bens, caso contrário serão confiscados.

    'Eu tenho uma proposta, aliás, duas. A primeira de que o crime de enriquecimento ilícito seja incluída tipificado no Código Penal.', explicou.

    'O outro de que agente público, deputado, senador, governador, presidente, agente público, se não provar a origem dos bens, tem o perdimento. É o modelo americano. Nos Estados Unidos, o agente inverte o ônus da prova, ele que tem que provar a origem do seu patrimônio se ele não provar, o patrimônio é confiscado.'

    (Por Maria Carolina Marcello; reportagem adicional de Laís Martins, em São Paulo)

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    Trump acusa China de tentar interferir em eleições legislativas dos EUA; Pequim rejeita alegação

    Por Yara Bayoumy e Michelle Nichols

    NAÇÕES UNIDAS (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou nesta quarta-feira a China de tentar interferir nas eleições legislativas de 6 de novembro nos Estados Unidos, afirmando que Pequim não quer que o governista Partido Republicano tenha um bom resultado na eleição devido à sua posição em questões comerciais.

    'A China tem tentado interferir em nossa eleição de 2018, em novembro. Contra o meu governo', disse Trump durante reunião do Conselho de Segurança da ONU, cujo tema oficial era a não proliferação de armas de destruição em massa e o Irã.

    Trump, que estava presidindo a reunião do Conselho de Segurança pela primeira vez desde que se tornou presidente dos EUA, não forneceu qualquer evidência para sua alegação, que a China imediatamente rejeitou durante a mesma reunião.

    'Nós não interferimos e nem interferiremos nos assuntos domésticos de nenhum país. Nos recusamos a aceitar quaisquer acusações injustificadas contra a China', disse o principal diplomata chinês, Wang Yi, ao Conselho.

    Os Estados Unidos e a China estão envolvidos em uma guerra comercial, desencadeada pelas acusações de Trump de que China há muito tempo busca roubar a propriedade intelectual dos EUA, limitar o acesso ao seu mercado próprio e injustamente subsidiar companhias estatais.

    Mais tarde nesta quarta-feira, Trump criticou um suplemento da companhia de mídia operada pelo governo chinês no jornal Sunday Des Moines Register promovendo os benefícios mútuos do comércio EUA-China. A prática de governos estrangeiros comprarem espaço em jornais dos EUA para promover comércio é comum e difere de uma operação clandestina operada por uma agência nacional de inteligência.

    'A China está realmente colocando anúncios publicitários no Des Moines Register e em outros jornais, feitos para parecer com notícias', disse Trump em um post no Twitter.

    Em seguida, um funcionário de alto escalão do governo Trump disse que a China usa ferramentas políticas, econômicas, comerciais, militares e de informação para influenciar a opinião pública norte-americana e promover os interesses do governo chinês e do Partido Comunista.

    O foco de Trump na China e sua alegação de interferência eleitoral surpreenderam durante uma reunião formal que deveria se concentrar na disseminação de armas nucleares, químicas e biológicas.

    'Eles não querem que eu vença porque eu sou o primeiro presidente a desafiar a China no comércio, e nós estamos ganhando no comércio, estamos ganhando em todos os níveis. Nós não queremos que eles intervenham ou interfiram nas nossas eleições', disse Trump, que participa da reunião anual de líderes mundiais da ONU.

    Trump não concorre nas eleições deste ano e só enfrentará novamente as urnas pessoalmente em 2020, mas a eleição de novembro vai determinar se o governista Partido Republicano poderá manter o controle da Câmara dos Deputados e do Senado.

    (Reportagem de Yara Bayoumy, Steve Holland, David Lawder e Michelle Nichols)

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