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    Barroso vai relatar 'pacote' do registro de Lula, inclusive pedidos de impugnação

    Por Ricardo Brito

    BRASÍLIA (Reuters) - O ministro Roberto Barroso, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), vai relatar o processo de registro da candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e também apreciar todas os pedidos de impugnação apresentados até o momento para impedir o petista de concorrer novamente ao Palácio do Planalto.

    Nesta sexta-feira, o ministro Admar Gonzaga já decidiu redistribuir três das quatro contestações à candidatura de Lula. Duas delas já estão com Barroso e uma está com a presidente do TSE, ministra Rosa Weber, que seguirá o caminho das anteriores e também será encaminhada ao colega dela de tribunal. A quarta terá o mesmo destino.

    Com isso, Barroso ficará com sete impugnações de Lula, porque já constam do processo de registro três pedidos para barrar o ex-presidente: um do Ministério Público Eleitoral; outro da coligação liderada pelo candidato do PSL ao Planalto, Jair Bolsonaro; e mais um do partido Novo.

    Todas essas definições ocorreram após o pedido de Barroso para que Rosa Weber definisse quem seria o relator. Isso se deu depois de os advogados de Lula terem defendido que a presidência do TSE deveria se posicionar sobre quem seria relator do caso, se Barroso, designado para relatar o registro do ex-presidente, ou Admar Gonzaga, para quem foi distribuída a primeira impugnação à candidatura de Lula com base na Lei da Ficha Limpa.

    'Registro o louvável acerto da decisão proferida pela ministra Rosa Weber, quanto à manutenção da distribuição do Drap (Demonstrativo de Regularidade de Atos Partidários) e consequente prevenção aos pedidos de registro ao ministro Luís Roberto Barroso', escreveu Admar, em uma das decisões de redistribuição das impugnações.

    PRAZOS

    Nesta sexta-feira foi publicado o edital com o registro da candidatura do ex-presidente.

    Pelas normas, a partir de sábado começa a contar o prazo de cinco dias para que todas as impugnações sejam apresentadas -- esse prazo se encerra na próxima quarta-feira, dia 22.

    Em um pedido ao TSE apresentado na quinta-feira, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, tentou antecipar a contagem do prazo para as impugnações a Lula. Na qualidade de chefe do MP Eleitoral, Dodge foi autora de uma das sete impugnações que até esta sexta-feira já contestaram a candidatura do ex-presidente.

    Os pedidos apresentados ao TSE querem barrar a candidatura de Lula, que lidera as pesquisas de intenção de voto ao Palácio do Planalto mesmo estando preso desde abril, por considerar que o ex-presidente virou 'ficha suja' após ser condenado pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região no processo do tríplex do Guarujá (SP).

    Após o prazo de contestação da candidatura, a defesa do ex-presidente terá sete dias para rebater as alegações. Ainda há cinco dias para as partes apresentarem alegações finais. Encerrada toda essa etapa, a matéria volta ao relator, que poderá tomar uma decisão sozinho ou levar ao plenário para decidir.

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    Barroso intima defesa de Lula sobre decisão do TSE de mantê-lo relator de registro

    BRASÍLIA (Reuters) - O ministro Roberto Barroso, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), intimou a defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de que permanecerá à frente do processo do registro da candidatura presidencial do petista, após decisão tomada na noite de quinta-feira pela presidente da corte, ministra Rosa Weber.

    Essa definição ocorreu depois de pedido de Barroso para que a presidente do TSE definisse quem seria o relator, após advogados de Lula terem defendido que a presidência do TSE deveria se posicionar sobre quem seria relator do caso, se Barroso, designado para relatar o registro do ex-presidente, ou Admar Gonzaga, para quem foi distribuída a primeira impugnação à candidatura de Lula com base na Lei da Ficha Limpa, protocolada pelo candidato a deputado federal Kim Kataguiri (DEM).

    Nesta sexta-feira foi publicado o edital com o registro da candidatura do ex-presidente.

    Pelas normas, a partir de sábado começa a contar o prazo de cinco dias para que todas as impugnações sejam apresentadas -- esse prazo se encerra na próxima quarta-feira, dia 22.

    Em um pedido ao TSE apresentado na quinta-feira, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, tentou antecipar a contagem do prazo para as impugnações a Lula. Na qualidade de chefe do MP Eleitoral, Dodge foi autora de uma das sete impugnações que até esta sexta-feira já contestaram a candidatura do ex-presidente.

    Há impugnações nas mãos de Barroso, por terem sido apresentadas diretamente no processo de registro de candidatura, como a do MP Eleitoral, e outras nas mãos de Admar Gonzaga, que pode ficar com elas ou remetê-las para Barroso.

    Os pedidos apresentados ao TSE querem barrar a candidatura de Lula, que lidera as pesquisas de intenção de voto ao Palácio do Planalto mesmo estando preso desde abril, por considerar que o ex-presidente virou 'ficha suja' após ser condenado pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região no processo do tríplex do Guarujá (SP).

    Após o prazo de contestação da candidatura, a defesa do ex-presidente terá sete dias para rebater as alegações. Ainda há cinco dias para as partes apresentarem alegações finais. Encerrada toda essa etapa, a matéria volta ao relator, que poderá tomar uma decisão sozinho ou levar ao plenário para decidir.

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    Registro de candidatura de Lula será publicado sexta, Barroso ficará com relatoria

    Por Ricardo Brito

    BRASÍLIA (Reuters) - O ministro Roberto Barroso, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), será o relator dos autos referentes ao registro de candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e às impugnações apresentadas à participação dele na disputa presidencial, informou a corte nesta quinta-feira.

    A definição acontece depois de pedido de Barroso para que a presidente do TSE, Rosa Weber, definisse quem seria o relator, após advogados de Lula terem defendido que a presidência do TSE deveria se posicionar sobre quem será o relator do caso, se Barroso, designado para relatar o registro do ex-presidente, ou Admar Gonzaga, para quem foi distribuída a primeira impugnação à candidatura de Lula com base na Lei da Ficha Limpa, protocolada pelo candidato a deputado federal Kim Kataguiri (DEM).

    Em sua decisão, Rosa Weber entendeu que as impugnações não têm o condão para mudar a relatoria do processo de registro de candidatura.

    “Observo inaplicável, aos processos os originários, a prevenção estabelecida no art. 260 do Código Eleitoral, cuja incidência, no julgamento dos pedidos de registro de candidatura, se restringe ao âmbito recursal”, disse a presidente do TSE.

    Lula, líder nas pesquisas de intenção de voto ao Palácio do Planalto, está preso desde o início de abril em Curitiba cumprindo pena após ter tido condenação por corrupção passiva e lavagem de dinheiro confirmada pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) no caso do tríplex do Guarujá (SP), no âmbito da operação Lava Jato.

    Por conta dessa condenação do TRF-4, o ex-presidente já era alvo de seis impugnações à candidatura dele apresentadas até o início desta tarde --incluindo uma protocolada pelo também candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL) e outra feita pelo Ministério Público Eleitoral (MPE).

    Os advogados de Lula tinham cobrado na noite de quarta-feira que a presidência do TSE tomasse uma decisão sobre o caso de forma a 'evitar qualquer arguição de nulidade futura'.

    ACELERAÇÃO DO PRAZO

    Em outra frente, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, busca acelerar o prazo de contagem da impugnação da candidatura de Lula apresentada na véspera por ela na qualidade de chefe do MPE.

    A posição do TSE é que o prazo para contestar a candidatura do ex-presidente começa a contar a partir do sábado, dia 18. A publicação do registro da candidatura de Lula será feita na sexta-feira, no Diário de Justiça Eletrônico.

    Dodge, contudo, argumenta que o prazo para a impugnação da candidatura do ex-presidente deveria estar sendo contabilizado desde quinta-feira, uma vez que a defesa do petista, ao questionar os critérios de distribuição da relatoria do caso, já teve acesso aos autos.

    'Nestes termos, na hipótese de V. Exa. não decidir pelo indeferimento liminar do requerimento de registro de candidatura, tal como pleiteado pelo Ministério Público Eleitoral na ação de impugnação de registro de candidatura, requer-se a certificação de que o requerido compareceu espontaneamente aos autos, teve ciência da impugnação ministerial, passando, portanto, a fluir dessa data o prazo para apresentação de contestação', disse a chefe do MP Eleitoral.

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    Bolsonaro lidera intenções de voto com 23,9% em cenário sem Lula, aponta pesquisa

    (Reuters) - O candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, lidera as intenções de voto para as eleições de outubro com 23,9 por cento de preferência do eleitorado no cenário sem a presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entre os concorrentes, de acordo com levantamento do instituto Paraná Pesquisas divulgado nesta quarta-feira.

    Na pesquisa sem Lula e em que o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad aparece como nome do PT, Marina Silva (Rede) é a segunda colocada com 13,2 por cento de apoio, em empate técnico com Ciro Gomes (PDT), que registra 10,2 por cento de apoio.

    Geraldo Alckmin (PSDB) vem a seguir com 8,5 por cento, à frente de Alvaro Dias (Podemos), com 4,9 por cento, e de Haddad, que registra 3,8 por cento. Nesse cenário, 6,8 por cento dos entrevistados disseram não saber em quem votar, e 23,1 por cento disseram que não votariam em nenhum dos candidatos.

    Em levantamento de julho do mesmo instituto, Bolsonaro tinha 23,6 por cento de apoio; Marina aparecia com 14,4 por cento; Ciro com 10,7 por cento; Alckmin com 7,8 por cento; Dias com 5,0 por cento e Haddad com 2,8 por cento.

    Segundo o Paraná Pesquisas, os levantamentos de julho e agosto não podem ser comparados diretamente pois a pesquisa anterior incluía pré-candidatos cujas candidaturas não se confirmaram e que não constam da pesquisa deste mês.

    Quando Lula é incluído entre os concorrentes, o ex-presidente lidera as intenções de voto com 30,8 por cento de apoio no levantamento de agosto, contra 22,0 por cento de Bolsonaro, que ocupa a segunda posição nesse cenário.

    Lula, no entanto, está preso em Curitiba desde o início de abril cumprindo pena de 12 anos e 1 mês por corrupção e lavagem de dinheiro no caso do tríplex no Guarujá (SP), e deve ficar inelegível pela Lei da Ficha Limpa, que barra a candidatura de condenados por órgãos colegiados da Justiça.

    Nesse outro cenário do levantamento, Marina ocupa a terceira posição com 8,1 por cento de apoio, ante 6,6 por cento de Alckmin, 5,9 por cento de Ciro e 4,0 por cento de Alvaro Dias. Disseram não saber em quem votar 4,6 por cento dos entrevistados, e 14,3 por cento disseram que não votariam em nenhum dos candidatos.

    No mês passado, Lula tinha 29,0 por cento e Bolsonaro aparecia com 21,8 por cento, contra 9,2 por cento de Marina; 6,2 por cento de Alckmin; 6,0 por cento de Ciro e 4,2 por cento de Dias.

    A pesquisa desta quarta-feira também apontou que o general Hamilton Mourão, companheiro de chapa de Bolsonaro, é o candidato a vice-presidente que os entrevistados mais gostam ou simpatizam, com 13,6 por cento de preferência. Haddad, atual companheiro de chapa de Lula, vem em seguida com 12,3 por cento, à frente de Ana Amélia (vice de Alckmin), com 6,8 por cento, e de Kátia Abreu (vice de Ciro), com 2,7 por cento.

    Questionados se o eventual apoio de Lula a Haddad caso o ex-presidente não seja candidato aumenta, diminui ou não muda a vontade de votar no ex-prefeito para presidente, mais da metade dos entrevistados (50,7 por cento) disseram que não muda, enquanto 25,2 por cento disseram que diminui a vontade e 19 por cento disseram que aumenta.

    Para 64,1 por cento dos entrevistados, a candidatura de Lula será impugnada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), acrescentou o Paraná Pesquisas, enquanto 30,4 por cento acreditam que o ex-presidente conseguirá ser candidato.

    O levantamento do Paraná Pesquisas divulgado nesta quarta-feira entrevistou 2.002 eleitores entre os dias 9 e 13 de agosto em 168 municípios dos 26 Estados e no Distrito Federal. A margem de erro estimada do levantamento é de aproximadamente 2,0 pontos percentuais, de acordo com o instituto.

    (Por Pedro Fonseca, no Rio de Janeiro; Edição de Patrícia Duarte)

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    Disputa acirrada em Ohio aumenta esperanças de democratas para eleição parlamentar nos EUA

    Por John Whitesides

    (Reuters) - Uma disputa acirrada em votação especial no Estado norte-americano do Ohio por uma vaga na Câmara dos Deputados que vem sendo ocupada por republicanos há mais de 30 anos continuava indefinida nesta quarta-feira, em um sinal estimulante para os democratas de olho nas eleições parlamentares de 6 de novembro.

    O republicano Troy Balderson estava cerca de 1.700 votos à frente do democrata Danny O'Connor, segundo relatos das zonas eleitorais, mas o escritório do secretário de Estado de Ohio disse que o resultado final será adiado até que mais de 8 mil votos provisórios e à distância sejam contados.

    Mesmo que Balderson acabe vencendo, a margem estreita será uma preocupação para os republicanos, que chegam às eleições de novembro preocupados, e deve animar os democratas, que se saíram muito melhor do que o esperado.

    A eleição especial apertada de Ohio se transformou em um referendo da liderança do presidente republicano, Donald Trump, e uma última chance de avaliar a força dos democratas antes das eleições de novembro, nas quais os republicanos defendem maiorias na Câmara dos Deputados e no Senado.

    A corrida crucial de Ohio foi a mais digna de nota em um dia no qual quatro Estados realizaram votações para escolher candidatos, incluindo uma batalha pelo governo do Michigan na qual um candidato popular derrotou um rival progressista, e um conservador de renome desafia o atual governador republicano do Kansas.

    A eleição de Ohio atraiu grande atenção em todo o país nas últimas semanas, já que pesquisas mostraram um acirramento na disputa apesar de os republicanos e seus aliados gastarem quatro vezes mais do que grupos democratas.

    Trump assumiu o mérito pela aparente vitória republicana, dizendo no Twitter que a campanha de Balderson melhorou depois que ele expressou seu apoio ao correligionário no sábado.

    Outros republicanos também correram para ajudar Balderson. O governador de Ohio, John Kasich, um crítico de Trump, apoiou Balderson, e o vice-presidente norte-americano, Mike Pence, o visitou.

    Na disputa da Casa Branca em 2016, Trump venceu no distrito em disputa em Ohio com uma vantagem de 11 pontos percentuais, e o republicano Pat Tiberi se reelegeu para a Câmara com impressionantes 37 pontos percentuais.

    Mas Tiberi renunciou antes do final do mandato, provocando a convocação de uma eleição especial para seu cargo. O'Connor, que não admitiu a derrota na terça-feira, e Balderson se enfrentarão de novo em novembro para servir um mandato completo de dois anos.

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    Tribunal do Zimbábue liberta opositores acusados de violência após eleição

    Por MacDonald Dzirutwe

    HARARE (Reuters) - Um tribunal do Zimbábue libertou sob fiança nesta terça-feira 27 apoiadores da oposição que foram presos na semana passada acusados de fomentaram a violência após a vitória eleitoral do presidente Emmerson Mnangagwa em uma disputa contra o candidato de oposição Nelson Chamisa.

    Seis pessoas morreram em uma ação repressiva do Exército na semana passada durante protestos contra o resultado da votação, em cenas que fizeram lembrar o longo governo de Robert Mugabe, deposto em novembro por um golpe militar e substituído por Mnangagwa.O magistrado Francis Vhitorini concedeu fianças de 50 dólares a cada um dos 27 membros do Movimento pela Mudança Democrática (MDC), os primeiros a serem presos por causa das manifestações violentas da semana passada.'A corte indicou que não considera nenhum deles como um fugitivo em potencial. O julgamento foi tão brilhante que ainda estamos tentando assimilá-lo', disse Denford Halimani, advogado do MDC.Chamisa e seus advogados devem anunciar ainda nesta terça-feira quando contestarão os resultados nos tribunais. Ele escreveu no Twitter que analisou indícios das zonas eleitorais que provam que ele venceu 'enfaticamente'.Ele afirmou que os números divulgados pela comissão eleitoral foram 'falsificados e inflados em favor do presidente em fim de mandato. Estamos prontos para a posse (e) formação do próximo (governo)'.O MDC disse que forças de segurança estão sequestrando seus membros em operações noturnas para intimidar o partido e impedi-lo de questionar a vitória de Mnangagwa na eleição presidencial.União Europeia, Estados Unidos, Canadá e Suíça disseram em um comunicado conjunto que estão preocupados com os episódios de violência pós-eleição e com a intimidação de apoiadores da oposição.'Estas violações de direitos humanos não têm lugar em uma sociedade democrática e violam os princípios fundamentais dos padrões internacionais de direitos humanos', afirmou o comunicado.O ministro de Relações Exteriores do Zimbábue negou estas acusações, dizendo a diplomatas que, se houvesse qualquer prova, os militares investigariam os casos.O Departamento de Investigações Criminais disse em um comunicado que a polícia está procurando o ex-ministro das Finanças e opositor Tendai Biti, o presidente do MDC, Morgen Komichi, e o líder jovem Happymore Chidziva, também do MDC, por sua ligação com a violência da semana passada.

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    Partido de ex-premiê paquistanês preso reconhece derrota para Imran Khan em eleição

    Por Idrees Ali e Asif Shahzad

    ISLAMABAD (Reuters) - O ex-partido governista do Paquistão admitiu derrota para o ídolo do críquete Imran Khan nas acirradas eleições do país, antes da divulgação dos resultados oficiais nesta sexta-feira, abrindo caminho para Khan começar a procurar parceiros da coalizão.

    Durante discurso em que declarou vitória na quinta-feira, Khan ofereceu-se para investigar as alegações da oposição de manipulação de votos, e prometeu melhorar as relações com os vizinhos Índia e Afeganistão, ao mesmo tempo em que pediu laços 'mutuamente benéficos' com os Estados Unidos.

    O partido do ex-primeiro ministro Nawaz Sharif, que está preso, inicialmente rejeitou os resultados parciais da votação, mas nesta sexta-feira seus líderes pareciam aceitar que Khan será o próximo primeiro-ministro.

    'Vamos nos sentar nos bancos da oposição, apesar de todas as reservas', disse Hamza Shehbaz Sharif, parlamentar e sobrinho de Nawaz Sharif, que está preso depois de ser condenado por corrupção.

    As alegações de manipulação na eleição de quarta-feira marcaram uma campanha acirrada, na qual os poderosos militares do Paquistão foram acusados ??de favorecer Khan e de tentar apagar as conquistas democráticas obtidas desde que o período mais recente de governo militar terminou, em 2008.

    Embora pareça provável que Khan ficará aquém dos 137 assentos necessários para formar maioria na Assembleia Nacional, seus resultados melhores do que o esperado significam que ele não deve ter problemas para formar um governo de coalizão com alguns poucos parceiros.

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    Facebook retira do ar rede ligada ao MBL antes das eleições

    Por Brad Haynes

    SÃO PAULO (Reuters) - O Facebook retirou do ar nesta quarta-feira uma rede de páginas e contas usadas por membros do grupo ativista de direita Movimento Brasil Livre (MBL), reprimindo o que chamou de uma rede de perfis enganosos antes das eleições de outubro. O Facebook disse em um comunicado que desativou 196 páginase 87 contas no Brasil por sua participação em 'uma rede coordenada que se ocultava com o uso de contas falsas no Facebook, e escondia das pessoas a natureza e a origem de seu conteúdo com o propósito de gerar divisão e espalhar desinformação”.

    O comunicado não identifica as páginas ou usuáriosenvolvidos, e um representante do Facebook se negou a identificá-los. Fontes disseram à Reuters, entretanto, que a rede era administrada por membros importantes do MBL.

    O MBL disse, posteriormente, em comunicado compartilhado no Twitter, que diversos de seus coordenadores haviam sido afetados, confirmando a reportagem da Reuters.

    O grupo ganhou destaque ao liderar protestos em 2016 pelo impeachment da então presidente Dilma Roussefff com um estilo agressivo de política online que ajudou a polarizar o debate no Brasil.

    O comunicado do MBL criticou o Facebook por desativar as contas de diversos coordenadores do grupo sem fornecer explicação, afirmando que alguns dos perfis retirados do ar possuíam nomes e informações verdadeiras dos membros.

    'Mas, como ao contrário do Facebook, liberdade de expressão e democracia são pilares do MBL, iremos utilizar todos os recursos midiáticos, legais e políticos que a democracia nos oferece para recuperar as páginas derrubadas e reverter a perseguição sofrida', disse o grupo.

    O Ministério Público Federal em Goiás pediu explicações ao Facebook sobre a remoção de páginas e perfis de sua rede social, e deu prazo de 48 horas para que 'envie a relação de todas as páginas e perfis removidos e a justificativa fática específica para a exclusão', de acordo com comunicado do MPF.

    O Facebook se negou a comentar o pedido do MPF e as críticas do MBL.

    As páginas desativadas, que juntas tinham mais de meiomilhão de seguidores, variavam de notícias sensacionalistas atemas políticos, com uma abordagem claramente conservadora, comnomes como Jornalivre e O Diário Nacional.

    Ao deturpar o controle compartilhado das páginas, os membros do MBL eram capazes de divulgar suas mensagens coordenadas como se as notícias viessem de diferentes veículos de comunicação independentes, de acordo com as fontes.

    O Facebook disse que retirou a rede do ar no Brasil após uma 'rigorosa investigação' porque os perfis envolvidos eram falsos ou enganadores, violando sua política de autenticidade.

    A rede social tem um conjunto separado de ferramentas para combater a disseminação de notícias falsas com a ajuda de empresas externas de checagem de fatos.

    O Facebook tem enfrentado pressão para combater as contasfalsas e outros tipos de perfis enganosos em sua rede. No ano passado, a empresa reconheceu que sua plataformahavia sido usada para o que chamou de 'operações de informação'que usaram perfis falsos e outros métodos para influenciar aopinião pública durante a eleição norte-americana de 2016, eprometeu combater as fake news. Agências de inteligência dos Estados Unidos afirmam que ogoverno russo realizou uma campanha online para influenciar aseleições no país, e casos de grupos políticos que usam a redesocial para enganar as pessoas têm surgido pelo mundo desdeentão. Não há indicação de envolvimento estrangeiro na rede do MBLtirada do ar nesta quarta-feira, de acordo com as fontes. (Reportagem adicional de Laís Martins)

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    Se Lula não puder ser candidato, substituto será “preposto” do ex-presidente, diz Pochmann

    Por Eduardo Simões e Iuri Dantas

    SÃO PAULO (Reuters) - Se o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva for impedido de disputar a eleição presidencial de outubro, o substituto, seja ele quem for, será um “preposto” do ex-presidente, disse à Reuters um dos coordenadores do programa de governo petista, Márcio Pochmann, que acrescentou que o nome escolhido sairá das fileiras do partido.

    Pochmann reforçou, em entrevista à Reuters na segunda-feira, a estratégia do PT de registrar a candidatura de Lula ao Planalto no dia 15 de agosto e lutar “até o fim” para que ele possa ser candidato. Mas disse que, se o ex-presidente for inviabilizado, o nome escolhido para a disputa será como se fosse o próprio Lula.

    “Alguém do PT”, disse Pochmann quando questionado qual seria o melhor nome para substituir Lula na eventualidade de ele ser barrado pela Lei da Ficha Limpa e se o partido poderia apoiar alguém de outra legenda.

    “Esse alguém vai ser uma espécie de preposto do Lula, se não você não tem o repasse de votos. Quer dizer, não sou eu, não sou o Paulo, o João, eu sou o Lula”, acrescentou.

    Lula está preso desde abril cumprindo pena de 12 anos e 1 mês de prisão no caso do tríplex no Guarujá, litoral de São Paulo. Ele deve ficar inelegível pela Lei da Ficha Limpa, que barra a candidatura de condenados por órgãos colegiados da Justiça.

    O petista nega qualquer irregularidade e se diz alvo de uma perseguição política para impedi-lo de se candidatar.

    O PT tem afirmado que oficializará Lula candidato na convenção do partido, marcada para 4 de agosto, e registrará, posteriormente, a candidatura dele no dia 15 de agosto, limite do prazo legal. A sigla tem rejeitado, ao menos publicamente, a discussão sobre um eventual 'Plano B', embora os nomes do ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad e do ex-governador da Bahia Jaques Wagner sejam apontados como possíveis substitutos.

    “Só fala em Plano B quem não está no PT. É Lula até o final. É tudo ou nada”, disse Pochmann.

    Indagado, no entanto, sobre um cenário em que Lula seja impedido de disputar o pleito pela Justiça Eleitoral, ele apontou a necessidade de o PT manter o capital político de Lula, líder nas pesquisas de intenção de voto para o Planalto, e afirmou que o ex-presidente gravou material para ser usado na campanha antes de ser preso.

    “Quem está com este contingente de indicadores de voto, trocar agora para quê? Ao contrário, o PT vem mantendo e crescendo suas indicações de voto”, disse.

    O PT ainda não fechou qualquer aliança na disputa presidencial. De acordo com Pochmann, há conversas com PSB, PCdoB e Pros, este último, de acordo com ele, em estágio mais avançado.

    A presença de Lula na urna eletrônica ou a transferência de votos para aliados preocupam os mercados financeiros, que não o veem como alguém comprometido com o ajuste fiscal necessário para reequilibrar as contas públicas.

    Na entrevista, Pochmann também disse que o recente acordo entre Embraer e Boeing e eventuais vendas de ativos da Eletrobras e da Petrobras que saírem do papel serão revistos num governo do PT a partir de 2019 por questões estratégicas, ao mesmo tempo que um fundo com parte das reservas internacionais será montado para financiamento de projetos de infraestrutura.

    (Reportagem adicional de Christian Plumb)

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    Meirelles usa discurso de Lula com elogios em vídeo de campanha

    Por Lisandra Paraguassu

    BRASÍLIA (Reuters) - Em vídeo de campanha para as redes sociais, o pré-candidato do MDB à Presidência, Henrique Meirelles, usa um discurso de pouco mais de 10 segundos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva quando ainda estava no cargo elogiando-o e creditando a Meirelles a estabilidade econômica do país à época.

    O vídeo, que será distribuído nas redes sociais, faz uma compilação de elogios ao ex-ministro da Fazendo feito por todos os ex-presidentes desde Fernando Henrique Cardoso e pela maior parte dos candidatos à Presidência este ano.

    “Lula, Dilma, Temer, FHC, Ciro, Doria e tantos outros mais têm opiniões diferentes sobre quase tudo. Mas em uma coisa todos eles concordam”, diz o vídeo, que mostra fotos dos ex-presidentes e candidatos antes de começar com uma série de manchetes de sites e jornais mostrando elogios públicos feitos a Meirelles.

    Apenas Lula, no entanto, aparece em vídeo em um discurso. “Sou um homem que tem muito respeito pelo Meirelles. E devo a esse companheiro a estabilidade econômica e o respeito que o Brasil tem hoje no mundo”, diz Lula no discurso feito em 2009 mostrado no vídeo da campanha.

    Meirelles tem citado constantemente em entrevistas sua posição como presidente do Banco Central no governo Lula, e creditado a si mesmo a estabilidade econômica e o crescimento do país à época.

    O pré-candidato acredita, como disse em entrevista à Reuters, que pode herdar parte dos eleitores do ex-presidente -- que, apesar de se apresentar como candidato do PT, está preso e condenado em segunda instância, o que deve impugnar sua candidatura.

    Meirelles tem afirmado que, quando as pessoas o relacionam ao período de estabilidade do governo Lula, a intenção de votos nele cresce.

    O vídeo reforça a campanha do ex-ministro da Fazenda como um homem que resolve problemas. “Todos concordam que na hora da crise é melhor chamar o Meirelles”, diz o narrador, com o candidato afirmando na sequência: “É só me chamar”.

    Meirelles tem aparecido com apenas 1 por cento nas intenções de voto nas pesquisas e ainda precisa ser confirmado pelo MDB como candidato. A convenção do partido acontecerá no dia 4 de agosto.

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    Partidos da base que apoiarem Ciro Gomes devem deixar o governo, diz Marun

    Por Lisandra Paraguassu

    BRASÍLIA (Reuters) - O ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, disse nesta sextas-feira que os partidos da base que decidirem apoiar o candidato do PDT à Presidência da República, Ciro Gomes, devem deixar o governo.

    É difícil alguém que tem ministros no governo dizer que o melhor é Ciro Gomes , disse em café da manhã com jornalistas. Não estou dizendo que quem não apoia o Meirelles deixa o governo, mas tem que ter limite , acrescentou, citando o pré-candidato do MDB à Presidência, ex-ministro Henrique Meirelles.

    O governo tem procurado líderes dos partidos da base que vem conversando com Ciro Gomes, especialmente DEM e PP, para avisar que apoiar o pedetista --que já chamou o presidente Michel Temer de quadrilheiro e que espera vê-lo preso-- e permanecer no governo são coisas incompatíveis.

    Marun chamou de hipocrisia o fato de Ciro ter convidado para conversar partidos que estão ainda hoje no governo.

    Naquela ideia do ganhar de qualquer jeito para depois ver o que vai fazer. Se ele busca partidos que não tem nada a ver com suas propostas, é a volta daquela política oportunista, pragmática, negocial, que ele diz que não defende , atacou Marun.

    A mesma visão, no entanto, não vale para outros candidatos, como o tucano Geraldo Alckmin que, segundo ele, apesar de são ser o candidato do governo e por vezes não ter se posicionado claramente em algumas questões , não critica as linha do governo.

    Nós entendemos que essas partidos deveriam todos se aglutinar em torno de candidatos que pelo menos não subam no palanque para dizer que é errado o que nós fizemos , defendeu.

    Marun disse ainda que não tem cabimento imaginar um palanque com Ciro Gomes e representantes dos partidos da base com o candidato falando mal, por exemplo, da reforma trabalhista.

    Eu torço para que não tenha sido em vão tudo que aconteceu no Brasil, que as pessoas analisem a coerência do candidato, que político que não é biruta de aeroporto. E dentro dessa nova política não cabe apoiar partidos que estiveram completamente contrário ao impeachment, à reforma trabalhista, ao estabelecimento de um teto de gastos... não cabe.

    LOTERIAS

    Durante o café da manhã com jornalistas, o ministro também informou que o governo decidiu revogar a medida provisória que retirou recursos das loterias de esporte e cultura para repassar ao novo Ministério da Segurança Pública.

    Segundo Marun, o governo irá enviar uma nova MP mantendo os recursos das duas áreas, mas também contemplando a pasta da Segurança.

    A revogação da 841 é uma decisão já tomada. Estamos voltando à situação anterior à 841 e, com base nela, estabelecemos as decisões a serem tomadas , disse o ministro.

    Uma das alternativas é revogar o aumento do prêmio de todas as loterias --previsto na MP inicial-- e deixar apenas para a loteria esportiva e para a raspadinha, duas modalidades que costumam atrair menos interessados.

    O governo editou em 12 de junho a MP que diminuía os repasses dos recursos arrecadados pelas loterias para Cultura e Esporte e incluía a Segurança como destino. Na época, a alegação era de que os ministérios afetados não sentiriam falta do dinheiro, já que o orçamento estava contingenciado.

    A reclamação das áreas, no entanto, fez o governo voltar atrás. O modelo final deve ser decidido nesta sexta.

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    Bolsonaro tem 17% e Marina aparece com 13% em cenário sem Lula, mostra pesquisa CNI/Ibope

    Por Maria Carolina Marcello

    BRASÍLIA (Reuters) - O pré-candidato do PSL à Presidência da República, deputado Jair Bolsonaro, lidera a corrida pelo Palácio do Planalto no cenário sem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 17 por cento das intenções de voto, seguido de Marina Silva (Rede), com 13 por cento, mostrou pesquisa CNI/Ibope nesta quinta-feira, que também aponta espaço para crescimento dos candidatos com estrutura partidária em cima dos votos brancos e nulos e dos indecisos.

    Como a margem e erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, a distância entre Bolsonaro e Marina significa que eles estão no limite do empate técnico, explica o gerente executivo de Pesquisa e Competitividade da CNI, Renato da Fonseca.

    “Eu diria tranquilamente que Jair Bolsonaro está na frente de Marina, mas o que acontece, a gente precisa trabalhar com margem de erro”, explicou Fonseca a jornalistas.

    “A gente usa o termo tecnicamente empatados, no limite da margem de erro, mas de fato você tem, pela pesquisa, Jair Bolsonaro na frente, Marina em segundo, seguidos por Ciro Gomes e Geraldo Alckmin”, disse, referindo-se ao cenário que não considera Lula como candidato.

    Neste cenário, também encontram-se em empate técnico Ciro (PDT), com 8 por cento, e Alckmin (PSDB), com 6 por cento. A situação de empate técnico se repete entre o tucano e o senador Alvaro Dias (Podemos), que tem 3 por cento.

    Candidato do PT no cenário sem Lula, o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad, aparece com apenas 2 por cento.

    Já no levantamento que traz Lula como candidato, o ex-presidente lidera com 33 por cento, seguido por Bolsonaro (15 por cento), Marina (7 por cento), Ciro (4 por cento), Alckmin (4 por cento) e Alvaro Dias (2 por cento).

    Preso desde o dia 7 de abril para cumprir pena após ter sido condenado em segunda instância por corrupção e lavagem de dinheiro no processo do tríplex do Guarujá, no litoral paulista, o ex-presidente deve ficar impedido de concorrer devido à Lei da Ficha Limpa. O petista alega inocência e ser alvo de uma perseguição política justamente para impedi-lo de concorrer.

    TERRA DE NINGUÉM

    Fonseca chama a atenção para os altos índices de brancos e nulos. No primeiro cenário, sem Lula, 33 por cento dos entrevistados votariam em branco ou nulo. Outros 8 por cento não responderam ou disseram não saber em quem votar.

    No segundo cenário, com Lula, os brancos e nulos somam 22 por cento, enquanto os indecisos são 6 por cento. Em junho de 2014, brancos e nulos somavam 8 por cento na pergunta estimulada.

    Para o gerente executivo, o elevado percentual oferece um nicho de crescimento a candidatos que conseguirem uma interlocução com esses eleitores. Ele avalia que partidos com maior estrutura e mais recursos podem ser melhor sucedidos nessa tentativa quando a campanha começar oficialmente, em meados de agosto.

    “Você tem um campo para crescer no branco e nulo... Provavelmente com a campanha eleitoral e com a discussão, esse pessoal pode acabar migrando --e acho que isso deve acontecer-- para um dos candidatos, aquele que conseguir trazer esse eleitor que votaria no Lula para votar nele”, disse, lembrando que o número de brancos e nulos cresce no cenário sem o ex-presidente.

    “A maior dificuldade fica com Jair Bolsonaro, com Marina Silvam que são candidatos que têm partidos com pouco tempo de televisão, com poucos recursos. Eles vão enfrentar, quando começar realmente a campanha na televisão... candidatos do MDB, do PT e do PSDB com uma força econômica e disposição de tempo muito maiores, e isso pode virar o jogo”, avaliou.

    Fonseca lembra ainda que, por ora, os candidatos de esquerda são os maiores beneficiados pela saída de Lula do cenário eleitoral --Marina sobre 6 pontos percentuais no cenário sem o petista, e Ciro ganha 4 pontos percentuais, enquanto outros candidatos desse campo passam a configurar na lista que alcança ao menos 1 por cento.

    Os índices de brancos e nulos já permitem, no entanto, afirmar que são boas as possibilidades de um grande número de abstenções e votos brancos e nulos nas próximas eleições, avaliou Fonseca.

    “Tudo está sinalizando que a gente vai ter nessa eleição um percentual maior de brancos e nulos, ou de abstenção, pessoas que não vão votar, do que ocorreu nas eleições de 2014.”

    “Branco e nulo não é indeciso, é o cara que diz que vai votar branco ou nulo. Ele está insatisfeito com alguma coisa”, explicou.

    REJEIÇÃO E TEMER

    Na pergunta espontânea, em que não são oferecidos nomes aos entrevistados, Lula novamente lidera, com 21 por cento, seguido de Bolsonaro, com 11 por cento. Ciro e Marina aparecem com apenas 2 por cento, enquanto Álvaro Dias e Alckmin, registram apenas 1 por cento.

    Lula e Bolsonaro também ocupam as primeiras posições, junto com o senador Fernando Collor de Mello (PTC-AL), no ranking de rejeição do eleitorado. Dentre os entrevistados, 32 por cento responderam que não votariam de jeito nenhum em Collor, mesmo percentual de Bolsonaro e um ponto a mais que o registrado por Lula.

    Encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), a pesquisa do Ibope mostrou também que a avaliação ruim/péssima do governo do presidente Michel Temer passou para 79 por cento em junho, ante 72 por cento em março. A avaliação positiva do governo ficou em 4 por cento, em comparação a 5 por cento. Para 16 por cento, a avaliação foi regular, ante 21 por cento.

    Pouco depois da divulgação da pesquisa, em cerimônia no Palácio do Planalto, Temer voltou a listar os feitos de seu governo e afirmou que ele será julgado pela história.

    Nesses dois anos de governo, eu penso, nós fizemos mais do que em muitos anos anteriores , disse o presidente em seu discurso, citando ações nas áreas fiscal e social, além das reformas realizadas.

    A história é que vai registrar, a história é que vai dizer o que aconteceu nesses dois anos, dois anos e meio de governo , acrescentou.

    A pesquisa verificou também um crescimento da percepção dos entrevistados de que o noticiário recente sobre o governo é desfavorável e dentre as notícias mais lembradas pela população estão justamente a greve dos caminhoneiros, a corrupção no governo e o aumento no preço dos combustíveis, temas sensíveis ao eleitorado em geral.

    O levantamento foi feito de 21 a 24 de junho, com 2 mil entrevistados, sob o registro de número BR-02265/2018.

     

    (Edição de Alexandre Caverni)

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