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Diretora-gerente do FMI diz que ainda não há sinais de desaceleração global, mas riscos são altos

Diretora-gerente do FMI diz que ainda não há sinais de desaceleração global, mas riscos são altos

Reuters

15/06/2026

Placeholder - loading - Diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, discursa em evento em Beverly Hills, na Califórnia, EUA 4 de maio de 2026 REUTERS/Mike Blake
Diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, discursa em evento em Beverly Hills, na Califórnia, EUA 4 de maio de 2026 REUTERS/Mike Blake

WASHINGTON, 15 Jun (Reuters) - A economia ​mundial vem, até o momento, resistindo ao choque da guerra no Oriente Médio, apesar do aumento nos preços das commodities, da inflação mais elevada e das tensões nas condições financeiras, sem sinais, até o momento, de uma desaceleração global, afirmou na segunda-feira a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva.

Georgieva saudou o acordo anunciado no domingo entre os Estados Unidos e o Irã para ⁠encerrar ⁠a guerra e reabrir o ​Estreito de ‌Ormuz, mas alertou em um novo post em um blog que uma intensificação do conflito e das interrupções no abastecimento representam um “risco claro para o crescimento global”.

O ⁠FMI divulgará uma previsão atualizada em 8 de julho. Em ​abril, o FMI apresentou três cenários para o crescimento do ​PIB global em 2026 e 2027, ‌com seu “cenário adverso” ​intermediário ⁠prevendo uma desaceleração do crescimento para 2,5% em 2026 e uma inflação geral de 5,4%.

Georgieva afirmou no mês passado que o cenário ​adverso já estava em andamento, mas seus comentários mais recentes sugerem que o fundo pode voltar ao seu cenário de referência, que previa uma guerra de curta duração no Irã ​e um crescimento de 3,1% em 2026.

O acordo marca o maior avanço na resolução de uma guerra que começou com ataques conjuntos dos EUA e de Israel ao Irã em fevereiro, antes de se transformar em um conflito regional mais amplo que matou milhares de pessoas, abalou os mercados de energia e alimentou ​temores de recessão para a economia global.

“Mais de três meses após ‌o início da guerra no ⁠Oriente Médio, a economia global parece estar se mantendo firme. Os preços das commodities, a inflação e as expectativas em ⁠relação a ela, bem como as ⁠condições financeiras, foram todos afetados — ⁠mas ainda não ⁠de ​forma a sinalizar uma desaceleração global”, escreveu ela.

(Reportagem de Andrea Shalal)

Reuters

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