alexametrics
Capa do Álbum: Antena 1
ANTENA 1A RÁDIO ONLINE MAIS OUVIDA DO BRASIL

    NOTÍCIAS SOBRE economia

    Veja essas e outras notícias da Antena 1

    Placeholder - loading - Imagem da notícia Corte de benefício assistencial impacta mais que mudanças para servidor em PEC da Previdência

    Corte de benefício assistencial impacta mais que mudanças para servidor em PEC da Previdência

    Por Marcela Ayres e Ricardo Brito

    BRASÍLIA (Reuters) - O governo do presidente Jair Bolsonaro apresentou nesta quarta-feira uma reforma da Previdência mais abrangente e mais dura do que a submetida pelo ex-presidente Michel Temer ao Congresso, que prevê economia maior de recursos com corte de benefícios assistenciais do que com mudanças nas regras para servidores públicos.

    Questionado se isso não contrariava o discurso público da equipe econômica de que a reforma se assentaria na redução de privilégios e no fim da transferência de renda para os que ganham mais, o secretário especial da Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, afirmou que o texto não deixa de contemplar o olhar assistencial.

    'Há um compromisso moral do governo, da sociedade brasileira, para com esse grupo de pessoas que precisam dessa cobertura', disse.

    Ele ponderou ser 'evidente que o que o governo está propondo necessariamente não vai ser o que vai sair ao final do Congresso Nacional', já que caberá aos parlamentares aperfeiçoar e discutir o projeto.

    Já o ministro da Economia, Paulo Guedes, avaliou que, em caso de modificações, uma economia abaixo de 1 trilhão de reais em dez anos ameaça o lançamento, para as novas gerações, de um sistema de capitalização. Esse novo sistema está na Proposta de Emenda à Constituição, mas sua implementação efetiva demandará regulamentação via projeto de lei posterior.

    No total, a economia estimada em 10 anos com a PEC é de 1,072 trilhão de reais. Veja, a seguir, em quais frentes o governo mais pretende poupar --e o que fará para tanto.

    *** REFORMA DO REGIME GERAL DE PREVIDÊNCIA SOCIAL (RGPS) - TRABALHADORES DA INICIATIVA PRIVADA

    ((Economia de R$715 bi em 10 anos))

    - Idade mínima para aposentadoria de 62 e 65 anos, com 20 anos de contribuição

    - Idade mínima para aposentadoria rural de 60 anos para ambos os sexos, com 20 anos de contribuição

    - Idade mínima para aposentadoria de professores de 60 anos para ambos os sexos, com 30 anos de contribuição

    - Políticos entrarão automaticamente no RGPS após promulgação da PEC, regimes atuais serão extintos após regra de transição

    - Idade mínima será ajustada em 1º de janeiro de 2024, e a partir dessa data, a cada 4 anos

    - Gatilho para ajuste na idade mínima será aumento na expectativa de sobrevida da população brasileira

    - Tempo de transição máximo de 14 anos, com três modelos distintos de transição [E6N1ZV011]

    - Retirada obrigatoriedade prevista de pagamento de rescisão contratual (multa de 40 por cento do FGTS) quando o empregado já se encontrar aposentado pela Previdência Social

    - Retirada a obrigatoriedade de recolhimento de FGTS dos empregados já aposentados pela Previdência Social

    - Pensão por morte limitada a 60 por cento do benefício mais 10 por cento por dependente adicional (hoje 100 por cento do benefício, respeitando o teto do RGPS)

    - Limitação de acúmulo de aposentadoria própria com benefício de cônjuge ou companheiro a 100 por cento do benefício de maior valor + percentual da soma dos demais. Este percentual varia de 80 por cento de 1 salário mínimo a, no máximo, 20 por cento do que estiver entre 3 e 4 salários mínimos

    - Valor do benefício equivalente a 60 por cento da média de todas as contribuições ao longo da vida, corrigido pela inflação, com 20 anos de contribuição. A partir daí, o benefício subirá 2 pontos percentuais a cada ano adicional de contribuição. Com isso, o valor máximo a que o trabalhador tem direito será atingido com 40 anos de contribuição

    *** MUDANÇAS PARA BENEFÍCIO DE PRESTAÇÃO CONTINUADA (BPC) E LIMITAÇÃO DO ABONO SALARIAL

    ((Economia de R$182,2 bi em 10 anos))

    - BPC de 1 salário mínimo para deficientes e para idosos a partir de 65 anos em condição de miserabilidade

    - Benefício de 400 reais para idosos a partir de 60 anos

    - Benefício de 1 salário mínimo a partir de 70 anos (hoje 65 anos)

    - Limitação de abono salarial a quem ganha 1 salário mínimo (contra 2 salários mínimos hoje)

    *** REFORMA DO REGIME PRÓPRIO DE PREVIDÊNCIA SOCIAL (RPPS) -SERVIDORES PÚBLICOS CIVIS

    ((Economia de R$173,5 bi em 10 anos))

    - Idade mínima para aposentadoria de 62 e 65 anos, com 25 anos de contribuição

    - Idade mínima para aposentadoria de professores de 60 anos para ambos os sexos, com 30 anos de contribuição

    - Idade mínima para aposentadoria de policiais e agentes de 55 anos para homens e mulheres, com tempo de contribuição de 30 anos para homens e 25 anos para mulheres, e tempo de exercício que irá progredir até chegar a 25 anos para homens e 20 anos para mulheres

    - Idade mínima será ajustada em 1º de janeiro de 2024, e a partir dessa data, a cada 4 anos

    - Gatilho para ajuste na idade mínima será aumento na expectativa de sobrevida da população brasileira

    - Tempo de transição máximo de 14 anos, com apenas um modelo a ser seguido [E6N1ZV011]

    - Pensão por morte limitada a 60 por cento do benefício mais 10 por cento por dependente adicional (hoje 100 por cento até o teto do RGPS + 70 por cento da parcela que superar o teto do RGPS)

    - Pensão por morte limitada a 60 por cento do benefício mais 10 por cento por dependente adicional (hoje 100 por cento do benefício, respeitando o teto do RGPS)

    - Limitação de acúmulo de aposentadoria própria com benefício de cônjuge ou companheiro a 100 por cento do benefício de maior valor + percentual da soma dos demais. Este percentual varia de 80 por cento de 1 salário mínimo a, no máximo, 20 por cento do que estiver entre 3 e 4 salários mínimos

    - Para quem ingressou no serviço público a partir de 2004, valor do benefício equivalente a 60 por cento da média de todas as contribuições ao longo da vida, corrigido pela inflação, com 20 anos de contribuição. A partir daí, o benefício subirá 2 pontos percentuais a cada ano adicional de contribuição. Com isso, o valor máximo a que o trabalhador tem direito será atingido com 40 anos de contribuição

    - Para quem ingressou no serviço público até 2003, integralidade será garantida mediante cumprimento de idade mínima de 65 anos para homens, 62 anos para mulheres e 60 anos para professores

    *** MUDANÇA NAS ALÍQUOTAS DO RPPS DA UNIÃO

    ((Economia de R$29,3 bi em 10 anos))

    - Alíquotas previdenciárias partem de piso mais baixo e chegam a teto mais alto, quem ganha mais paga mais

    - Alíquota efetiva vai variar de 7,5 a até mais de 16,79 por cento para quem ganha acima de 39 mil reais mensais, e será calculada sobre todo o salário (contra 11 por cento hoje, que incidem sobre todo o vencimento no caso dos que ingressaram até 2013 sem adesão ao Funpresp, e sobre o teto do RGPS para os demais)

    *** MUDANÇAS NAS ALÍQUOTAS DO RGPS

    ((Perda de R$27,6 bi em 10 anos))

    - Alíquotas previdenciárias partem de piso mais baixo e chegam a teto mais alto, quem ganha mais paga mais

    - Alíquota efetiva será calculada sobre cada faixa do salário, vai variar de 7,5 a 11,68 por cento (contra 8 a 11 por cento hoje, incidentes sobre todo o salário)

    *** ESTADOS E MUNICÍPIOS

    ((Sem estimativa de economia))

    - o governo considera que a PEC é fundamental para equilibrar as contas previdenciárias de Estados e municípios, criando até mecanismos para ajudar esses entes regionais a superar desequilíbrios nas contas. 'Os Estados estão absolutamente insolventes. Eles não conseguem pagar sequer os salários', disse o secretário Marinho, ao defender a reforma.

    - a proposta fixa uma contribuição previdenciária de 14 por cento para Estados e municípios que estiveram passando por desequilíbrio atuarial, abrindo prazo de 180 dias após a promulgação da PEC para que eles ajustem essa alíquota --para mais ou menos-- se acharem conveniente. Se não o fizerem, essa alíquota se torna permanente.

    - a proposta também torna obrigatório que todos os entes regionais criem sistemas de previdência complementar em 2 anos. A União já tem o chamado Funpresp.

    *** CAPITALIZAÇÃO

    ((Sem estimativa de economia))

    - tida como uma das inovações, o sistema de capitalização não será implementado de imediato com a aprovação da reforma da Previdência, embora o seu modelo esteja previsto na PEC. Será preciso, posteriormente à aprovação da emenda constitucional, passar pelo Congresso um projeto de lei específico sobre o assunto.

    - por meio desse modelo, a aposentadoria do trabalhador estará vinculada a uma poupança feita por ele.

    *** MILITARES - FORA DA PEC

    ((Economia de R$92,3 bi em 10 anos))

    - a reforma da Previdência específica para os militares não consta da PEC da Previdência encaminhada nesta quarta ao Congresso, o que motivou críticas de importantes dirigentes políticos. Ela será apresentada em até um mês em projeto de lei específico para a carreira, com aperto no tempo de contribuição e alíquotas.

    - Marinho adiantou que o projeto vai aumentar o tempo de contribuição dos militares de 30 para 35 anos. Já a alíquota de contribuição subirá de 7,5 para 10,5 por cento. Em outra frente, as pensões de militares serão objeto de retenção previdenciária. Hoje elas não pagam nada. Com o projeto, passarão a arcar com uma alíquota de 10,5 por cento.

    *** COBRANÇA DE GRANDES DEVEDORES - FORA DA PEC

    ((Sem estimativa de economia))

    - o governo quer aproveitar o pacote da reforma para aperfeiçoar o cerco sobre de dívidas não pagas previdenciárias de empresas. A PEC fixa prazo de até 60 meses para o parcelamento de dívidas que tenham aderido ao Refis e o Executivo comprometeu-se a enviar em um mês ao Congresso um projeto de lei adicional para melhorar os mecanismos de cobrança desses débitos da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional.

    O foco está nos grandes devedores, responsáveis pela maior parte do estoque da dívida passível para ser recebida.

    0

    0

    30

    1 D

    Placeholder - loading - Imagem da notícia Meta de economia com reforma da Previdência parece difícil em meio a início de negociações

    Meta de economia com reforma da Previdência parece difícil em meio a início de negociações

    Por Jamie McGeever

    BRASÍLIA (Reuters) - A meta do governo brasileiro de economizar ao menos um trilhão de reais na próxima década por meio da reforma previdenciária parece ser otimista demais, dizem analistas, e sua frustração poderia prejudicar o crescimento econômico e a confiança dos investidores no país neste ano.

    O presidente Jair Bolsonaro (PSL), que voltou a Brasília na quarta-feira depois de passar semanas no hospital Albert Einstein, em São Paulo, devido a uma cirurgia, disse que quer chegar rapidamente a um consenso entre líderes do Congresso e sua equipe econômica sobre o formato final da proposta.

    'Vamos bater martelo sim amanhã, se Deus quiser', afirmou ele em uma entrevista à televisão na noite de quarta-feira.

    A medida pode ser um teste crucial das grandes promessas que o ministro da Economia, Paulo Guedes, fez a investidores em Davos no mês passado, entre elas a meta de economizar até 1,3 trilhão de reais ao longo dos próximos dez anos. Na semana passada ele disse que o objetivo é poupar ao menos um trilhão de reais em uma década.

    Algumas estimativas do setor privado apontam que a economia pode acabar sendo de menos da metade disso, já que o governo deve ser forçado a amenizar o texto para conseguir a aprovação de sua principal investida econômica no Congresso.

    'A aprovação de uma reforma previdenciária que resulte em uma economia menor seria indicativa da capacidade limitada da nova gestão de impor sua agenda de reformas mais amplas com sucesso', disseram analistas da agência de classificação de risco Moody's na quarta-feira.

    'Isto afetaria a confiança dos investidores e as perspectivas de uma recuperação econômica, exercendo pressão negativa sobre o perfil de crédito do Brasil', alertaram.

    A Moody's prevê uma economia de 600 bilhões a 800 bilhões de reais com a reforma. A agência também não vislumbra uma aprovação parlamentar no primeiro semestre, o que testaria ainda mais a paciência dos investidores.

    Analistas da Barclays estimam uma economia de 800 bilhões a um trilhão de reais. Já economistas do JP Morgan preveem 'ao menos' 500 bilhões de reais, enquanto analistas da consultoria política Eurasia Group estimam que o ganho será de 400 bilhões a 600 bilhões de reais.

    'A probabilidade de o governo não conseguir aprovar uma reforma previdenciária decente em 2019 está em 40 por cento, longe de insignificante, o que minaria as perspectivas de uma reação econômica neste ano', escreveram analistas da Eurasia Group na semana passada.

    O déficit previdenciário foi, de longe, o maior responsável pelo déficit primário do governo central em 2018, tendo crescido 7 por cento, em termos nominais, e chegado a 195,2 bilhões de reais. Este montante quase quadruplicou em quatro anos.

    Analistas da Barclays calculam que o déficit previdenciário brasileiro total deste ano, incluindo de servidores públicos e trabalhadores do setor privado, alcançará 300 bilhões de reais, ou mais de 4 por cento do Produto Interno Bruto (PIB).

    Para controlar estes gastos desenfreados, a maioria dos analistas concorda que o governo terá que fazer mudanças impopulares.

    Uma idade mínima universal para a aposentadoria tem sido, até o momento, o grande ponto de discórdia pública, com propostas que variam de 62 a 65 anos para os homens e um patamar mínimo que pode ser de 57 anos para as mulheres.

    0

    0

    7

    1 S

    Placeholder - loading - Imagem da notícia ENTREVISTA-Fitch vê cenário melhor para Brasil, mas elevação de rating depende da Previdência

    ENTREVISTA-Fitch vê cenário melhor para Brasil, mas elevação de rating depende da Previdência

    Por Aluisio Alves

    SÃO PAULO (Reuters) - O cenário para a dinâmica da dívida brasileira melhorou nos últimos meses, com o quadro político doméstico mais favorável a uma agenda liberal e o menor temor de uma guerra comercial sino-americana e de alta do juro nos Estados Unidos, mas uma elevação da nota de crédito do país só virá após a aprovação da reforma da Previdência, disse um executivo da agência Fitch.

    'A inflação no país continua ancorada, as contas externas continuam positivas e os perigos externos parecem menos agudos do que pareciam no segundo semestre do ano passado', disse à Reuters nesta sexta-feira o diretor-geral da Fitch no Brasil, Rafael Guedes, em entrevista por telefone.

    A última ação de rating da agência para o Brasil foi em 1º de agosto de 2018, quando reafirmou a nota atribuída ao Brasil em 'BB-', com perspectiva estável, citando entre outros fatores o ambiente político desafiador e os efeitos da corrupção, que contaminaram o cenário pró-reformas, e a greve dos caminhoneiros, dois meses antes, que prejudicou o PIB.

    Com essa nota, o país está três degraus abaixo da faixa chamada de grau de investimento, considerada de baixo risco.

    No plano político, disse ele, a eleição de Jair Bolsonaro, em outubro, e a vitória de seu grupo na escolha dos presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, na semana passada, criam um ambiente mais propício para a aprovação de reformas, incluindo a da Previdência.

    Além disso, de agosto para cá, a expectativa do mercado em relação à evolução da Selic neste ano passou de aumento para estabilidade, com parte dos economistas inclusive defendendo uma queda da taxa, mantida esta semana em 6,5 por cento ao ano. Além disso, as contas externas seguem saudáveis.

    Em relação ao ambiente internacional, disse Guedes, o medo de escalada de um embate comercial entre Estados Unidos e China arrefeceu, assim como a expectativa de aumento do juro norte-americano também tem diminuído.

    'Isso não necessariamente impacta a dinâmica da dívida brasileira, mas os aspectos negativos internacionais estão menos agudos, o que é positivo para os países emergentes', disse o diretor da Fitch.

    Para o executivo, as indicações do governo Bolsonaro em relação à agenda de reformas até agora são positivas e a oposição parlamentar aparentemente não tem capacidade de bloquear qualquer mudança constitucional.

    'Mas o risco de implementação da reforma da Previdência ainda é relevante e, na Fitch, nós levamos em consideração (para efeito de reavaliar a nota de crédito) apenas quando as reformas são efetivamente implementadas', disse ele.

    Guedes acrescentou que o Brasil ainda tem diversas outras fraquezas estruturais, que prejudicam a competitividade da economia, como o mercado de trabalho engessado e o sistema tributário complexo e pouco eficiente.

    O comitê da Fitch para análise de ratings soberanos se reúne uma vez por ano. No caso do Brasil, esses encontros têm ocorrido semestralmente. Ele declinou de comentar, porém, se o comitê sobre o país se reuniu recentemente ou se reunirá em breve.

    0

    0

    20

    1 S

    Placeholder - loading - Imagem da notícia Venezuela vê economia ameaçada por sanções dos EUA e retém petróleo nos portos

    Venezuela vê economia ameaçada por sanções dos EUA e retém petróleo nos portos

    Por Mayela Armas e Deisy Buitrago

    CARACAS (Reuters) - Os venezuelanos se preparavam nesta terça-feira para o aprofundamento de uma crise econômica brutal, depois que os Estados Unidos impuseram sanções que restringem acentuadamente as exportações de petróleo do país, e o governo socialista reagiu se recusando a enviar petróleo sem pagamento antecipado.

    O governo Trump espera que as sanções, que proíbem a petroleira estatal PDVSA de receber os lucros da venda de petróleo a refinarias dos EUA, forcem o presidente Nicolás Maduro a renunciar e permitam ao líder opositor e autoproclamado presidente interino Juan Guaidó convocar eleições.

    Em um pronunciamento em rede nacional feito na noite de segunda-feira em tom desafiador, Maduro disse que adotará ações legais para contestar as sanções e defender a Citgo Petroleum Corp, subsidiária de refino da PDVSA nos EUA que acusou Washington de tentar roubar. Ele também prometeu retaliar, mas não anunciou nenhuma medida específica.

    'Daremos a resposta recíproca e convincente necessária para defender os interesses da Venezuela no devido tempo', disse Maduro.

    A PDVSA reagiu às sanções ordenando aos clientes com navios-tanque que segurem carregamentos de petróleo com destino aos EUA até que recebam pagamento antecipadamente, segundo três fontes a par da decisão. Tais pagamentos adiantados podem ser uma violação das sanções, o que prepara o cenário de um impasse nos portos.

    A perda da renda oriunda dos EUA, o principal comprador de petróleo venezuelano, reduzirá ainda mais a capacidade do governo de importar itens básicos, como alimentos e remédios, exacerbando uma crise humanitária que levou mais de 3 milhões de pessoas a fugirem da nação assolada pela hiperinflação nos últimos anos.

    'Se vocês não encontrarem um lugar para esse cru rapidamente, o espaço de manobra encolherá e as importações serão afetadas', disse Asdrubal Oliveros, diretor da consultoria Ecoanalitica, sediada em Caracas.

    Guaidó, que argumenta que Maduro usurpou a presidência ao tomar posse para um segundo mandato de seis anos em 10 de janeiro após a eleição de maio de 2018, que a oposição considerou fraudulenta, disse estar preparado para receber 20 milhões de dólares em ajuda humanitária prometida pelos EUA.

    Ele também está se movimentando para criar novos conselhos de diretores para a Citgo e a PDVSA, o que pode permitir ao seu governo paralelo receber dinheiro mantido em contas caução nos EUA.

    Mas para controlar de fato funções estatais ele precisaria do apoio dos militares, até agora fiéis a Maduro, que vem assegurando seu endosso em parte lhes concedendo o comando de instituições estatais cruciais, como a própria PDVSA.

    (Por Mayela Armas e Deisy Buitrago)

    1

    0

    34

    3 S

    Placeholder - loading - Imagem da notícia Bolsonaro diz que Brasil precisa reverter déficit e fazer reformas para recuperar confiança

    Bolsonaro diz que Brasil precisa reverter déficit e fazer reformas para recuperar confiança

    (Reuters) - O Brasil não pode continuar a registrar déficit todos os anos e precisa aprovar reformas econômicas para recuperar a confiança dos investidores externos, afirmou o presidente Jair Bolsonaro em entrevista à TV Record na noite de quarta-feira em Davos, onde participa do Fórum Econômico Mundial.

    'O Brasil é visto com muito carinho por parte dos empresários e governos do mundo todo, e a gente sente que eles querem o bem do Brasil, mas nós precisamos fazer a nossa parte, não podemos continuar com o déficit que temos ano após ano, e algumas reformas temos que fazer para que exatamente nós possamos fazer com que voltem a ter confiança em nós', disse Bolsonaro na entrevista ao avaliar os encontros que tem tido na cidade suíça durante o fórum desta semana.

    O presidente disse ter sido procurado por vários líderes de Estados e por vários empresários em Davos, e que as principais demandas que ouviu dos agentes políticos e econômicos é que o Brasil precisa ser desburocratizado, diminua sua carga tributária e elimine barreiras.

    'Eles querem um Brasil mais ágil, isso daí, com a equipe econômica desde há muito, nós estamos conversando e estamos ultimando medidas nesse sentido', afirmou.

    Bolsonaro concedeu entrevista à Record após ter cancelado entrevista coletiva que estava prevista para quarta-feira no Fórum Econômico Mundial ao lado dos ministros Paulo Guedes (Economia) e Sérgio Moro (Justiça e Segurança Pública).

    O presidente disse que o cancelamento foi por orientação médica, uma vez que será submetido a cirurgia assim que voltar ao Brasil para retirar bolsa de colostomia que usa desde que passou por duas operações em consequência de um atentado a faca sofrido em setembro do ano passado, durante a campanha presidencial.

    (Por Pedro Fonseca, no Rio de Janeiro)

    0

    0

    10

    4 S

    Placeholder - loading - Imagem da notícia Relatório dos EUA contradiz Trump e prevê que mudanças climáticas afetarão economia

    Relatório dos EUA contradiz Trump e prevê que mudanças climáticas afetarão economia

    (Reuters) - As mudanças climáticas custarão à economia dos Estados Unidos centenas de bilhões de dólares até o final do século, prejudicando tudo desde a saúde humana até infraestrutura e produção agrícola, segundo um relatório do governo norte-americano publicado nesta sexta-feira.

    O relatório encomendado pelo Congresso, redigido com a ajuda de mais de uma dúzia de agências governamentais e Departamentos dos Estados Unidos, listou estimativas dos impactos do aquecimento global em todos os setores da sociedade norte-americana, num aviso alarmante sobre a agenda pró-combustíveis fósseis do governo Trump.

    'Com o crescimento contínuo das emissões a taxas histórias, as perdas anuais em alguns setores econômicos podem chegar às centenas de bilhões de dólares até o final do século - mais que o atual produto interno bruto (PIB) de alguns estados norte-americanos', diz o relatório.

    Segundo o documento, o aquecimento global afetaria desproporcionalmente os pobres, atingiria amplamente a saúde humana, danificaria a infraestrutura existente, limitaria a disponibilidade de água, alteraria limites costeiros e aumentaria os custos industriais tanto no campo quanto na produção de energia.

    Embora o relatório diga que muitos dos impactos das mudanças climáticas - incluindo tempestades mais frequentes e mais poderosas, secas e inundações - já estão acontecendo, as projeções de danos ainda maiores poderiam mudar se as emissões de gases do efeito estufa fossem drasticamente contidas: 'Os riscos futuros das mudanças climáticas dependem principalmente das decisões que são tomadas hoje', diz.

    A Quarta Avaliação Nacional Climática Volume II, complementa um estudo publicado no ano passado que concluía que os seres humanos são os principais causadores do aquecimento global, e que alertava sobre seus efeitos potencialmente catastróficos ao planeta.

    Os estudos confrontam as políticas do governo do atual presidente, Donald Trump, que tem reduzido proteções ambientais e climáticas implementadas durante o governo Obama para maximizar a produção doméstica de combustíveis fósseis, incluindo petróleo cru. Os Estados Unidos são os maiores produtores mundiais da commodity, acima da Rússia e da Arábia Saudita.

    Trump anunciou no ano passado suas intenções de retirar os Estados Unidos do Acordo de Paris de 2015, estabelecido entre 200 países para combater as mudanças climáticas, argumentando que o tratado afetaria a economia dos Estados Unidos e forneceria efeitos ambientais pouco tangíveis. Trump e vários outros membros de seu gabinete também frequentemente colocam em dúvida o aspecto científico das mudanças climáticas, argumentando que suas causas e impactos não são ainda comprovados.

    A porta-voz da Casa Branca Lindsay Walters não respondeu imediatamente a um pedido para comentários.

    Grupos ambientalistas dizem que o relatório reforça os pedidos para que os Estados Unidos tomem medidas diante das mudanças climáticas.

    'Esse relatório deixa claro que as mudanças climáticas não são um problema do futuro distante. Estão acontecendo agora em todas as partes do país', disse Brenda Ekwurzel, diretora de Ciências Climáticas da União dos Cientistas Interessados e uma das autoras do relatório.

    Pesquisas anteriores, inclusive de cientistas do governo dos Estados Unidos, também concluíram que as mudanças climáticas poderiam ter severas consequências econômicas, incluindo danos à infraestrutura, fornecimento de água e agricultura.

    Impactos severos nas temperaturas médias também aumentam os riscos de transmissão de doenças, pioram a qualidade do ar, aumentam a ocorrência de problemas de saúde mental, entre outros efeitos.

    Treze departamentos governamentais e agências, do Departamento de Agricultura à NASA, integraram o comitê que compilou o novo relatório.

    O relatório completo pode ser acessado, em inglês: http://www.globalchange.gov

    (Por Richard Valdmanis)

    0

    1

    31

    3 M

    Placeholder - loading - Imagem da notícia Bolsonaro incluirá Indústria em superministério para economia e unirá Agricultura e Meio Ambiente

    Bolsonaro incluirá Indústria em superministério para economia e unirá Agricultura e Meio Ambiente

    Por Rodrigo Viga Gaier

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - O presidente eleito Jair Bolsonaro criará um superministério para cuidar da economia que unirá as pastas da Fazenda, do Planejamento e da Indústria e Comércio sob comando do economista Paulo Guedes, e unirá as pastas da Agricultura e do Meio Ambiente, disse nesta terça-feira o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), futuro chefe da Casa Civil de Bolsonaro.

    Na semana passada, representantes dos setores da indústria pesada, infraestrutura, petróleo, gás, energia e comércio exterior estiveram na casa de Bolsonaro e pediram que a pasta da Indústria e Comércio ficasse desvinculada de outro ministério.

    Os executivos saíram do encontro com a certeza de que isso aconteceria e isso foi até motivo de comemoração. O próprio presidente eleito tinha sinalizado a manutenção da pasta da Indústria e Comércio separada.

    'Ministério da Economia vai ter Fazenda, Planejamento e Indústria e Comércio', disse Onyx a jornalistas após reunião com Guedes e Bolsonaro no Rio de Janeiro.

    Guedes também confirmou após o encontro a união dos ministérios sob uma mesma pasta.

    'No programa de governo, os três já estavam juntos. Ele foi criticado pelo setor industrial? Interessante isso”, emendou o economista Paulo Guedes

    Guedes disse que o governo Bolsonaro salvará a indústria brasileira do processo de desindustrialização vivido nos últimos 30 anos, 'apesar dos industriais brasileiros'.

    Onyx anunciou ainda que as pastas da Agricultura e do Meio Ambiente também serão unificadas sob um único ministério, depois de Bolsonaro também ter afirmado que estaria aberto à sugestão de setores do agronegócio que defendiam a manutenção da separação das duas pastas. O futuro ministro-chefe da Casa Civil negou que Bolsonaro tenha recuado nos dois casos.

    'O presidente não recuou em nada e o presidente desde o início tem claro que... Agricultura e Meio Ambiente (andarão) de mãos dadas', disse Onyx, acrescentando que a união desses dois ministérios já foi experimentada no Mato Grosso do Sul e em outros países.

    Segundo Onyx, o total de ministério deve ficar entre 15 e 16.

    'Essa definição ocorrerá na quinta ou sexta-feira para permitir que na segunda-feira a gente já tenha o desenho dos ministérios com capacidade de ser divulgado“, disse.

    PREVIDÊNCIA

    Guedes disse ainda que a economia brasileira será aberta de forma gradual para evitar prejuízos e afirmou que a indústria brasileira será retomada com juros baixos e redução de impostos. Ele fez ainda a avaliação de que, do ponto de vista econômico, a reforma da Previdência já está atrasada e que quanto mais rápido ela for feita, melhor será.

    Ele alertou, no entanto, que o futuro governo precisa fazer um cálculo político para avaliar a viabilidade da medida, apontada como crucial para equilibrar as contas públicas.

    'Não queremos que uma vitória nas urnas se transforme numa confusão no Congresso, e se o Congresso não tiver condições de aprovar, não submetemos”, disse Guedes.

    Após o encontro com o núcleo duro do futuro governo, incluindo Bolsonaro, na casa do empresário Paulo Marinho, o economista afirmou que já tem em mente uma solução para o programa de subvenção ao diesel, mas ainda não houve tempo de discuti-la.

    O programa atual se encerra em 31 de dezembro e o mero sinal de que haveria uma redução gradual antes do fim do programa provocou ameaças de uma nova greve dos caminhoneiros, após a categoria paralisar o país em maio.

    Na segunda-feira a equipe de transição de Bolsonaro já começa a trabalhar em Brasília e, segundo Onyx, o presidente eleito deverá ir à capital na terça para se reunir com o presidente Michel Temer e tratar da transição.

    0

    0

    18

    3 M

    Placeholder - loading - Imagem da notícia Equipe de Bolsonaro sonda secretários da Fazenda para permanência, Mansueto deixa porta aberta

    Equipe de Bolsonaro sonda secretários da Fazenda para permanência, Mansueto deixa porta aberta

    Por Marcela Ayres

    BRASÍLIA (Reuters) - A equipe do candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL) sondou secretários da Fazenda para permanecerem no time em seu eventual governo, mas apenas o atual secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, deixou a porta aberta para a possibilidade, disse à Reuters uma fonte com conhecimento do assunto.

    Também foram convidados o secretário de Política Econômica, Fabio Kanczuk, e o chefe da assessoria especial do ministro, Marcos Mendes, segundo a fonte, que falou em condição de anonimato.

    Kanczuk, inclusive, deixará a Fazenda rumo ao Banco Mundial, o que deve ser anunciado nesta semana. O secretário cumprirá a partir desta terça-feira suas últimas agendas em São Paulo e então entregará o cargo.

    Em seu lugar ficará o atual secretário de Promoção da Produtividade e Advocacia da Concorrência, João Manoel Pinho de Mello, que acumulará as duas funções.

    Procurada, a Fazenda informou que não comentaria o assunto.

    Em julho, o guru econômico de Bolsonaro, Paulo Guedes, já havia indicado à Reuters que poderia manter alguns integrantes da atual equipe econômica do governo do presidente Michel Temer, elogiando Mansueto e o atual presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn.

    No fim de semana, Bolsonaro não descartou a possibilidade de manter Goldfajn à frente da autoridade monetária, reforçando que a indicação para o BC será feita junto com Guedes, seu escolhido para ser ministro da Fazenda. Sobre a permanência ou não de Ilan no BC ainda não há definição, segundo fontes ouvidas na semana passada pela Reuters.

    0

    0

    29

    4 M

    Placeholder - loading - Imagem da notícia Equipe econômica de Bolsonaro ainda discute se pauta econômica deverá ser atacada de uma vez ou aos poucos

    Equipe econômica de Bolsonaro ainda discute se pauta econômica deverá ser atacada de uma vez ou aos poucos

    Por Maria Carolina Marcello e Ricardo Brito

    BRASÍLIA (Reuters) - A equipe que elabora o programa econômico do candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL) ainda discute se a pauta econômica no Congresso, incluindo a reforma da Previdência, deverá ser abordada de uma vez ou aos poucos, informou uma fonte que acompanha as negociações.

    Segundo essa fonte, uma corrente do grupo, liderada pelo economista Paulo Guedes, entende que é necessário investir nos temas prioritários já no início de um eventual governo de Bolsonaro, enquanto outra frente, formada principalmente por técnicos e burocratas com experiência na máquina pública em Brasília, aconselha uma abordagem mais paulatina.

    Um dos temas que poderiam funcionar como teste, segundo essa abordagem gradual, seria o projeto que trata da autonomia do Banco Central. O assunto, avalia a fonte, não encontraria grandes resistências no Congresso e, uma vez aprovado, serviria para animar e dar fôlego à base de sustentação a ser construída em torno do governo.

    Para construir seu colchão de aliados, aliás, Bolsonaro contará muito com as bancadas parlamentares já identificadas com a sua pauta original, muito centrada nos problemas de segurança pública e em questões morais e culturais. São elas a bancada do agronegócio, a religiosa e a da “bala”, além dos parlamentares eleitos na esteira de corporações como policiais e militares.

    Na semana passada, reportagem da Reuters antecipou que Bolsonaro tem conquistado uma espécie de potencial “base” no Congresso por meio do suporte de importantes frentes parlamentares. As frentes da segurança pública, da agropecuária e dos evangélicos, conhecidas como a bancada BBB --bala, boi e Bíblia-- são apostas de aliados de Bolsonaro para avançar propostas no Congresso.

    A  declaração de neutralidade dos principais partidos do centrão foi encarada como positiva, uma vez que um apoio formal poderia ser visto como 'mais do mesmo na política', segundo essa fonte. Isto é, um aval do chamado establishment político poderia contradizer o ativo que o próprio Bolsonaro tem cultuado durante toda a sua campanha.

    Essa agenda moral e de costumes, a pauta “raiz” do candidato, seria usada, neste contexto, como um instrumento de negociação justamente para a aprovação da pauta econômica de interesse de Paulo Guedes no Congresso, nome confirmado por Bolsonaro nesta sexta-feira para comandar o Ministério da Fazenda em seu eventual governo.

    A fonte, que tem circulação no Congresso, prevê ainda um isolamento da esquerda no Legislativo diante do apoio temático a Bolsonaro dessas bancadas, do crescimento do PSL e da provável inclusão do centrão à base. As chances de aprovação de uma reforma da Previdência ainda no governo Temer, segundo avaliou, são muito pequenas, quase nulas.

    O PT, do adversário de Bolsonaro no segundo turno, o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad, elegeu a maior bancada na Câmara, com 56 deputados. O PSL de Bolsonaro conseguiu 52 cadeiras.

    SUCESSÃO NA CÂMARA

    Nessa conjuntura, há possibilidade de composição com o atual presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que pretende se reeleger para o posto. A intenção, no entanto, pode ser ameaçada pelo PSL, que ainda pode inchar com a migração de parlamentares de partidos que não atingiram a cláusula de barreira e pleitear o cargo com base no critério da proporcionalidade.

    No Senado, avaliou a fonte, o emedebista Renan Calheiros (AL) --identificado politicamente com os petistas-- deve encarar dificuldades para se lançar à Presidência da Casa. O Senado tem uma tradição de eleger para o comando da Casa o parlamentar do partido com o maior número de cadeiras --o MDB terá 12 senadores.

    Ainda assim, há uma abertura para o eventual governo Bolsonaro buscar uma composição com um nome mais palatável do partido, como Simone Tebet (MS) e Fernando Bezerra Coelho (PE).

    A equipe econômica do candidato já tem visão consolidada, no entanto, sobre a necessidade da presença de investimento estrangeiro na economia. Será dada prioridade a licitações internacionais, sem “preconceito” com o capital --mesmo que tenha origem na China. Bolsonaro, no entanto, tem mostrado repetidas vezes preocupação com a entrada de capital chinês no país.

    Para esse grupo, o Programa de Parceria de Investimentos (PPI), criado para ampliar a interação entre o Estado e a iniciativa privada em contratos de parceria e de medidas de desestatização, já oferece um avanço em relação ao que era praticado.

    0

    0

    18

    4 M

    Placeholder - loading - Imagem da notícia Propostas econômicas devem seguir fora dos holofotes no 2º turno das eleições

    Propostas econômicas devem seguir fora dos holofotes no 2º turno das eleições

    Por Marcela Ayres

    BRASÍLIA (Reuters) - As propostas econômicas dos candidatos Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) devem atrair questionamentos a partir de agora na disputa presidencial, mas dificilmente, na visão de agentes do mercado, vão embalar as campanhas nesta rodada final.

    Bolsonaro, com 46 por cento dos votos, e Haddad, com 29 por cento, passaram para o segundo turno das eleições presidenciais em votação no domingo, depois de uma campanha em primeiro turno que relegou ao segundo plano o debate econômico.

    'Eu acho que o detalhamento está fora do radar', afirmou o economista-chefe do Fator, José Francisco de Lima. 'Bolsonaro não precisa disso pra avançar e para o Haddad seria muito custoso detalhar alguma coisa nessa linha (do ajuste fiscal)', afirmou ele, em referência à chance de o petista afastar um eleitorado cativo, de esquerda, se optar por fazer muitos acenos ao mercado.

    'No curto prazo, a situação também é boa para o Bolsonaro. Porque se o dólar cai e a bolsa sobe, e isso for visto como persistente, vai entrar na campanha um argumento importante que é o da confiança e o da estabilidade', acrescentou ele.

    Os ativos brasileiros subiram com força na segunda-feira, repercutindo o resultado eleitoral do primeiro turno, inclusive a nova composição do Congresso, com o principal índice da bolsa paulista, o Ibovespa, fechando em alta de 4,6 por cento e o dólar recuando 2,35 por ante o real.

    Na retomada da campanha após a votação de domingo, os presidenciáveis já deram mostras do caminho que pretendem trilhar daqui para frente. Bolsonaro fez fortes críticas ao fato de Haddad se aconselhar com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na prisão, reforçando a artilharia contra o establishment e contra a corrupção.

    Embora Haddad tenha dito que o que guiará o segundo turno é o debate econômico, criticando o 'projeto neoliberal' de seu opositor, ele está centrando esforços para emplacar sua candidatura como de defesa da democracia, tentando marcar uma contraposição ao estilo autoritário associado ao candidato do PSL. O petista também vem reforçando seus laços familiares.

    'O tema dessa eleição todinha foi um tema moral, e em cima disso vai continuar sendo no segundo turno. Não acho que tem motivo para de repente começar a olhar o lado fiscal, crescimento, coisa que foi pouquíssimo mencionada nesse primeiro turno', avaliou o economista-chefe do Grupo Confidence, Robério Costa.

    Para ele, o fato de um grande número de parlamentares terem sido eleitos na onda de Bolsonaro tende a amainar temores de que, se eleito, ele não teria força para emplacar reformas importantes que o mercado espera, como a da Previdência.

    'Agora, mais à frente, num prazo mais longo, essa expectativa precisa se materializar', destacou Costa. 'O fato de ele ter esse meio de campo mais aberto pra atuar não significa dizer que vai conseguir encontrar consenso lá dentro pra votar reformas. Quando você vai para o embate no Congresso estão em jogo questões corporativas muito fortes.'

    Em condição de anonimato, uma fonte do alto escalão da equipe econômica do governo lembrou que, passada a primeira etapa da disputa ao Palácio do Planalto, também perduram dúvidas sobre o programa de cada um dos candidatos e se as propostas originais seguirão de pé.

    DIREÇÕES OPOSTAS

    Apesar de os programas terem direções claras, com o petista priorizando maior participação do Estado na economia e o candidato do PSL se alinhando à cartilha do livre mercado, ambos não detalharam ainda como de pretendem implementar as reformas importantes. Ao mesmo tempo os dois lados vêm flexibilizando posições em busca de menor controvérsia.

    'As propostas de Paulo Guedes (assessor econômico de Bolsonaro) são boas. Dífícil é implementar', afirmou a fonte, acrescentando ainda que a expectativa também é de que Haddad caminhe de maneira clara para o centro.

    Apesar de o programa do PT defender que é possível equilibrar as contas da Previdência com a retomada dos empregos, formalização de atividades econômicas e maior arrecadação, Haddad já vem publicamente reconhecendo a necessidade de mexer nas regras de acesso à aposentadoria.

    Bolsonaro, por sua vez, afirmou na segunda-feira que 'desde o início' quer isenção de Imposto de Renda para os que ganham até 5 mil reais, embora a proposta não conste formalmente em seu programa, mas esteja no do PT.

    Ambos, contudo, não esclarecem com números como abrirão mão desta receita em meio à grave situação fiscal do país, que caminha para seu quinto ano seguido de déficit primário.

    O ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, já afirmou que isentar de IR os que ganham até 5 salários mínimos teria um custo de 60 bilhões de reais por ano, o que considera 'absolutamente inviável'.

    0

    0

    10

    4 M

    Placeholder - loading - Imagem da notícia Teoria econômica sobre mudança climática rende Nobel a dupla dos EUA

    Teoria econômica sobre mudança climática rende Nobel a dupla dos EUA

    ESTOCOLMO (Reuters) - Os norte-americanos William Nordhaus e Paul Romer, que foram pioneiros ao adaptar a teoria econômica para dimensionar melhor as questões ambientais e o progresso tecnológico, dividiram o Prêmio Nobel de Economia 2018 nesta segunda-feira.

    Ao conceder um prêmio que destacou o debate global dos riscos associados à mudança climática, a Academia Real Sueca de Ciências disse que o trabalho dos laureados ajudou o responder perguntas fundamentais sobre como promover o crescimento sustentável de longo prazo e enfatizar o bem-estar humano.

    A premiação pegou Romer, da Escola de Administração Stern da Universidade de Nova York, de surpresa.

    'Recebi duas ligações hoje de manhã, e não respondi nenhuma porque achei que eram telemarketing, então não estava esperando o prêmio', disse ele, comemorando a chance de expandir sua teoria.

    'Acho que... muitas pessoas acreditam que proteger o meio ambiente será tão caro e difícil que querem ignorá-lo...', disse, em uma entrevista à imprensa por telefone.

    '(Mas) com certeza podemos fazer um progresso substancial protegendo o meio ambiente, e fazê-lo sem desistir da chance de sustentar o crescimento.'

    Romer mostrou como as forças econômicas governam a disposição das empresas para produzir novas ideias e inovações e estabeleceu os fundamentos de um novo modelo para o desenvolvimento, conhecido como teoria do crescimento endógeno.

    Nordhaus, da Universidade Yale, foi a primeira pessoa a criar um modelo quantitativo que descreveu a interação entre a economia e o clima.

    'Suas descobertas ampliaram significativamente o âmbito da análise econômica por meio da construção de modelos que explicam como a economia de mercado interage com a natureza e o conhecimento', disse a academia em um comunicado.

    Horas antes do anúncio do prêmio, o Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática das Nações Unidas (IPCC) alertou para o risco de ondas de calor mais frequentes, enchentes e secas em algumas regiões, além da perda de espécies, sem uma mudança radical na maneira como as sociedades operam.

    O anúncio do último Prêmio Nobel de 2018 nesta segunda-feira também ocorreu menos de um mês depois do 10º aniversário da quebra do banco de investimento Lehman Brothers.

    Seu colapso desencadeou uma crise econômica, da qual muitos avaliam que o sistema financeira mundial ainda se recupera.

    0

    0

    16

    4 M

    Fique por dentro

    de tudo o que acontece nos bastidores do mundo da música, desde lançamentos, shows, homenagens, parcerias e curiosidades sobre o seu artista favorito. A vinda de artistas ao Brasil, cantores e bandas confirmadas no Lollapalooza e no Rock in Rio, ações beneficentes, novos álbuns, singles e clipes. Além disso, você acompanha conosco a cobertura das principais premiações do mundo como o Oscar, Grammy Awards, BRIT Awards, American Music Awards e Billboard Music Awards. Leia as novidades sobre Phil Collins, Coldplay, U2, Jamiroquai, Tears for Fears, Céline Dion, Ed Sheeran, A-ha, Shania Twain, Culture Club, Spice Girls, entre outros. Aproveite também e ouça esses e outros artistas no aplicativo da Rádio Antena 1, baixe na Apple Store ou Google Play e fique sintonizado.

    1. Home
    2. noticias
    3. tags
    4. economia

    Este site usa cookies para garantir que você tenha a melhor experiência.