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    Doutor Sono – Crítica Sem Spoilers

    Mesmo com nostalgia em excesso, Doutor Sono se mostra à altura de uma boa sequência para O Iluminado

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    Ewan McGregor em cena do filme Doutor Sono

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    Todo mundo já ouviu falar de O Iluminado. Mesmo quem não assistiu, quem não é fã das obras de Stephen King ou de terror em um geral... todo mundo sabe que existe um filme chamado O Iluminado e reconhece o peso de tal na história do cinema. E desta vez, é Ewan McGregor quem sustenta a responsabilidade do protagonista.
     
    Leia também: Crítica Sem Spoilers - A Odisséia dos Tontos
     
    Na sequência do filme de 1980, dirigido por Stanley Kubrick (Laranja Mecânica, Nascido Para Matar), vemos um Danny Torrance (agora apenas Dan) lidando com o efeito pós-traumático e vivendo uma vida extremamente afetada por sua experiência no Hotel Outlook. Assim como seu pai, Jack Torrance, Dan tem problemas com álcool, e o assistimos tentando lidar e contornar tal doença.  
     
    Ao mesmo tempo, conhecemos outras duas histórias paralelas logo de cara. A primeira é a de grupo de inumanos que se alimenta do vapor, ou brilho, de crianças iluminadas para que possam viver não para sempre, mas ao menos por centenas de anos. A segunda história é a de Abra (Kyliegh Curran), uma menina de 13 anos que desde pequena se mostrou envolvida com seu dom.  
     
    O filme começa de fato no momento em que as três histórias se cruzam: A jovem Abra  toma ciência dos atos malignos do grupo de inumanos, liderado por Rose The Hat (Rebecca Ferguson), e começa a ser caçada por tal. É quando ela vai atrás de Dan, com quem já mantinha uma ligação sobrenatural desde criança, e pede ajuda que o protagonista começa a se questionar sobre sua obrigação de ajudar a menina. 
     
    Desde que a adaptação cinematográfica de Doutor Sono foi anunciada, muito se especulou sobre qual caminho o novo diretor Mike Flanagan seguiria. Por um lado, fãs mais fervorosos de Stephen King não deixariam de conferir o resultado, já pelo outro, a legião de fãs do primeiro filme da franquia fariam fila parar assistir ao filme.  
     
    Flanagan parece ter escolhido a segunda opção. Apesar de ter uma mão forte da obra de King, o que realmente chama a atenção é a forma como o novo capítulo se parece com o primogênito, lançado há quase 30 anos. Tudo indica que foi a melhor decisão a ser tomada, já que quando falamos de O Iluminado, a maioria se lembra do filme e não do livro.  
     
    Dito isso, é justo ressaltar que o diretor talvez tenha exagerado na entrega de detalhes da trama. É fato, algumas coisas são melhores quando deixadas para a imaginação do público. E, se no primeiro filme o terror foi explorado de forma bastante psicológica, aqui ele é usado da maneira mais prática e material.  
     
    Com mais de 2h30 de filme – assim como o primeiro – o roteiro parece entregar o final já na metade do longa. O que, felizmente, não acontece. Enquanto os dois primeiros atos oferecem suspense, terror e empatia com os novos personagens, o terceiro não consegue se sustentar no mesmo nível. 
     
    Entretanto, pontos positivos também vão para a recriação dos cenários que, apesar de terem 30 anos de distância, parecem ser os mesmos usados primeiramente. A trilha sonora dá o toque final à dose exagerada de nostalgia que Flanagan quis entregar para os fãs da franquia.  

     

    Outro ponto positivo até demais é o elenco, que consegue cativar a empatia do grupo em poucos minutos. E, apesar de McGregor sustentar bem o personagem, quem brilha e dá nome ao filme é Rebecca Ferguson, que vem se mostrando cada vez mais uma atriz para ficar de olho. Ferguson transmite toda confiança questionável e desespero velado de Rose, que tenta manter o restante do grupo a salvo escondeno a real ameaça trazida por Abra. 


     
    De forma geral, Doutor Sono é uma boa continuação de O Iluminado. Com roteiro redondo, ótimas atuações e roteiro engajado, o longa pode se tornar esquecível em alguns anos, mas vale a sensação enquanto assistido.  

     

    Doutor Sono tem estreia marcada para 7 de novembro. Confira o trailer abaixo:

     

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