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Durigan reconhece pressão da guerra sobre combustíveis, mas diz que impacto é menor no Brasil

Durigan reconhece pressão da guerra sobre combustíveis, mas diz que impacto é menor no Brasil

Reuters

25/05/2026

Placeholder - loading - Ministro da Fazenda, Dario Durigan  31 de março de 2026. REUTERS/Adriano Machado/Foto de arquivo
Ministro da Fazenda, Dario Durigan 31 de março de 2026. REUTERS/Adriano Machado/Foto de arquivo

25 Mai (Reuters) - O ministro da ​Fazenda, Dario Durigan, reconheceu nesta segunda-feira que a guerra no Oriente Médio tem afetado os preços dos combustíveis e a inflação no Brasil, mas disse que os impactos são menores do que os registrados em outros países.

'Na comparação com o mundo, o Brasil é dos países que menos foi afetado pela guerra do Irã, que é uma guerra que vai ⁠começar ⁠a desarranjar cadeias no mundo ​afora', comentou ‌Durigan durante evento de lançamento do 5º Leilão do Eco Invest Brasil, em São Paulo.

'Por exemplo, na Índia, eles estão discutindo racionamento de combustíveis. Nós ⁠não estamos discutindo racionamento de combustíveis no Brasil. Na ​Coreia do Sul, eles estão tabelando preço.'

Durigan citou ainda os ​exemplos do Chile, onde o ‌preço dos combustíveis ​subiram 85%, ⁠e da África do Sul, cuja alta foi de 150%, segundo ele.

'Aqui no Brasil, a gente teve um aumento de 20% -- ​claro que impacta, não estou menosprezando o impacto, existe um impacto -- mas que comparativamente com o resto do mundo é muito pequeno', pontuou.

Desde o início da guerra ​dos EUA e de Israel contra o Irã, no fim de fevereiro, o tráfego de petroleiros pelo Estreito de Ormuz está prejudicado, o que impulsionou os preços internacionais do petróleo, impactando o custo dos combustíveis nos países.

De acordo com Durigan, o Brasil tem demonstrado maior resiliência neste momento de pressão ​de preços porque, ao longo dos anos, foi desenvolvendo alternativas, como ‌os biocombustíveis e a ⁠exploração de petróleo em águas profundas.

No novo leilão do programa Eco Invest, o governo espera levantar R$50 bilhões para ⁠o desenvolvimento de tecnologias sustentáveis de ⁠ponta em setores considerados estratégicos -- ⁠incluindo o ⁠de ​combustíveis sustentáveis.

(Por Fabrício de Castro, em São PauloEdição de Camila Moreira)

Reuters

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