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Em derrota para governo, CPI da Covid é instalada com Renan Calheiros como relator

Placeholder - loading - Senador Renan Calheiros, com senador Randolfe Rodrigues ao fundo durante entrevista no Senado  27/4/2021 REUTERS/Adriano Machado
Senador Renan Calheiros, com senador Randolfe Rodrigues ao fundo durante entrevista no Senado 27/4/2021 REUTERS/Adriano Machado

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Por Maria Carolina Marcello

BRASÍLIA (Reuters) - O Senado instalou nesta terça-feira a CPI da Covid e confirmou o desenho desfavorável ao governo nos postos-chave da comissão, tendo Renan Calheiros (MDB-AL) como relator, Omar Aziz (PSD-AM) como presidente e o líder da oposição Randolfe Rodrigues (Rede-AP), como vice-presidente.

Proposta para investigar ações e omissões do governo federal no combate à pandemia, além dos repasses de recursos federais na área da saúde a entes federativos, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) tem potencial para sangrar o governo e a leitura, de um lado e de outro, é que desenhará as tendências para as eleições de 2022.

Governo e parlamentares aliados trabalharam para desfazer a correlação de forças desfavorável e centraram a maior parte dos esforços nos questionamentos sobre a imparcialidade de Renan, sob o argumento que senador é pai do governador de Alagoas.

Mas o parlamentar assumiu a relatoria e já deu o tom que pretende imprimir nos trabalhos do colegiado, embora tenha prometido atuação isenta e despolitizada.

Renan afirmou que a tragédia da Covid-19 no país, com elevado número de mortes e de casos, poderia ter sido minimizada com 'atitudes corretas, tempestivas, responsáveis e humanitárias'. Também indicou que levaria em conta aspectos científicos, sugeriu pedido de informações sobre a atuação do governo em relação a vacinas e também a medicamentos sem eficácia comprovada contra o coronavírus.

'A comissão será um santuário da ciência, do conhecimento e uma antítese diária e estridente ao obscurantismo negacionista e sepulcral, responsável por uma desoladora necrópole que se expande diante da incúria e do escárnio desumano', declarou, em discurso assim que foi designado relator.

'Não podemos virar as costas para a nação. Há uma ameaça real de virarmos um apartheid sanitário mundial. Ninguém nos quer por perto. Brasileiros são discriminados no mundo, e corremos o risco de boicote aos nossos produtos.'

A possível indicação do senador chegou a ser suspensa em caráter liminar, na véspera, pela da Justiça Federal do Distrito Federal, a pedido da deputada Carla Zambelli (PSL-SP), aliada do presidente Jair Bolsonaro.

A suspensão foi revertida, no entanto, por determinação do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, garantindo a indicação de Renan.

Ainda na noite da segunda-feira, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), já indicava não concordar com a decisão liminar. O senador afirmou que a designação do relator da CPI é prerrogativa do presidente da comissão e, portanto, uma questão interna da Casa.

ROTEIRO

A CPI da Covid do Senado vai votar um plano de trabalho na quinta-feira e deve ter o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta como o primeiro a prestar depoimento, na próxima terça-feira.

Os demais ex-ministros da pasta --Nelson Teich e Eduardo Pazuello-- e o atual ocupante da pasta, Marcelo Queiroga, também devem ser ouvidos em breve. Nesta terça, a comissão formalizou sua instalação com a escolha dos integrantes que vão compor a mesa dos trabalhos.

Escolhido presidente da CPI, o senador Omar Aziz (PSD-AM) deu 24 horas de prazo para que os integrantes da comissão apresentem sugestões de tomada de depoimentos e informações a serem obtidas, que serão colocadas em votação na quinta de manhã.

De antemão, o relator da comissão, já apresentou uma lista de 11 pedidos e requisições de informações da CPI. Entre eles, informações do governo sobre tratativas e contratos de vacinas e insumos do Ministério da Saúde e documentos do governo federal relacionados a medicamentos sem eficácia comprovada e tratamento precoce.

Cauteloso com as palavras, o relator não se furtou a indicar que buscará apontar a responsabilidade de autoridades ao final das apurações.

'Não foi por acaso o flagelo divino que nos trouxe a esse quadro. Há responsáveis, evidentemente; há culpados por ação, omissão, desídia ou incompetência. E eles, em se comprovando, serão responsabilizados. Essa será a resposta para nos conectarmos com o Planeta. Os crimes contra a humanidade não prescrevem jamais e são transnacionais – Miloševic, Augusto Pinochet são exemplos da história. Façamos a nossa parte', disse Renan.

MEDO

Durante a reunião, senadores governistas tentaram investir seus últimos esforços, antes da oficialização dos nomes, em questionamentos sobre a composição da CPI e a relatoria, quando a reunião ainda era presidida pelo senador Otto Alencar (PSD-BA), o mais idoso do grupo, que comandava os trabalhos antes da eleição de Omar por 8 votos a 3.

Primeiro a apresentar questão de ordem, o senador Ciro Nogueira (PP-PI), presidente do PP e importante liderança do centrão, grupo que dá sustentação ao governo Bolsonaro no Congresso Nacional, afirmou que as regras da Casa não permitiam que parlamentares participassem de mais de uma CPI, forçando vários colegas a anunciarem que teriam de abrir mão de cadeiras em outras comissões de investigação.

Jorginho Mello (PL-SC), por sua vez, apresentou duas questões de ordem para impedir a participação de colegas com 'vínculo sanguíneo com potencial investigado', uma a Otto, quando ele presidia os trabalhos, e depois a Omar, já eleito.

O senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), que não integra a CPI, mas participou da reunião de instalação, transpareceu, em sua fala, as preocupações do governo em relação ao potencial impacto eleitoral da CPI.

'Aquele parlamentar que estiver nesta CPI e quiser subir nos caixões dos quase 400 mil mortos para fazer política rasteira e barata, para atacar o presidente Bolsonaro, o governo federal e antecipar o palco de 2022, a população vai saber identificar, avaliar e julgar, porque quem nos julga é o eleitor', disse o filho do presidente da República.

Outro a agir a favor do governo foi o senador Marcos Rogério (DEM-RO), que também quis colocar a indicação de Renan sob suspeição.

'Senhor presidente, a CPI não vai garantir UTI, não vai garantir vacina, com todo o respeito a vossa excelência', disse.

'Bom, alguém que, antes de estar aqui ou estando aqui, já declara o presidente da República um genocida, que tipo de isenção tem para investigar? Que tipo de isenção tem para buscar conhecer os fatos e fazer deles juízo de valor?', questionou.

Omar Aziz replicou: 'Nós estamos há duas horas e meia, aqui, e há três ou quatro senadores querendo não instalar. Qual é o medo da CPI? É medo da CPI ou medo do senador Renan? Diga-me você: é medo da CPI ou medo do senador Renan?', e emendou oficializando a designação de Renan como relator.

O presidente da CPI, reconheceu, no entanto, aceno do líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), que firmou o compromisso do Executivo em fornecer todas as informações necessárias.

(Reportagem adicional de Ricardo Brito)

Escrito por Reuters

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INXS comemora 45 anos de carreira

Uma das bandas mais icônicas dos anos 80, INXS, completa hoje 45 anos de história. O conjunto australiano está preparando uma série de lançamentos que serão divulgados em sua festa oficial, que será transmitida pelo TikTok. O evento é completamente dedicado aos fãs, e acontece nesta terça-feira (16) a partir das 18h, no horário de Brasília.

A banda de rock alternativo se formou em 1977, inicialmente como The Farriss Brothers. Os membros fundadores da banda foram o baixista Garry Gary Beers, Andrew Farriss principal compositor e tecladista, o baterista Jon Farriss, o guitarrista Tim Farriss o vocalista e principal letrista Michael Hutchence, e o guitarrista e saxofonista Kirk Pengilly.

A festa virtual, nomeada “INXS Day”, será em parceira com a Pertrol Records, Universal Music Group e Rhino Records, além de também marcar os 35 anos do lançamento de Kick, seu sexto trabalho de estúdio. A comemoração será disponibilizada para o mundo inteiro, e ao longo de uma hora, contará com entrevistas dos membros da banda e do produtor musicas executivo, Giles Martin.

“Tiro meu chapéu para Giles, que foi capaz de processar os sons com precisão com a tecnologia atual”, comenta o saxofonista e guitarrista fundador do grupo, Kirk Pengilly. “Parece o álbum original, mas agora, espalhado por um espaço 3D. Parece incrível”, acrescentou.



Não é a primeira vez que o grupo revive marcos de sua carreira. Previamente, experiências como esta já renderam ao INXS um documentário que estreou em 2019, intitulado “Mystify’. A produção, que teve como assunto principal Michael Hutchence, contou com uma trilha sonora repleta de faixas da banda.

Com isso, é esperado que logo mais a vida e carreira do INXS se transformem em uma cinebiografia.



Confira a tradução do post:

“Hoje é o dia! Comemorando nosso aniversário transmitindo o novo recurso AO VIVO no @tiktok mais duas vezes hoje. Encontre seu fuso horário abaixo e sintonize”

“Como começou.... The Farrias Brothers, uma banda que seria logo renomeada como INXS, fez seu trabalho de estreia em uma house party em Whale Beach, Sydney. Como está indo... INXS vendeu 70 milhões de álbuns ao redor do mundo, fazendo deles um dos maiores atos musicais que mais vendeu de todos os tempos”

Você pode acompanhar o evento clicando aqui.

Relembre a trajetória da banda

A banda ganhou notoriedade por seu estilo, que era uma mescla de new wave e pop. Mais tarde começaram a se aventurar em gêneros mais difíceis, como pub rock, que incluía elementos de funk e dance. Por 20 anos, o INXS foi liderado por Hutchence, cuja presença de palco magnética fez dele o elemento chave da banda.





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Mariah Carey entra em processo pela marca “Rainha do Natal”

Mariah Carey e Natal tem tudo a ver. A cantora tomou a trilha sonora da data para si com suas canções como “All I Want For Christmas Is You” e “When Christmas Comes”. Agora, ao tentar registrar a marca “rainha do natal”, Mariah Carey entrou em uma batalha judicial.

Darlene Love e Elizabeth Chan entraram na justiça para impedir que Mariah registrasse a marca. “É verdade que Mariah Carrey registrou ‘Rainha do Natal’? O que isso quer dizer? Eu não poderei mais usar esse título? David Letterman oficialmente me declarou ‘Rainha do Natal’ 29 anos atrás, um ano antes dela lançar ‘All I Want for Christmas Is You’ e, aos 81 anos, eu não vou mudar nada. Eu estou nesse negócio há 52 anos, eu mereci e ainda atinjo minhas notas! Se Mariah tem um problema ligue para o David ou para meu advogado”, declarou love.

“O Natal já estava aqui antes de qualquer um de nós e, espero, que ele continue depois de nós. Eu acho que ninguém deveria ser dona do Natal e monopolizá-lo da forma que Mariah quer. Não é certo fazer isso, Natal é para todos, é para ser compartilhado, não para ter um dono. Não é só no mundo da música, ela está tentando possuir tudo – roupas, pebidas, mascaras, coleira de cachorro. Se você tricotar um suéter escrito “Rainha do Natal”, você tem que poder vendê-lo”, explicou Elizabeth Chan junto a seu advogado.

Mariah Carrey e seu representante legal não respondeu a declaração.

Elizabeth Chan começou a ser chamada de rainha do natal pela imprensa antes mesmo que ela assumisse o título. O apelido veio em 2014, aos 11 anos de carreira, com o lançamento de “All Access”. Chan ressaltou que não é uma luta contra a artista e que não se considera a “Rainha do Natal”.

Todas elas não foram as únicas a serem chamadas de Rainhas do Natal. Brenda Lee teve suas músicas de natal fazendo sucesso nos anos 50 e 60. A verdade é que tem espaço para várias rainhas do natal.

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