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    Em evento liderado por Doria, ex-presidentes defendem vacinação contra Covid-19

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    Governador de São Paulo, João Doria, mostra caixa da CoronaVac 07/01/2021 REUTERS/Amanda Perobelli

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    BRASÍLIA (Reuters) - Os ex-presidentes da República José Sarney, Michel Temer e Fernando Henrique Cardoso defenderam a vacinação contra Covid-19, em evento liderado pelo governador de São Paulo, João Doria (PSDB) nesta segunda-feira, dia em que a capital completa 467 anos.

    Durante a solenidade, Doria disse que o gesto 'não seria, como não é, um ato político ou de confronto'. Afirmou que, ao contrário, é um ato de 'união, solidariedade, que a vida de brasileiros está acima de qualquer sentimento', destacando que o Brasil já perdeu mais de 217 mil pessoas para o vírus.

    'É uma tragédia na história do país', disse o tucano.

    Doria é um potencial adversário do presidente Jair Bolsonaro na sucessão presidencial de 2022 e tem travado com ele duros embates sobre a atuação do governo no enfrentamento à pandemia do novo coronavírus. Bolsonaro não tem sido um forte defensor da vacinação, dizendo que, embora ela vá ser ofertada à toda população, não será obrigatória.

    Primeiro a falar, de forma virtual, José Sarney destacou que a vacinação é a 'esperança para vencer essa tragédia'. Disse ainda que é a hora de dizer à população brasileira que colabore com os esforços das autoridades sanitárias.

    O ex-presidente Michel Temer, que falou remotamente em seguida, afirmou que tomará a vacina 'com muita tranquilidade' assim que chegar o seu momento.

    'A vida não volta, mas a economia se recupera', declarou.

    'Vacinem-se todos, esta é a melhor comemoração que podemos fazer no dia da fundação de São Paulo', exaltou.

    Único presente ao evento, usando máscara, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse que nunca se passou por nada parecido com a situação atual e destacou que o vírus não perdoa 'idade, classe social, nada, ele mata'.

    'A defesa que nós temos é a vacina', afirmou. Questionado por um repórter sobre a atuação do governo federal, FHC mandou um recado indireto: 'Governos são sempre transitórios, não estou aqui para criticar governos, mas nós temos instituições sólidas', disse.

    Os ex-presidentes Fernando Collor e os petistas Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff foram convidados, mas declinaram de participar do encontro.

    Apesar da ressalva de não se tratar de ato político, João Doria posou, em dois momentos, fazendo um V de vitória com os ex-presidentes e demais autoridades presentes.

    CHINA

    Designado por Doria para lidar com tratativas na China, Temer disse que conversou com o embaixador do país asiático no Brasil pela manhã e acrescentou ter sido informado que os insumos para fabricação de vacinas no país já estão sendo acondicionados.

    Segundo Temer, há uma 'pequena questão técnica' e depois os insumos seguirão para o Instituto Butantan e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

    João Doria disse que terá uma reunião com representantes da diplomacia chinesa na terça-feira e a intenção é fazer novo anúncio de lotes da vacina. O Butantan já adquiriu 106 milhões de doses da CoronaVac.

    (Reportagem de Ricardo Brito)

    Escrito por Reuters

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