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    Em polêmica ética, pesquisador chinês diz ter criado bebês geneticamente editados

    A finalidade, segundo o pesquisador, seria criar a capacidade de resistir a uma possível infecção futura pelo vírus HIV.

    Por Letícia Furlan

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    Em entrevista exclusiva à agência de notícias americana Associated Press, um pesquisador chinês diz ter ajudado a criar o que seriam os primeiros bebês geneticamente editados no mundo. Se tratam de duas meninas gêmeas nascidas neste mês. Se for verdade, esse seria um grande salto da ciência e da ética.

    O pesquisador, He Jiankui, de Shenzhen, disse que seu objetivo não é curar ou prevenir uma doença hereditária, mas tentar dar uma característica que poucas pessoas têm naturalmente – uma capacidade de resistir a uma possível infecção futura pelo HIV, o vírus da Aids.

    Não há confirmação independente da reivindicação de He e ela não foi publicada em um periódico, onde seria examinada por outros especialistas. Ele fez a revelação em Hong Kong a um dos organizadores de uma conferência internacional sobre edição de genes que deve começar nesta terça-feira (27) e, mais cedo, em entrevistas exclusivas à Associated Press.

    "Sinto uma forte responsabilidade de não apenas fazer uma primeira pesquisa, mas também torná-la um exemplo. A sociedade decidirá o que fazer a seguir", disse ele à AP, em termos de permitir ou proibir essa ciência.

    Alguns cientistas se espantaram ao ouvir a afirmação e condenaram-na. Muitos consideram que é muito perigoso tentar, e alguns denunciaram o relatório chinês como experimentação humana.

    “É inconcebível... um experimento em seres humanos que não é moralmente ou eticamente defensável", disse o Dr. Kiran Musunuru, especialista em edição de genes da Universidade da Pensilvânia e editor de uma revista de genética.

    Já o cientista americano Michael Deem, ex-orientador de He na Universidade Rice, em Houston, afirma ter participado do trabalho na China. Esse tipo de edição genética é proibido nos Estados Unidos, porque as mudanças no DNA podem passar para as futuras gerações e prejudicar outros genes. Deem detém o que chamou de "uma pequena participação" e está nos conselhos consultivos científicos de duas das empresas de He.

    Vários cientistas, no entanto, revisaram materiais que He forneceu à agência e disseram que os testes até agora são insuficientes para dizer que a edição funcionou ou para descartar o dano. Eles também notaram evidências de que a edição estava incompleta.

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