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Em texto de estreia de Braga Netto como ministro da Defesa, golpe de 1964 vira pacificação do país

Placeholder - loading - General da reserva Braga Netto, que assumiu o Ministério da Defesa 03/04/2020 REUTERS/Adriano Machado
General da reserva Braga Netto, que assumiu o Ministério da Defesa 03/04/2020 REUTERS/Adriano Machado

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Por Alexandre Caverni

(Reuters) - O novo ministro da Defesa, Walter Braga Netto, divulgou nesta terça-feira texto 'Ordem do Dia Alusiva ao 31 de Março de 1964' enaltecendo o papel de 'pacificar o país' realizado pelas Forças Armadas naquele ano, quando os militares foram protagonistas do golpe de Estado que derrubou o governo constitucional do presidente João Goulart.

A texto de estreia de Braga Netto, que é general da reserva, enaltecendo as conquistas do golpe de 1964 ocorre em meio a temores de que sua ida para a pasta, assim como a saída dos atuais comandantes do Exército, Marinha e Aeronáutica, seja uma manobra do presidente Jair Bolsonaro para ampliar a politização e sua influência nas Forças Armadas.

'A Guerra Fria envolveu a América Latina, trazendo ao Brasil um cenário de inseguranças com grave instabilidade política, social e econômica. Havia ameaça real à paz e à democracia', diz Braga Netto na Ordem do Dia.

'Os brasileiros perceberam a emergência e se movimentaram nas ruas, com amplo apoio da imprensa, de lideranças políticas, das igrejas, do segmento empresarial, de diversos setores da sociedade organizada e das Forças Armadas, interrompendo a escalada conflitiva, resultando no chamado movimento de 31 de março de 1964', continua o novo ministro da Defesa, se referindo ao que durante muito tempo os militares chamaram de revolução.

'As Forças Armadas acabaram assumindo a responsabilidade de pacificar o país, enfrentando os desgastes para reorganizá-lo e garantir as liberdades democráticas que hoje desfrutamos.'

A derrubada de João Goulart, que realmente contou com apoio de setores da sociedade, levou a uma ditadura de 21 anos, que teve presos políticos, torturados, mortos, desaparecidos, fechamento do Congresso e censura à imprensa, entre outras quebras dos direitos humanos.

Mas, segundo a Ordem do Dia do ministro, eventos como os de 1964 'só podem ser compreendidos a partir do contexto da época', e o quadro hoje é outro.

'O cenário geopolítico atual apresenta novos desafios, como questões ambientais, ameaças cibernéticas, segurança alimentar e pandemias. As Forças Armadas estão presentes, na linha de frente, protegendo a população.'

Mais para o final do texto, Braga Netto ressalta a missão constitucional das Forças Armada, na qual está 'garantir os Poderes constitucionais'.

'A Marinha, o Exército e a Força Aérea acompanham as mudanças, conscientes de sua missão constitucional de defender a Pátria, garantir os Poderes constitucionais, e seguros de que a harmonia e o equilíbrio entre esses Poderes preservarão a paz e a estabilidade em nosso país', afirma.

'O movimento de 1964 é parte da trajetória histórica do Brasil. Assim devem ser compreendidos e celebrados os acontecimentos daquele 31 de março.'

Escrito por Reuters

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