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Eneva avalia opções de negócios na Venezuela, diz CEO

Eneva avalia opções de negócios na Venezuela, diz CEO

Reuters

17/06/2026

Placeholder - loading - Navios-tanque ancorados no Lago Maracaibo 9 de fevereiro de 2026 REUTERS/Marco Bello
Navios-tanque ancorados no Lago Maracaibo 9 de fevereiro de 2026 REUTERS/Marco Bello

RIO DE JANEIRO, 17 Jun (Reuters) - A ​Eneva avalia oportunidades de negócios na Venezuela, incluindo projetos de geração térmica a gás, em meio a mudanças regulatórias no país que podem reduzir riscos e abrir espaço para investimentos estrangeiros, disse o presidente-executivo da companhia, Lino Cançado.

Segundo ele, a empresa vem analisando o mercado venezuelano diante de uma possível reorganização do setor energético.

'É um país que está tendo uma abertura... uma mudança regulatória e de administração significativa que ⁠reduz ⁠o risco gigantesco que existe na ​Venezuela, ‌e deixa de existir', afirmou ele, ao ser questionado pela Reuters durante evento do setor Enase.

Cançado destacou que a Venezuela apresenta demanda ampla por investimentos em energia e óleo e gás.

'É ⁠um país que precisa de tudo que a Eneva tem ​capacidade de fazer, seja no upstream, seja no downstream, seja ​na geração', disse, citando oportunidades desde exploração ‌e produção até ​geração elétrica.

Contudo, ⁠ele observou que o país já enfrenta restrições no fornecimento de energia, o que pode limitar o crescimento da produção de petróleo.

'A Venezuela ​já está com racionamento de energia na maior parte das cidades do país... você não aumenta a produção nesse nível sem energia', afirmou, acrescentando que há necessidade relevante de expansão da geração.

O executivo ​destacou que não há ainda projetos concretos ou parcerias firmadas, mas que o setor local busca se reorganizar para atrair capital externo.

Entre as oportunidades avaliadas, Cançado apontou projetos ligados à geração térmica a gás, segmento principal de atuação da Eneva.

'O que a gente faz mais é térmica a gás... tem oportunidade para tudo que a gente sabe fazer', ​afirmou.

A Reuters noticiou em fevereiro que a Eneva avaliava alternativas de investimentos ‌na Venezuela, com base em ⁠fontes com conhecimento do assunto, após os Estados Unidos iniciarem uma intervenção no país.

Separadamente, o executivo afirmou que o fornecimento de ⁠gás natural liquefeito (GNL) à companhia não foi afetado ⁠pelo conflito envolvendo o Irã, ⁠acrescentando que a ⁠empresa ​mantém suas operações normalmente abastecidas.

(Por Rodrigo Viga Gaier; edição de Roberto Samora)

Reuters

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