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Concessões de empréstimos no Brasil caem em fevereiro e inadimplência é a maior desde 2017

Concessões de empréstimos no Brasil caem em fevereiro e inadimplência é a maior desde 2017

Reuters

30/03/2026

Placeholder - loading - Sede do Banco Central em Brasília 17 de dezembro de 2024. REUTERS/Adriano Machado
Sede do Banco Central em Brasília 17 de dezembro de 2024. REUTERS/Adriano Machado

Atualizada em  30/03/2026

SÃO PAULO, 30 Mar (Reuters) - As ​concessões de empréstimos no Brasil caíram 6,5% em fevereiro na comparação com o mês anterior, informou o Banco Central nesta segunda-feira, com o estoque total de crédito avançando 0,4% no período, a R$7,146 trilhões.

Em fevereiro, a inadimplência no segmento de recursos livres aumentou para 5,5%, de 5,3% em janeiro, marcando o nível mais alto ⁠desde ⁠agosto de 2017. Em 12 ​meses, ‌o indicador subiu 1,0 ponto percentual.

O BC afirmou que o aumento reflete tanto um crescimento real na inadimplência quanto o impacto de novas ⁠regras contábeis introduzidas em janeiro do ano passado, que ​respondem por cerca de metade do salto.

No mês, ​as concessões de financiamentos com ‌recursos livres, nos ​quais as ⁠condições dos empréstimos são livremente negociadas entre bancos e tomadores, tiveram queda de 6,8% em relação ao mês ​anterior. Para as operações com recursos direcionados, que atendem a parâmetros estabelecidos pelo governo, houve recuo de 2,7% no período.

Já os juros cobrados pelas instituições ​financeiras no crédito livre ficaram em 48,6%, um aumento de 0,8 ponto percentual em relação ao mês anterior.

Nos recursos direcionados, houve recuo de 0,1 ponto no mês, a 11,4%.

O spread bancário, diferença entre o custo de captação dos bancos e a taxa final cobrada do cliente, ​aumentou para 35,3 pontos percentuais nos recursos livres, contra ‌34,3 pontos no mês ⁠anterior.

O BC iniciou um ciclo de afrouxamento monetário em março com um corte de 25 pontos-base na ⁠taxa básica Selic, levando-a para 14,75%.

(Por ⁠Camila Moreira em São ⁠Paulo e ⁠Marcela ​Ayres em BrasíliaEdição de Paula Arend Laier e Isabel Versiani)

Reuters

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