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Concessões de empréstimos e estoque de crédito no Brasil sobem em março, diz BC

Concessões de empréstimos e estoque de crédito no Brasil sobem em março, diz BC

Reuters

27/04/2026

Placeholder - loading - Notas de 200 reais 2 de setembro de 2020. REUTERS/Adriano Machado
Notas de 200 reais 2 de setembro de 2020. REUTERS/Adriano Machado

Atualizada em  27/04/2026

SÃO PAULO, 27 Abr (Reuters) - As concessões ​de empréstimos no Brasil subiram 20,3% em março na comparação com o mês anterior, informou o Banco Central nesta segunda-feira, com o estoque total de crédito aumentando 0,9% no período, a R$7,215 trilhões.

No mês passado, as concessões de financiamentos com recursos livres, nos quais as condições dos empréstimos são livremente negociadas entre bancos e tomadores, tiveram alta de 19,4% em relação a fevereiro. Para as operações com recursos direcionados, que atendem a parâmetros estabelecidos pelo ⁠governo, ⁠houve avanço de 29,3% no período.

Em ​março, ‌a inadimplência no segmento de recursos livres, ficou em 5,7%, contra 5,8% em fevereiro.

Já os juros cobrados pelas instituições financeiras no crédito livre ficaram em 48,3% ao ano em março, uma redução de ⁠0,1 ponto percentual em relação ao mês anterior.

Nos recursos direcionados, houve ​alta de 0,7 ponto no mês na taxa de juros média ​cobrada, a 12,1% ao ano.

O spread bancário, ‌diferença entre o ​custo de ⁠captação dos bancos e a taxa final cobrada do cliente, caiu em março para 34,6 pontos percentuais nos recursos livres, contra 35,1 pontos no mês anterior.

ENDIVIDAMENTO

O ​BC mostrou novo aumento no indicador de endividamento das famílias, que foi a 49,9% em fevereiro, maior patamar da série (com início em 2005), em dado que mostra a relação entre o saldo das dívidas e ​a renda acumulada em 12 meses. Em janeiro, o indicador estava em 49,76%.

O comprometimento da renda das famílias com o serviço da dívida também bateu recorde, em 29,7%.

Preocupado com os altos níveis de endividamento das famílias no ano eleitoral, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve buscar a reeleição, o governo anunciará nesta semana um novo pacote de medidas com ​a previsão de renegociação de dívidas com desconto a partir da concessão de ‌garantias pela União.

O governo já ⁠havia implementado outro programa com esse objetivo entre 2023 e 2024, o Desenrola, que renegociou R$53 bilhões em dívidas de aproximadamente 15 milhões ⁠de pessoas. No entanto, dados de endividamento da ⁠população seguiram em alta em meio ⁠a iniciativas de ⁠estímulo ​ao crédito e taxas de juros elevadas.

(Por Camila Moreira; edição de Isabel Versiani)

Reuters

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