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Estudante pró-palestina da Universidade Tufts, alvo do governo Trump, retorna à Turquia

Estudante pró-palestina da Universidade Tufts, alvo do governo Trump, retorna à Turquia

Reuters

17/04/2026

Placeholder - loading - A estudante da Universidade Tufts, Rumeysa Ozturk, da Turquia, em coletiva de imprensa no Aeroporto Internacional Boston Logan, Massachusetts, EUA 10 de maio de 2025 REUTERS/Faith Ninvaggi
A estudante da Universidade Tufts, Rumeysa Ozturk, da Turquia, em coletiva de imprensa no Aeroporto Internacional Boston Logan, Massachusetts, EUA 10 de maio de 2025 REUTERS/Faith Ninvaggi

Por Nate Raymond

BOSTON, 17 Abr (Reuters) - Uma ​estudante da Tufts University, que foi presa por agentes de imigração dos Estados Unidos no ano passado como parte da perseguição do governo do presidente Donald Trump a ativistas pró-palestinos do campus, voltou para a Turquia após um acordo com o governo dos Estados Unidos.

Os advogados de Rumeysa Ozturk anunciaram o acordo nesta sexta-feira, uma semana após o governo demitir um juiz de imigração que, em janeiro, ⁠rejeitou ⁠os esforços do Departamento de ​Segurança Interna ‌dos EUA para deportá-la.

O governo estava recorrendo dessa decisão junto ao Conselho de Recursos de Imigração, que faz parte do Departamento de Justiça dos EUA. Também estava aguardando a ⁠decisão de um tribunal federal de recursos à tentativa ​de anular a decisão de outro juiz que levou à libertação ​de Ozturk da custódia da imigração ‌em maio de ​2025.

O ⁠acordo desta sexta-feira encerrou todos os procedimentos legais, disseram advogados da American Civil Liberties Union, e permitiu que Ozturk retornasse à Turquia sem ​impedimentos após concluir seu programa de doutorado em estudos infantis e desenvolvimento humano em fevereiro na Tufts, localizada em Massachusetts.

O argumento fornecido pelas autoridades para a revogação de seu visto tomou como ​base um editorial que ela escreveu em coautoria no jornal estudantil da Tufts em 2024, criticando a resposta da universidade à guerra de Israel em Gaza.

'Estou optando por voltar para casa, conforme planejado, para continuar minha carreira acadêmica, sem perder mais tempo com a violência e a hostilidade impostas pelo Estado que vivenciei nos Estados ​Unidos -- tudo isso por nada mais do que assinar um artigo de ‌opinião defendendo os direitos palestinos', ⁠disse Ozturk, ex-bolsista da Fulbright, em um comunicado.

Em um comunicado, o Departamento de Segurança Interna disse estar 'feliz em ver Ozturk se ⁠auto-deportar dos EUA', acrescentando que os ⁠vistos permitindo que estudantes estrangeiros estudem ⁠e trabalhem ⁠nos ​Estados Unidos 'são um privilégio, não um direito'.

(Reportagem de Nate Raymond, em Boston)

Reuters

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