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    Marinha contesta estudo de universidade sobre mancha de petróleo no Nordeste

    Placeholder - loading - Soldados trabalham na remoção de óleo na praia de Itapuama, Cabo de Santo Agostinho, Pernambuco 22/10/2019 REUTERS/Diego Nigro
    Soldados trabalham na remoção de óleo na praia de Itapuama, Cabo de Santo Agostinho, Pernambuco 22/10/2019 REUTERS/Diego Nigro

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    Por Pedro Fonseca e Ricardo Brito

    RIO DE JANEIRO/BRASÍLIA (Reuters) - A Marinha contestou nesta quarta-feira um estudo da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) que sugeriu que manchas de petróleo que atingem o litoral do Nordeste brasileiro desde setembro podem ter origem em um grande vazamento abaixo da superfície do mar.

    O pesquisador Humberto Barbosa, do Laboratório de Análise e Processamento de Imagens de Satélites (Lapis), vinculado à Ufal, apontou mais cedo a identificação de um 'enorme vazamento de óleo, em formato de meia lua, com 55 quilômetros de extensão e 6 quilômetros de largura, a uma distância de 54 quilômetros da costa do Nordeste'.

    De acordo com a assessoria de imprensa da Marinha, não há tal registro de mancha de óleo na região ao sul da Bahia, diferentemente do que apontou a Ufal em um comunicado em seu site.

    Para a Marinha, a imagem de satélite pode ter mostrado uma nuvem espessa.

    A possibilidade de as manchas no Nordeste terem origem em vazamento no fundo do oceano já havia sido contestada nesta quarta-feira pelo comandante da Marinha, Ilques Barbosa Junior, que apontou como causa mais provável do derrame alguma embarcação que navegava pela costa do país.

    Em entrevista à Globonews, o almirante disse que não há indicação de vazamento no fundo do oceano, até porque o governo tem a confirmação de que o petróleo não é brasileiro, e sim venezuelano.[nE6N26402M]

    Segundo o Lapis, foi identificado um padrão característico de manchas de óleo no oceano que pode explicar a origem da poluição que atingiu o litoral do Nordeste, com base em imagens do satélite Sentinel-1A, da Agência Espacial Europeia (ESA). O laboratório disponibilizou reproduções das imagens em sua página na internet.

    Ao ser confrontado com as declarações do comandante da Marinha, Barbosa disse não poder 'dizer com 100% de certeza (que o petróleo veio do fundo do mar) não, mas não posso descartar isso também não'.

    'A gente não é conclusivo, não pegou uma imagem aleatória, há um processo de análise de imagens que o próprio laboratório fez', comentou.

    Mas ele questionou: 'Por que as imagens do Sentinel não têm sido usadas antes, em vez de dizer que o fenômeno que ocorreu não é associado ao vazamento?'

    As manchas de óleo foram identificadas inicialmente no início de setembro, e já atingiram praias ao longo de mais de 2.000 quilômetros desde então.

    De acordo com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) e a Petrobras , o óleo encontrado nas praias brasileiras é venezuelano, e o governo investiga se navios que passaram pelo litoral brasileiro seriam responsáveis pelo incidente.

    ABROLHOS

    Separadamente, a Marinha informou ainda nesta quarta-feira que o Grupo de Avaliação e Acompanhamento, formado pela reguladora do setor de petróleo ANP e o Ibama, está monitorando o deslocamento das substâncias oleosas que têm atingido as praias do Nordeste, especialmente na região do entorno do Arquipélago de Abrolhos, importante área de preservação ambiental.

    A intenção é ampliar a cobertura para a visualização de manchas na água e o seu recolhimento, caso detectadas, disse a Marinha, acrescentando que navios foram deslocados para área, ao sul da Bahia.

    ORIGEM

    O sul da Bahia como possível origem de um eventual vazamento, conforme o estudo da Ufal, foi questionado por um especialista ouvido pela Reuters, que não descartou contudo a possibilidade de o petróleo vir do fundo do mar.

    O professor da Faculdade de Oceanografia da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), engenheiro ambiental e oceanógrafo, David Zee, disse achar improvável que o petróleo que atinge as praias do Nordeste tenha origem no sul da Bahia, uma vez que as correntes marítimas no local apontado seguem na direção sul e o petróleo pesado que tem alcançado as areias do Nordeste foi até o Maranhão.

    'Essa possibilidade que esse ponto tenha sido a origem do problema é muito remota, para não dizer impossível... o petróleo foi até o Maranhão, teria que ter feito a curva no Brasil', disse Zee.

    Já o pesquisador da Ufal argumentou que desde a segunda quinzena de abril até agosto os ventos oceânicos na região, alísios, seguem do Sudeste em direção ao Nordeste e 'também fazem uma espécie de dobra, contornando o litoral do país', o que explicaria a possibilidade de um eventual vazamento subir para o norte.

    Mas Zee, da Uerj, tal como Barbosa, da Ufal, não descarta que a mancha observada pela universidade alagoana tenha origem em um vazamento por meio de exsudação natural ou de uma plataforma que esteja produzindo na região.

    'A grande questão é que agora todos estão olhando para o mar e descobrindo mazelas', afirmou.

    Zee ressaltou que a mancha apontada nas imagens da Ufal não parece ter vindo de um navio em movimento, linha de investigação seguida pela Marinha.

    Escrito por Reuters

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    Placeholder - loading - Imagem da notícia 6 músicas internacionais que têm samples de outras canções

    6 músicas internacionais que têm samples de outras canções

    Sample é um termo bastante conhecido no mundo da música, especialmente por compositores, cantores e gravadoras. Mas a verdade é que isso talvez seja algo que esteja guardado apenas para os profissionais da área. Sendo assim, esta matéria foi preparada para informar o leitor, com uma linguagem fácil para todos tenham conhecimento.

    A criação de uma música é muito mais complicada e detalhada do que o ouvinte comum acha. O glamour para os cantores e bandas, como premiações, discos de ouro e platina são apenas o final de um trabalho longo e extenso. Como, sabemos que para uma produção de música, uma equipe com vários profissionais é acionada.

    Para entender o sample, devemos voltar lá na origem do artificio, que teve notoriedade na década de 80, justamente com o crescimento das músicas eletrônicas e os arranjos, em versões de remix.

    Por mais moderno que possa parecer, uma técnica de samplear as faixas musicais são muito mais antigas do que pensamos. As primeira tentativas e estudos originaram o termo, surgiram na década de 40.

    Os franceses teóricos da música Pierre Schaefer e Pierry Henry, foram os pioneiros na preparação da chamada Musique Concrèt, que em resumo é arte de modificar um som.

    Como o próprio diz, o significado de Sample, do inglês para o português é basicamente “amostra”, e essa amostra é uma forma utilizada pelos produtores, em uma criação musical. Diferente do remix, o sample é uma base de um faixa já existente. Para deixar mais fácil para o entendimento.

    Quando um musico pega um violão para compor as primeiras notas de uma obra, ele levará para uma gravadora e produtor musical, e incluir aquele curto trecho instrumental na canção. Essa gravação do violão é uma amostra fica gravada, para o inicio da criação.

    O Sample não está limitado apenas nas gravações instrumentais, mas as vozes são muito presentes também. Muitos produtores usam de uma musica já existente para a elaboração de uma nova.

    Por isso, em algumas situações, é notório quando o ouvinte aprecia uma canção, e assemelha a mesma com outra. Assim, ‘samplear’ pode ser considerado uma forma de homenagear o criador.

    Músicas que utilizam sample

    Madonna - 'Hung Up'

    Do ritmo conhecido e apreciado por muitos, o single ‘Gimme ,Gimme, Gimme’ da banda aclamada ABBA, a diva Madonna, não economizou na homenagem ao grupo sueco. ‘Hung Up’ virou de fato um sucesso em 2005, e talvez poucos sabiam dessa similaridade.



    Confira a versão do ABBA:



    Beyoncé - 'All Night'

    A base feita pela estrela Beyoncé em ‘All Night’ foi de fato uma bela combinação com ‘Spottieottiedopaliscious’. A canção original veio da dupla de rappers americanos, Outkast.



    Confira a versão da dupla Outkast:



    Jennifer Lopez - 'Jenny From The Block'

    O grupo americano de hip hop, The Beatnuts, emprestou um de seus exemplares, ‘Watch Out Now’, para a cantora, compositora e atriz Jennifer Lopez. A batida presente na canção da J.Lo é mais um exemplo da utilização do sample. E vale ressaltar que isso não falta de criatividade, e sim uma admiração e homenagem.



    Confira a versão do grupo The Beatnuts:



    Ariana Grande - '7 Rings'

    Ariana Grande voltou ao passado e utilizou 'My Favorite Things', do clássico 'A Noviça Rebelde' em sua música "7 Rings".    

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