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    Número de assassinatos no Brasil tem queda no primeiro trimestre, mostram dados

    Por Gabriel Stargardter

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - O número de homicídios no Brasil, que bateu recorde mundial em 2017, manteve tendência de queda nos três primeiros meses deste ano, de acordo com dados preliminares de Estados compilados pela Reuters.

    Entre janeiro e março, houve 5.711 assassinatos em 11 dos 26 Estados brasileiros e no Distrito Federal, 27 por cento a menos do que os 7.783 homicídios registrados no mesmo período de 2018 nos mesmos lugares.

    A redução dos assassinatos é um estímulo para o presidente Jair Bolsonaro, que tomou posse em janeiro, mas não pode ser atribuída a ele, disse Robert Muggah, diretor de pesquisa do Instituto Igarapé.

    O índice de homicídios vem caindo desde o pico atingido em 2017, quando cerca de 64 mil pessoas foram assassinadas em meio a uma guerra entre facções com repercussão em diversas partes do país.

    Um levantamento realizado pelo portal de notícias G1 mostrou que o número de assassinatos em 2018 caiu 13 por cento em relação ao ano anterior. Nesta quinta-feira, o G1 disse que os assassinatos caíram cerca de 25 por cento nos dois primeiros meses de 2019 na comparação com o mesmo período do ano passado.

    'Não há evidências de que o governo (Bolsonaro) tenha tido algo a ver com as melhorias', disse Maggah. 'Pelo contrário, há sinais de que certas formas de violência, não apenas mortes relacionadas à polícia, podem ter aumentado desde a eleição.'

    No Estado do Rio de Janeiro, o número de pessoas mortas em confrontos com forças de segurança cresceu 18 por cento, atingindo a marca de 434 nos primeiros três meses de 2019, de acordo com dados do governo estadual.

    No entanto, os dados parciais sobre redução nas mortes pelo país impulsionam o presidente, que foi eleito com promessas de cessar anos de violência crescente e corrupção.

    Em uma publicação nas redes sociais nesta quinta-feira, Bolsonaro comemorou a redução de assassinatos, que disse ocorrer apesar 'do terror espalhado por alguns sobre uma iminente explosão da violência' após sua vitória eleitoral.

    Os dados compilados pela Reuters são apenas parciais, uma vez que as estatísticas públicas de crimes são inconsistentes entre os Estados. Ainda assim, os Estados contabilizados pela Reuters, incluindo três dos quatro mais populosos do Brasil --Rio de Janeiro, Minas Gerais e Bahia--, reúnem cerca de metade dos 210 milhões de habitantes do país.

    São Paulo, o Estado mais populoso do país, não divulgou dados referentes a março, mas os assassinatos caíram 3,4 por cento nos primeiros dois meses do ano.

    Muggah atribuiu o declínio a três fatores: o crescimento do domínio nacional de uma facção criminosa, melhores métodos de policiamento e um possível 'efeito inibidor' resultante do envio de tropas federais para Estados mais violentos.

    Ao assumir a Presidência, Bolsonaro imediatamente enviou forças federais para intervir em uma onda de violência no Ceará, seguindo medida semelhante que reforçou a segurança no Rio de Janeiro durante boa parte de 2018.

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    Venezuelanos disputam lixo com urubus em cidade de Roraima

    Por Anthony Boadle

    PACARAIMA, Roraima (Reuters) - Cercados por urubus que aguardam sua vez empoleirados em árvores, imigrantes venezuelanos sobrevivem recolhendo metais, plásticos, papelão e alimentos no aterro sanitário de uma cidade da fronteira do Brasil.

    Reféns de um cenário desolador, eles mal conseguem o suficiente para sustentar as famílias e não podem pagar passagens de ônibus para buscar empregos tradicionais em cidades brasileiras mais ao sul.

    Eles culpam o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, por administrar mal a economia da nação produtora de petróleo e provocar a crise profunda que levou vários milhões de compatriotas a emigrarem por toda a América Latina.

    'Fui embora porque estava morrendo de fome. Estamos tentando ir em frente vasculhando este lixo. Todas as noites rezo a Deus para que me tire daqui', disse Rosemary Tovar, mãe de 23 anos de Caracas.

    Dezenas de milhares de venezuelanos fugiram do caos político e econômico de seu país através de Pacaraima, a única estrada de acesso ao Brasil, sobrecarregando os serviços sociais e criando tensão em Roraima, Estado na fronteira norte do Brasil.

    Os mais de 40 mil venezuelanos aumentaram a população da capital Boa Vista em 11 por cento, disse a prefeita, Tereza Surita (MDB), à Reuters.

    O influxo também é uma dor de cabeça para o governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL), que até agora vem resistindo à pressão dos Estados Unidos para adotar uma atitude mais dura contra Maduro. Cerca de 3,7 milhões de pessoas deixaram a Venezuela nos últimos anos, a maioria através de sua vizinha Colômbia, de acordo com o Banco Mundial.

    Uma dúzia deles se esforça para pegar sacolas de lixo que caem dos caminhões de coleta de Pacaraima duas vezes por dia. Depois eles selecionam entre as pilhas em meio às colunas de fumaça fétida que emanam do aterro fumegante. Às vezes eles saem à caça de noite, usando lanternas.

    'Estamos procurando cobre e latas, e quem sabe algo de valor, até comida', disse Astrid Prado, grávida de oito meses. 'Meu objetivo é sair daqui. Ninguém quer passar a vida revirando lixo.'

    Charly Sanchez, de 42 anos, chegou ao Brasil um ano atrás e não conseguiu ir a Boa Vista obter um visto de trabalho para poder arrumar um emprego.

    'Vivemos disto. Ganhamos o suficiente para comprar arroz, talvez um pouco de salsicha, mas não o suficiente para comprar uma passagem para Boa Vista', disse.

    Rosemary criticou Maduro por negar que a Venezuela esteja enfrentando uma crise humanitária.

    'Ele está muito errado. Olhe para nós aqui neste lixo. Se Maduro não deixar a Venezuela, nunca mais voltarei para lá.'

    (Reportagem adicional de Leonardo Benassatto)

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    Desabamento de prédios irregulares deixa ao menos 4 mortos no Rio de Janeiro

    Por Rodrigo Viga Gaier

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - Dois prédios residenciais construídos de forma ilegal desabaram na manhã desta sexta-feira em uma comunidade da zona oeste do Rio de Janeiro, deixando ao menos quatro mortos e pelo menos 8 feridos, além de um número ainda desconhecido de desaparecidos, disseram autoridades e testemunhas.

    Segundo moradores da comunidade da Muzema, no bairro do Itanhangá, ao menos quatro famílias moravam nos edifícios de quatro andares, que estariam com as obras incompletas.

    “As equipes estão no local à procura de sobreviventes que possam estar soterrados”, disse um porta-voz dos Bombeiros.

    De acordo com a prefeitura do Rio, os prédios não eram autorizadas pelos órgãos fiscalizadores e tiveram as obras interditadas em novembro de 2018.

    “A região é uma Área de Proteção Ambiental (APA) e os prédios ali construídos não respeitam a legislação em vigor”, disse a prefeitura em comunicado.

    “Por se tratar de área dominada por milícia, os técnicos da fiscalização municipal necessitam de apoio da Polícia Militar para realizar operações no local. Foi o que aconteceu em novembro de 2018, quando várias construções irregulares foram interditadas e embargadas pela prefeitura.”

    O secretário de Infraestrutura da cidade, Sebastião Bruno, revelou que praticamente todos os prédios construídos no condomínio Figueira, na Muzema, são irregulares e que as obras foram feitas por milicianos.

    “Aqui é uma área conflagrada e dominada por milicianos, mas vamos continuar a fazer nosso trabalho sem recuar e impedir irregularidades que ponham as pessoas em situação de risco”, disse o secretário.

    Um homem que disse ser morador de um dos prédios que desabaram disse a jornalistas no local que conseguiu fugir após ouvir um estalo. “Consegui escapar, mas teve gente que ficou para trás”, afirmou.

    Moradora de um prédio vizinho, Julianna Carvalho disse que muitas pessoas devem estar soterradas. “Morava muita gente lá”, afirmou. “Ouvi um estalo e foi tudo muito rápido. Primeiro caiu um e veio aquela poeira e aquele barulho, e o outro caiu logo em seguida”, acrescentou.

    O desabamento ocorreu dias após o Rio de Janeiro ser atingido por chuvas recordes que provocaram diversos danos na cidade, inclusive na região dos prédios que desmoronaram. A cidade está em estágio de crise desde a noite de segunda-feira devido às chuvas, que deixaram 10 mortos.

    Recentemente, a polícia fez uma operação contra milicianos que atuam na região e pertencem ao chamado escritório do crime. Um ex-policial militar foi preso acusado de liderar o grupo de milicianos que atua na zona oeste da cidade.

    A comunidade da Muzema tem forte presença de milícias que controlam diversos negócios, incluindo construções de moradias ilegais e, em muitos casos, em condições precárias. Um moradora da região disse à Reuters que ao longo dos últimos três anos houve um boom de prédios construídos na Muzema por grupos paramilitares.

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    ESPECIAL-Bolsonaro mira facções criminosas que operam dentro das prisões

    Por Gabriel Stargardter

    PORTO ALEGRE (Reuters) - Antes que procuradores pudessem realizar uma inspeção naquela que é considerada a pior prisão do Brasil no ano passado, seu diretor teve de liberar a visita com as autoridades locais de fato: as facções.

    A população carcerária brasileira cresceu oito vezes em três décadas e chegou a 750 mil presos, a terceira maior do mundo, e suas facções passaram a exercer um poder vasto que se estende muito além dos muros dos presídios.

    A promessa do presidente Jair Bolsonaro de conter a criminalidade crescente o coloca em rota de colisão com as facções das prisões.

    Em uma estratégia revelada à Reuters, autoridades de segurança de alto escalão disseram que planejam isolar os chefes das facções, intensificar a vigilância, construir mais cadeias e enviar forças federais a sistemas prisionais em crise.

    Criadas inicialmente para proteger presidiários e pleitear condições melhores, as facções das prisões do Brasil hoje estão envolvidas em assaltos a bancos e tráfico de drogas e de armas, e seus chefes comandam seus impérios graças a celulares contrabandeados.

    Sua disseminação insuflou uma onda de crimes violentos, transformando o Brasil o campeão mundial dos assassinatos. Com um recorde de 64 mil mortes em 2017, as facções se tornaram o problema de segurança mais urgente do país e adversários perigosos para Bolsonaro, capitão da reserva do Exército.

    'A solução da segurança pública do Brasil depende de várias coisas, mas umas dessas coisas é o sistema prisional', disse Fabiano Bordignon, escolhido por Bolsonaro para chefiar o Departamento Penitenciário Nacional.

    Bordignon disse em uma entrevista que as cerca de 1.500 cadeias do país precisam de cerca de 350 mil vagas adicionais para abrigar detentos. Ele planeja usar um fundo federal prisional de 1,5 bilhão de reais para ajudar governos estaduais a criarem entre 10 mil e 20 mil vagas neste ano.

    Até o final do mandato de Bolsonaro, em 2022, Bordignon espera reduzir o déficit para até 140 mil vagas. Como cada uma custa em média 50 mil reais, sabe que precisa de mais dinheiro: 'Não vai ser com quatro anos que a gente vai resolver tudo.'

    Mas as autoridades precisam 'retomar o controle' das prisões, acrescentou. 'Algumas delas, não são todas, mas uma boa parte delas, o Estado não tem um controle dentro delas.'

    O PIOR DO PAÍS

    Em nenhum outro local esta realidade é mais flagrante do que no Presídio Central de Porto Alegre. Inaugurado em 1959, ele é o maior do Brasil e, segundo um relatório parlamentar de 2015, o pior.

    Quando representantes do Conselho Nacional do Ministério Público foram inspecioná-lo no ano passado, seu diretor os informou que primeiro precisava da aprovação dos líderes das facções, de acordo com o relatório dos investigadores.

    A prisão tem capacidade para 1.824 pessoas, mas quando a Reuters a visitou, autoridades disseram haver quase 5 mil presos de ao menos oito facções espremidos em suas galerias mofadas --mais do que toda a população carcerária da Noruega.

    Internamente a prisão é controlada pelas facções, cujos membros vivem em blocos de celas bolorentas e superlotadas em que os guardas armados só entram com equipamentos específicos para enfrentar distúrbios. Em uma ala comandada por uma facção, cerca de 300 presos estavam em um espaço concebido para 200, e muitos dormiam no corredor.

    Cerca de 30 por cento da população do presídio é mais ou menos analfabeta, e dezenas sofrem de tuberculose e sífilis, disseram funcionários das alas educativa e médica da cadeia. No pátio de exercício, que os detentos dividem com ratazanas e baratas, o esgoto escorre de canos partidos.

    As facções oferecem proteção contra estupros e grupos rivais, mas o preço é alto. Os detentos têm que comprar comida de seus chefes, que controlam até suas visitas íntimas.

    Durante a visita da Reuters, o chefe de uma facção fumava impassivelmente enquanto prisioneiros entravam e saíam de um corredor imundo onde se acomodavam com namoradas, esposas ou prostitutas em colchões manchados. De vez em quando o chefe chamava um deles pelo nome para avisar que seu tempo havia acabado.

    Herique Junior da Rocha Machado é um dos 780 detentos que trabalham cozinhando, limpando e lavando. Os trabalhadores de uniforme laranja vivem separados das facções, mas são repudiados por colaborar com seus carcereiros.

    'Preso vem para se recuperar. Se não vão na galeria dos trabalhadores, vão na galeria das facções. Volta para a rua, e quer fazer tudo de novo. A tendência é só piorar', disse Machado, que foi preso por participar de um sequestro.

    NOVA LEGISLAÇÃO

    Eleito em outubro prometendo aplicar a lei e a ordem para acabar com anos de corrupção e de violência crescentes, Bolsonaro e seu governo precisam colocar seu discurso duro contra as facções em prática agora.

    Para restaurar a ordem, Bolsonaro conta com o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, ex-juiz que ganhou os holofotes nacionais com a operação Lava Jato.

    Em fevereiro, Moro anunciou seu pacote projeto de combate ao crime, que inclui propostas para endurecer as penas de prisão e isolar líderes de facção em prisões de segurança máxima.

    A proposta de Moro tem um futuro incerto no Congresso, onde Bolsonaro enfrenta dificuldades para estabelecer uma coalizão estável.

    Mesmo que o pacote de Moro naufrague, Bordignon disse que o governo pretende tornar mais difícil a infiltração de celulares nas prisões, endurecer o recrutamento de guardas e lançar um sistema de classificação para ajudar o governo federal a concentrar recursos em prisões problemáticas.

    Durante a entrevista, ele também expressou disposição para despachar forças federais a Estados que estão perdendo o controle de suas prisões.

    Em janeiro, o governo Bolsonaro enviou agentes federais para o Ceará, que sofreu uma onda de ataques coordenados depois que as autoridades estaduais anunciaram planos para tornar as condições nos presídios mais rígidas.

    No mês seguinte, o governo aplicou outro golpe nas facções transferindo vários líderes do poderoso Primeiro Comando da Capital (PCC) de São Paulo, entre eles o chefão Marcos Willians Camacho, ou 'Marcola', para prisões federais.

    A Reuters visitou a prisão federal de Brasília que abriga Marcola e diversos líderes do PCC.

    Aberta no ano passado ao custo de 45 milhões de reais e inspirada em uma prisão de segurança máxima famosa do Estado norte-americano do Colorado, a cadeia de Brasília tem 208 celas individuais, e 12 extrasseguras para detentos como Marcola.

    Os prisioneiros de alto risco ficam trancados 22 horas por dia e se exercitam durante duas em um pequeno pátio adjacente às celas. Visitas íntimas são proibidas, e recentemente as autoridades também acabaram com o contato físico entre detentos e seus familiares ou advogados. Agora as conversas são por telefone, e os prisioneiros ficam separados dos visitantes por uma janela de plástico duro.

    'As penitenciárias federais são as mais eficientes hoje para combater o crime organizado no Brasil', disse Marcelo Stona, diretor de operações do Departamento Penitenciário Nacional.

    PRISÕES NOVAS, MESMOS PROBLEMAS

    Mas o país só tem cinco prisões federais, todas construídas desde 2006, com capacidade para pouco mais de mil detentos -- cerca de 0,1 por cento da população carcerária atual.

    Como o Presídio Central de Porto Alegre, a grande maioria das prisões brasileiras são administradas por governos estaduais com grandes restrições financeiras, e muitas vezes com resultados desiguais. Blocos de celas superlotados são policiados por agentes mal remunerados, e rebeliões fatais são comuns.

    Ao menos 56 detentos foram assassinados em Manaus em 2017, quando membros de facções adversárias começaram a matar uns aos outros. Muitos foram decapitados e esquartejados.

    Os Estados brasileiros têm se esforçado para construir prisões modernas e 'antifacções', mas elas também estão se mostrando vulneráveis.

    Aberta em 2016, a prisão de Canoas fica só a 25 quilômetros do Presídio Central de Porto Alegre, mas parece estar a um mundo de distância. O governo estadual do Rio Grande do Sul escolhe os prisioneiros a dedo para preservar a integridade das instalações, e bloqueadores de sinal impedem o uso de celulares.

    Celas para oito homens, abertas remotamente do piso inferior, minimizam os riscos de os guardas serem corrompidos.

    Mas, apesar destas iniciativas, dois detentos morreram no local em circunstâncias suspeitas no segundo semestre de 2018, e autoridades locais ficaram alarmadas quando prisões estaduais superlotadas enviaram presos filiados a facções para preencher as vagas em Canoas.

    'Se a gente fizer mais do mesmo... se perde tudo', disse o procurador estadual Alexander Guterres Thomé, que inspeciona a prisão de Canoas com frequência. 'Eles querem entrar, desorganizar e tomar conta.'

    (Reportagem adicional de Anthony Boadle)

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    Forte temporal mata ao menos 10 e provoca estragos no Rio

    Por Pedro Fonseca e Rodrigo Viga Gaier

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - Um forte temporal considerado “absolutamente anormal” pelas autoridades do Rio de Janeiro deixou ao menos 10 mortos, causou destruição pela cidade e levou a prefeitura a declarar estágio de crise nesta terça-feira.

    O prefeito Marcelo Crivella (PRB) disse que o volume de chuvas foi atípico e negou que sua gestão tenha feito poucos investimentos na prevenção e combate a enchentes. Ele também cobrou mais repasses de recursos do governo do presidente Jair Bolsonaro ao município.

    Crivella também não descartou a possibilidade de novas tragédias acontecerem e pediu conscientização da população na prevenção dos desastres ao não jogar lixo nas ruas e não construírem em áreas de encostas.

    “As chuvas que caíram são absolutamente anormais para o período do ano, nenhum de nós esperava tanta chuva nessa data”, disse o prefeito.

    'Nada prescinde as pessoas terem bom senso e prudência. Tem que entender a cidade que nós vivemos, o aquecimento global e terem cuidado consigo mesmo. Esse é o ponto', disse ele a jornalistas.

    De acordo com dados da prefeitura, em alguns pontos da cidade, choveu cerca de três vezes o que era esperado para todo o mês de abril apenas entre a noite de segunda-feira e a manhã desta terça-feira.

    A prefeitura decretou estágio de crise na cidade durante a noite, o nível mais elevado da escala. A previsão é que continue chovendo forte até o fim do dia e a perspectiva é que o tempo melhore já na madrugada de quarta-feira.

    Sete pessoas morreram na zona sul, que abriga áreas nobres da cidade. Três delas morreram soterradas após um deslizamento de terra no Morro da Babilônia, no Leme. Uma outra morte foi registrada na Gávea, de um motociclista que foi arrastado pela enxurrada.

    Além disso, três pessoas morreram após o carro em que estavam ter sido soterrado em Botafogo. No carro, estavam avó e neta que tinham acabado de deixar um shopping center em meio ao temporal.

    As outras três mortes ocorreram na zona oeste. Uma pessoa foi eletrocutada e outras duas afogadas.

    O temporal também provocou um novo desabamento de um trecho da ciclovia Tim Maia, na zona sul da cidade. A obra foi inaugurada para a Olimpíada de 2016, mas desde então já foram registrados quatro acidentes no local, com duas mortes.

    Crivella cogitou nessa terça feira a possibilidade de realizar um plebiscito na cidade para definir o destino da ciclovia, que custou cerca de 60 milhões de reais. As chuvas também causaram outros danos, como deslizamentos de terra e a queda de árvores que atingiram ônibus na cidade.

    Devido à tempestade, 26 comunidades tiveram sirenes ativadas para alertar moradores sobre riscos de deslizamentos de terra, e vias importantes foram fechadas por precaução. No Morro da Babilônia, onde duas irmãs morreram soterradas, as sirenes de alerta não soaram.

    Também foram registrados 785 pontos sem energia na cidade, de acordo com a prefeitura.

    RIOS E CACHOEIRAS

    A água da chuva levou muito lixo e lama de encostas para as ruas de cidade. Algumas avenidas se transformaram em rios e cachoeiras, deixando dezenas de pessoas ilhadas sem conseguirem chegar em casa durante a noite.

    Segundo a prefeitura, a chuva começou no momento que as equipes da Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb) se preparavam para recolher o lixo de casas, prédios e estabelecimentos comerciais. O lixo que foi arrastado pela água da chuva acabou entupindo bueiros, dificultando a vazão da água.

    Bombeiros precisaram usar botes e barcos para socorrer algumas pessoas, e muitos moradores relataram enormes dificuldades para voltar para casa do trabalho.

    “Estou ilhado desde ontem na Gávea. Aqui em frente está tudo alagado e não tem como sair para voltar para casa. Está um caos”, disse o advogado Luiz Fernando Cacciatore, por telefone.

    Crivella admitiu que a prefeitura falhou na logística das equipes de prevenção a chuva. Segundo ele, houve uma demora no deslocamento até os locais onde havia a chance de a chuva ser mais intensa

    “Poderíamos ter sido mais rápidos”, admitiu o prefeito.

    Esse é o segundo forte temporal a atingir o Rio em aproximadamente dois meses. Em fevereiro, 7 pessoas morreram na cidade durante outra chuva forte.

    Crivella negou que tenha feito poucos investimentos preventivos na conservação de ruas e bueiros e na contenção de encostas. Segundo ele, quem diz isso está tentando fazer política com a tragédia provocada pela chuva.

    “Isso é informação falsa de que não fizemos. Só numa obra que vou inaugurar na sexta-feira na zona norte, gastamos 300 milhões de reais', garantiu.

    'Sei que há políticos de oposição e oportunistas para fazer tragédia de palanque eleitoral. Repudiamos isso.”

    O prefeito prometeu triplicar no curto prazo as equipes de conservação e prevenção na cidade. Ele também cobrou do governo federal mais repasse de recursos à cidade para investimentos em prevenção, conservação, saneamento e habitação.

    “O Rio sofre um confisco tributário. Contribuímos com Brasília com 160 bilhões em impostos e imposto de renda das pessoas e empresas, mas voltam para o Rio de Janeiro apenas 5 bilhões em saúde e educação', reclamou.

    “Gostaria de aprovar no governo federal o PAC das enchentes, encostas e Minha Casa Minha Vida... Essa é melhor maneira para enfrentar as catástrofes. Faço um apelo ao presidente Bolsonaro, que em sua campanha nos encheu de esperança ao dizer menos Brasília e mais Brasil”, disse.

    (Edição de Eduardo Simões)

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    WIDER IMAGE-Indígenas de reserva Raposa Serra do Sol temem novas ameaças de mineradores e agricultores

    (Galeria de fotos: https://reut.rs/2WHemak)

    Por Bruno Kelly e Sérgio Queiroz

    RAPOSA SERRA DO SOL, Roraima (Reuters) - Uma década depois de o povo macuxi vencer uma batalha judicial marcada pela violência para expulsar plantadores de arroz da reserva Raposa Serra do Sol, em Roraima, o controle dos indígenas sobre terras de ancestrais voltou a ser ameaçado por políticas do governo do presidente Jair Bolsonaro.

    A reserva de 1,7 milhão de hectares na fronteira com a Venezuela abriga uma povo de 25 mil indígenas, cujo principal sustento vem da criação de gado. Mas a terra continua sendo cobiçada por agricultores e mineradores, que acreditam que a área é rica em ouro, diamante, cobre, molibdênio, bauxita e até nióbio, metal usado para fortalecer o aço e que Bolsonaro considera 'estratégico'.

    'Vinte e uma lideranças mortas durante o processo de demarcação e homologação da terra indígena Raposa Serra do Sol', disse o cacique Aldenir Lima, líder das 70 comunidades da reserva. 'Estamos aos poucos recuperando essa terra e onde se plantava o arroz. Hoje a gente coloca o nosso gado, porque hoje, aqui dentro da terra indígena Raposa Serra do Sol, a maior produção que a gente tem é o projeto de gado'.

    A situação pode mudar se Bolsonaro cumprir a promessa de rever as fronteiras da reserva, como parte de sua ofensiva para revogar uma proibição à agricultura e à mineração comerciais em terras indígenas.

    Uma das primeiras medidas de Bolsonaro após sua posse, em janeiro, foi colocar as decisões sobre terras indígenas a cargo do Ministério da Agricultura, que é controlado por representantes do agronegócio ansiosos para desbravar novos territórios para a agricultura de larga escala.

    O presidente já destacou a própria reserva Raposa Serra do Sol.

    'É a área mais rica do mundo. Você tem como explorar de forma racional. E no lado do índios, dando royalties e integrando o índio à sociedade', disse ele em dezembro.

    Os macuxi temem que mineradores de ouro ilegais e outros invasores voltem às suas terras, encorajados pela retórica de Bolsonaro e por medidas para enfraquecer seus direitos.

    'Para o novo presidente, Jair Bolsonaro, (quero pedir) que respeite nossos direitos. A nossa terra já foi demarcada, homologada e registrada', disse a líder comunitária Tereza Pereira de Souza, usando um cocar de penas amarelas.

    'Passou por 30 anos (esse) processo grande, até que chegou à definição da demarcação, da homologação e registrar essa nossa terra', acrescentou.

    Os 900 mil indígenas brasileiros representam menos de 1 por cento da população e moram em reservas que equivalem a 13 por cento do território.

    Bolsonaro diz que as tribos vivem em situação de extrema pobreza e fome e que devem ser assimilados pela sociedade em vez de confinados em uma reserva como 'animais de zoológico'.

    Mas qualquer tentativa de mudar a situação legal de Raposa Serra do Sol provavelmente seria contestada no Supremo Tribunal Federal (STF) com o argumento de que a Constituição de 1988 protege os direitos de terras indígenas.

    Antropologistas alertam que remover a proteção destruiria as tradições e as línguas dos macuxi e de quatro outras tribos na reserva.

    'A natureza é a nossa vida, que é a mata, o rio, o lago, os peixes e a nossa vida. É nosso sangue. E nosso espírito. Porque é dela que vem o nosso sustento', disse Martinho de Souza, um xamã macuxi. 'Nós nascemos, vivemos e morreremos aqui. E essa é a nossa vida'.

    Nas redondezas, na vila xamã de Tamanduá, galinhas correm pelo chão de terra e uma vasilha de comida é esquentada na fogueira. O nome da vila deriva do mamífero que está sob risco de extinção.

    Membros mais novos da tribo dizem que lutariam pela terra, dentre eles, Tiago Nunes Pereira, de 24 anos, que mostra sua perna com cicatrizes provocadas por um tiro decorrente de um confronto com fazendeiros quando tinha apenas 12 anos.

    'A gente teve derramamento de sangue, entendeu? Isso dói em mim. Dói muito. (Ter medo) de lutar jamais. Até o último índio entendeu. A gente não se cansa de lutar.'

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    Exército prende 10 militares envolvidos em ação...

    Créditos da imagem: Reuters/ Fabio Teixeira

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - O Comando Militar do Leste (CML) determinou, nesta segunda-feira, a prisão de dez militares suspeitos de 'descumprimento de regras de engajamento' em decorrência de um incidente que resultou na morte de um homem, no domingo, na zona norte do Rio de Janeiro, informou o CML.

    Segundo nota do CML, inconsistências entre os fatos inicialmente reportados pelos militares envolvidos no incidente e informações posteriores conduziram ao afastamento imediato da tropa envolvida no episódio, e 10 de 12 militares ouvidos pelas autoridades militares tiveram a prisão decretada.

    De acordo com a TV Globo, militares dispararam dezenas de tiros contra um veículo que pertencia a uma família, matando o motorista e ferindo mais dois ocupantes. Os soldados teriam confundido o carro da família com um veículo de supostos criminosos que teriam disparado contra os militares, segundo a emissora.

    Os soldados envolvidos no incidente foram encaminhados à Delegacia de Polícia Judiciária Militar durante a madrugada, onde prestaram depoimentos individuais. Uma testemunha civil também foi ouvida, de acordo com o CML.

    'A partir de agora esses militares passam à disposição da Justiça Militar da União, a quem cabe, obedecido o prazo legal, realizar a Audiência de Custódia e determinar como será dado prosseguimento', informou o CML em nota.

    Em nota, o CML também repudiou os excessos ou abusos que venham a ser cometidos por militares em exercício de suas atividades, reiterando o 'compromisso com a transparência e os parâmetros legais impostos pelo Estado de Direito ao uso legítimo da força por seus membros'.

     

    (Reportagem de Débora Moreira; Edição de Pedro Fonseca)

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    Corrupção desvia U$1 trilhão em impostos globalmente, diz FMI

    Por Rodrigo Campos

    NOVA YORK (Reuters) - Conter a corrupção poderia gerar cerca de 1 trilhão de dólares em impostos anualmente ao redor do mundo, segundo uma pesquisa do Fundo Monetário Internacional (FMI).

    Além de aumentar a receita dos governos, combater a corrupção também pode diminuir o desperdício e até ajudar a melhorar as notas de alunos de escolas públicas, disse o FMI. E ainda melhora a confiança pública geral nos governos.

    'Menos corrupção significa menos vazamento de receita e menos desperdício com gastos, e qualidade melhor da educação pública e da infraestrutura', sustentou o relatório.

    O padrão de percepção de corrupção menor e rendas maiores se mantém em países desenvolvidos, emergentes e de renda baixa, mostraram os dados.

    'Entre economias avançadas, um país dos 25 por cento melhores em termos de controle da corrupção obtém 4,5 por cento a mais de PIB, em média, do que um país dos 25 por cento piores. A defasagem é de 2,75 por cento do PIB entre economias de mercados emergentes e de 4 por cento do PIB em países de renda baixa', informou o relatório.

    TRANSPARÊNCIA E IMPRENSA FORTE

    Estudos anteriores mostraram que indústrias extrativistas, como mineração e prospecção de petróleo, são ninhos de corrupção, assim como os setores de aquisições e de administração de estatais. O FMI identifica a transparência e a supervisão como elementos centrais para refrear a corrupção nestas áreas, e uma imprensa forte e livre como catalisadora.

    'Esperamos que a transparência ande junto com bons resultados fiscais, mas o que nos surpreendeu foi que o efeito da transparência é muito mais forte em países que têm uma imprensa livre ou uma sociedade civil (forte)', disse Paolo Mauro, vice-diretor do departamento de Assuntos Fiscais do FMI.

    'E quando você tem estes dois juntos, o efeito é ainda mais forte.'

    Mauro e Paulo Medas, vice-chefe de uma divisão do mesmo departamento, dividiram a autoria do estudo, um capítulo do Monitor Fiscal do FMI, que está sendo publicado em partes nesta semana, antes de reuniões do fundo marcadas para a próxima semana em Washington.

    Entre outras recomendações para coibir a corrupção, o FMI pede a profissionalização do serviço público, incluindo contratações com base no mérito, fala da necessidade de regras tributárias e códigos comerciais simples para evitar a tentação de se pagar subornos para contorná-los.

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    Tentativa de assalto a agências bancárias termina com 11 suspeitos mortos em SP

    (Reuters) - Uma tentativa de assalto a duas agências bancárias em Guararema, na região metropolitana de São Paulo, resultou na morte de 11 suspeitos em confronto com a polícia na madrugada desta quinta-feira, informou a Secretaria da Segurança Pública do Estado.

    Segundo a secretaria, cerca de 25 criminosos se preparavam para explodir caixas eletrônicos quando foram surpreendidos por policiais. Os suspeitos dispararam contra as equipes para tentar fugir, dando início a uma perseguição com troca de tiros em diferentes pontos do município, acrescentou.

    'Onze criminosos feridos durante a ação não resistiram aos ferimentos', disse a secretaria em comunicado. 'Até o momento, foram apreendidos sete fuzis, quatro pistolas, duas calibres 12, explosivos, coletes balísticos e três veículos, sendo dois deles blindados'.

    Uma residência foi invadida durante a fuga e os moradores foram feitos como reféns, mas foram posteriormente libertados pela Polícia Militar. Segundo a secretaria, as buscas pelos demais suspeitos continuavam em torno da região de Guararema no início da tarde.

    O presidente Jair Bolsonaro elogiou a ação da polícia em mensagem publicada no Twitter. 'Parabéns aos policiais da ROTA (PM-SP) pela rápida e eficiente ação contra 25 bandidos fortemente armados e equipados que tentaram assaltar dois bancos na cidade de Guararema e ainda fizeram uma família refém. 11 bandidos foram mortos e nenhum inocente saiu ferido. Bom trabalho!', afirmou.

    A movimentação dos envolvidos na ocorrência já era monitorada, o que permitiu impedir o assalto, de acordo com as autoridades.

    'Com o emprego do serviço de inteligência das polícias e do Ministério Público, que monitorava os criminosos, a Polícia Militar impediu o assalto', afirmou a secretaria.

    Imagens de televisão mostraram que os alvos dos criminosos eram agências do Banco do Brasil e do Santander.

    (Reportagem por Débora Moreira, no Rio de Janeiro)

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    Combate à violência estimula empresas de defesa apesar de dúvidas sobre economia brasileira

    Por Gabriel Stargardter

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - Empresas de defesa e segurança globais reunidas na maior feira de segurança da América Latina, realizada nesta semana no Rio de Janeiro, esperam que as iniciativas de combate à violência Brasil impulsionem as vendas, apesar de se preocuparem com as incertezas econômicas e o clima político tenso.

    Eleito com a promessa de combater a corrupção e a violência crescente, o presidente Jair Bolsonaro prometeu não ter perdão com os criminosos, mas suas primeiras semanas no cargo foram ofuscadas por disputas internas, atritos com o Congresso e uma economia vacilante, que estão prejudicando seus índices de aprovação e provocando dúvidas sobre a capacidade de honrar promessas.

    'As preocupações com a segurança pública são um assunto de destaque, seja em eleições presidenciais ou estaduais, e certamente esperamos que isso traga bons resultados para nossa empresa', disse Elton Borgonovo, gerente nacional de Motorola Solutions, que divulga sua tecnologia de câmeras corporais.

    Bolsonaro está tendo dificuldade para fazer avançar a prioritária reforma da Previdência, abrir a economia do país e acelerar a recuperação após uma longa recessão.

    Para empresas que dependem de contratos com governos estaduais e federais, o sucesso provavelmente dependerá do estado das finanças públicas brasileiras, disse Jean-Luc Alfonsi, vice-presidente da Helibras, fabricante de helicópteros e subsidiária da Airbus .

    Por isso a aprovação da reforma previdenciária é crucial, acrescentou, sendo uma condição necessária para os governos brasileiros e os consumidores particulares terem estabilidade financeira para fazer grandes compras.

    'As finanças públicas são resultado de políticas, então estamos esperando para ver se o novo governo e parlamentares trabalharão juntos para clarear a política orçamentária do país', disse.

    Marcos Fellipe, representante de vendas da companhia de produtos químicos, de defesa e aeroespacial IPI do Brasil, unidade local da empresa norte-americana Island Group Enterprises, disse ter esperança de que Bolsonaro afrouxará as restrições comerciais e atacará a burocracia.

    'Mas até agora, não vi nenhuma mudança', observou, acrescentando que, depois de participar de três edições da Feira Internacional de Segurança Pública e Corporativa (Laad, na sigla em inglês), nunca viu uma mais vazia, o que atribuiu ao estado da economia brasileira.

    Pouco depois de tomar posse, Bolsonaro assinou um decreto tornando mais fácil a compra de armas -- uma medida que Fellipe achava que reforçaria seu negócio de munição. No entanto, ele disse que o movimento para afrouxar os controles de armas, que ele chamou de 'tímido', não teve nenhum efeito perceptível nas vendas.

    Um dos ganhadores imediatos do decreto de armas de Bolsonaro foi a fabricante brasileira de armas Taurus , cujas ações subiram antes da medida, mas desde então caíram.

    Falando na Laad na terça-feira, o presidente da Taurus, Salesio Nuhs, elogiou o governo Bolsonaro.

    'O Brasil está em uma fase melhor. Nós acreditamos que esse governo realmente vai trazer crescimento para o nosso país e nosso segmento, evidentemente, as coisas vão melhorar muito', disse ele à Reuters.

    Outros, no entanto, queriam de ver o Brasil se abrir mais, com novas propostas para empresas internacionais que tem sofrido para se consolida em toda a América Latina nos últimos anos.

    'Eu gostaria de ver mais negócios... e espero que o Brasil saia da crise para impulsionar esses projetos', disse Bernhard Brenner, vice-presidente executivo de marketing e vendas da Airbus Defence and Space.

    Ele acrescentou que ainda é cedo demais para saber se o foco de Bolsonaro em questões de defesa se traduzirá em melhores vendas.

    'Pergunte-me daqui a dois anos', disse.

    (Reportagem adicional de Sérgio Queiroz)

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