ESTUDO APONTA QUE EVITAR ULTRAPROCESSADOS PODE PROTEGER O CORAÇÃO
Pesquisadores identificaram ligação entre certos alimentos industrializados e maior risco cardiovascular
Bruna Valle
11/05/2026
Um novo estudo voltou a reforçar a relação entre alimentação e saúde cardiovascular.
A pesquisa, publicada na revista científica European Society of Cardiology e conduzida por especialistas ligados à Sociedade Europeia de Cardiologia, observou que reduzir o consumo de alimentos ultraprocessados pode ajudar a diminuir os riscos de doenças cardiovasculares associadas à alimentação desequilibrada.
Os pesquisadores analisaram hábitos alimentares e identificaram como produtos altamente industrializados podem impactar negativamente o organismo ao longo do tempo.
O que são alimentos ultraprocessados?
Os ultraprocessados são produtos industrializados que costumam conter altos níveis de açúcar, gordura, sódio, conservantes, aromatizantes e outros aditivos químicos.
Entre os exemplos mais comuns estão refrigerantes, salgadinhos, embutidos, macarrão instantâneo, biscoitos recheados, refeições congeladas e doces industrializados.
Esse tipo de alimento costuma apresentar perfil nutricional desfavorável quando comparado a alimentos in natura ou minimamente processados.
O que o estudo identificou
A pesquisa também chama atenção para o espaço cada vez maior dos ultraprocessados na alimentação da população mundial.
Segundo os dados analisados, esses produtos já representam cerca de 61% das calorias consumidas na Holanda e 54% no Reino Unido. Em países como Itália, Portugal e Espanha, os índices são menores, mas ainda considerados relevantes, correspondendo a 25%, 22% e 18% do consumo calórico total, respectivamente.
O cenário também preocupa no Brasil. Uma série de artigos publicada em 2025, com dados de 93 países, mostrou que os ultraprocessados já representam aproximadamente 23% das calorias consumidas pelos brasileiros.
Por que esses alimentos preocupam especialistas?
Os pesquisadores explicam que muitos ultraprocessados concentram grandes quantidades de sódio, gorduras saturadas, açúcares adicionados e compostos artificiais.
Esses fatores estão frequentemente associados ao aumento do colesterol, pressão alta, inflamação e maior risco cardiovascular.
Alimentação equilibrada segue como principal recomendação
Especialistas reforçam que a recomendação não é eliminar completamente determinados alimentos da rotina, mas reduzir o consumo frequente de produtos ultraprocessados e priorizar refeições mais naturais.
Frutas, legumes, verduras, grãos, proteínas e alimentos minimamente processados continuam aparecendo entre os padrões alimentares mais associados à proteção cardiovascular.
Um tema cada vez mais discutido pela ciência
O impacto da alimentação industrializada vem sendo estudado de forma crescente nos últimos anos.
Diversas pesquisas já relacionaram o excesso de ultraprocessados a doenças cardiovasculares, diabetes, obesidade e alterações metabólicas.
Os resultados reforçam a importância de hábitos alimentares mais equilibrados não apenas para o coração, mas também para a saúde geral e a qualidade de vida ao longo do envelhecimento.


