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Euro não consegue tirar do dólar participação grande no mercado apesar da política errática dos EUA, mostra relatório

Euro não consegue tirar do dólar participação grande no mercado apesar da política errática dos EUA, mostra relatório

Reuters

02/06/2026

Placeholder - loading - Botas de euro  17 de julho de 2022. REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração
Botas de euro 17 de julho de 2022. REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração

FRANKFURT, 2 Jun (Reuters) - O papel global ​do euro praticamente não se alterou no ano passado, frustrando algumas expectativas de que a política econômica errática dos Estados Unidos pudesse lhe dar um grande impulso já que os investidores passaram a investir em ouro e em moedas menores, segundo um relatório do BCE.

A presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, há muito tempo argumenta que o euro poderia se tornar uma alternativa viável ao dólar e que a política imprevisível dos EUA ⁠criou ⁠um 'momento global do euro', desde que ​as ‌autoridades finalmente implementassem reformas financeiras há muito adiadas.

Atualmente, o euro tem cerca de 20% de participação de mercado em um amplo conjunto de indicadores, um pouco mais do que no ano passado, mas ⁠ainda muito abaixo dos níveis observados há duas décadas, uma ​vez que o ouro e as moedas de reserva menores e ​não tradicionais vêm obtendo grandes ganhos às ‌custas do dólar e ​do ⁠euro.

'Há uma abertura para que o euro aumente seu apelo global - desde que as autoridades europeias criem as condições necessárias e coloquem as palavras em ação', ​disse Lagarde no relatório do BCE desta terça-feira.

Para que isso aconteça, disse ela, o bloco precisa reforçar a resiliência econômica, a integridade legal e institucional e a credibilidade geopolítica.

O papel do euro nas reservas ​cambiais caiu 0,5 ponto percentual, para 20,2%, muito abaixo da participação de 57% do dólar, o que sugere que os gerentes de reservas evitam mudanças abruptas nos referenciais estratégicos de investimento, mesmo durante o aumento da incerteza geopolítica.

Os investimentos também estavam se direcionando fortemente para o ouro, com bancos centrais e investidores privados comprando volumes excepcionalmente grandes.

O investimento privado em ouro dobrou ​no ano passado para 2.200 toneladas, enquanto os bancos centrais compraram 850 ‌toneladas, abaixo das 1.000 toneladas do ⁠ano anterior, mas ainda bem acima dos níveis anteriores à invasão da Ucrânia pela Rússia.

Com o ouro também incluído nas reservas oficiais, sua ⁠participação ultrapassou a do euro e dos ⁠Treasuries, embora grande parte desse aumento ⁠se deva aos ⁠preços ​mais altos do ouro e não apenas às novas compras.

(Reportagem de Balazs Koranyi)

Reuters

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