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Europa pode enfrentar “semanas mais mortais” com chegada de nova onda de calor, alerta OMS

Europa pode enfrentar “semanas mais mortais” com chegada de nova onda de calor, alerta OMS

Reuters

07/07/2026

Placeholder - loading - Onda de calor atinge Roma  30 de junho de 2026   REUTERS/Guglielmo Mangiapane
Onda de calor atinge Roma 30 de junho de 2026 REUTERS/Guglielmo Mangiapane

7 Jul (Reuters) - A Organização Mundial da ​Saúde alertou nesta terça-feira que a Europa poderá enfrentar “semanas mais mortais” nos próximos dias, com a formação de mais uma intensa onda de calor sobre o Atlântico.

A previsão é de que as temperaturas em Portugal e no sul da Espanha cheguem a 43 graus Celsius nos próximos dias.

O diretor regional da OMS para a Europa, Hans Kluge, realizou uma teleconferência de emergência na segunda-feira com representantes de ⁠41 ⁠países da região, da Comissão ​Europeia e ‌de grupos da sociedade civil para discutir as lições aprendidas com a recente onda de calor e os preparativos para a próxima.

Kluge afirmou em comunicado que os países com ⁠planos de ação para a saúde em condições de calor ​já em vigor responderam mais rapidamente e protegeram melhor suas ​populações durante a onda de calor de ‌junho.

No entanto, ele ​observou ⁠que menos da metade dos Estados membros europeus da OMS possuía um plano desse tipo em vigor.

Especialistas afirmaram que a onda de calor ​de 20 a 28 de junho foi a mais severa já registrada na Europa, causando interrupções na geração de energia, danos à infraestrutura e sobrecarregando os sistemas de saúde.

O calor extremo foi ​quase certamente causado pelas mudanças climáticas, segundo os cientistas.

França, Holanda e Bélgica registraram 3.700 mortes adicionais, com as autoridades alertando que os números são preliminares e podem aumentar.

As temperaturas chegaram a 40 graus Celsius em algumas regiões da Europa durante a onda de calor.

Kluge disse que os residentes de lares de idosos, pessoas em situação de ​rua e idosos socialmente isolados ainda não estavam sendo atendidos de ‌maneira consistente em toda a ⁠Europa.

“O trabalho agora é em duas frentes: corrigir o que falhou nas últimas semanas antes que a próxima onda de calor ⁠chegue e construir o tipo de sistema ⁠de saúde que não apenas ⁠responda ao calor ⁠extremo, ​mas esteja preparado para ele”, declarou Kluge.

(Reportagem de Shubham Kalia em Bengaluru)

Reuters

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