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    EUA rejeitam acordo do Ártico devido a desavenças sobre mudança climática

    Por Simon Johnson

    ROVANIEMI, Finlândia (Reuters) - Os Estados Unidos se recusaram a assinar um acordo sobre os desafios do Ártico devido a discordâncias quanto ao palavreado sobre a mudança climática, disseram diplomatas nesta terça-feira, o que ameaça a cooperação na região polar, que é um exemplo extremo do aquecimento global.

    As temperaturas estão aumentando duas vezes mais rápido no Ártico do que no resto do globo, e o degelo expõe reservas vastas de petróleo e gás à exploração comercial em potencial.

    Um encontro de nações que fazem fronteira com o Ártico realizado em Rovaniemi, no norte da Finlândia, nesta terça-feira almeja elaborar uma agenda de dois anos para equilibrar os desafios da mudança climática e o desenvolvimento sustentável da riqueza mineral.

    Mas o ministro das Relações Exteriores finlandês, Timo Soini, disse que a declaração conjunta está 'descartada' e será substituída por um comunicado curto dos ministros que compareceram à conferência.

    Uma fonte diplomática a par das conversas disse que os EUA recuaram da assinatura por discordarem do palavreado da declaração, que diz que a mudança climática é uma ameaça grave ao Ártico. Uma segunda fonte o confirmou.

    Foi a primeira vez que uma declaração foi cancelada desde que o Conselho do Ártico foi formado em 1996. Não foi possível contatar a delegação norte-americana de imediato para obter comentários.

    Falando ao conselho, o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, disse que o governo do presidente Donald Trump 'compartilha seu comprometimento profundo com a gestão ambiental' no Ártico, mas disse que metas coletivas nem sempre são a resposta.

    'Elas se tornam sem sentido e até contraproducentes assim que uma nação deixa de cumpri-las', disse.

    O Conselho do Ártico é composto por EUA, Canadá, Rússia, Finlândia, Noruega, Dinamarca e Islândia. Os acordos entre os países não são obrigatórios.

    Trump expressa seu ceticismo em relação ao aquecimento global como resultado da atividade humana com frequência, e manteve sua decisão de 2017 de retirar os EUA do acordo climático de Paris, assinado por quase 200 nações em 2015 – o que colocou em choque com ativistas e muitos outros países.

    'Uma crise climática no Ártico não é um cenário futuro, está acontecendo enquanto falamos', disse a chanceler sueca, Margot Wallstrom, ao se dirigir ao conselho.

    (Reportagem adicional de Anne Kauranen em Helsinque)

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    Manifestantes contra mudança climática afetam serviço de trem em Londres

    Por Hannah McKay e Costas Pitas

    LONDRES (Reuters) - Dois ativistas ambientais subiram no teto de um trem no distrito financeiro londrino de Canary Wharf, nesta quarta-feira, como parte de um terceiro dia de protestos para que o Reino Unido radicalize suas medidas para reverter as mudanças climáticas.

    O grupo Extinction Rebellion intensificou seus protestos nas últimas semanas, bloqueando o Marble Arch, a estação de metrô Oxford Circus e a ponte de Waterloo, além de quebrarem uma porta do prédio da Shell e de chocarem parlamentares com um protesto com manifestantes seminus dentro do Parlamento.

    Cerca de 300 pessoas foram presas nesta semana após ativistas bloquearem algumas das principais vias da capital britânica, nas quais muitas acamparam em barracas.

    O grupo defende uma desobediência civil não violenta para forçar o governo a reduzir as emissões de carbono e para alertar sobre o que considera ser uma crise climática global que trará fome, enchentes, incêndios e colapso social.

    Um homem que vestia terno escuro e uma mulher com jaqueta preta subiram no teto de um trem em uma estação em Canary Wharf, segurando uma faixa com o dizer 'Emergência Climática'.

    Alguns passageiros gritaram para que a dupla descesse enquanto a polícia chegava ao local. Outro ativista se colou a um dos trens.

    O 'Transport for London' --órgão britânico responsável pelo sistema de transporte na região da Grande Londres-- advertiu que houve pequenos atrasos em uma das ramificações dos serviços 'devido a um incidente com passageiros' em Canary Wharf.

    A polícia britânica dos transportes informou que um homem foi preso sob suspeita de obstruir a malha ferroviária.

    O Extinction Rebellion declarou que medidas diretas são importantes para provocar mudança.

    'Como em uma greve trabalhista, a ruptura econômica é a chave para forçar o governo a vir à mesa e negociar nossas demandas', informou o grupo em seu site oficial.

    O prefeito de Londres, Sadiq Khan, pediu aos manifestantes que evitassem atacar o sistema público de transporte da cidade.

    'É absolutamente crucial que mais pessoas usem o transporte público, assim como caminhar e pedalar, se quisermos enfrentar essa emergência climática', afirmou Khan.

    Os protestos custaram mais de 12 milhões de libras para as empresas na região de West End, local famoso por seus teatros e suas lojas, com alguns vendo uma queda de 25 por cento nas vendas e na acessibilidade.

    'Essa pressão adicional é profundamente prejudicial à economia e à reputação de Londres', disse Jace Tyrrell, executivo-chefe da New West End Company, que representa empresas na área.

    A polícia disse que espera que as manifestações continuem nas próximas semanas e prometeu agir se necessário.

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    Manifestantes contra mudança climática ameaçam paralisar ruas centrais de Londres

    LONDRES (Reuters) - Manifestantes ambientalistas estão planejando paralisar partes da região central de Londres nos próximos dias com o bloqueio de algumas das mais movimentadas ruas da cidade na tentativa de forçar o governo a fazer mais para combater a mudança climática.

    Os manifestantes planejam bloquear o tráfego no Marble Arch, Oxford Circus, Waterloo Bridge, Parlament Square e no Piccadilly Circus a partir de segunda às 11h (horário local, 7h em Brasília). Os bloqueios devem continuar dia e noite em cada um desses lugares e manifestantes afirmam que os protestos podem durar cinco dias.

    'Vamos pacificamente bloquear o tráfego o tempo todo. Será um festival em escala total de resistência criativa, com reuniões de pessoas, ações artísticas, performances, conversas, workshops, comida e espaços para as famílias', disse o Extinction Rebellion, grupo que organiza os protestos.

    O grupo, que ganhou as manchetes com manifestantes seminus na Câmara dos Comuns do Parlamento britânico neste mês, alertou seus membros que alguns deles podem ser presos por participarem de desobediência civil não-violenta.

    O grupo reivindica que o governo declare emergências climática e ambiental, reduza as emissões líquidas de gases do efeito estufa a zero até 2025 e crie uma Assembleia de Cidadãos composta por membros do público para liderar decisões para lidar com a mudança climática.

    (Reportagem de Andrew MacAskill)

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    Após atritos, governo tenta retomar clima de normalidade no Congresso para reforma da Previdência

    Por Ricardo Brito e Maria Carolina Marcello

    BRASÍLIA (Reuters) - Após um acirramento do ambiente político nos últimos dias, que contou com a prisão de um ex-presidente da República e culminou com a troca de farpas entre o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), um dos principais fiadores da reforma da Previdência, e o presidente Jair Bolsonaro, o governo tenta virar a página e retomar o clima de normalidade no Congresso para tocar a proposta.

    Com a crise em seu ponto máximo, com o presidente da Câmara ameaçando deixar a articulação da reforma da Previdência e um bate-boca público em redes sociais, bombeiros  --como o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), e o ministro da Economia, Paulo Guedes-- apressaram-se, desde sexta-feira, a buscar acalmar os ânimos.

    A operação teve desdobramentos ainda nesta segunda, quando ocorreu um almoço entre o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, e Maia, tendo como anfitrião o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), numa tentativa de distensionar o clima entre Bolsonaro e  o comandante da Câmara, segundo disseram à Reuters duas fontes.

    Uma das fontes explicou que Onyx foi escalado por Bolsonaro para tentar melhorar a relação com Maia. No encontro, disse a fonte, o ministro da Casa Civil destacou a importância do presidente da Câmara para o avanço da reforma.

    Segundo uma fonte parlamentar consultada pela Reuters, a situação, de fato, está se acalmando. Segundo ela, o mal-estar começou a partir de sinais de que presidente Jair Bolsonaro estaria transferindo a responsabilidade --e o ônus-- da aprovação da reforma da Previdência ao Congresso Nacional.

    O estresse, relata o parlamentar, fez com que partidos travassem as conversas sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que muda as regras de aposentadoria, o que chegou a atrasar a indicação de um relator para a matéria na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara.

    “Agora destravou”, garantiu a fonte. “As questões se dissolveram e os partidos vão destravar. Hoje já deu um tom de calmaria”, disse, acrescentando que o relator da proposta na CCJ deve ser designado ainda nesta semana, informação confirmada por uma segunda fonte.

    Nesta segunda, por meio de mensagem, o presidente da Câmara disse à Reuters que está “tudo tranquilo”.

    Em briefing no Palácio do Planalto, o porta-voz da Presidência, general Otávio Rêgo Barros, afirmou que Bolsonaro vai buscar a paz com base na interlocução. E ainda brincou, dizendo que, embora o presidente não tenha sido um boina azul (numa referência às tropas de paz da ONU), ele é 'tudo pela paz'.

    Mas o líder do PSL, Delegado Waldir (PSL-GO), preferiu ser mais cauteloso. Para ele, não há pressa para a designação de um relator na CCJ, e isso só ocorrerá quando Maia e Bolsonaro “fumarem o cachimbo da paz”. Segundo Waldir, isso ainda não ocorreu.

    INSATISFAÇÃO

    A irritação de Maia com a atuação do governo em relação à reforma da Previdência atingiu níveis mais altos quando o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, defendeu que seu pacote anticrime poderia tramitar em paralelo à proposta que muda as regras das aposentadorias. Maia havia criado um grupo de trabalho para analisar o pacote em relação a projetos que já estavam na Casa, suspendendo sua tramitação por 90 dias, prorrogáveis por mais 90 dias.

    No briefing desta segunda, Rêgo Barros disse que Bolsonaro gostaria que a reforma da Previdência e o pacote anticrime pudessem caminhar em paralelo, mas entendia as necessidades de priorizar-se uma matéria em relação à outra.

    Contribuíram para a irritação de Maia, na semana passada, os ataques que sofreu nas redes sociais, inclusive de integrantes do PSL, partido de Bolsonaro, e do filho do presidente, o vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ).

    Nos últimos dias, o presidente da Câmara insistiu em declarações públicas que caberia a Bolsonaro conseguir os votos para passar o texto. O presidente, entretanto, devolvia bola, dizendo que a responsabilidade pela Previdência é do Congresso.

    Na manhã desta segunda, o presidente comandou uma reunião no Palácio do Planalto com a presença de Onyx, o ministro da Economia, Paulo Guedes, e outros ministros para discutir, entre outros assuntos, o avanço da Previdência, disse a fonte.

    A ordem dada por Bolsonaro no encontro foi 'pacificar' a relação com o Congresso e o ministro da Casa Civil já deve se reunir a partir de terça-feira com líderes partidários para intensificar as articulações em prol da reforma, disse a fonte.

    A avaliação é que os atritos entre Maia e Bolsonaro foram superdimensionados, segundo a fonte, e que isso deverá arrefecer após a escolha do relator da proposta na CCJ.

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    Frio do Ártico se espalha pelo Nordeste dos EUA e deixa pelo menos 12 mortos

    ATLANTA, Estados Unidos (Reuters) - A onda de ar do Ártico que provocou um frio recorde nos Estados Unidos e causou ao menos uma dúzia de mortes e cancelamento ou atraso de milhares de voos no Meio-Oeste do país rumou para o leste nesta quinta-feira, causando transtornos no Nordeste norte-americano.

    Uma previsão de tempo mais quente no final de semana consolou pouco aqueles que enfrentam dificuldades com o gelo, ventos brutais e temperaturas que chegaram a 34 graus Celsius negativos.

    'Esta manhã é uma das mais frias das temperaturas em toda a parte superior do Meio-Oeste, e ainda temos índices de resfriamento perigosos', disse Andrew Orrison, meteorologista do Serviço Nacional do Clima (NWS), em uma entrevista por telefone.

    No Estado de Minnesota e no norte de Michigan, as temperaturas ficarão em 29oC negativos nesta quinta-feira, e partes de Dakota do Norte podem esperar um frio de 1 grau negativo, alertaram meteorologistas.

    O frio intenso foi causado pelo deslocamento do vórtice polar, uma corrente de ar frio que normalmente gira ao redor da estratosfera acima do Polo Norte, mas cujo fluxo foi interrompido. Ele seguiu para o leste, e Estados como Massachusetts, Nova York e Pensilvânia tiveram temperaturas extremamente baixas – de madrugada elas chegaram a 21oC negativos em Boston, segundo o NWS.

    Passaram-se mais de 20 anos desde que uma onda de ar do Ártico semelhante cobriu uma porção do Meio-Oeste e do Nordeste, informou a entidade.

    O frio causou ao menos uma dúzia de mortes no Meio-Oeste desde sábado, segundo relatos oficiais e da mídia. Algumas pessoas morreram em acidentes de trânsito causados pelo clima e outras, aparentemente, de exposição ao frio.

    (Por Rich McKay)

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    Placeholder - loading - Imagem da notícia Onda de frio intenso nos EUA persiste, mas deve diminuir no fim de semana

    Onda de frio intenso nos EUA persiste, mas deve diminuir no fim de semana

    Por Rich McKay

    (Reuters) - A onda de ar do Ártico que atingiu o Meio-Oeste dos Estados Unidos nesta semana persistirá nesta quinta-feira, mas está rumando para o leste e perdendo muito de sua intensidade.

    O frio causou ao menos 12 mortes no Meio-Oeste desde sábado, segundo relatos oficiais e da mídia. Algumas pessoas morreram em acidentes de trânsito causados pelo clima e outras, aparentemente, de exposição ao frio.

    Vídeos que circularam nesta semana mostraram água fervente congelando ao ser lançada no ar em Cedar Rapids, no Estado de Iowa, e agentes ferroviários de Chicago, no Illinois, ateando fogo em trilhos para impedi-los de congelar.

    Mas até o fim de semana Chicago, que teve um frio quase recorde de 30 graus Celsius negativos na quarta-feira, terá temperaturas variando entre 4ºC e 10ºC, assim como outras partes do Meio-Oeste, o suficiente para derreter o gelo.

    'Haverá uma variação de ao menos 30 graus em Chicago, de 28ºC negativos a 4ºC até domingo', disse David Hamrick, meteorologista do Centro de Previsões do Clima do Serviço Nacional do Clima (NWS) de College Park, em Maryland.

    Mas alguma das temperaturas mais baixas em uma geração ainda podem ocorrer em partes do Meio-Oeste e no Vale de Ohio nesta quinta-feira, alertaram meteorologistas.

    'Fará 30 graus negativos em partes da Dakota do Norte hoje', disse Hamrick. 'Vinte graus negativos em Minnesota e no norte de Michigan.'

    O ar frio já chegou a Boston, em Massachusetts, na manhã desta quinta-feira. A temperatura caiu para cerca de 15ºC negativos e dificilmente subirão mais do que uma dezena de graus, segundo Hamrick.

    Até partes do sul, como as montanhas do Kentucky, no Tennessee, e o norte da Geórgia só terão temperaturas de um dígito, disse.

    O clima causou centenas de acidentes de trânsito, incluindo um engavetamento envolvendo cerca de duas dúzias de carros em Grand Rapids, no Michigan, durante uma borrasca na quarta-feira, noticiou a mídia local.

    Mais de 2.300 voos foram cancelados e mais de 3.500 foram adiados, a maioria nos aeroportos internacionais de O'Hare e Midway de Chicago, segundo o site de monitoramento aéreo FlightAware.

    Faz mais de 20 anos desde que uma onda de ar do Ártico semelhante cobriu uma porção do Meio-Oeste e do Nordeste, disse Brian Hurley, meteorologista do NWS.

    (Reportagem de Rich McKay, em Atlanta; Reportagem adicional de Suzannah Gonzales e Karen Pierog, em Chicago, e Alex Dobuzinskis e Dan Whitcomb, em Los Angeles)

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    Relatório dos EUA contradiz Trump e prevê que mudanças climáticas afetarão economia

    (Reuters) - As mudanças climáticas custarão à economia dos Estados Unidos centenas de bilhões de dólares até o final do século, prejudicando tudo desde a saúde humana até infraestrutura e produção agrícola, segundo um relatório do governo norte-americano publicado nesta sexta-feira.

    O relatório encomendado pelo Congresso, redigido com a ajuda de mais de uma dúzia de agências governamentais e Departamentos dos Estados Unidos, listou estimativas dos impactos do aquecimento global em todos os setores da sociedade norte-americana, num aviso alarmante sobre a agenda pró-combustíveis fósseis do governo Trump.

    'Com o crescimento contínuo das emissões a taxas histórias, as perdas anuais em alguns setores econômicos podem chegar às centenas de bilhões de dólares até o final do século - mais que o atual produto interno bruto (PIB) de alguns estados norte-americanos', diz o relatório.

    Segundo o documento, o aquecimento global afetaria desproporcionalmente os pobres, atingiria amplamente a saúde humana, danificaria a infraestrutura existente, limitaria a disponibilidade de água, alteraria limites costeiros e aumentaria os custos industriais tanto no campo quanto na produção de energia.

    Embora o relatório diga que muitos dos impactos das mudanças climáticas - incluindo tempestades mais frequentes e mais poderosas, secas e inundações - já estão acontecendo, as projeções de danos ainda maiores poderiam mudar se as emissões de gases do efeito estufa fossem drasticamente contidas: 'Os riscos futuros das mudanças climáticas dependem principalmente das decisões que são tomadas hoje', diz.

    A Quarta Avaliação Nacional Climática Volume II, complementa um estudo publicado no ano passado que concluía que os seres humanos são os principais causadores do aquecimento global, e que alertava sobre seus efeitos potencialmente catastróficos ao planeta.

    Os estudos confrontam as políticas do governo do atual presidente, Donald Trump, que tem reduzido proteções ambientais e climáticas implementadas durante o governo Obama para maximizar a produção doméstica de combustíveis fósseis, incluindo petróleo cru. Os Estados Unidos são os maiores produtores mundiais da commodity, acima da Rússia e da Arábia Saudita.

    Trump anunciou no ano passado suas intenções de retirar os Estados Unidos do Acordo de Paris de 2015, estabelecido entre 200 países para combater as mudanças climáticas, argumentando que o tratado afetaria a economia dos Estados Unidos e forneceria efeitos ambientais pouco tangíveis. Trump e vários outros membros de seu gabinete também frequentemente colocam em dúvida o aspecto científico das mudanças climáticas, argumentando que suas causas e impactos não são ainda comprovados.

    A porta-voz da Casa Branca Lindsay Walters não respondeu imediatamente a um pedido para comentários.

    Grupos ambientalistas dizem que o relatório reforça os pedidos para que os Estados Unidos tomem medidas diante das mudanças climáticas.

    'Esse relatório deixa claro que as mudanças climáticas não são um problema do futuro distante. Estão acontecendo agora em todas as partes do país', disse Brenda Ekwurzel, diretora de Ciências Climáticas da União dos Cientistas Interessados e uma das autoras do relatório.

    Pesquisas anteriores, inclusive de cientistas do governo dos Estados Unidos, também concluíram que as mudanças climáticas poderiam ter severas consequências econômicas, incluindo danos à infraestrutura, fornecimento de água e agricultura.

    Impactos severos nas temperaturas médias também aumentam os riscos de transmissão de doenças, pioram a qualidade do ar, aumentam a ocorrência de problemas de saúde mental, entre outros efeitos.

    Treze departamentos governamentais e agências, do Departamento de Agricultura à NASA, integraram o comitê que compilou o novo relatório.

    O relatório completo pode ser acessado, em inglês: http://www.globalchange.gov

    (Por Richard Valdmanis)

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    Níveis globais de dióxido de carbono atingiram novo recorde em 2017, alerta ONU

    GENEBRA (Reuters) - A quantidade de dióxido de carbono na atmosfera atingiu um novo recorde no ano passado, e as emissões não dão sinais de diminuição, alertou a Organização Meteorológica Mundial (OMM) nesta quinta-feira.

    O Boletim sobre Gases do Efeito Estufa, que é divulgado anualmente, acabou com as esperanças de uma redução das emissões de CO2, o subproduto da queima de combustíveis fósseis que os cientistas dizem ser a principal causa do efeito estufa, causador do aquecimento global.

    'A ciência é clara. Sem cortes rápidos de CO2 e outros gases do efeito estufa, a mudança climática terá impactos cada vez mais destruidores e irreversíveis sobre a vida na Terra. Essa janela de oportunidade para a ação está quase fechada', disse o secretário-geral da OMM, Petteri Taalas, em um comunicado.

    O relatório da agência da ONU descobriu níveis de CO2 de 405,5 partes por milhão em 2017, um aumento em relação às 403,3 ppm de 2016.

    A taxa de aumento se alinha à taxa de crescimento médio da última década, que foi a mais rápida em 55 milhões de anos, disse a OMM. Os níveis de dióxido de carbono aumentaram 46 por cento desde a era pré-industrial, por volta de 1750.

    'O mais alarmante é que... metade do aumento em relação aos tempos pré-industriais veio nos últimos 30 anos', disse Oksana Tarasova, chefe de pesquisa ambiental atmosférica da OMM.

    Esperava-se que a elevação fosse muito menor em 2017 porque o ano anterior foi afetado pelas condições climáticas do 'El Niño', que normalmente são acompanhadas por uma grande redução no aumento das concentrações de CO2.

    As negociações climáticas da ONU na Polônia no mês que vem têm por meta combinar uma série de regras para o Acordo de Paris de 2015 sobre a mudança climática, que estabeleceu o objetivo ambicioso de encerrar a era dos combustíveis fósseis neste século.

    A chefe de direitos humanos da ONU, Michelle Bachelet, enviou uma carta a todos os Estados dizendo que, pela lei internacional de direitos humanos, eles têm a obrigação legal de evitar a mudança climática e tentar mitigar seus efeitos.

    Os Estados Unidos são o único país que anunciou sua intenção de se retirar do Acordo de Paris, e o presidente Donald Trump questionou as evidências científicas que o embasam.

    'O aquecimento global é inequívoco', disse a vice-secretária-geral da OMM, Elena Manaenkova. 'A mudança climática está provada cientificamente'.

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    Enchentes 'catastróficas' do Rio Amazonas estão aumentando, alertam cientistas

    Por Sophie Hares

    TEPIC, México (Thomson Reuters Foundation) - As enchentes intensas do Amazonas vêm aumentando em meio às alterações dos padrões climáticos e ameaçam a saúde e o sustento de pessoas que vivem às margens do maior rio do mundo, alertaram cientistas.

    Analisando mais de 100 anos de registros de medições dos níveis do Rio Amazonas no porto de Manaus, eles descobriram que enchentes extremas que ocorriam cerca de uma vez a cada 20 anos na primeira metade do último século agora acontecem aproximadamente a cada quatro anos.

    'Existem efeitos catastróficos nas vidas das pessoas, já que a água de beber é invadida e as casas ficam completamente destruídas', disse Jonathan Barichivich, cientista ambiental da Universidade Austral do Chile.

    'Nossas descobertas expõem as causas fundamentais da intensificação recente – a estação úmida está ficando mais úmida, e a estação seca está ficando mais seca – do ciclo da água da maior bacia hidrográfica do planeta', disse ele à Thomson Reuters Foundation.

    As secas também se tornaram mais frequentes nas últimas duas a três décadas, mas o aumento das enchentes se destacou, observou ele.

    Em um estudo publicado nesta quarta-feira no periódico científico Science Advances, pesquisadores de instituições como a britânica Universidade de Leeds disseram que as enchentes intensas afetaram a bacia do Amazonas quase todos os anos entre 2009 e 2015.

    Eles relacionaram o aumento das enchentes a uma combinação de temperaturas mais quentes no Oceano Atlântico e temperaturas mais frias no Pacífico.

    Conhecido como Circulação de Walker, este efeito influencia padrões climáticos tropicais e pode ser atribuído em parte a mudanças em cinturões de vento causadas pelo aquecimento global, disse o estudo.

    Como se acredita que as temperaturas no Atlântico subirão mais do que no Pacífico, os riscos de enchentes no Rio Amazonas persistirão, previram os cientistas.

    'Achamos que isso continuará durante ao menos uma década', disse Barichivich, ex-bolsista de pesquisa da Universidade de Leeds.

    O estudo também observou que o desmatamento e a construção de usinas hidrelétricas podem desempenhar um papel na alteração dos níveis das águas.

    Além de prejudicarem a criação de gado e a agricultura nas planícies alagadas do rio, as enchentes extremas afetam a saúde de comunidades do Brasil, Peru e outras nações amazônicas porque contaminam a água e ajudam a disseminar doenças, segundo a pesquisa.

    Monitorar mudanças nos níveis do rio é importante porque a bacia amazônica tem um papel crucial nos sistemas hidrográficos e de carbono do mundo, afirmou Barichivich.

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