Capa do Álbum: Antena 1
A Rádio Online mais ouvida do Brasil
Antena 1
Ícone seta para a esquerda Veja todas as Notícias.

Ex-chefe da Anvisa alerta para riscos de cloroquina contra Covid-19; diz que protocolo é 'barbaridade'

Placeholder - loading - Enfermeira mostra hidroxicloroquina no Hospital Conceição em Porto Alegre  23/4/2020 REUTERS/Diego Vara
Enfermeira mostra hidroxicloroquina no Hospital Conceição em Porto Alegre 23/4/2020 REUTERS/Diego Vara

Publicada em  

Por Eduardo Simões

SÃO PAULO (Reuters) - O novo protocolo do Ministério da Saúde para uso do medicamento cloroquina nos estágios iniciais da Covid-19 é uma 'barbaridade', na avaliação do ex-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) Gonzalo Vecina Neto, que aponta ainda que a adoção do medicamento pode provocar mais mortes do que evitar, devido aos graves efeitos colaterais.

Segundo Vecina, que é médico sanitarista e professor da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP), não há comprovação científica da eficácia da cloroquina contra o coronavírus e é 'inacreditável que em pleno Século 21 a gente esteja vivendo de magia'.

'É inacreditável. Não tem evidência científica. É a opinião de um capitão que consegue convencer um general a fazer', disse Vecina Neto à Reuters, referindo-se à patente com a qual Bolsonaro deixou o Exército para em seguida entrar na política e ao fato de o general Eduardo Pazuello ocupar no momento de forma interina o Ministério da Saúde.

Para Vecina Neto, o protocolo, que atende a desejo pessoal do presidente Jair Bolsonaro, é uma tentativa do governo federal apontar um medicamento que cure a Covid-19, doença respiratória causada pelo novo coronavírus, já que Bolsonaro é contrário ao isolamento social, preconizado por autoridades de saúde de todo o mundo para frear a propagação do vírus.

O texto divulgado nesta quarta pelo Ministério da Saúde, que não foi assinado por nenhum médico, lista a dosagem para o uso de cloroquina ou hidroxicloroquina, associado ao antibiótico azitromicina, no caso de sintomas leves em duas fases da doença, do 1º ao 5º dias e do 6º ao 14º dias, e também para casos moderados.

Vecina Neto, que comandou a Anvisa --órgão responsável pela regulamentação de medicamentos no país-- entre 1999 e 2003, lembrou que a cloroquina possui efeitos colaterais sérios e que, assim como a hidroxicloroquina, outro remédio usado no tratamento de malária e doenças autoimunes, já foram testadas para determinar sua eficiência contra a Covid-19 sem que fosse comprovada.

'Ela mata cardiopata. Não existe evidência e nós sabemos os efeitos colaterais', disse o ex-diretor da Anvisa, que é professor da Faculdade de Saúde Pública da USP, ao apontar o principal entre vários efeitos colaterais da cloroquina.

'Já foram muito estudadas (cloroquina e hidroxicloroquina) e não se conseguiu concluir que elas mudam o rumo da doença', apontou ele, prevendo ainda que o uso do medicamento pode gerar um aumento na quantidade de mortes em vez de uma redução.

Ao comentar o novo protocolo do Ministério da Saúde mais cedo nesta quarta, Bolsonaro reconheceu que não existem evidências científicas da eficácia da cloroquina contra a Covid-19, mas escreveu em sua conta no Twitter: 'Contudo, estamos em guerra: 'Pior do que ser derrotado é a vergonha de não ter lutado.''

Em informe a Sociedade Brasileira de Infectologia afirmou que os estudos clínicos com a cloroquina ou a hidroxicloroquina, associados ou não à azitromicina, 'permitem concluir que tais medicamentos, até o presente momento, não mostraram eficácia no tratamento farmacológico de Covid-19 e não devem ser recomendados de rotina'.

A entidade recomendou que o uso dos dois medicamentos no tratamento da Covid-19 seja feito prioritariamente em estudos clínicos, mas afirmou que, se quiser, o médico pode receitá-los 'sendo recomendado que compartilhe com o paciente a falta da

evidência científica de sua eficácia à luz dos conhecimentos atuais e seu potencial risco de dano, principalmente cardíaco, e com a assinatura de um termo de consentimento'.

Em março, a Anvisa disse que não havia estudos comprovando a eficácia da cloroquina e da hidroxicloroquina no tratamento e prevenção da Covid-19 e que, portanto, não recomendava o uso do medicamento para esses fins. Essa mesma posição foi reiterada nesta quarta-feira pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Escrito por Reuters

Últimas Notícias

Placeholder - loading - Imagem da notícia CASACOR: Descubra as tendências das edições de 2022

CASACOR: Descubra as tendências das edições de 2022

A 35º edição da CASACOR São Paulo celebrou a exposição deste ano com o tema “Infinito Particular”. Uma mostra que trouxe diversas tendências do mundo do design, e inovou diversos cômodos. Aqui falaremos um pouco dessas novidades, além de explorar o que esteve em alta nas exibições que aconteceram no Peru, Bolívia e a que vem por aí, em Brasília.

As propostas definitivamente irão te inspirar a valorizar os ambientes da casa de forma moderna e ao passo que mostra as singularidades da moda contemporânea.

A CASACOR possui edições em alguns países da America Latina, como também ao redor do Brasil inteiro. Em Brasília, a exposição acontece agora nos meses de setembro e outubro, já na Bolívia e Peru, 17 de maio e 25 de junho, e 24 de maio e 3 de julho, respectivamente.

Na Bolívia, os irmãos Ana Villagómez e Moisés Villagómez criaram o Loft Refugio Natural, espaço de cem metros² em que a arquitetura e o paisagismo se misturaram de maneira harmônica. A casa recebeu 35 ambientes, projetados por 55 profissionais.

“Usamos muitos materiais nobres, como pedra, revestimento de barro e madeira, e procuramos criar uma conexão entre o ser humano e a natureza”, explicou a paisagista e arquiteta.

Para os ambientes dessa amostra, a aposta é em tons terrosos, couro e elementos em preto que destoam das outras cores do cômodo. Os tons de marrom com a mescla de material estão populares pois dão uma sensação nostálgica e aconchegante ao ambiente. Tons quentes são sempre uma boa pedida para dar um ar de familiaridade ao ambiente.

Já em relação aos móveis em preto, a cor proporciona à sala um refinamento e modernidade. O contraste, nesse caso, é sempre uma boa escolha, principalmente com o resto das peças em dourado e laranja, como exemplifica a decoração da mostra na Bolívia.

No Peru, a mostra contou com a participação de mais de 60 profissionais, entre arquitetos, decoradores, paisagistas e designers. Nessa exposição se destacaram detalhes arredondados e luminárias inusitadas. Móveis com a ausência de quinas estão presentes em luminárias, nas mesas de centro, nos pufes, nos quadros, nos espelhos, nos tapetes e até no encosto das cadeiras da mesa de jantar.

Para a escolha da iluminação, os arquitetos saíram da caixa, escolhendo peças com formatos criativos. Além disso, complementam com cores e estruturas diferentes.

Já a CASACOR Brasília de 2022, celebrará 30 anos em Brasília. A edição comemorativa acontecerá de 3 de setembro a 30 de outubro na Arena BRB Mané Garrincha, no coração da cidade. Ao todo, serão 50 ambientes, todos inspirados no tema Infinito Particular, assim como a edição de São Paulo.

CASACOR São Paulo 2022

Você ainda pode apreciar a mostra para se inspirar e ficar por dentro das tendencias de decoração e design de interiores.

19 H
  1. Home
  2. noticias
  3. ex chefe da anvisa alerta …

Este site usa cookies para garantir que você tenha a melhor experiência.