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Ex-líder de Mianmar Aung San Suu Kyi será transferida para prisão domiciliar, diz mídia estatal

Ex-líder de Mianmar Aung San Suu Kyi será transferida para prisão domiciliar, diz mídia estatal

Reuters

30/04/2026

Placeholder - loading - Cidadãos de Mianmar protestam contra golpe militar com foto de Aung San Suu Kyi   22 de fevereiro de 2021   REUTERS/Soe Zeya Tun
Cidadãos de Mianmar protestam contra golpe militar com foto de Aung San Suu Kyi 22 de fevereiro de 2021 REUTERS/Soe Zeya Tun

30 Abr (Reuters) - A ex-líder de Mianmar ​Aung San Suu Kyi deve ser transferida para prisão domiciliar, informou a mídia estatal na quinta-feira, mais de cinco anos depois que os militares derrubaram o governo civil que ela liderava e prenderam a ganhadora do Prêmio Nobel.

Suu Kyi, de 80 anos, está detida pela junta desde então e seu paradeiro não tem sido claro em meio a uma guerra civil mortal que foi desencadeada pelo golpe de fevereiro de 2021, que assolou grande parte da ⁠empobrecida ⁠nação do Sudeste Asiático.

'A parte restante ​da sentença ‌de Daw Aung San Suu Kyi foi comutada para ser cumprida em uma residência designada', informou a emissora estatal MRTV, usando um título honorífico para a política veterana.

A mídia estatal também divulgou ⁠uma fotografia de Suu Kyi, sentada em um banco de madeira ​e ladeada por dois funcionários uniformizados -- a primeira imagem pública dela ​em anos.

Em uma nota, seu filho Kim ‌Aris disse que o ​anúncio ⁠feito na quinta-feira pelas autoridades de Mianmar pouco fez para dissipar os temores sobre sua condição ou mesmo para confirmar que ela ainda está viva.

'Eu ainda ​não sei onde minha mãe está. Não sei como ela está. Continuo profundamente preocupado', declarou ele. 'Se ela estiver viva, peço uma prova de vida.'

Em dezembro, Aris disse à Reuters que não tinha notícias de sua ​mãe há anos, recebendo apenas detalhes esporádicos e de segunda mão sobre seus problemas cardíacos, ósseos e gengivais desde a detenção.

'É bom saber que a prisão domiciliar foi confirmada, mas não recebemos nenhuma notificação direta', afirmou um membro de sua equipe jurídica à Reuters. 'Só ficamos sabendo disso pelo anúncio da notícia.'

Depois de uma maratona de julgamentos, Suu Kyi foi sentenciada a 33 anos ​de prisão após ser condenada por acusações que vão desde corrupção e ‌incitação à fraude eleitoral até violação ⁠das regras de sigilo do Estado, que seus aliados afirmam ter sido motivada politicamente e com o objetivo de marginalizá-la.

Essa sentença foi posteriormente ⁠comutada para 27 anos e, em seguida, reduzida ⁠em um sexto em uma anistia de ⁠Ano Novo de ⁠Mianmar, ​em 17 de abril, que libertou seu aliado e corréu Win Myint, ex-presidente.

Reuters

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