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Ex-presidente sul-coreano Yoon pede desculpas após sentença de prisão perpétua por lei marcial

Ex-presidente sul-coreano Yoon pede desculpas após sentença de prisão perpétua por lei marcial

Reuters

20/02/2026

Placeholder - loading - Yoon Suk Yeol em tribunal sul-coreano  19/2/2026    Yonhap via REUTERS
Yoon Suk Yeol em tribunal sul-coreano 19/2/2026 Yonhap via REUTERS

Por Kyu-seok Shim

SEUL, 20 Fev (Reuters) - O ​ex-presidente sul-coreano Yoon Suk Yeol pediu desculpas na sexta-feira por sua breve declaração de lei marcial em dezembro de 2024, um dia depois de um tribunal de Seul condená-lo à prisão perpétua por arquitetar uma insurreição.

Em comunicado divulgado por seus advogados, Yoon disse que, embora lamentasse a “frustração e as dificuldades” causadas ao povo por seu decreto de lei marcial, ele mantinha ⁠a “sinceridade ⁠e o propósito” por trás ​de suas ‌ações.

A decisão da Corte Distrital Central de Seul de condená-lo à prisão perpétua na quinta-feira foi “predeterminada”, afirmou ele, acrescentando que o veredicto contra ele foi uma ⁠retaliação política.

“As forças que buscam difamar uma decisão tomada ​para salvar a nação como uma ‘insurreição’ e usá-la além de ​ataques políticos como uma oportunidade para ‌purgar e ​eliminar seus ⁠oponentes só vão se tornar mais desenfreadas daqui para frente”, disse ele.

Yoon também questionou se um recurso teria sentido no que ​descreveu como um ambiente em que a independência judicial não poderia ser garantida, enquanto dizia aos seus apoiadores para “se unirem e se levantarem”.

Seus advogados afirmaram separadamente que a ​declaração não significava uma intenção de renunciar a um recurso.

A declaração de lei marcial de Yoon durou cerca de seis horas antes de ser rejeitada pelo Parlamento, mas causou comoção em todo o país e provocou protestos nas ruas.

O tribunal considerou Yoon culpado de subverter a ordem constitucional ao enviar tropas ​para invadir o Parlamento e prender os opositores, culminando em uma ‌queda dramática que o levou ⁠a ser destituído do cargo e acabar atrás das grades.

Yoon, um ex-promotor de carreira, negou as acusações, argumentando que ⁠tinha autoridade presidencial para declarar a ⁠lei marcial e que sua ⁠ação tinha ⁠como ​objetivo alertar sobre a obstrução do governo pelos partidos da oposição.

Reuters

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