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Foguetes são disparados de Gaza depois de palestino em greve de fome morrer sob custódia israelense

Foguetes são disparados de Gaza depois de palestino em greve de fome morrer sob custódia israelense

Reuters

02/05/2023

Placeholder - loading - Cidade de Gaza 02/05/2023 REUTERS/Mohammed Salem
Cidade de Gaza 02/05/2023 REUTERS/Mohammed Salem

Por Emily Rose e Nidal al-Mughrabi

JERUSALÉM/GAZA (Reuters) - Grupos armados palestinos lançaram salvas de foguetes de Gaza contra a região sul de Israel nesta terça-feira, depois que um líder da organização militante Jihad Islâmica morreu sob custódia israelense após uma greve de fome de 87 dias, a primeira morte do tipo em mais de três décadas.

Khader Adnan, que aguardava julgamento, foi encontrado inconsciente em sua cela e levado a um hospital, onde foi declarado morto após tentativas de reanimação, informou o Serviço Prisional de Israel.

Centenas de pessoas foram às ruas em Gaza e na Cisjordânia ocupada para apoiar Adnan e lamentar sua morte, que os líderes palestinos descreveram como um assassinato. Em Gaza, uma central de facções palestinas armadas, que inclui o Hamas e a Jihad Islâmica, lançou duas barragens de foguetes separadas contra Israel.

O Exército israelense disse que pelo menos três foguetes foram disparados de Gaza horas após a morte de Adnan, e outros 26 foram lançados no final da tarde. Dois caíram na cidade de Sderot, no sul, ferindo três pessoas, incluindo um estrangeiro de 25 anos que, segundo o serviço de ambulâncias de Israel, sofreu graves ferimentos por estilhaços.

Um oficial da Força de Defesa de Israel disse que Israel responderia no momento e local de sua escolha.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, reuniu-se com autoridades de segurança para avaliar a situação e os militares disseram que estão investigando como dois foguetes penetraram no sistema de defesa aérea de Israel, o Iron Dome.

Desde 2011, Adnan realizou pelo menos três greves de fome em protesto contra detenções sem acusações por parte de Israel. A tática foi usada por outros prisioneiros palestinos, às vezes em massa, mas ninguém havia morrido desde 1992.

(Reportagem de Emily Rose, Nidal Al Mughrabi; Reportagem adicional de Henriette Chacar, Ali Sawafta)

Reuters

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