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    Forças de segurança de Israel deveriam responder por mortes em Gaza, diz ONU

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    Por Stephanie Nebehay

    GENEBRA (Reuters) - Investigadores da Organização das Nações Unidas (ONU) disseram que as forças de segurança de Israel podem ter cometido crimes de guerra e crimes contra a humanidade ao matarem 189 palestinos e ferir mais de 6.100 durante protestos semanais em Gaza no ano passado.

    A comissão independente disse ter informações confidenciais sobre aqueles que acredita serem responsáveis pelas mortes, incluindo franco-atiradores e comandantes.

    'As forças de segurança israelenses mataram e mutilaram manifestantes palestinos que não representavam uma ameaça de morte ou lesão grave iminente a outros quando foram baleados, nem estavam participando diretamente de hostilidades', disse a comissão em um relatório.

    Israel rejeitou o relatório por vê-lo como um 'teatro do absurdo'.

    Em um comunicado, o ministro interino das Relações Exteriores, Israel Katz, o classificou como 'outro relatório hostil, mentiroso e enviesado contra o Estado de Israel... ninguém pode negar a Israel o direito de legítima defesa e a obrigação de defender seus cidadãos e fronteiras de ataques violentos'.

    Protestos vêm sendo realizados na fronteira entre Israel e a Faixa de Gaza desde o ano passado, nos quais se pede o relaxamento do bloqueio israelense sobre o território e o reconhecimento do direito dos refugiados palestinos no local de voltarem para seus lares em Israel.

    Israel afirma que suas forças abriram fogo para proteger a divisa de incursões e ataques de militantes armados.

    O relatório mais recente, que cobre o período de 30 de março a 31 de dezembro de 2018, ao Conselho de Direitos Humanos da ONU se baseou em centenas de entrevistas com vítimas e testemunhas, além de registros médicos, filmagens de vídeo e de drone e fotos.

    A alta comissária dos Direitos Humanos da ONU, Michelle Bachelet, deveria compartilhar as conclusões com o Tribunal Penal Internacional (TPI), disse o texto. A corte sediada em Haia iniciou uma investigação preliminar sobre alegações de abuso de direitos humanos por parte dos israelenses em território palestino em 2015.

    A Faixa de Gaza abriga 2 milhões de palestinos, a maioria descendentes apátridas de pessoas que fugiram ou foram expulsas de Israel quando o país foi fundado em 1948.

    A comissão liderada pelo especialista legal argentino Santiago Canton disse que membros individuais das forças de segurança de Israel mataram e feriram gravemente civis que 'nem estavam participando diretamente de hostilidades, nem representavam uma ameaça iminente'.

    Escrito por Thomson Reuters

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